Uma parte dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusou a entrar numa entidade que cuida de exepcionais mantida por uma casa espírita, e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos.
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar - você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.
Por Ed René Kivitz,
cristão, pastor evangélico, e santista desde pequeno.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
INICIAÇÃO MEDIÚNICA
Quando percebes em ti mesmo sinais de mediunidade, experimentas a perturbação e a dor, diante das emoções diferentes que te invadem o mundo íntimo...
Em vista disso, rogas orientação e socorro.
Não esqueças, porém, que o problema reside em ti mesmo e que tu não te reajustarás sem a própria cooperação.
O médico poderá ser competente e caritativo, entretanto, não dispõe de recursos para salvar o enfermo que não deseja curar-se.
Se pretendes equilíbrio e segurança, antes de tudo, solicita à Divina Providência, através da oração, para que te auxilie a policiar a própria mente, sustentando o bem a teu próprio favor.
Em seguida, trabalha na extensão desse mesmo bem, tanto quanto estiver ao teu alcance, porque todos os processos de obsessão, quase sempre nascidos da força mediúnica inconsciente, crescem na medida de tuas horas inúteis.
Assim sendo, ainda mesmo com sacrifício cumpre teus deveres no lar ou no círculo de trabalho em que o Senhor te situou a existência, empregando o cérebro e o coração naquilo que possas realizar de melhor. E, além das obrigações naturais que te enriquecem a luta, refugia-te no estudo nobre e na caridade incansável, alavancas seguras de tua libertação.
O livro edificante opera o saneamento da alma, descerrando- te os mais elevados caminhos da Terra e o serviço prestado desinteressadamente ao próximo ampara-te com os valores da simpatia, angariando-te as bênçãos do Céu.
O doente a quem ajudas será remédio em tuas feridas e o desesperado a quem reconfortas será consolo em teu coração.
Não solicites ao Cristo o milagre de teu reajuste. Pede ao Mestre Divino que te conceda serviço e entendimento, para que restaures a ti próprio, enfileirando- te entre os servidores leais da luz.
Não te queixes dos adversários e perseguidores desencarnados. Os nossos atuais obsessores são nossos próprios companheiros do passado, afetos do nosso “ontem”, que deixamos à retaguarda, em muitas circunstâncias, envenenados por nossas próprias ações destrutivas.
Se aguardamos proteção e carinho dos benfeitores que se erguem na Altura, acima de nós, como poderíamos deixar de ajudar os nossos irmãos menos felizes, que sofrem, dementados, entre a delinquência e a miséria, para que se retirem do tenebroso vales das sombras, ao qual, muitas vezes, se arrojaram com o impensado impulso de nossas mãos?
Oferece-lhes, assim, o teu exemplo vivo na paciência e na abnegação, na fé e na caridade, na tolerância e no dever dignamente cumprido, para que todos leiam em tua vida a cartilha da própria transformação.
Não basta, pois, desenvolver a mediunidade que trazes, latente.
É indispensável te aprimores, através do trabalho e da prece, com bases na fraternidade e no estudo, para que te faças operário do Cristo com que o Cristo possa contar.
Não percas tempo, entre o anestésico do desânimo e o fel da lamentação.
Devotemo-nos ao bem de todos, aprendendo e auxiliando, amando e servindo sempre.
Ser “médium” significa ser “medianeiro”.
Não vale, desse modo, apenas guardar o título de Médium.
É imprescindível a nossa expansão no discernimento e no mérito, na compreensão e na bondade, com utilidade para os outros e aperfeiçoamento de nós mesmos, que nos habilitem a ser devotados artífices do amor e fiéis mensageiros da luz.
Autor: Emmanuel (extraída do livro “Temas da Vida”, psicografado por Francisco Cândido Xavier)
Em vista disso, rogas orientação e socorro.
Não esqueças, porém, que o problema reside em ti mesmo e que tu não te reajustarás sem a própria cooperação.
O médico poderá ser competente e caritativo, entretanto, não dispõe de recursos para salvar o enfermo que não deseja curar-se.
Se pretendes equilíbrio e segurança, antes de tudo, solicita à Divina Providência, através da oração, para que te auxilie a policiar a própria mente, sustentando o bem a teu próprio favor.
Em seguida, trabalha na extensão desse mesmo bem, tanto quanto estiver ao teu alcance, porque todos os processos de obsessão, quase sempre nascidos da força mediúnica inconsciente, crescem na medida de tuas horas inúteis.
Assim sendo, ainda mesmo com sacrifício cumpre teus deveres no lar ou no círculo de trabalho em que o Senhor te situou a existência, empregando o cérebro e o coração naquilo que possas realizar de melhor. E, além das obrigações naturais que te enriquecem a luta, refugia-te no estudo nobre e na caridade incansável, alavancas seguras de tua libertação.
O livro edificante opera o saneamento da alma, descerrando- te os mais elevados caminhos da Terra e o serviço prestado desinteressadamente ao próximo ampara-te com os valores da simpatia, angariando-te as bênçãos do Céu.
O doente a quem ajudas será remédio em tuas feridas e o desesperado a quem reconfortas será consolo em teu coração.
Não solicites ao Cristo o milagre de teu reajuste. Pede ao Mestre Divino que te conceda serviço e entendimento, para que restaures a ti próprio, enfileirando- te entre os servidores leais da luz.
Não te queixes dos adversários e perseguidores desencarnados. Os nossos atuais obsessores são nossos próprios companheiros do passado, afetos do nosso “ontem”, que deixamos à retaguarda, em muitas circunstâncias, envenenados por nossas próprias ações destrutivas.
Se aguardamos proteção e carinho dos benfeitores que se erguem na Altura, acima de nós, como poderíamos deixar de ajudar os nossos irmãos menos felizes, que sofrem, dementados, entre a delinquência e a miséria, para que se retirem do tenebroso vales das sombras, ao qual, muitas vezes, se arrojaram com o impensado impulso de nossas mãos?
Oferece-lhes, assim, o teu exemplo vivo na paciência e na abnegação, na fé e na caridade, na tolerância e no dever dignamente cumprido, para que todos leiam em tua vida a cartilha da própria transformação.
Não basta, pois, desenvolver a mediunidade que trazes, latente.
É indispensável te aprimores, através do trabalho e da prece, com bases na fraternidade e no estudo, para que te faças operário do Cristo com que o Cristo possa contar.
Não percas tempo, entre o anestésico do desânimo e o fel da lamentação.
Devotemo-nos ao bem de todos, aprendendo e auxiliando, amando e servindo sempre.
Ser “médium” significa ser “medianeiro”.
Não vale, desse modo, apenas guardar o título de Médium.
É imprescindível a nossa expansão no discernimento e no mérito, na compreensão e na bondade, com utilidade para os outros e aperfeiçoamento de nós mesmos, que nos habilitem a ser devotados artífices do amor e fiéis mensageiros da luz.
Autor: Emmanuel (extraída do livro “Temas da Vida”, psicografado por Francisco Cândido Xavier)
OS ANIMAIS TEM MEDIUNIDADE?
Para o espiritismo, alguns animais têm o que pode ser considerado como mediunidade, já que conseguem pressentir algo no ar e geralmente estão certos. Além disso, atuam como antenas que captam a energia negativa das pessoas que não desejam o bem para seus donos.
Os animais domésticos conseguem ver espíritos e até se comunicam com eles, pois têm uma visão mais penetrante que lhes permite distinguir os sinais que os espíritos fazem. Sua alma é muito parecida com a alma humana, porém é inferior. Entre a alma dos animais e a do homem existe tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.
De acordo com Kardec, o codificador espírita, o homem é muito parecido com os animais, porém estes agem por instinto e também por inteligência, só que limitada. Não há como negar que alguns deles parecem ter atos combinados que expressam uma vontade de agir mediunicamente num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há uma espécie de inteligência e certa educação. Também têm uma linguagem; não uma linguagem formada de palavras e de sílabas, mas de um meio de se comunicarem e expressar as suas sensações.
Após a morte de um animal, sua individualidade é conservada no mundo espiritual ou universo superior (céu) e segue uma lei progressiva assim como a dos homens. Neste céu, ou mundo superior, onde os espíritos dos seres humanos são mais avançados, os animais também o são, tendo meios de comunicação mais desenvolvidos. Essa idéia é compartilhada por outras religiões: "os animais de estimação vão para o céu e isto depende de como o animal se comportou aqui na Terra, onde suas atitudes determinam sua bênção divina", disse o rabino Gershon Winckler. A especialista em vida animal Mary Buddemeyer Poter acredita que "todos os animais vão para o céu, já que são seres inocentes e livres do pecado". "Não importa como agiram na Terra, eles vão para o paraíso", disse um professor de Teologia da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.
Segundo Brian Mc Sweenewy, vice-chanceler da arquidiocese de Nova York (EUA), "eles vão para o céu devido a ligação que seus donos têm com os mesmos, já que o céu foi criado para os humanos".
Há inúmeras identificações e correspondências entre os homens e os animais, arquétipos que representam as camadas mais profundas do inconsciente e do instinto. Contudo, apesar de considerados seres irracionais, a maioria deles vivencia a fraternidade, convivendo harmoniosamente com os seres humanos. Com os seus corpos, expressam emoções e o instinto da preservação da espécie que é notado em praticamente todos eles.
Os animais aparecem em diversas religiões como guardiões dos templos. No Egito, a zoolatria era levada a sério. Um egípcio era capaz de deixar sua casa ser queimada por um incêndio pelo dever em socorrer seu gato. Várias múmias de gatos foram encontradas nos sepulcros egípcios. Para Shiva (divindade indiana) toda a forma de vida é sagrada e não existem diferenças entre os homens e animais.
É importante lembrar que a diferença dos animais e homens é o principio inteligente, o poder de distinguir entre o bem e o mal, e a responsabilidade de seus atos. O homem é de fato, um ser à parte, uma vez que tem faculdades que o diferem de todos os outros por ter sua destinação.
Especial para Terra
Monica Buonfiglio
............................................................
No processo evolutivo, os animais, pouco a pouco, vão se modificando. A princípio possuem uma "alma-grupo" que, no evoluir das espécies, vai se individualizando.
Aprendemos na escola, que a escalada evolutiva segue a seguinte ordem: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Fazendo uma análise e comparando cada qual, notamos que a espécie mais evoluída é a dos mamíferos.
Poderemos nos perguntar: nós também não somos mamíferos?
Sim, realmente somos, mas pertencemos ao grupo hominal.
E o que nos diferencia das demais espécies?
Nós já temos a faculdade da razão e uma inteligência já desenvolvida. Sobre nós impera a Lei do Livre Arbítrio e a Lei da Ação e Reação.
Os animais possuem uma inteligência fragmentária, possuem sentimentos, mas sobre eles impera o instinto.
E qual o papel deles junto a nós?
Através das leituras, vamos adquirindo a consciência de que eles, como nós, estão passando por um processo evolutivo. Nós, buscando o aperfeiçoamento moral e espiritual, para um dia atingirmos as alturas angélicas; eles, evoluindo nas diversas espécies, para um dia reencarnarem no reino hominal.
Em algumas literaturas é colocado que:
"Nossa responsabilidade para com eles é a mesma do Plano Espiritual Maior para conosco".
Então, estas pequenas criaturas que conosco comungam a jornada terrena e nos auxiliam, muitas vezes sendo sacrificadas em benefício da ciência para o bem da humanidade, merecem de nós respeito, compreensão, amor e auxílio em sua evolução.
Devemos, pela responsabilidade a nós colocada, dar o melhor de nós a estes irmãos menores, pois este "melhor" estará guardado intuitivamente em seus corações e, quando passarem para o reino hominal, já terão dentro de si o amor.
Poderão, então, ser pessoas melhores, evoluindo mais rapidamente pelos caminhos do bem e do amor.
Já dizia Leonardo Da Vinci:
"O dia em que o homem conhecer o íntimo dos animais, todo crime realizado contra um animal, será um crime contra a humanidade".
Portal do Espirito
Os animais domésticos conseguem ver espíritos e até se comunicam com eles, pois têm uma visão mais penetrante que lhes permite distinguir os sinais que os espíritos fazem. Sua alma é muito parecida com a alma humana, porém é inferior. Entre a alma dos animais e a do homem existe tanta distância quanto há entre a alma do homem e Deus.
De acordo com Kardec, o codificador espírita, o homem é muito parecido com os animais, porém estes agem por instinto e também por inteligência, só que limitada. Não há como negar que alguns deles parecem ter atos combinados que expressam uma vontade de agir mediunicamente num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há uma espécie de inteligência e certa educação. Também têm uma linguagem; não uma linguagem formada de palavras e de sílabas, mas de um meio de se comunicarem e expressar as suas sensações.
Após a morte de um animal, sua individualidade é conservada no mundo espiritual ou universo superior (céu) e segue uma lei progressiva assim como a dos homens. Neste céu, ou mundo superior, onde os espíritos dos seres humanos são mais avançados, os animais também o são, tendo meios de comunicação mais desenvolvidos. Essa idéia é compartilhada por outras religiões: "os animais de estimação vão para o céu e isto depende de como o animal se comportou aqui na Terra, onde suas atitudes determinam sua bênção divina", disse o rabino Gershon Winckler. A especialista em vida animal Mary Buddemeyer Poter acredita que "todos os animais vão para o céu, já que são seres inocentes e livres do pecado". "Não importa como agiram na Terra, eles vão para o paraíso", disse um professor de Teologia da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.
Segundo Brian Mc Sweenewy, vice-chanceler da arquidiocese de Nova York (EUA), "eles vão para o céu devido a ligação que seus donos têm com os mesmos, já que o céu foi criado para os humanos".
Há inúmeras identificações e correspondências entre os homens e os animais, arquétipos que representam as camadas mais profundas do inconsciente e do instinto. Contudo, apesar de considerados seres irracionais, a maioria deles vivencia a fraternidade, convivendo harmoniosamente com os seres humanos. Com os seus corpos, expressam emoções e o instinto da preservação da espécie que é notado em praticamente todos eles.
Os animais aparecem em diversas religiões como guardiões dos templos. No Egito, a zoolatria era levada a sério. Um egípcio era capaz de deixar sua casa ser queimada por um incêndio pelo dever em socorrer seu gato. Várias múmias de gatos foram encontradas nos sepulcros egípcios. Para Shiva (divindade indiana) toda a forma de vida é sagrada e não existem diferenças entre os homens e animais.
É importante lembrar que a diferença dos animais e homens é o principio inteligente, o poder de distinguir entre o bem e o mal, e a responsabilidade de seus atos. O homem é de fato, um ser à parte, uma vez que tem faculdades que o diferem de todos os outros por ter sua destinação.
Especial para Terra
Monica Buonfiglio
............................................................
No processo evolutivo, os animais, pouco a pouco, vão se modificando. A princípio possuem uma "alma-grupo" que, no evoluir das espécies, vai se individualizando.
Aprendemos na escola, que a escalada evolutiva segue a seguinte ordem: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Fazendo uma análise e comparando cada qual, notamos que a espécie mais evoluída é a dos mamíferos.
Poderemos nos perguntar: nós também não somos mamíferos?
Sim, realmente somos, mas pertencemos ao grupo hominal.
E o que nos diferencia das demais espécies?
Nós já temos a faculdade da razão e uma inteligência já desenvolvida. Sobre nós impera a Lei do Livre Arbítrio e a Lei da Ação e Reação.
Os animais possuem uma inteligência fragmentária, possuem sentimentos, mas sobre eles impera o instinto.
E qual o papel deles junto a nós?
Através das leituras, vamos adquirindo a consciência de que eles, como nós, estão passando por um processo evolutivo. Nós, buscando o aperfeiçoamento moral e espiritual, para um dia atingirmos as alturas angélicas; eles, evoluindo nas diversas espécies, para um dia reencarnarem no reino hominal.
Em algumas literaturas é colocado que:
"Nossa responsabilidade para com eles é a mesma do Plano Espiritual Maior para conosco".
Então, estas pequenas criaturas que conosco comungam a jornada terrena e nos auxiliam, muitas vezes sendo sacrificadas em benefício da ciência para o bem da humanidade, merecem de nós respeito, compreensão, amor e auxílio em sua evolução.
Devemos, pela responsabilidade a nós colocada, dar o melhor de nós a estes irmãos menores, pois este "melhor" estará guardado intuitivamente em seus corações e, quando passarem para o reino hominal, já terão dentro de si o amor.
Poderão, então, ser pessoas melhores, evoluindo mais rapidamente pelos caminhos do bem e do amor.
Já dizia Leonardo Da Vinci:
"O dia em que o homem conhecer o íntimo dos animais, todo crime realizado contra um animal, será um crime contra a humanidade".
Portal do Espirito
CONQUISTA ÍNTIMA
Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.
E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis, é um deles, pedindo o especifico da calma que a desterre do mundo íntimo.
Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.
Aprenderemos, por fim, que diante da crítica estamos convocados à demonstração de benevolência, diante da censura é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar esperança; ante a condenação, somos indicados à benção, e que renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de calores eternos no terreno do espírito.
É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos todos nós, no justo momento de conquistá-la.
Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis, é um deles, pedindo o especifico da calma que a desterre do mundo íntimo.
Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.
Aprenderemos, por fim, que diante da crítica estamos convocados à demonstração de benevolência, diante da censura é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar esperança; ante a condenação, somos indicados à benção, e que renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de calores eternos no terreno do espírito.
É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos todos nós, no justo momento de conquistá-la.
Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
sexta-feira, 28 de maio de 2010
RELIGIÃO E DEUS
Quantos são os caminhos para encontrar Deus? De quantas estradas é feito o nosso trilhar para entender as coisas de Deus? Quais são os caminhares que nos levam a Deus?
Não houve na História da Humanidade cultura alguma que não tivesse nos seus valores o entendimento de Deus.
As formas de interpretação da Divindade variaram às centenas, porém, nenhum povo houve que negasse a existência de uma força maior a comandar os desígnios do Universo.
Assim, crer na existência de Deus transcende o aspecto cultural e se insere na essência do sentimento humano de que existe um Criador a gerar a vida, do macro ao microcosmo.
E, ao longo da História, vários foram os ensaios para se explicar e entender Deus.
Seja o deus castigo e vingança das civilizações antigas, ou o deus concebido em forma humana, como nas mitologias greco-romanas, ou ainda o deus natureza dos celtas, sempre foram tentativas do homem de entender Deus.
E hoje, como entendemos Deus?
Provavelmente as suas respostas e explicações acerca da Divindade estão pautadas em uma explicação doutrinária ou religiosa.
E é exatamente para isso que as religiões se estruturam: para nos ajudar a redescobrir Deus, Suas Leis, Seus desígnios e para Ele nos voltarmos.
Desta forma, podemos entender a religião não como um fim e sim um meio. O meio que encontramos para entender Deus e tê-Lo na nossa vida diária.
E, sendo a religião o meio que usamos para reencontrar Deus, é natural que cada um de nós tenha necessidade de um caminho que seja coerente e próprio em relação ao seu amadurecimento emocional, seus valores e conceitos.
Por isso, cada um de nós escolhe essa ou aquela escola religiosa, esse ou aquele caminho para chegar a Deus.
Porém, para Deus, todos os caminhos que levem a Ele são dignos de respeito. Toda doutrina, toda religião que nos torne melhores, é válida.
Além disso, devemos lembrar que a religião por si só não basta em nossa vida. Como também, para sermos pessoas de bem, a religião não é imprescindível.
Há inúmeras pessoas que, sem professarem nenhuma religião, têm uma vida de respeito ao próximo, de conduta ilibada, de retidão de caráter inquestionável.
E outras, apegadas a essa ou aquela escola religiosa, se mostram só preocupadas com a externalidade da religião, cuidando muito pouco do seu mundo íntimo.
Se a religião que escolhemos nos faz pessoas melhores, nos ajuda a entender as Leis de Deus, a nos entender e a entender ao próximo, essa é a melhor religião para nós.
Porém, se ainda nos vinculamos a uma religião, preocupados com o que os outros estão vendo ou pensando, somente para satisfazer vaidades ou expectativas nossas ou de outros, há que se repensar como estamos construindo nossa relação com Deus.
O mais significativo para nós deve ser perceber que a religião que adotamos é o meio que encontramos de construir a religiosidade em nós, do entendimento de Deus, respeitando o próximo nos caminhos que ele escolher para compreender Deus e trazê-Lo para dentro de si.
Momento Espírita.
Não houve na História da Humanidade cultura alguma que não tivesse nos seus valores o entendimento de Deus.
As formas de interpretação da Divindade variaram às centenas, porém, nenhum povo houve que negasse a existência de uma força maior a comandar os desígnios do Universo.
Assim, crer na existência de Deus transcende o aspecto cultural e se insere na essência do sentimento humano de que existe um Criador a gerar a vida, do macro ao microcosmo.
E, ao longo da História, vários foram os ensaios para se explicar e entender Deus.
Seja o deus castigo e vingança das civilizações antigas, ou o deus concebido em forma humana, como nas mitologias greco-romanas, ou ainda o deus natureza dos celtas, sempre foram tentativas do homem de entender Deus.
E hoje, como entendemos Deus?
Provavelmente as suas respostas e explicações acerca da Divindade estão pautadas em uma explicação doutrinária ou religiosa.
E é exatamente para isso que as religiões se estruturam: para nos ajudar a redescobrir Deus, Suas Leis, Seus desígnios e para Ele nos voltarmos.
Desta forma, podemos entender a religião não como um fim e sim um meio. O meio que encontramos para entender Deus e tê-Lo na nossa vida diária.
E, sendo a religião o meio que usamos para reencontrar Deus, é natural que cada um de nós tenha necessidade de um caminho que seja coerente e próprio em relação ao seu amadurecimento emocional, seus valores e conceitos.
Por isso, cada um de nós escolhe essa ou aquela escola religiosa, esse ou aquele caminho para chegar a Deus.
Porém, para Deus, todos os caminhos que levem a Ele são dignos de respeito. Toda doutrina, toda religião que nos torne melhores, é válida.
Além disso, devemos lembrar que a religião por si só não basta em nossa vida. Como também, para sermos pessoas de bem, a religião não é imprescindível.
Há inúmeras pessoas que, sem professarem nenhuma religião, têm uma vida de respeito ao próximo, de conduta ilibada, de retidão de caráter inquestionável.
E outras, apegadas a essa ou aquela escola religiosa, se mostram só preocupadas com a externalidade da religião, cuidando muito pouco do seu mundo íntimo.
Se a religião que escolhemos nos faz pessoas melhores, nos ajuda a entender as Leis de Deus, a nos entender e a entender ao próximo, essa é a melhor religião para nós.
Porém, se ainda nos vinculamos a uma religião, preocupados com o que os outros estão vendo ou pensando, somente para satisfazer vaidades ou expectativas nossas ou de outros, há que se repensar como estamos construindo nossa relação com Deus.
O mais significativo para nós deve ser perceber que a religião que adotamos é o meio que encontramos de construir a religiosidade em nós, do entendimento de Deus, respeitando o próximo nos caminhos que ele escolher para compreender Deus e trazê-Lo para dentro de si.
Momento Espírita.
CILADAS E ARMADILHAS
"Nas minhas viagens pela vida como mestre espiritual, psicólogo espiritualista e discípulo do caminho, tomei ciência de muitas das armadilhas e ciladas que se encontram no caminho espiritual. Considero-me até especialista no assunto, pois caí na maioria delas.
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir. Embora breve em palavras, é profunda em intuições. Meu propósito, ao partilhar esses problemas possíveis, é poupar ao maior número de pessoas o sofrimento, carma negativo e atrasos no caminho da ascensão provocados pela ignorância dessas lições. O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro.
1. Abrir mão de seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus. Não seria perda de tempo refletir sobre isso, pois há muita sabedoria nessa curta frase.
2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e criar de modo correto a sua
criança interior.
5. Não comer corretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Enxergar as aparências, em vez da verdadeira realidade que está por trás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente antes de se tornar auto-realiza
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente em suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Priorizar o relacionamento em detrimento do eu e de Deus. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser critico demais e duro demais consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse de seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se a Deus; ou submeter-se a Deus, mas não aprender a assumir ao mesmo tempo seu poder pessoal.
26. Abrir mão de seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar seu poder a entidades que você canalizar.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes ou ver ou experimentar toda espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da kundalini.
35. Forçar a abertura dos chakras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é o melhor.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o "bom trabalho espiritual" que você faz, em vez de
simplesmente recolher-se na sua humildade.
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar seu poder à astrologia e à influência das estrelas.
44. Apegar-se demais às coisas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir em meio a grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Você jamais deve desistir! Jamais deve desistir! Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o está incomodando - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais ou pela obtenção dos Siddhas, em vez de reconhecer que o amor é, dentre todos, o maior poder espiritual.
53. Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre você e Deus.
56. Usar suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais por suas crenças.
58. Achar que você pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula; essa é a pior forma de ilusão.
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no caminho espiritual como você.
60. Priorizar seu relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com Deus.
61. Enredar-se em todas as atrações deste mundo material realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros enfim, num senso incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equanimidade em todos os momentos; se você não transcende a dualidade, continuará vitima da montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa sofrer na vida.
66. Ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está acumulando mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente o é; por outro
lado, pensar que é menos avançado do que realmente o é.
76. Ser famoso.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a alma e a mônada são aquelas que, na verdade, você está procurando prioritariamente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre se esconder pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai,
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Trabalhar, neste plano ou no plano interior, com mestres que não sejam ascensionados e tenham compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um simples interesse, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais na frente da tv, lendo romances fúteis, assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que sirva a você ou a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar pelo amor.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui, em vez de se dedicar ao Eu Eterno que é você mesmo.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar seu campo de acordo com a necessidade.
91. Não saber dizer não às pessoas, à criança interior ou ao ego negativo sempre que for necessário.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros vá lhe trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar a Deus ou irritar-se contra Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de se comparar com o próprio eu.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa do nível de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou de seu próprio corpo físico, emocional ou mental; desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que você não precisa se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, maya, ego negativo, medo e separação são reais.
104. Usar açúcar, estimulantes artificiais, café e refrigerantes para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda de Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Amar um pouco menos as pessoas porque elas o estão tratando mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da alma, a mônada, Deus e os mestres ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo se você perseverar e fizer sua parte.
108. Pensar que outras pessoas podem atingir a ascensão, mas não você, ou pelo menos não nesta vida.
109. Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um dos sete céus de Deus.
RESUMO
Penso que a lista acima proporciona um bom material para reflexão. O eu inferior, os poderes do glamour, da ilusão e do maya e o ego negativo são por natureza incrivelmente traiçoeiros e ardilosos. Como disse o mestre Yoda nos filmes da série Guerra nas Estrelas, "Não subestime o poder do lado escuro da força". Uma vez emaranhado nele, pode ser bem difícil encontrar a saída. Manter a clareza da mente é algo que exige enorme vigilância, autodisciplina, devotamento e devastadora honestidade. Se o ego não conseguir fazer que você se sinta um subalterno, certamente tentará fazê-lo sentir-se um manda-chuva, idéia ainda mais sedutora.
Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você trilha o caminho da ascensão. Posso lhe assegurar que essas intuições podem ser úteis para evitar o sofrimento e aprender pela graça.
por Dr. Joshua David Stone"
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir. Embora breve em palavras, é profunda em intuições. Meu propósito, ao partilhar esses problemas possíveis, é poupar ao maior número de pessoas o sofrimento, carma negativo e atrasos no caminho da ascensão provocados pela ignorância dessas lições. O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro.
1. Abrir mão de seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus. Não seria perda de tempo refletir sobre isso, pois há muita sabedoria nessa curta frase.
2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e criar de modo correto a sua
criança interior.
5. Não comer corretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Enxergar as aparências, em vez da verdadeira realidade que está por trás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente antes de se tornar auto-realiza
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente em suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Priorizar o relacionamento em detrimento do eu e de Deus. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser critico demais e duro demais consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse de seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se a Deus; ou submeter-se a Deus, mas não aprender a assumir ao mesmo tempo seu poder pessoal.
26. Abrir mão de seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar seu poder a entidades que você canalizar.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes ou ver ou experimentar toda espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da kundalini.
35. Forçar a abertura dos chakras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é o melhor.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o "bom trabalho espiritual" que você faz, em vez de
simplesmente recolher-se na sua humildade.
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar seu poder à astrologia e à influência das estrelas.
44. Apegar-se demais às coisas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir em meio a grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Você jamais deve desistir! Jamais deve desistir! Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o está incomodando - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais ou pela obtenção dos Siddhas, em vez de reconhecer que o amor é, dentre todos, o maior poder espiritual.
53. Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre você e Deus.
56. Usar suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais por suas crenças.
58. Achar que você pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula; essa é a pior forma de ilusão.
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no caminho espiritual como você.
60. Priorizar seu relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com Deus.
61. Enredar-se em todas as atrações deste mundo material realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros enfim, num senso incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equanimidade em todos os momentos; se você não transcende a dualidade, continuará vitima da montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa sofrer na vida.
66. Ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está acumulando mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente o é; por outro
lado, pensar que é menos avançado do que realmente o é.
76. Ser famoso.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a alma e a mônada são aquelas que, na verdade, você está procurando prioritariamente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre se esconder pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai,
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Trabalhar, neste plano ou no plano interior, com mestres que não sejam ascensionados e tenham compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um simples interesse, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais na frente da tv, lendo romances fúteis, assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que sirva a você ou a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar pelo amor.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui, em vez de se dedicar ao Eu Eterno que é você mesmo.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar seu campo de acordo com a necessidade.
91. Não saber dizer não às pessoas, à criança interior ou ao ego negativo sempre que for necessário.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros vá lhe trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar a Deus ou irritar-se contra Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de se comparar com o próprio eu.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa do nível de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou de seu próprio corpo físico, emocional ou mental; desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que você não precisa se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, maya, ego negativo, medo e separação são reais.
104. Usar açúcar, estimulantes artificiais, café e refrigerantes para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda de Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Amar um pouco menos as pessoas porque elas o estão tratando mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da alma, a mônada, Deus e os mestres ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo se você perseverar e fizer sua parte.
108. Pensar que outras pessoas podem atingir a ascensão, mas não você, ou pelo menos não nesta vida.
109. Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um dos sete céus de Deus.
RESUMO
Penso que a lista acima proporciona um bom material para reflexão. O eu inferior, os poderes do glamour, da ilusão e do maya e o ego negativo são por natureza incrivelmente traiçoeiros e ardilosos. Como disse o mestre Yoda nos filmes da série Guerra nas Estrelas, "Não subestime o poder do lado escuro da força". Uma vez emaranhado nele, pode ser bem difícil encontrar a saída. Manter a clareza da mente é algo que exige enorme vigilância, autodisciplina, devotamento e devastadora honestidade. Se o ego não conseguir fazer que você se sinta um subalterno, certamente tentará fazê-lo sentir-se um manda-chuva, idéia ainda mais sedutora.
Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você trilha o caminho da ascensão. Posso lhe assegurar que essas intuições podem ser úteis para evitar o sofrimento e aprender pela graça.
por Dr. Joshua David Stone"
segunda-feira, 24 de maio de 2010
INCORPORAÇÃO - MODALIDADES MEDIÚNICAS
Sabemos, que há várias modalidades mediúnicas, analisemos agora de forma mais detalhada cada uma delas:
1) Mecânica de Incorporação
Esta é, sem dúvidas, é a modalidade mais popular pelos terreiros espalhados pelo Brasil.
A Incorporação, como é conhecida, é o que faz com que os terreiros recebam dezenas e centenas de pessoas na expectativa de escutarem uma mensagem de paz, amor, tranqüilidade das entidades.
INFELIZMENTE, INSISTEM EM TRATAR TAIS ENTIDADES (INFINITAMENTE MELHORES QUE NÓS), COMO ATENDENTES DE UM GRANDE BALCÃO, ONDE AS PESSOAS SERVEM-SE, RESOLVEM SEUS PROBLEMAS E NUNCA MAIS VOLTAM, SEQUER PARA AGRADECER.
Mas isso é um problema que está ligado ao grau consciencial de cada um, portanto...
Mas voltando a incorporação, apesar de ser o principal meio de comunicação com o Astral Superior, SÃO RARAS AS PESSOAS QUE CONHECEM OS PROCESSOS MAIS SUTIS DA MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO. Alguns levam-na as raias do fanatismo, chegado até as raias do absurdo, com suas vagas idéias.
Agora, mas tentar acabar com os MITOS que a cercam:
- a mecânica de incorporação está dividida em duas partes:
- incorporação inconsciente
- incorporação semi-inconsciente
Alguns pregam uma terceira modalidade que seria a CONSCIENTE, porém nesta não ocorre o processo de incorporação propriamente dito. É o que chamamos de IRRADIAÇÃO INTUITIVA .
Obs.
Para haver incorporação a entidade atuante deve fazer uso de 3 partes fundamentais da constituição etéreo-física do médium:
Parte psíquica
Parte sensorial – sensitiva
Parte motora
Na irradiação intuitiva a entidade só faz uso da função psíquica do médium; portanto não é incorporação.
Na incorporação a entidade não entra no corpo do médium pela cabeça, como muitos dizem. Na verdade, a entidade incorporante apenas se liga magneticamente ao Corpo Astral do médium em algumas regiões chaves que são:
1ª REGIÃO – núcleos vibracionais superiores – região ENCEFÁLICA.
• 2ª REGIÃO – núcleos intermediários – região TORACO-ABDOMINAL.
• 3ª REGIÃO – núcleos vibracional genésico – região do CÓCCIX.
SEM LIGAR-SE A ESSES 3 PONTOS NO CORPO ASTRAL DO MÉDIUM, NÃO HÁ A INCORPORAÇÃO. CASO A ENTIDADE ACHE NECESSÁRIO ELA PODE ATUAR EM OUTROS 3 PONTOS DISTINTOS, MAS NO MÍNIMO EM 3 DELES.
Esse é o conceito básico para ocorrer o processo da incorporação.
Mecânica de incorporação INCONSCIENTE:
Como o próprio nome diz, há uma tomada total, deixando o médium completamente inconsciente, como se estivesse em sono profundo.
A passividade do médium é total, fazendo com que a entidade tenha plenos poderes sobre seu corpo físico, isto controlando toda sua parte psíquica, sensorial e motora.
O médium não tem consciência nenhuma, durante o transe mediúnico e nem lembranças após o mesmo.
Nos dias de hoje isso não é muito comum, isso era muito comum no inicio do Movimento Umbandista, onde os médiuns eram tomados pelas entidades quase a “força”, pois muitos não eram nada esclarecidos e isso dificultava de forma insistente o trabalho das entidades.
Suas vibrações mediúnicas eram muito LENTAS E LONGAS, facilitando a atuação das entidades, embora era muito fácil de serem LOGRADOS E LUDIBRIADOS POR ENTIDADES DAS SOMBRAS.
Hoje, tal incorporação restringe-se aos médiuns com uma sistemática evolutiva pouco trabalhada.
Para entendermos melhor:
1. O médium preparado para a incorporação inconsciente, tem abundância de energia VITAL em todos núcleos vibratórios.
2. A entidade incorporante enlaça o corpo Astral do médium e, com a mão direita emite certos fluidos na região da cabeça e com a mão esquerda emite fluidos na região genésica. Esse são os primeiros fluidos de contato, sendo que a manutenção dos mesmos é feita pela projeção energética do médium junto à entidade. As duas constituições astrais se unem como se fosse uma só e a entidade bloqueia certas regiões cerebrais, para que o médium não tenha consciência
3. O sistema nervoso central é totalmente controlado pela entidade, o mesmo acontecendo com os centros da memória. A zona neurosensitiva e mesmo as sensações também ficam sob o controle da entidade.
4. Tudo isso se reflete no corpo físico da seguinte forma:
a) No inicio do processo, há uma profusão de bocejos, visando oxigenar melhor o cérebro propiciando sua revitalização.
b) Atua também no cerebelo, onde irá controlar a memória, impedindo que este se lembre de alguma coisa após o transe. A entidade usa também os movimentos do médium.
c) O contato mediúnico faz com que ocorra um certo sacolejo no médium, em virtude do choque nervoso, mas logo é frenado e controlado pela entidade.
d) Controla a fonação e todas as funções endócrinas, mas principalmente a complexa rede nervosa cardíaca. Sendo todas essas mantidas com gasto mínimo de energia. O núcleo vibratório mais incitado é o cardíaco, devido à quantidade de energia necessária para deslocar o corpo astral do médium. O médium fica consciente astralmente, mas as lembranças no físico são completamente apagadas.
Esses são os principais aspectos, sem dúvidas não são todos, mas sim o suficiente para entendermos o processo de forma lógica.
Mecânica de incorporação SEMI – INCONSCIENTE:
É a modalidade mediúnica que prevalece no Movimento Umbandista da atualidade.
Na incorporação semi-inconsciente há perda relativa ou parcial, essa perda da consciência obedece a uma graduação, isto é temos em termo de porcentagem de inconsciência, o qual pode variar de 10% a 90% no máximo.
Mas por que ocorre tal variação nos graus de consciência?
• Normalmente a incorporação SEMI-INCONSCIENTE, liga-se a médiuns de karma probatório um pouco mais avançado passando para o evolutivo (a escala evolutiva destes médiuns varia), por isso a porcentagem de inconsciência também, de acordo com cada um).
• No inicio da mediunidade, varia sempre entre 5% e 10%, com o desenrolar do desenvolvimento, a porcentagem vai aumentando de nivel.
• Essa incorporação semi-inconsciente é destinada aos médiuns de graus evolutivos melhores, porque através da mediunidade, o médium aprende com a entidade:
a) Como ajudar as pessoas de forma mais adequada;
b) Ser mais caridoso;
c) Ser mais generoso e benevolente;
d) Atender todos sem distinção.
Esse é o real objetivo da mediunidade, ajudar os seres desenvolverem-se espiritualmente e deste modo caminharem mais rápido rumo a evolução.
Dependendo da vibração original da entidade (da linha), os pontos ou regiões atuadas podem VARIAR, provocando diferenças fundamentais nas incorporações, sendo que o médium mais experiente, só pelos fluídos saberá identificar a vibração (a linha), mas será atuada no mínimo 3 pontos.
De acordo com o trabalho realizado, o médium poderá ter mais ou menos recordações sobre a atuação do seu mentor.
Quando o médium está BEM INCORPORADO ele NÃO PENSA, portanto tudo que vê e ouve é o seu mentor atuando, isso varia de acordo com o percentual de cada médium.
Na incorporação semi-inconsciente POSITIVA, o médium quase não tem domínio de seus movimentos (pois seus sentidos são rebaixados e não passivo), sempre variando.
Quanto mais experiente for o médium, mais rápido se desliga, é mais fácil de ser atuado pela entidade, MAS SEU COMPLEXO MENTAL É FRENADO, NÃO PENSA. É como se sua mente parasse temporariamente de trabalhar, assim tudo que sai da sua boca é palavra da entidade, isso INFLUENCIA A FONAÇÃO COMPLETAMENTE.
A MEDIUNIDADE NUNCA É PERFEITA, SEMPRE HÁ O QUE MELHORAR, portanto O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO É MUITO IMPORTANTE para a evolução do médium. Mas só isso não basta, não podemos nos esquecer da conduta MORAL ESPIRITUAL (não só a moral imposta pela sociedade, mas sim uma moral calcada nos NOBRES PRECEITOS DIVINOS).
Mediunidade = Afinidade
Exemplo:
Se o médium tiver uma conduta desleixada, fútil, se prendendo demais a valores materiais, esquecendo o objetivo da mediunidade (caridade e evolução espiritual) = se afinará só com espíritos de baixo calão vibratório = prejudicará seus complexo astro-físico = atrapalha MUITO sua evolução.
Portanto cuidado! Só depende de você!
fonte:comunidade A Umbanda é linda
1) Mecânica de Incorporação
Esta é, sem dúvidas, é a modalidade mais popular pelos terreiros espalhados pelo Brasil.
A Incorporação, como é conhecida, é o que faz com que os terreiros recebam dezenas e centenas de pessoas na expectativa de escutarem uma mensagem de paz, amor, tranqüilidade das entidades.
INFELIZMENTE, INSISTEM EM TRATAR TAIS ENTIDADES (INFINITAMENTE MELHORES QUE NÓS), COMO ATENDENTES DE UM GRANDE BALCÃO, ONDE AS PESSOAS SERVEM-SE, RESOLVEM SEUS PROBLEMAS E NUNCA MAIS VOLTAM, SEQUER PARA AGRADECER.
Mas isso é um problema que está ligado ao grau consciencial de cada um, portanto...
Mas voltando a incorporação, apesar de ser o principal meio de comunicação com o Astral Superior, SÃO RARAS AS PESSOAS QUE CONHECEM OS PROCESSOS MAIS SUTIS DA MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO. Alguns levam-na as raias do fanatismo, chegado até as raias do absurdo, com suas vagas idéias.
Agora, mas tentar acabar com os MITOS que a cercam:
- a mecânica de incorporação está dividida em duas partes:
- incorporação inconsciente
- incorporação semi-inconsciente
Alguns pregam uma terceira modalidade que seria a CONSCIENTE, porém nesta não ocorre o processo de incorporação propriamente dito. É o que chamamos de IRRADIAÇÃO INTUITIVA .
Obs.
Para haver incorporação a entidade atuante deve fazer uso de 3 partes fundamentais da constituição etéreo-física do médium:
Parte psíquica
Parte sensorial – sensitiva
Parte motora
Na irradiação intuitiva a entidade só faz uso da função psíquica do médium; portanto não é incorporação.
Na incorporação a entidade não entra no corpo do médium pela cabeça, como muitos dizem. Na verdade, a entidade incorporante apenas se liga magneticamente ao Corpo Astral do médium em algumas regiões chaves que são:
1ª REGIÃO – núcleos vibracionais superiores – região ENCEFÁLICA.
• 2ª REGIÃO – núcleos intermediários – região TORACO-ABDOMINAL.
• 3ª REGIÃO – núcleos vibracional genésico – região do CÓCCIX.
SEM LIGAR-SE A ESSES 3 PONTOS NO CORPO ASTRAL DO MÉDIUM, NÃO HÁ A INCORPORAÇÃO. CASO A ENTIDADE ACHE NECESSÁRIO ELA PODE ATUAR EM OUTROS 3 PONTOS DISTINTOS, MAS NO MÍNIMO EM 3 DELES.
Esse é o conceito básico para ocorrer o processo da incorporação.
Mecânica de incorporação INCONSCIENTE:
Como o próprio nome diz, há uma tomada total, deixando o médium completamente inconsciente, como se estivesse em sono profundo.
A passividade do médium é total, fazendo com que a entidade tenha plenos poderes sobre seu corpo físico, isto controlando toda sua parte psíquica, sensorial e motora.
O médium não tem consciência nenhuma, durante o transe mediúnico e nem lembranças após o mesmo.
Nos dias de hoje isso não é muito comum, isso era muito comum no inicio do Movimento Umbandista, onde os médiuns eram tomados pelas entidades quase a “força”, pois muitos não eram nada esclarecidos e isso dificultava de forma insistente o trabalho das entidades.
Suas vibrações mediúnicas eram muito LENTAS E LONGAS, facilitando a atuação das entidades, embora era muito fácil de serem LOGRADOS E LUDIBRIADOS POR ENTIDADES DAS SOMBRAS.
Hoje, tal incorporação restringe-se aos médiuns com uma sistemática evolutiva pouco trabalhada.
Para entendermos melhor:
1. O médium preparado para a incorporação inconsciente, tem abundância de energia VITAL em todos núcleos vibratórios.
2. A entidade incorporante enlaça o corpo Astral do médium e, com a mão direita emite certos fluidos na região da cabeça e com a mão esquerda emite fluidos na região genésica. Esse são os primeiros fluidos de contato, sendo que a manutenção dos mesmos é feita pela projeção energética do médium junto à entidade. As duas constituições astrais se unem como se fosse uma só e a entidade bloqueia certas regiões cerebrais, para que o médium não tenha consciência
3. O sistema nervoso central é totalmente controlado pela entidade, o mesmo acontecendo com os centros da memória. A zona neurosensitiva e mesmo as sensações também ficam sob o controle da entidade.
4. Tudo isso se reflete no corpo físico da seguinte forma:
a) No inicio do processo, há uma profusão de bocejos, visando oxigenar melhor o cérebro propiciando sua revitalização.
b) Atua também no cerebelo, onde irá controlar a memória, impedindo que este se lembre de alguma coisa após o transe. A entidade usa também os movimentos do médium.
c) O contato mediúnico faz com que ocorra um certo sacolejo no médium, em virtude do choque nervoso, mas logo é frenado e controlado pela entidade.
d) Controla a fonação e todas as funções endócrinas, mas principalmente a complexa rede nervosa cardíaca. Sendo todas essas mantidas com gasto mínimo de energia. O núcleo vibratório mais incitado é o cardíaco, devido à quantidade de energia necessária para deslocar o corpo astral do médium. O médium fica consciente astralmente, mas as lembranças no físico são completamente apagadas.
Esses são os principais aspectos, sem dúvidas não são todos, mas sim o suficiente para entendermos o processo de forma lógica.
Mecânica de incorporação SEMI – INCONSCIENTE:
É a modalidade mediúnica que prevalece no Movimento Umbandista da atualidade.
Na incorporação semi-inconsciente há perda relativa ou parcial, essa perda da consciência obedece a uma graduação, isto é temos em termo de porcentagem de inconsciência, o qual pode variar de 10% a 90% no máximo.
Mas por que ocorre tal variação nos graus de consciência?
• Normalmente a incorporação SEMI-INCONSCIENTE, liga-se a médiuns de karma probatório um pouco mais avançado passando para o evolutivo (a escala evolutiva destes médiuns varia), por isso a porcentagem de inconsciência também, de acordo com cada um).
• No inicio da mediunidade, varia sempre entre 5% e 10%, com o desenrolar do desenvolvimento, a porcentagem vai aumentando de nivel.
• Essa incorporação semi-inconsciente é destinada aos médiuns de graus evolutivos melhores, porque através da mediunidade, o médium aprende com a entidade:
a) Como ajudar as pessoas de forma mais adequada;
b) Ser mais caridoso;
c) Ser mais generoso e benevolente;
d) Atender todos sem distinção.
Esse é o real objetivo da mediunidade, ajudar os seres desenvolverem-se espiritualmente e deste modo caminharem mais rápido rumo a evolução.
Dependendo da vibração original da entidade (da linha), os pontos ou regiões atuadas podem VARIAR, provocando diferenças fundamentais nas incorporações, sendo que o médium mais experiente, só pelos fluídos saberá identificar a vibração (a linha), mas será atuada no mínimo 3 pontos.
De acordo com o trabalho realizado, o médium poderá ter mais ou menos recordações sobre a atuação do seu mentor.
Quando o médium está BEM INCORPORADO ele NÃO PENSA, portanto tudo que vê e ouve é o seu mentor atuando, isso varia de acordo com o percentual de cada médium.
Na incorporação semi-inconsciente POSITIVA, o médium quase não tem domínio de seus movimentos (pois seus sentidos são rebaixados e não passivo), sempre variando.
Quanto mais experiente for o médium, mais rápido se desliga, é mais fácil de ser atuado pela entidade, MAS SEU COMPLEXO MENTAL É FRENADO, NÃO PENSA. É como se sua mente parasse temporariamente de trabalhar, assim tudo que sai da sua boca é palavra da entidade, isso INFLUENCIA A FONAÇÃO COMPLETAMENTE.
A MEDIUNIDADE NUNCA É PERFEITA, SEMPRE HÁ O QUE MELHORAR, portanto O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO É MUITO IMPORTANTE para a evolução do médium. Mas só isso não basta, não podemos nos esquecer da conduta MORAL ESPIRITUAL (não só a moral imposta pela sociedade, mas sim uma moral calcada nos NOBRES PRECEITOS DIVINOS).
Mediunidade = Afinidade
Exemplo:
Se o médium tiver uma conduta desleixada, fútil, se prendendo demais a valores materiais, esquecendo o objetivo da mediunidade (caridade e evolução espiritual) = se afinará só com espíritos de baixo calão vibratório = prejudicará seus complexo astro-físico = atrapalha MUITO sua evolução.
Portanto cuidado! Só depende de você!
fonte:comunidade A Umbanda é linda
O DEFICIENTE APÓS A MORTE
Antes deste breve estudo, importa saber que "o espírito" é revestido de um
envoltório fluídico, semi-material, ou perispírito, cuja matéria se eteriza
a medida em que ele se purifica. Possui Forma flexível e expansível,
amoldando-se à vontade (ou necessidade) do espírito.No livro "Perante a
Eternidade", um espírito que na vida carnal fora deficiente, conta-nos
alguns aspectos do que ocorre com eles após a morte do corpo físico. Os que
sofrem com resignação têm no corpo doente a cura do espírito; os que se
revoltam, foram maus, desencarnam e continuam deficientes, às vezes em
estado pior.Conversei com urna senhora que, encarnada, foi cega. Por sua
extrema revolta, cometeu muitos erros, desencarnou e ficou quinze anos cega,
vagando pelo Umbral. Outros, socorridos, são internados em hospitais daqui e
são curados com passes e tratamento.Para as pessoas boas tudo é mais fácil.
Como o caso de um senhor que conheci encarnado, cego de nascença. Pessoa
boníssima, trabalhava para seu sustento. Contou me que sua desencarnação foi
como "dormir"; ao acordar, abriu os olhos e enxergou, embora visse tudo
embaralhado. Gritou de felicidade. Um médico do hospital para onde fora
levado lhe explicou sua situação de desencarnado, aplicou-lhe passes e ele
passou a enxergar nitidamente. Conversei com um rapaz que foi, encarnado,
paralítico. Com dificuldade movia somente a cabeça e as mãos. Encarnou assim
e desencarnou na adolescência. Falando de sua vida, contou-me que destruiu,
na outra existência, seu corpo perfeito num suicídio, pulando de um penhasco
e o remorso impediu-o de reconstruir o perispírito. Logo que tornou
conhecimento de sua morte, pôde se mexer e com algumas horas de tratamento,
quando lhe foram anuladas as impressões do corpo físico, pôde andar.
Terminou, contente, sua narração, falando que aprendera a dar valor ao corpo
Físico e que é muito feliz por Deus ser Pai amoroso e não punir, pela
eternidade (inferno eterno), erros de momento.
Conversei com muitos que foram
deficientes, surdos mudos, aleijados, débeis mentais. Os bons foram
socorridos de imediato e, após tratamento, tornaram-se sadios. No meu caso,
a primeira impressão que tive ao desencarnar é que continuava sem o membro
extraído. Muitos necessitam tratamento psicológico para que seja
reconstituído o membro que lhe faltava. Em casos de crianças e adolescentes,
a reconstituição é mais fácil, por não estar enraizada a falta do membro.
Crianças aceitam sugestões mais facilmente, tornando-se perfeitas em curtos
períodos.Conheci um homem no tratamento psicológico que, encarnado, teve o
corpo perfeito. Desencarnou e o remorso fez com que seu braço direito
desaparecesse. Quando encarnado, num impulso de raiva ,surrara sua mãe. Ela
caiu, bateu a cabeça e desencarnou. Quando ele desencarnou, sofreu muito no
Umbral. Quando o remorso o visitou não quis o braço e este desapareceu.
(Sendo o perispírito suscetível à ação da mente, o remorso externo convergiu
seus fluídos destruidores para o braço que agrediu a mãe). Faz tratamento na
colônia.
Se encarnar assim, o feto, o corpo de carne, não terá o braço direito.
Enfim, sabemos que os deficientes resignados, boas surpresas terão
ao desencarnar. Não é o pai amoroso que nos faz doentes. Nós, pelos nossos
erros, causamos deficiências. Pelo sofrimento, pela aceitação é que nos
curaremos e nos tornaremos sadios. Bendito seja o Pai pelas grandes lições
que temos. Podemos, com um corpo deficiente, reparar erros que, em muitas
crenças, nos trariam o castigo eterno.
extraido da internet
envoltório fluídico, semi-material, ou perispírito, cuja matéria se eteriza
a medida em que ele se purifica. Possui Forma flexível e expansível,
amoldando-se à vontade (ou necessidade) do espírito.No livro "Perante a
Eternidade", um espírito que na vida carnal fora deficiente, conta-nos
alguns aspectos do que ocorre com eles após a morte do corpo físico. Os que
sofrem com resignação têm no corpo doente a cura do espírito; os que se
revoltam, foram maus, desencarnam e continuam deficientes, às vezes em
estado pior.Conversei com urna senhora que, encarnada, foi cega. Por sua
extrema revolta, cometeu muitos erros, desencarnou e ficou quinze anos cega,
vagando pelo Umbral. Outros, socorridos, são internados em hospitais daqui e
são curados com passes e tratamento.Para as pessoas boas tudo é mais fácil.
Como o caso de um senhor que conheci encarnado, cego de nascença. Pessoa
boníssima, trabalhava para seu sustento. Contou me que sua desencarnação foi
como "dormir"; ao acordar, abriu os olhos e enxergou, embora visse tudo
embaralhado. Gritou de felicidade. Um médico do hospital para onde fora
levado lhe explicou sua situação de desencarnado, aplicou-lhe passes e ele
passou a enxergar nitidamente. Conversei com um rapaz que foi, encarnado,
paralítico. Com dificuldade movia somente a cabeça e as mãos. Encarnou assim
e desencarnou na adolescência. Falando de sua vida, contou-me que destruiu,
na outra existência, seu corpo perfeito num suicídio, pulando de um penhasco
e o remorso impediu-o de reconstruir o perispírito. Logo que tornou
conhecimento de sua morte, pôde se mexer e com algumas horas de tratamento,
quando lhe foram anuladas as impressões do corpo físico, pôde andar.
Terminou, contente, sua narração, falando que aprendera a dar valor ao corpo
Físico e que é muito feliz por Deus ser Pai amoroso e não punir, pela
eternidade (inferno eterno), erros de momento.
Conversei com muitos que foram
deficientes, surdos mudos, aleijados, débeis mentais. Os bons foram
socorridos de imediato e, após tratamento, tornaram-se sadios. No meu caso,
a primeira impressão que tive ao desencarnar é que continuava sem o membro
extraído. Muitos necessitam tratamento psicológico para que seja
reconstituído o membro que lhe faltava. Em casos de crianças e adolescentes,
a reconstituição é mais fácil, por não estar enraizada a falta do membro.
Crianças aceitam sugestões mais facilmente, tornando-se perfeitas em curtos
períodos.Conheci um homem no tratamento psicológico que, encarnado, teve o
corpo perfeito. Desencarnou e o remorso fez com que seu braço direito
desaparecesse. Quando encarnado, num impulso de raiva ,surrara sua mãe. Ela
caiu, bateu a cabeça e desencarnou. Quando ele desencarnou, sofreu muito no
Umbral. Quando o remorso o visitou não quis o braço e este desapareceu.
(Sendo o perispírito suscetível à ação da mente, o remorso externo convergiu
seus fluídos destruidores para o braço que agrediu a mãe). Faz tratamento na
colônia.
Se encarnar assim, o feto, o corpo de carne, não terá o braço direito.
Enfim, sabemos que os deficientes resignados, boas surpresas terão
ao desencarnar. Não é o pai amoroso que nos faz doentes. Nós, pelos nossos
erros, causamos deficiências. Pelo sofrimento, pela aceitação é que nos
curaremos e nos tornaremos sadios. Bendito seja o Pai pelas grandes lições
que temos. Podemos, com um corpo deficiente, reparar erros que, em muitas
crenças, nos trariam o castigo eterno.
extraido da internet
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A MARAVILHOSA HISTÓRIA DE SÃO JORGE
De acordo com registros históricos, por volta do final do século III, São Jorge nasceu na Capadócia, onde atualmente fica a Turquia, ainda criança perdeu seu pai que morreu em combate, sua mãe o levou para a Palestina, onde possuía muitos bens, educando-o de acordo com sua condição para a carreira militar. Da formação militar, que percorreu com dedicação e habilidade, qualidades que levaram o imperador Diocleciano a lhe conferir título de tribuno. Além de sua educação militar, recebeu de sua família a formação cristã, desde sua infância aprendeu a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Com a idade de vinte e três anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão.
Defendeu com tanta ousadia a fé em Jesus Cristo como o "Senhor e Salvador dos homens", provocou a ira do imperador que tentou fazê-lo desistir torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado ao imperador, que exigia que São Jorge renegasse sua fé, o que não aconteceu.
Em cada retorno das torturas era uma pregação feita por Jorge que conquistou mais admiração e seguidores dos princípios cristãos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu batalhas contra as forças do mal, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado em um cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Todavia, se de São Jorge só possuímos os atos de martírio e mais precisamente de sua paixão, não se pode esquecer que a igreja do Oriente o chama de Grande Mártir e todos os calendários Cristãos o incluem no elenco dos seus Santos.
São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidades como: Gênova (Itália), de regiões inteiras Espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra.
Seguindo, pela evolução dos tempos, a bandeira de São Jorge chega a nossas terras brasileiras, trazida pelos brancos católicos, que ensinaram aos negros escravos e índios a sua história. O negro escravo, que não possuía a liberdade de cultuar seus orixás, associava as qualidades e virtudes dos santos com as suas crenças e fundamentos, portanto devido à bravura, o espírito de guerreiro, determinado em sua fé São Jorge tornou-se Ogum, e assim ficou firmado o sincretismo.
O tempo passou, e num momento do início do século XX, a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, tornou oficial a Umbanda, religião brasileira, o branco, o negro e o índio, como acontece com nosso povo mestiço. A partir desse momento, a visão umbandista alcançou as fronteiras intelectuais, que estudam constantemente iluminadas pelo plano espiritual.
Fundamentalmente o princípio maior na Umbanda é a prática da caridade material, social e espiritual.
Na Umbanda são consagradas sete linhas que englobam todas as forças cósmicas através da lei das afinidades.
O sétimo raio cósmico de Deus é comandado pelo Arcanjo Camael, que ilumina a Linha de Ogum.
Linha de Ogum é a Força da Lei Maior:
Chefiada por São Jorge que se divide em sete legiões.
São elas:
Ogum Beira Mar (inclusive Ogum Sete Ondas) que faz ronda da beira da praia até o alto mar;
Ogum Rompe Mato participa das energias das matas;
Ogum Megê lida diretamente com a Linha das Almas;
Ogum Naruê trabalha com toda a sabedoria contra todos os trabalhos de magia negra;
Ogum Matinata defende os campos de Oxalá, seu domínio é o espaço sideral;
Ogum Yara é a falange que ronda os rios, lagos e cachoeiras, tem sincretismo com Santa Joana D'Arc;
Ogum Delê ou Dilei - esta falange efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que liberta-nos das batalhas de diversas encarnações que interferem em nossa evolução espiritual.
A Umbanda une todos os fundamentos em diversas linguagens, mas é a força que reúne seus filhos diante do altar louvando a beleza da fé, que era a afirmação de São Jorge diante de todos os combates contra o mal da intolerância.
O bom combate é carregar a bandeira do amor respeitando todos os irmãos nos seus princípios de fé.
autor desconhecido
Com a idade de vinte e três anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão.
Defendeu com tanta ousadia a fé em Jesus Cristo como o "Senhor e Salvador dos homens", provocou a ira do imperador que tentou fazê-lo desistir torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado ao imperador, que exigia que São Jorge renegasse sua fé, o que não aconteceu.
Em cada retorno das torturas era uma pregação feita por Jorge que conquistou mais admiração e seguidores dos princípios cristãos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu batalhas contra as forças do mal, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado em um cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Todavia, se de São Jorge só possuímos os atos de martírio e mais precisamente de sua paixão, não se pode esquecer que a igreja do Oriente o chama de Grande Mártir e todos os calendários Cristãos o incluem no elenco dos seus Santos.
São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidades como: Gênova (Itália), de regiões inteiras Espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra.
Seguindo, pela evolução dos tempos, a bandeira de São Jorge chega a nossas terras brasileiras, trazida pelos brancos católicos, que ensinaram aos negros escravos e índios a sua história. O negro escravo, que não possuía a liberdade de cultuar seus orixás, associava as qualidades e virtudes dos santos com as suas crenças e fundamentos, portanto devido à bravura, o espírito de guerreiro, determinado em sua fé São Jorge tornou-se Ogum, e assim ficou firmado o sincretismo.
O tempo passou, e num momento do início do século XX, a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, tornou oficial a Umbanda, religião brasileira, o branco, o negro e o índio, como acontece com nosso povo mestiço. A partir desse momento, a visão umbandista alcançou as fronteiras intelectuais, que estudam constantemente iluminadas pelo plano espiritual.
Fundamentalmente o princípio maior na Umbanda é a prática da caridade material, social e espiritual.
Na Umbanda são consagradas sete linhas que englobam todas as forças cósmicas através da lei das afinidades.
O sétimo raio cósmico de Deus é comandado pelo Arcanjo Camael, que ilumina a Linha de Ogum.
Linha de Ogum é a Força da Lei Maior:
Chefiada por São Jorge que se divide em sete legiões.
São elas:
Ogum Beira Mar (inclusive Ogum Sete Ondas) que faz ronda da beira da praia até o alto mar;
Ogum Rompe Mato participa das energias das matas;
Ogum Megê lida diretamente com a Linha das Almas;
Ogum Naruê trabalha com toda a sabedoria contra todos os trabalhos de magia negra;
Ogum Matinata defende os campos de Oxalá, seu domínio é o espaço sideral;
Ogum Yara é a falange que ronda os rios, lagos e cachoeiras, tem sincretismo com Santa Joana D'Arc;
Ogum Delê ou Dilei - esta falange efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que liberta-nos das batalhas de diversas encarnações que interferem em nossa evolução espiritual.
A Umbanda une todos os fundamentos em diversas linguagens, mas é a força que reúne seus filhos diante do altar louvando a beleza da fé, que era a afirmação de São Jorge diante de todos os combates contra o mal da intolerância.
O bom combate é carregar a bandeira do amor respeitando todos os irmãos nos seus princípios de fé.
autor desconhecido
terça-feira, 18 de maio de 2010
COBRAR,PAGAR E RECEBER
Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada.
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.
Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração.
Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento.
Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.
Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.
Disposto a partir, o homem disse ao sábio: "Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti."
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
"Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz."
O homem ficou assustado e disse:
"Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!"
Com serenidade, tornou a falar o sábio: "Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?"
O homem ficou confuso e o mestre concluiu: "Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu."
autor desconhecido
Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.
Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração.
Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.
Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento.
Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.
Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.
Disposto a partir, o homem disse ao sábio: "Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti."
O mestre olhou fixo para o homem e disse:
"Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz."
O homem ficou assustado e disse:
"Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!"
Com serenidade, tornou a falar o sábio: "Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?"
O homem ficou confuso e o mestre concluiu: "Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu."
autor desconhecido
INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM
"Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos Espíritos maus.
Porém, a que eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesmo.
O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se, de sorte que diversos deles se viram humilhados pelas mais amargas decepções.
O orgulho se manifesta, nos médiuns, por sinais inequívocos que devem merecer de todos a maior atenção, visto constituir uma das causas mais fortes de suspeição sobre a veracidade de suas comunicações.
Começa por uma confiança cega na superioridade das comunicações que recebem e na infalibilidade do Espírito que as transmite.
Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles, já que julgam possuir o privilégio da verdade. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos que se dizem seus protetores, os deslumbra, e como neles o amor-próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho.
Chegam mesmo a evitá-los, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos.
Se condescendem em escutá-los, não dão a menor importância às opiniçoes que emitem, porquanto duvidar do Espírito que os assiste seria quase uma profanação.
Aborrecem-se com a menor constestação, com uma simples observação crítica, chegando mesmo a odiar as próprias pessoas que lhes prestam serviço.
Por não quererem contraditores, os Espíritos os arrastam a esse isolamento e se comprazem em lhes alimentar as ilusões, fazendo que considerem coisas sublimes os mais grosseiros absurdos.
Assim: confiança absoluta na superioridade das comunicações que obtém, desprezo pelas que não venham por intermédio deles, consideração irrefletida pelos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confiança na própria habilidade, apesar de inexperientes - tais as características dos médiuns orgulhosos.
Devemos também admitir que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelas pessoas que o cercam.
Se ele tem faculdades um pouco transcedentes, é procurado e louvado; julga-se indispensável e logo toma ares de importância e desdém, quando presta o seu concurso a outrem. Por mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a certos médiuns, com a intenção de os estimular."
O Livro dos Médiuns.
Porém, a que eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesmo.
O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se, de sorte que diversos deles se viram humilhados pelas mais amargas decepções.
O orgulho se manifesta, nos médiuns, por sinais inequívocos que devem merecer de todos a maior atenção, visto constituir uma das causas mais fortes de suspeição sobre a veracidade de suas comunicações.
Começa por uma confiança cega na superioridade das comunicações que recebem e na infalibilidade do Espírito que as transmite.
Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles, já que julgam possuir o privilégio da verdade. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos que se dizem seus protetores, os deslumbra, e como neles o amor-próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho.
Chegam mesmo a evitá-los, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos.
Se condescendem em escutá-los, não dão a menor importância às opiniçoes que emitem, porquanto duvidar do Espírito que os assiste seria quase uma profanação.
Aborrecem-se com a menor constestação, com uma simples observação crítica, chegando mesmo a odiar as próprias pessoas que lhes prestam serviço.
Por não quererem contraditores, os Espíritos os arrastam a esse isolamento e se comprazem em lhes alimentar as ilusões, fazendo que considerem coisas sublimes os mais grosseiros absurdos.
Assim: confiança absoluta na superioridade das comunicações que obtém, desprezo pelas que não venham por intermédio deles, consideração irrefletida pelos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confiança na própria habilidade, apesar de inexperientes - tais as características dos médiuns orgulhosos.
Devemos também admitir que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelas pessoas que o cercam.
Se ele tem faculdades um pouco transcedentes, é procurado e louvado; julga-se indispensável e logo toma ares de importância e desdém, quando presta o seu concurso a outrem. Por mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a certos médiuns, com a intenção de os estimular."
O Livro dos Médiuns.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
QUE TIPO DE MUSICA VOCÊ ANDA OUVINDO ???
Sem sombra de dúvidas a música é uns dos meios que mais afeta ou mexe com as emoções humanas, e que sempre nos acompanha. Quem não gosta de uma boa música?
Podemos entender por música, sons externos que formam uma melodia, e isso existe desde os homens das cavernas, dos índios com seus batuques, etc.
Tomando como base o inicio da música de tribos indígenas, vemos que a música era usada para extasiar o espírito, para alegrar, para contactar os deuses, enfim como tudo em sua essência nasce para impulsionar o espírito humano.
Cada som possui uma vibração particular e emite uma cor assim como mexe mais com um certo chakra, sete notas, sete cores, chakras.
Dó - vermelho
Ré - laranja
Mi - amarelo
Fá - verde
Sol - azul
Lá - violeta
Si - rosa
já ouviram falar de musicoterapia. Quero falar que ela não se aplica apenas em consultórios de medicina alternativa, ela é constante, em cada som que você escuta, cada sentimento que ele desencadeia.
A intenção deste texto é dar um alerta para que a pessoa passe a observar com mais cuidado as musicas que anda escutando.
Gosto musical é algo muito particular e por este motivo a música fica sendo como um mantram muito forte para a pessoa que está a ouvir, isso quando ela simpatiza com a música, caso contrário, quando escuta involuntariamente um som apático, procure não se incomodar, não dando demasiada atenção.
Sabendo que a mente cria, e quando está envolvida com emoções cria mais ainda, faço o alerta especial para quem gosta de musicas melancólicas, musicas com letras de duplo sentido, libidinosas, sensuais, ritmos frenéticos, etc.
A música deve ser usada para elevar, alegrar o espírito e não exaltar o lado material com suas fraquezas levando a conspurcação do ser.
Antigamente, não tão antigamente assim se falava que tal cantor ou grupo fez pacto com o diabo para compor suas musicas, então o diabo imprimia suas mensagens dominadoras na música de forma subliminar ou não.
Hoje o diabo deve estar muito feliz, pois nem é preciso fazer pacto, os grupos de hoje já passam suas mensagens de baixo astral por pura e espontânea vontade, de modo muito claro de forma mais criativa que deixa o pobre do diabo até com inveja.
As músicas melancólicas na qual o cantor chora suas perdas vêem de longa data cumprindo o papel de baixar a vibração do ouvinte que abre seu campo para atuação de espíritos inferiores, mas eles não notam, pois acostumaram estar sobre esse domínio.
Muitos até tem uma música certa para ouvir e chorar, relembrando tal ou qual situação. Não é preciso falar que isso é um erro, baixa a vibração do ser e de seu ambiente que acaba ficando pesado.
Temos hoje as festas have, de musicas eletrônicas e frenéticas onde o uso de drogas é comum. Na ânsia por liberdade espiritual os jovens incautos acabam procurando meios mais fáceis de sentir um extase espiritual através das drogas, pois nossas igrejas tão cheias de dogmas e fantasias não dão conta de orientar esses espíritos que já não aceitam tanta mentira. Sem quem os orientes acabam como presas fáceis.
Em tribos indígenas se fumavam o ‘cachimbo da paz’ e entravam em extase com os batuques dos tambores.
Hoje vemos estes jovens revelando um espírito primitivo com atitudes parecidas, só mudaram os meios que hoje são muito mais perigosos e dirigidos por forças sinistras. O jovem sacrifica sua alma por um extase espiritual falso e insignificante se prendendo ainda mais a este plano terrestre, trocando uma eternidade espiritual por alguns minutos de extase material.
Musica gospel não significa música elevada e muitas têm o papel contrario por serem manipulativas servindo como mais uma ferramenta para escravizar o espírito ignorante.
A música elevada tem o papel de harmonizar, ela limpa um ambiente carregado, afasta maus espíritos que não vibram de acordo com o som, eles vão embora assim como você também sai ou nem procura entrar em um ambiente onde está tocando aquela música de baixo calão.
New age, musicas clássicas, orquestras estão entre as mais elevadas.
Existem as musicas medianas que creio ser as musicas de boa melodia onde as letras procuram passar uma boa mensagem ou são apenas poéticas, enfim as que são artes.
E as negativas que creio não haver necessidade de citar quais são.
Músicas são verdadeiros mantrans direcionados a quem as escuta. As os negativos baixam sua freqüência e de seu ambiente, os mantrans positivos elevam.
Somos nós que escolhemos em que vibração desejamos estar.
“Orai e vigiai” o vigiai é constante.
Paz, Amor e melodia...
- Márcio JS
Podemos entender por música, sons externos que formam uma melodia, e isso existe desde os homens das cavernas, dos índios com seus batuques, etc.
Tomando como base o inicio da música de tribos indígenas, vemos que a música era usada para extasiar o espírito, para alegrar, para contactar os deuses, enfim como tudo em sua essência nasce para impulsionar o espírito humano.
Cada som possui uma vibração particular e emite uma cor assim como mexe mais com um certo chakra, sete notas, sete cores, chakras.
Dó - vermelho
Ré - laranja
Mi - amarelo
Fá - verde
Sol - azul
Lá - violeta
Si - rosa
já ouviram falar de musicoterapia. Quero falar que ela não se aplica apenas em consultórios de medicina alternativa, ela é constante, em cada som que você escuta, cada sentimento que ele desencadeia.
A intenção deste texto é dar um alerta para que a pessoa passe a observar com mais cuidado as musicas que anda escutando.
Gosto musical é algo muito particular e por este motivo a música fica sendo como um mantram muito forte para a pessoa que está a ouvir, isso quando ela simpatiza com a música, caso contrário, quando escuta involuntariamente um som apático, procure não se incomodar, não dando demasiada atenção.
Sabendo que a mente cria, e quando está envolvida com emoções cria mais ainda, faço o alerta especial para quem gosta de musicas melancólicas, musicas com letras de duplo sentido, libidinosas, sensuais, ritmos frenéticos, etc.
A música deve ser usada para elevar, alegrar o espírito e não exaltar o lado material com suas fraquezas levando a conspurcação do ser.
Antigamente, não tão antigamente assim se falava que tal cantor ou grupo fez pacto com o diabo para compor suas musicas, então o diabo imprimia suas mensagens dominadoras na música de forma subliminar ou não.
Hoje o diabo deve estar muito feliz, pois nem é preciso fazer pacto, os grupos de hoje já passam suas mensagens de baixo astral por pura e espontânea vontade, de modo muito claro de forma mais criativa que deixa o pobre do diabo até com inveja.
As músicas melancólicas na qual o cantor chora suas perdas vêem de longa data cumprindo o papel de baixar a vibração do ouvinte que abre seu campo para atuação de espíritos inferiores, mas eles não notam, pois acostumaram estar sobre esse domínio.
Muitos até tem uma música certa para ouvir e chorar, relembrando tal ou qual situação. Não é preciso falar que isso é um erro, baixa a vibração do ser e de seu ambiente que acaba ficando pesado.
Temos hoje as festas have, de musicas eletrônicas e frenéticas onde o uso de drogas é comum. Na ânsia por liberdade espiritual os jovens incautos acabam procurando meios mais fáceis de sentir um extase espiritual através das drogas, pois nossas igrejas tão cheias de dogmas e fantasias não dão conta de orientar esses espíritos que já não aceitam tanta mentira. Sem quem os orientes acabam como presas fáceis.
Em tribos indígenas se fumavam o ‘cachimbo da paz’ e entravam em extase com os batuques dos tambores.
Hoje vemos estes jovens revelando um espírito primitivo com atitudes parecidas, só mudaram os meios que hoje são muito mais perigosos e dirigidos por forças sinistras. O jovem sacrifica sua alma por um extase espiritual falso e insignificante se prendendo ainda mais a este plano terrestre, trocando uma eternidade espiritual por alguns minutos de extase material.
Musica gospel não significa música elevada e muitas têm o papel contrario por serem manipulativas servindo como mais uma ferramenta para escravizar o espírito ignorante.
A música elevada tem o papel de harmonizar, ela limpa um ambiente carregado, afasta maus espíritos que não vibram de acordo com o som, eles vão embora assim como você também sai ou nem procura entrar em um ambiente onde está tocando aquela música de baixo calão.
New age, musicas clássicas, orquestras estão entre as mais elevadas.
Existem as musicas medianas que creio ser as musicas de boa melodia onde as letras procuram passar uma boa mensagem ou são apenas poéticas, enfim as que são artes.
E as negativas que creio não haver necessidade de citar quais são.
Músicas são verdadeiros mantrans direcionados a quem as escuta. As os negativos baixam sua freqüência e de seu ambiente, os mantrans positivos elevam.
Somos nós que escolhemos em que vibração desejamos estar.
“Orai e vigiai” o vigiai é constante.
Paz, Amor e melodia...
- Márcio JS
terça-feira, 27 de abril de 2010
O QUE ACONTECE COM O CORPO QUANDO MORREMOS !!!
No instante da morte:
1. O coração para.
2. A pele fica rígida e adquire uma cor acinzentada.
3. Todos os músculos se relaxam.
4. A bexiga e intestinos se esvaziam.
5. A temperatura corporal cai normalmente 0,83ºC por hora a não ser que tenha fatores externos que o impeça. O fígado é o órgão que se mantém quente durante mais tempo, pelo qual se costuma medir sua temperatura para estabelecer o momento da morte.
Aos 30 minutos:
1. A pele fica meio púrpura e com aspecto ceroso.
2. Os lábios, e as unhas dos dedos empalidecem pela ausência de sangue.
3. O sangue estagna nas partes baixas do corpo, formando uma mancha de cor púrpura escura que é chamada de lividez.
4. As mãos e os pés ficam azulados.
5. Os olhos começam a afundar para o interior do crânio.
Às 4 horas:
1. Começa a aparecer o rigor mortis.
2. O enrijecimento da pele e o estancamento do sangue contínuo.
3. O rigor mortis começa a esticar os músculos durante umas 24 horas, depois das quais o corpo recuperará seu estado relaxado.
Às 12 horas:
1. O corpo está em estado de rigor mortis total.
Às 24 horas:
1. Somente agora o corpo adquire a temperatura do ambiente que lhe rodeia.
2. Nos homens, morrem os espermatozóides.
3. A cabeça e o pescoço adquirem uma cor verde-azulado.
4. Esta mesma cor começa a estender-se ao resto do corpo.
5. Neste momento começa o forte cheiro de carne podre.
6. O rosto da pessoa fica essencialmente irreconhecível.
Aos 3 dias:
1. Os gases dos tecidos corporais formam grandes bolhas debaixo da pele.
2. A totalidade do corpo começa a inchar e crescer de forma grotesca. Este processo pode acelerar se a vítima encontra-se num ambiente cálido ou na água.
3. Os fluídos começam a gotejar por todos os orifícios corporais.
Às 3 semanas:
1. A pele, cabelo e unhas estão tão soltas que podem ser retiradas com facilidade.
2. A pele se racha e arrebenta em múltiplas zonas por causa da pressão dos gases internos.
3. A decomposição continuará até que não fique nada exceto os ossos, o qual pode demorar em torno de um mês em climas quentes e dois meses em climas frios.
4. Os dentes são com freqüência o único que fica anos ou séculos depois, já que o esmalte dental é a substância corporal mais dura que existe. A mandíbula é assim mesmo a mais densa, pelo que geralmente também perdura.
1. O coração para.
2. A pele fica rígida e adquire uma cor acinzentada.
3. Todos os músculos se relaxam.
4. A bexiga e intestinos se esvaziam.
5. A temperatura corporal cai normalmente 0,83ºC por hora a não ser que tenha fatores externos que o impeça. O fígado é o órgão que se mantém quente durante mais tempo, pelo qual se costuma medir sua temperatura para estabelecer o momento da morte.
Aos 30 minutos:
1. A pele fica meio púrpura e com aspecto ceroso.
2. Os lábios, e as unhas dos dedos empalidecem pela ausência de sangue.
3. O sangue estagna nas partes baixas do corpo, formando uma mancha de cor púrpura escura que é chamada de lividez.
4. As mãos e os pés ficam azulados.
5. Os olhos começam a afundar para o interior do crânio.
Às 4 horas:
1. Começa a aparecer o rigor mortis.
2. O enrijecimento da pele e o estancamento do sangue contínuo.
3. O rigor mortis começa a esticar os músculos durante umas 24 horas, depois das quais o corpo recuperará seu estado relaxado.
Às 12 horas:
1. O corpo está em estado de rigor mortis total.
Às 24 horas:
1. Somente agora o corpo adquire a temperatura do ambiente que lhe rodeia.
2. Nos homens, morrem os espermatozóides.
3. A cabeça e o pescoço adquirem uma cor verde-azulado.
4. Esta mesma cor começa a estender-se ao resto do corpo.
5. Neste momento começa o forte cheiro de carne podre.
6. O rosto da pessoa fica essencialmente irreconhecível.
Aos 3 dias:
1. Os gases dos tecidos corporais formam grandes bolhas debaixo da pele.
2. A totalidade do corpo começa a inchar e crescer de forma grotesca. Este processo pode acelerar se a vítima encontra-se num ambiente cálido ou na água.
3. Os fluídos começam a gotejar por todos os orifícios corporais.
Às 3 semanas:
1. A pele, cabelo e unhas estão tão soltas que podem ser retiradas com facilidade.
2. A pele se racha e arrebenta em múltiplas zonas por causa da pressão dos gases internos.
3. A decomposição continuará até que não fique nada exceto os ossos, o qual pode demorar em torno de um mês em climas quentes e dois meses em climas frios.
4. Os dentes são com freqüência o único que fica anos ou séculos depois, já que o esmalte dental é a substância corporal mais dura que existe. A mandíbula é assim mesmo a mais densa, pelo que geralmente também perdura.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A MEDIUNIDADE NA UMBANDA
Quem se detém a estudar às obras espíritas, sejam Kardecistas ou umbandistas, conclui que a totalidade dos autores afirma, categoricamente, que os médiuns completamente inconscientes são casos raros, raríssimos, sendo que muitos defendem a mediunidade consciente como perfeitamente cabível nos trabalhos de Umbanda e outros (como Matta e Silva, por exemplo), não admitem o médium consciente total, exigindo, para uma incorporação autêntica, a semi-inconsciência, onde o aparelho fica como que aturdido e sem forças para intervir naquilo que a
Entidade está querendo dizer.
O fato é que este ponto é um problema muito delicado para a prática da mediunidade, pois, só com muita experiência, conseguimos fazer com que o nosso psiquismo não interfira no trabalho dos guias e protetores, principalmente quando o médium está lidando com pessoas de suas relações mais chegadas, ou com parentes seus. Tirar a cabeça do médium dos trabalhos do Guia é, justamente, uma das coisas mais difíceis de se conseguir, quando se é novato, pois sempre acarreta dúvidas e preocupações, mormente naqueles que receiam o fantasma da mistificação.
O mais engraçado é que pouquíssimos têm a coragem e a decência de se confessarem conscientes ou, pelo menos, semi-inconscientes querendo todos passar por médiuns mecânicos ou inconscientes totais, o que a meu ver, já é uma prova de deslealdade incompatível com o verdadeiro sacerdócio da missão mediúnica, na sua acepção mais profunda. Eu mesmo, quando comecei na Umbanda, mantive a idéia, plenamente enraizada, de que mediunidade era sinônimo de “inconsciência” na hora do transe mediúnico.
Quando comecei a sentir as primeiras vibrações de aproximação das Entidades, entrei em verdadeiro ESTADO DE PÂNICO, simplesmente porque, comigo, não estava acontecendo, aquilo que todos em minha volta afirmavam: que eram médiuns inconscientes.
Mas não há mal que não traga um bem. Comecei a desconfiar que TODOS não fossem tão inconscientes assim, quando, em mim, a consciência estava bem presente e firme.
Só havia um recurso: estudar o assunto.
Foi o que fiz, com vagar, com persistência e paciência.
Hoje, com uma apreciável bibliografia à minha disposição, posso afirmar COM AUTORIDADE, “que todos aqueles que se diziam “inconscientes totais” estavam “mentindo”, não sei com que intuito. A mediunidade mecânica, inconsciente, em que o aparelho ficam como se estivesse em sono profundo é extremamente raro no mundo inteiro, contando-se nos dedos aqueles que, verdadeiramente, o são.
Na verdade, o que se passa no chamado “desenvolvimento” (palavra inadequada) é que as Entidades “tomam o médium” em três fases distintas, a saber:
1º) – Domínio das faculdades sensoriais;
2º) – Domínio das faculdades motoras;
3º) - Domínio das faculdades psíquicas.
As primeiras manifestações são sensoriais, isto é, o médium começa sentindo “algo de estranho”, mãos geladas, braços e pernas dormentes, frio na espinha, na cabeça, na boca do estômago, etc. É a atuação das Entidades sobre os plexos nervosos, como primeiro sinal de sua aproximação.
Em seguida, as Entidades passam a dominar as “faculdades motoras” e o médium sente impossibilidade de desfazer certos gestos e atitudes que ele tomou SEM SABER PORQUE, mas que não “tem forças” para impedir. Quando um Caboclo DE VERDADE prende o braço esquerdo do médium nas suas costas, imóvel, horas e horas, ou quando um preto velho verga as pernas do médium, este não sabe porque, mas obedece, embora esteja “consciente” de que está fazendo aquele gesto ou tomando aquela atitude.
São as suas faculdades motoras que, secundando as manifestações sensoriais estão sendo “tomadas” CADA VEZ MAIS PELA Entidade, à medida que o seu organismo se prepara para a missão mediúnica.
A última faculdade a se entregar ao domínio dos Guias e protetores é, justamente, o psiquismo do médium, a sua consciência, a sua “guarda” para tudo de estranho que está acontecendo com ele. Quanto mais culto o aparelho, maior a sua resistência a entrega do seu psiquismo atuação das Entidades de incorporação.
Em primeiro lugar, vem o natural e louvável auto-policiamento do médium que, quanto mais bem intencionado estiver, mais receoso ficará de estar sendo tomado por sugestões neuro-anímicas motivadas pelo ambiente dos terreiros. Quanto mais ele se auto-policia, mais o seu psiquismo interfere, fazendo com que a Entidade que se aproxima só consiga tomar 20% ou 30% da sua vontade. É por isso que todo médium, seja qual for, começa muito anímico, com 10%, 20% ou 30% de incorporação ,e conseqüentemente, com 90%, 80% ou 70% de interferência do seu próprio “eu” nos trabalhos do Guia. Só com o tempo (muito tempo), à medida que o médium vai tomando ciência do “sucesso” dos trabalhos do seu Guia, é que as suas resistências psíquicas vão se quebrando e ele começa, então, a progredir na escala de incorporação, muito temo ainda, com 40% ou 50% do seu psiquismo "Fora do ar"”
Os grandes estudiosos do assunto consideram 50% uma "boa incorporação”, o que nos leva a concluir que a coisa é muito seria mesmo. De 50% para cima o médium vai se apagando numa espécie de “aturdimento” crescente com a porcentagem de incorporação conseguida, isto é, de domínio da Entidade sobre o seu psiquismo. Os grandes médiuns, que trabalham com ótimos Guias e dão boa passividade, ficam na faixa dos 70%, chegando, às vezes, aos 80%. Jamais passam de 80%.
Muita Paz.
Fátima Damas
CONGREGAÇÃO ESPÍRITA UMBANDISTA DO BRASIL -CEUB
Entidade está querendo dizer.
O fato é que este ponto é um problema muito delicado para a prática da mediunidade, pois, só com muita experiência, conseguimos fazer com que o nosso psiquismo não interfira no trabalho dos guias e protetores, principalmente quando o médium está lidando com pessoas de suas relações mais chegadas, ou com parentes seus. Tirar a cabeça do médium dos trabalhos do Guia é, justamente, uma das coisas mais difíceis de se conseguir, quando se é novato, pois sempre acarreta dúvidas e preocupações, mormente naqueles que receiam o fantasma da mistificação.
O mais engraçado é que pouquíssimos têm a coragem e a decência de se confessarem conscientes ou, pelo menos, semi-inconscientes querendo todos passar por médiuns mecânicos ou inconscientes totais, o que a meu ver, já é uma prova de deslealdade incompatível com o verdadeiro sacerdócio da missão mediúnica, na sua acepção mais profunda. Eu mesmo, quando comecei na Umbanda, mantive a idéia, plenamente enraizada, de que mediunidade era sinônimo de “inconsciência” na hora do transe mediúnico.
Quando comecei a sentir as primeiras vibrações de aproximação das Entidades, entrei em verdadeiro ESTADO DE PÂNICO, simplesmente porque, comigo, não estava acontecendo, aquilo que todos em minha volta afirmavam: que eram médiuns inconscientes.
Mas não há mal que não traga um bem. Comecei a desconfiar que TODOS não fossem tão inconscientes assim, quando, em mim, a consciência estava bem presente e firme.
Só havia um recurso: estudar o assunto.
Foi o que fiz, com vagar, com persistência e paciência.
Hoje, com uma apreciável bibliografia à minha disposição, posso afirmar COM AUTORIDADE, “que todos aqueles que se diziam “inconscientes totais” estavam “mentindo”, não sei com que intuito. A mediunidade mecânica, inconsciente, em que o aparelho ficam como se estivesse em sono profundo é extremamente raro no mundo inteiro, contando-se nos dedos aqueles que, verdadeiramente, o são.
Na verdade, o que se passa no chamado “desenvolvimento” (palavra inadequada) é que as Entidades “tomam o médium” em três fases distintas, a saber:
1º) – Domínio das faculdades sensoriais;
2º) – Domínio das faculdades motoras;
3º) - Domínio das faculdades psíquicas.
As primeiras manifestações são sensoriais, isto é, o médium começa sentindo “algo de estranho”, mãos geladas, braços e pernas dormentes, frio na espinha, na cabeça, na boca do estômago, etc. É a atuação das Entidades sobre os plexos nervosos, como primeiro sinal de sua aproximação.
Em seguida, as Entidades passam a dominar as “faculdades motoras” e o médium sente impossibilidade de desfazer certos gestos e atitudes que ele tomou SEM SABER PORQUE, mas que não “tem forças” para impedir. Quando um Caboclo DE VERDADE prende o braço esquerdo do médium nas suas costas, imóvel, horas e horas, ou quando um preto velho verga as pernas do médium, este não sabe porque, mas obedece, embora esteja “consciente” de que está fazendo aquele gesto ou tomando aquela atitude.
São as suas faculdades motoras que, secundando as manifestações sensoriais estão sendo “tomadas” CADA VEZ MAIS PELA Entidade, à medida que o seu organismo se prepara para a missão mediúnica.
A última faculdade a se entregar ao domínio dos Guias e protetores é, justamente, o psiquismo do médium, a sua consciência, a sua “guarda” para tudo de estranho que está acontecendo com ele. Quanto mais culto o aparelho, maior a sua resistência a entrega do seu psiquismo atuação das Entidades de incorporação.
Em primeiro lugar, vem o natural e louvável auto-policiamento do médium que, quanto mais bem intencionado estiver, mais receoso ficará de estar sendo tomado por sugestões neuro-anímicas motivadas pelo ambiente dos terreiros. Quanto mais ele se auto-policia, mais o seu psiquismo interfere, fazendo com que a Entidade que se aproxima só consiga tomar 20% ou 30% da sua vontade. É por isso que todo médium, seja qual for, começa muito anímico, com 10%, 20% ou 30% de incorporação ,e conseqüentemente, com 90%, 80% ou 70% de interferência do seu próprio “eu” nos trabalhos do Guia. Só com o tempo (muito tempo), à medida que o médium vai tomando ciência do “sucesso” dos trabalhos do seu Guia, é que as suas resistências psíquicas vão se quebrando e ele começa, então, a progredir na escala de incorporação, muito temo ainda, com 40% ou 50% do seu psiquismo "Fora do ar"”
Os grandes estudiosos do assunto consideram 50% uma "boa incorporação”, o que nos leva a concluir que a coisa é muito seria mesmo. De 50% para cima o médium vai se apagando numa espécie de “aturdimento” crescente com a porcentagem de incorporação conseguida, isto é, de domínio da Entidade sobre o seu psiquismo. Os grandes médiuns, que trabalham com ótimos Guias e dão boa passividade, ficam na faixa dos 70%, chegando, às vezes, aos 80%. Jamais passam de 80%.
Muita Paz.
Fátima Damas
CONGREGAÇÃO ESPÍRITA UMBANDISTA DO BRASIL -CEUB
quarta-feira, 31 de março de 2010
OS CARACTERES DA PERFEIÇÃO MORAL
Antes de qualquer análise mais profunda sobre esse tema, é imperioso conhecer os maiores de todos os vícios, de todos os males da humanidade:
- o egoísmo e o orgulho.
Todos os males partem destes. Devemos verificar que toda inferioridade moral que o ser humano possui, é porque carregamos dentro de nossas bagagens de experiências, sentimentos que estão ainda contemplados no mal. Nosso trabalho é lutar contra esse câncer que faz com que não nos tratemos como irmãos, que lancemos anátema contra todo e qualquer ser humano, não sendo condescendentes com quem quer que seja.
O desprendimento e o desinteresse no seu mais amplo sentido são outros fatores a serem levados em conta quando falamos de Perfeição Moral. Não há como evoluir se não nos desfizermos das amarras que nos prendem à inferioridade. O desprendimento de tudo o que é material, todas as coisas que não nos acrescentam algo como ser humano, não nos tornam pessoas melhores, mais íntegras, devem ser extirpadas.
O desinteresse, por sua vez, é ainda mais difícil. Muitos pensam às vezes estarem fazendo caridade, mas quando vasculhamos o mais intimo de suas intenções, iremos ver algum tipo de interesse, seja material ou espiritual. Material porque às vezes, a exemplo dos políticos, fazem caridade esperando algo em troca, no caso o voto. Espiritual porque muitos fazem a caridade esperando serem recompensados no além túmulo, daí já temos o egoísmo, pensando mais em si mesmo que no próximo. Não que não devamos nos preocupar com nosso futuro espiritual, mas devemos procurar fazer o bem colocando-nos na situação de quem recebe o bem. Devemos sentir como se fossemos nós mesmos recebendo a atenção do nosso irmão.
A fim de conseguirmos contemplarmos essa perfeição em nós mesmos, não devemos abrir mão do maior de todos os ensinamentos de Jesus, o amor ao próximo, a caridade para com todos. Jesus, sabendo de todos os segredos que rodeiam a alma humana, todas as suas imperfeições, brindou-nos, dentre várias, duas lições que devem nortear a nossa vida: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:30-31). Pouco mais a frente, neste mesmo diálogo de Jesus com os escribas, um destes repete seus ensinamentos demonstrando entendimento, então Jesus apressa-se em dizer que aquele está próximo do Reino dos Céus – ou da perfeição relativa a que estamos tratando.
Ouso analisar este mandamento e acrescentar algo. Para que possamos amar o próximo, temos que amar a nós mesmos. Para amarmos a nós mesmos, precisamos fazer um mergulho profundo dentro de nós, no imo do nosso serr em busca de nossos vícios e virtudes. Devemos combater os vícios e elevar a virtude. Através do conhecimento de si mesmo, poderemos entender o problema que aflige o próximo, entendermos que nós somos partes de um todo, o Todo Maior, que é Deus. Onde Ele nos dá condições de analisarmos todas as situações da vida a fim de compreendermos e nos dá subsídios para entender o sofrimento do próximo e não apontá-los como juízes severos. É mister que todas as nossas reflexões levem em conta não só o sofrimento alheio, mas suas virtudes, suas qualidades e que possamos aprender com elas. Não há nada melhor que olhar para o próximo como um reflexo de nós mesmos. Não teremos condições de verter julgamentos pesados para conosco, portanto, sereremos indulgentes pa com os nonossos irmãos.
Refletir, como Santo Agosostinho nos ensinou em O Livro dos Espíritos, é imprescindível. Todas as vezes que deitarmos a cabeça no nosso travesseiro, interrogarmo-no sabermos se tudo o que fizemos no dia foi bom, se algo fizemos de errado ou se possui algo que podemos melhorar. Assim, neste exercício diário de conhecimento de si mesmo, teremos condições de exercitar o amor desinteressado para com nossos irmãos, independente de cor, raça e/ou condição social.
Como dizia um velho filósofo da Grécia Antiga: "Homem, conhece-te a ti mesmo!"
Referências
Livro dos Espíritos, capítulo 12 - Perfeição Moral
O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII - Sede Perfeitos
fonte:blog Pensamentos Humanistas
- o egoísmo e o orgulho.
Todos os males partem destes. Devemos verificar que toda inferioridade moral que o ser humano possui, é porque carregamos dentro de nossas bagagens de experiências, sentimentos que estão ainda contemplados no mal. Nosso trabalho é lutar contra esse câncer que faz com que não nos tratemos como irmãos, que lancemos anátema contra todo e qualquer ser humano, não sendo condescendentes com quem quer que seja.
O desprendimento e o desinteresse no seu mais amplo sentido são outros fatores a serem levados em conta quando falamos de Perfeição Moral. Não há como evoluir se não nos desfizermos das amarras que nos prendem à inferioridade. O desprendimento de tudo o que é material, todas as coisas que não nos acrescentam algo como ser humano, não nos tornam pessoas melhores, mais íntegras, devem ser extirpadas.
O desinteresse, por sua vez, é ainda mais difícil. Muitos pensam às vezes estarem fazendo caridade, mas quando vasculhamos o mais intimo de suas intenções, iremos ver algum tipo de interesse, seja material ou espiritual. Material porque às vezes, a exemplo dos políticos, fazem caridade esperando algo em troca, no caso o voto. Espiritual porque muitos fazem a caridade esperando serem recompensados no além túmulo, daí já temos o egoísmo, pensando mais em si mesmo que no próximo. Não que não devamos nos preocupar com nosso futuro espiritual, mas devemos procurar fazer o bem colocando-nos na situação de quem recebe o bem. Devemos sentir como se fossemos nós mesmos recebendo a atenção do nosso irmão.
A fim de conseguirmos contemplarmos essa perfeição em nós mesmos, não devemos abrir mão do maior de todos os ensinamentos de Jesus, o amor ao próximo, a caridade para com todos. Jesus, sabendo de todos os segredos que rodeiam a alma humana, todas as suas imperfeições, brindou-nos, dentre várias, duas lições que devem nortear a nossa vida: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:30-31). Pouco mais a frente, neste mesmo diálogo de Jesus com os escribas, um destes repete seus ensinamentos demonstrando entendimento, então Jesus apressa-se em dizer que aquele está próximo do Reino dos Céus – ou da perfeição relativa a que estamos tratando.
Ouso analisar este mandamento e acrescentar algo. Para que possamos amar o próximo, temos que amar a nós mesmos. Para amarmos a nós mesmos, precisamos fazer um mergulho profundo dentro de nós, no imo do nosso serr em busca de nossos vícios e virtudes. Devemos combater os vícios e elevar a virtude. Através do conhecimento de si mesmo, poderemos entender o problema que aflige o próximo, entendermos que nós somos partes de um todo, o Todo Maior, que é Deus. Onde Ele nos dá condições de analisarmos todas as situações da vida a fim de compreendermos e nos dá subsídios para entender o sofrimento do próximo e não apontá-los como juízes severos. É mister que todas as nossas reflexões levem em conta não só o sofrimento alheio, mas suas virtudes, suas qualidades e que possamos aprender com elas. Não há nada melhor que olhar para o próximo como um reflexo de nós mesmos. Não teremos condições de verter julgamentos pesados para conosco, portanto, sereremos indulgentes pa com os nonossos irmãos.
Refletir, como Santo Agosostinho nos ensinou em O Livro dos Espíritos, é imprescindível. Todas as vezes que deitarmos a cabeça no nosso travesseiro, interrogarmo-no sabermos se tudo o que fizemos no dia foi bom, se algo fizemos de errado ou se possui algo que podemos melhorar. Assim, neste exercício diário de conhecimento de si mesmo, teremos condições de exercitar o amor desinteressado para com nossos irmãos, independente de cor, raça e/ou condição social.
Como dizia um velho filósofo da Grécia Antiga: "Homem, conhece-te a ti mesmo!"
Referências
Livro dos Espíritos, capítulo 12 - Perfeição Moral
O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII - Sede Perfeitos
fonte:blog Pensamentos Humanistas
TRANSFORMAÇÃO DA TERRA NA VISÃO ESPÍRITA
A proposta aqui não é falar sobre fim dos tempos, no sentido que é dado por muitos, mas de mostrar qual é a visão Espírita deste tema controverso a fim de esclarecer os corações aflitos.
Temos em nossas mãos material suficiente para entendermos tudo o que ocorre hoje.
Jesus já falava que "os mansos herdarão a Terra" (Mateus 5:5).
Este tema é pouco compreendido, visto que muitos não entendem que a Terra que Jesus fala é esta em que vivemos hoje, mas que é um céu prometido.
Todavia, a Doutrina Espírita chegou em um bom momento para poder nos esclarecer. Ela nos informa, antes de tudo, que Jesus quis dizer que todos os planetas do universo são habitados, quando afirmou "Na casa do meu Pai há várias moradas" (João 14:2). De posse dessa informação, no desenrolar da leitura agradabilíssima e esclarecedora que é a da Codificação Espírita, leitura que devassa todas as trevas da razão e das emoções, os Espíritos Superiores nos informam que a Terra passa por um processo de transformação, onde mudaríamos de uma condição para outra.
No Evangelho Segundo o Espiritismo capítulo III, Alan Kardec, com seu espírito de exímio pedagogo, esclarece para nós outros de forma didática a classificação dos mundos, que transcreverei de forma sucinta a seguir:
-Mundos Primitivos:
são os mundos onde ocorrem as primeiras encarnações do espírito. São ainda inferiores à Terra tanto moral quanto intelectualmente.
Mundos de Provas e Expiações: onde se enquadra o nosso planeta. Ainda há predominância do mal, porém há uma certa evolução intelectual que os diferencia dos mundos primitivos, devido às suas aptidções que denotam já terem certa experiência, apesar da predominância dos vícios que nos leva a identificar uma imperfeição moral.
-Mundos de Regeneração:
intermediário entre os mundos de provas e expiação e os felizes. As almas que anseiam evolução consciente, encontram paz, uma espécie de "céu", relacionado ao anterior. Além de encontrarem elementos para contribuirem para a evolução. Nesses mundos, há ainda a sujeição à matéria, ainda experimentam as mesmas sensações, porém estão insenta das paixões desordenadas que nos escravizam. Neles não há mais orgulho que emudece o coração, inveja que o tortura e ódio que o asfixia. Contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da felicidade. Os Espíritos vinculados a eles necessitam muito evoluir, em bondade e em inteligência.
-Mundos Felizes:
são aquele onde o bem supera o mal. A matéria é menos densa, logo suas necessidadaes físicas são meno grosseiras, não há necessidade de se arrasarem penosamente pelo solo. O Espírto é mais livre, tem percepções que hoje desconhecemos. A morte não os assusta, já terem tranquilidade e consciencia sobre tudo que deve sobrevir para sua evolução. A duração da vida encarnada é maior. A infância é mais curta e menos ingênua. A autoridade é sempre respeitada, pois é são sociedades meritocratas e tudo é praticado com justiça. A lembrança das experiências corpóreas é mais precisa e as plantas e animais são mais perfeitos, qualificando em maior avanço que os da Terra.
Sabendo disso, podemos já entender que há um movimento já ocorrendo na Terra, que parece ser até "coincidência" quando olhamos outras profecias de diferentes povos, que é justamente a transição do mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração. O Mundo não vai acabar, definitivamente!
Podemos verificar isso não só pelas palavras dos Espíritos, mas pelos diversos movimentos que vemos na Terra, em diferentes culturas e religiões, para a espiritualização do homem, pela busca do homem integral. Vemos as crianças índigo encarnando aos montes no planeta para contribuirem para o avanço da Terra, assim como em priscas eras, quando ainda muito atrasados, os exilados de capela encarnaram aqui para cotribuir para a evolução deste orbe.
Agora que já estamos esclarecidos, não precisamos temer o final de tudo. Pois tudo é uma lei natural. Certo é que haverá muita destruição - que prefiro chamar transformação - para que possamos adiantar este processo, por isso as diversas calamidades que vemos de tempos em tempos (para mais informações leia O Livro dos Espíritos, Livro Terceiro no capítulo Lei de Destruição).
Espero ter contribuído para a calma do coração de alguns, e que todos possam ter a vontade de estudar para crescermos intelecto e moralmente.
fonte:Pensamentos Humanistas
Temos em nossas mãos material suficiente para entendermos tudo o que ocorre hoje.
Jesus já falava que "os mansos herdarão a Terra" (Mateus 5:5).
Este tema é pouco compreendido, visto que muitos não entendem que a Terra que Jesus fala é esta em que vivemos hoje, mas que é um céu prometido.
Todavia, a Doutrina Espírita chegou em um bom momento para poder nos esclarecer. Ela nos informa, antes de tudo, que Jesus quis dizer que todos os planetas do universo são habitados, quando afirmou "Na casa do meu Pai há várias moradas" (João 14:2). De posse dessa informação, no desenrolar da leitura agradabilíssima e esclarecedora que é a da Codificação Espírita, leitura que devassa todas as trevas da razão e das emoções, os Espíritos Superiores nos informam que a Terra passa por um processo de transformação, onde mudaríamos de uma condição para outra.
No Evangelho Segundo o Espiritismo capítulo III, Alan Kardec, com seu espírito de exímio pedagogo, esclarece para nós outros de forma didática a classificação dos mundos, que transcreverei de forma sucinta a seguir:
-Mundos Primitivos:
são os mundos onde ocorrem as primeiras encarnações do espírito. São ainda inferiores à Terra tanto moral quanto intelectualmente.
Mundos de Provas e Expiações: onde se enquadra o nosso planeta. Ainda há predominância do mal, porém há uma certa evolução intelectual que os diferencia dos mundos primitivos, devido às suas aptidções que denotam já terem certa experiência, apesar da predominância dos vícios que nos leva a identificar uma imperfeição moral.
-Mundos de Regeneração:
intermediário entre os mundos de provas e expiação e os felizes. As almas que anseiam evolução consciente, encontram paz, uma espécie de "céu", relacionado ao anterior. Além de encontrarem elementos para contribuirem para a evolução. Nesses mundos, há ainda a sujeição à matéria, ainda experimentam as mesmas sensações, porém estão insenta das paixões desordenadas que nos escravizam. Neles não há mais orgulho que emudece o coração, inveja que o tortura e ódio que o asfixia. Contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da felicidade. Os Espíritos vinculados a eles necessitam muito evoluir, em bondade e em inteligência.
-Mundos Felizes:
são aquele onde o bem supera o mal. A matéria é menos densa, logo suas necessidadaes físicas são meno grosseiras, não há necessidade de se arrasarem penosamente pelo solo. O Espírto é mais livre, tem percepções que hoje desconhecemos. A morte não os assusta, já terem tranquilidade e consciencia sobre tudo que deve sobrevir para sua evolução. A duração da vida encarnada é maior. A infância é mais curta e menos ingênua. A autoridade é sempre respeitada, pois é são sociedades meritocratas e tudo é praticado com justiça. A lembrança das experiências corpóreas é mais precisa e as plantas e animais são mais perfeitos, qualificando em maior avanço que os da Terra.
Sabendo disso, podemos já entender que há um movimento já ocorrendo na Terra, que parece ser até "coincidência" quando olhamos outras profecias de diferentes povos, que é justamente a transição do mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração. O Mundo não vai acabar, definitivamente!
Podemos verificar isso não só pelas palavras dos Espíritos, mas pelos diversos movimentos que vemos na Terra, em diferentes culturas e religiões, para a espiritualização do homem, pela busca do homem integral. Vemos as crianças índigo encarnando aos montes no planeta para contribuirem para o avanço da Terra, assim como em priscas eras, quando ainda muito atrasados, os exilados de capela encarnaram aqui para cotribuir para a evolução deste orbe.
Agora que já estamos esclarecidos, não precisamos temer o final de tudo. Pois tudo é uma lei natural. Certo é que haverá muita destruição - que prefiro chamar transformação - para que possamos adiantar este processo, por isso as diversas calamidades que vemos de tempos em tempos (para mais informações leia O Livro dos Espíritos, Livro Terceiro no capítulo Lei de Destruição).
Espero ter contribuído para a calma do coração de alguns, e que todos possam ter a vontade de estudar para crescermos intelecto e moralmente.
fonte:Pensamentos Humanistas
PERSONALISMO
"O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo." (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro. Capítulo XII. Perfeição Moral. Parte da resposta à pergunta 917.)
Entre as expressões do egoísmo, vamos encontrar precisamente na grande maioria personalista as diversas formas, de comportamento, e mesmo a maneira de ser, caracterizadas pelo estado íntimo de rigidez e de autoconfiança nas idéias ou opiniões próprias. Esses tipos de indivíduos, pelas suas atitudes, acarretam, quase sempre, conturbações no convívio em grupos.
Vejamos alguns dos aspectos reconhecidos nas pessoas predominantemente personalistas:
a) Suas opiniões ou pontos de vista são sempre os certos e são os que devem prevalecer aos dos demais;
b) As experiências próprias são aquelas que servem de referência a resultados que se discutem com outros, desconsiderando em igual importância as experiências do próximo;
c) Em sociedades, as suas decisões e iniciativas, quando em cargo de mando, são quase sempre tomadas sem a participação dos demais;
d) Na condição de subalterno, nega-se à colaboração de um plano ou projeto quando sua idéia ou parecer não é aceito numa escolha em grupo;
e) Melindra-se na sua auto-importância quando não convidado a participar com destaque nas decisões relativas a empreendimentos do círculo que frequenta, muitas vezes até afastando-se ou ameaçando afastar-se de suas funções;
f) Sente-se valorizado quando nas funções de comando e dificilmente aceita ser conduzido pela direção de outrem;
g) Aborrece-se facilmente quando contrariado nos seus desejos ou idéias;
h) Num trabalho para obtenção de um resultado comum, acha ou age como se pudesse dispensar a cooperação dos demais integrantes;
i) A autoconvicção e a determinação nos seus propósitos é obstinada até mesmo quando incompatíveis com a situação do momento e a harmonização pretendida;
j) Teimosia e birra, revivendo questões ultrapassadas e contendas já superadas, onde sua opinião não foi seguida.
O personalismo tem sido, na humanidade, um fator impeditivo ao entendimento entre as criaturas. As lutas e separatismos são oriundos da inflexibilidade dos homens nas suas idéias e desejos. Dificilmente alguém cede em benefício da concórdia e renuncia aos seus anseios em proveito do bem comum. O egoísmo se manifesta acentuadamente nos tipos personalistas mais endurecidos. Para eles é difícil abrir mão das posições conquistadas e colaborar com espírito de caridade desinteressada.
O personalismo leva à não-aceitação, obscurece qualquer compreensão e impede a cooperação. O individualismo pode resultar do isolamento de alguns do meio comunitário, quer pela posição social, quer pela crença ou idéias políticas, filosóficas ou religiosas que adote. Esse individualismo pode agrupar homens dentro das mesmas tendências e idéias que lhes são comuns, constituindo, assim, sociedades, castas, seitas, correntes políticas, sociais e religiosas. Ainda desse modo é fator de divisões, separações e contendas.
O personalismo desagrega os grupos, destrói a força de união, enfraquece o espírito de colaboração, incrementa a competição, amplia a luta pela supremacia, leva à discórdia e às querelas, conduz à agressão, aos embates e até a guerras. Ainda não aprendemos a viver num clima de cooperação, de auxílio mútuo, trabalhando juntos e unidos dentro de um objetivo, visando ao bem comum. O espírito de companheirismo, de confraternização, só será alcançado quando aprendermos a renunciar e a nos desprender do exclusivismo individual.
Ainda não entendemos com profundidade que "o saber não é tudo; o importante é fazer e, para fazer, homem nenhum dispensa a colaboração e a boa vontade dos outros" A importância e a superioridade que queremos dar à nossa participação, algumas vezes no próprio âmbito da tarefa doutrinária, é precisamente reflexo do nosso personalismo, da necessidade de reafirmação e da nossa vaidade. Não seremos nós que avaliaremos os resultados dos nossos trabalhos e aquilataremos a sua importância. O Plano Maior é que terá os meios de pesar os frutos do empreendimento social ou religioso ao nosso alcance, cuja relevância muitas vezes enfatizamos na nossa maneira apaixonada de ver as coisas.
Aquele que varre diariamente o chão, como sua parcela de auxílio, e nessa incumbência coloca todo o seu amor e desprendimento, poderá estar dando muito mais do que aquele que ensina por palavras, escreve páginas brilhantes ou exerce cargos de direção. Como o personalismo tem prejudicado o avanço da Doutrina de Jesus! O que ainda vemos são as divergências típicas de colocações e de pontos de vista, de posições filosóficas e, em decorrência disso, as divisões, como se animosidades oferecessem algum resultado prático e objetivo.
No tocante à Doutrina dos Espíritos, entendemos que a mesma dispensa defensores, zeladores ou guardas-de-honra; ela é verdadeira e evidente por si mesma. No entanto, precisa, sim, dos exemplos dos seus seguidores, para que seja cada vez mais respeitada pelos que não a conhecem. Diz-nos o próprio Codificador: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações".
Esse ainda é um desafio, e se preferirem, um paradigma que pode muito bem qualificar aqueles que se dizem seus adeptos e que se colocam como seus ardorosos defensores ou líderes, mas que resvalam exatamente nas exacerbações do personalismo, esquecidos de aplicar o esforço próprio no domínio das más inclinações. Só pelos frutos do trabalho conjunto, mais irmanados e menos pretensiosos, portanto menos personalistas, é que valorizamos em conteúdo a nossa parcela de colaboração, porque primeiro precisamos nos amar para juntos nos instruir, como ensina o Espírito de Verdade. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. O Cristo Consolador. O advento do Espírito de Verdade.)
Ney P. Peres
Entre as expressões do egoísmo, vamos encontrar precisamente na grande maioria personalista as diversas formas, de comportamento, e mesmo a maneira de ser, caracterizadas pelo estado íntimo de rigidez e de autoconfiança nas idéias ou opiniões próprias. Esses tipos de indivíduos, pelas suas atitudes, acarretam, quase sempre, conturbações no convívio em grupos.
Vejamos alguns dos aspectos reconhecidos nas pessoas predominantemente personalistas:
a) Suas opiniões ou pontos de vista são sempre os certos e são os que devem prevalecer aos dos demais;
b) As experiências próprias são aquelas que servem de referência a resultados que se discutem com outros, desconsiderando em igual importância as experiências do próximo;
c) Em sociedades, as suas decisões e iniciativas, quando em cargo de mando, são quase sempre tomadas sem a participação dos demais;
d) Na condição de subalterno, nega-se à colaboração de um plano ou projeto quando sua idéia ou parecer não é aceito numa escolha em grupo;
e) Melindra-se na sua auto-importância quando não convidado a participar com destaque nas decisões relativas a empreendimentos do círculo que frequenta, muitas vezes até afastando-se ou ameaçando afastar-se de suas funções;
f) Sente-se valorizado quando nas funções de comando e dificilmente aceita ser conduzido pela direção de outrem;
g) Aborrece-se facilmente quando contrariado nos seus desejos ou idéias;
h) Num trabalho para obtenção de um resultado comum, acha ou age como se pudesse dispensar a cooperação dos demais integrantes;
i) A autoconvicção e a determinação nos seus propósitos é obstinada até mesmo quando incompatíveis com a situação do momento e a harmonização pretendida;
j) Teimosia e birra, revivendo questões ultrapassadas e contendas já superadas, onde sua opinião não foi seguida.
O personalismo tem sido, na humanidade, um fator impeditivo ao entendimento entre as criaturas. As lutas e separatismos são oriundos da inflexibilidade dos homens nas suas idéias e desejos. Dificilmente alguém cede em benefício da concórdia e renuncia aos seus anseios em proveito do bem comum. O egoísmo se manifesta acentuadamente nos tipos personalistas mais endurecidos. Para eles é difícil abrir mão das posições conquistadas e colaborar com espírito de caridade desinteressada.
O personalismo leva à não-aceitação, obscurece qualquer compreensão e impede a cooperação. O individualismo pode resultar do isolamento de alguns do meio comunitário, quer pela posição social, quer pela crença ou idéias políticas, filosóficas ou religiosas que adote. Esse individualismo pode agrupar homens dentro das mesmas tendências e idéias que lhes são comuns, constituindo, assim, sociedades, castas, seitas, correntes políticas, sociais e religiosas. Ainda desse modo é fator de divisões, separações e contendas.
O personalismo desagrega os grupos, destrói a força de união, enfraquece o espírito de colaboração, incrementa a competição, amplia a luta pela supremacia, leva à discórdia e às querelas, conduz à agressão, aos embates e até a guerras. Ainda não aprendemos a viver num clima de cooperação, de auxílio mútuo, trabalhando juntos e unidos dentro de um objetivo, visando ao bem comum. O espírito de companheirismo, de confraternização, só será alcançado quando aprendermos a renunciar e a nos desprender do exclusivismo individual.
Ainda não entendemos com profundidade que "o saber não é tudo; o importante é fazer e, para fazer, homem nenhum dispensa a colaboração e a boa vontade dos outros" A importância e a superioridade que queremos dar à nossa participação, algumas vezes no próprio âmbito da tarefa doutrinária, é precisamente reflexo do nosso personalismo, da necessidade de reafirmação e da nossa vaidade. Não seremos nós que avaliaremos os resultados dos nossos trabalhos e aquilataremos a sua importância. O Plano Maior é que terá os meios de pesar os frutos do empreendimento social ou religioso ao nosso alcance, cuja relevância muitas vezes enfatizamos na nossa maneira apaixonada de ver as coisas.
Aquele que varre diariamente o chão, como sua parcela de auxílio, e nessa incumbência coloca todo o seu amor e desprendimento, poderá estar dando muito mais do que aquele que ensina por palavras, escreve páginas brilhantes ou exerce cargos de direção. Como o personalismo tem prejudicado o avanço da Doutrina de Jesus! O que ainda vemos são as divergências típicas de colocações e de pontos de vista, de posições filosóficas e, em decorrência disso, as divisões, como se animosidades oferecessem algum resultado prático e objetivo.
No tocante à Doutrina dos Espíritos, entendemos que a mesma dispensa defensores, zeladores ou guardas-de-honra; ela é verdadeira e evidente por si mesma. No entanto, precisa, sim, dos exemplos dos seus seguidores, para que seja cada vez mais respeitada pelos que não a conhecem. Diz-nos o próprio Codificador: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações".
Esse ainda é um desafio, e se preferirem, um paradigma que pode muito bem qualificar aqueles que se dizem seus adeptos e que se colocam como seus ardorosos defensores ou líderes, mas que resvalam exatamente nas exacerbações do personalismo, esquecidos de aplicar o esforço próprio no domínio das más inclinações. Só pelos frutos do trabalho conjunto, mais irmanados e menos pretensiosos, portanto menos personalistas, é que valorizamos em conteúdo a nossa parcela de colaboração, porque primeiro precisamos nos amar para juntos nos instruir, como ensina o Espírito de Verdade. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. O Cristo Consolador. O advento do Espírito de Verdade.)
Ney P. Peres
ROTEIRO DA DESOBSESSÃO
1 - Ao acordar, diga a si mesmo: Deus me concede mais um dia de experiências
e aprendizado. É fazendo que se aprende. Vou aproveitá-lo. Deus me ajuda. (Repita isso
várias vezes, procurando manter essas palavras na memória. Repita-as durante o dia).
2 - Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente com
mentes desequilibradas. Corte essa sintonia ligando-se a pensamentos bons e alegres.Repila as idéias más. Compreenda que você nasceu para ser bom e normal. As más idéias e os maus pendores existem para você vencê-los, nunca para se entregar.
3 - Mude sua maneira de encarar os semelhantes. Na essência, somos todos
iguais. Se ele está irritado, não entre na irritação dele. Ajude-o a se reequilibrar, tratando-o com bondade. A irritação é sintonia de obsessão. Não se deixe envolver pela obsessão do outro. Não o considere agressivo. Certamente ele está sendo agredido e reage erradamente contra os outros. Ajude-o que será também ajudado.
4 - Vigie os seus sentimentos, pensamentos e palavras nas relações com os
outros. O que damos, recebemos de volta.
5 - Não se considere vítima. Você pode estar sendo algoz sem perceber. Pense
nisso constantemente, para melhorar as relações com os outros. Viver é permutar. Examine o que você troca com os outros.
6 - Ao sentir-se abatido, não entre na fossa. É difícil sair dela. Lembre-se de que
você está vivo, forte, com saúde e dê graças a Deus por isso. Seus males são passageiros, mas se você os alimentar eles durarão. É você que sustenta os seus males. Cuidado com isso.
7 - Freqüente a instituição espírita com que se sintonize. Não fique pulando de
uma para outra. Quem não tem constância nada consegue.
8 - Se você ouve vozes, não lhes dê atenção. Responda simplesmente: Não
tenho tempo a perder. Tratem de se melhorar enquanto é tempo. Vocês estão a caminho do
abismo. Cuidem-se. E peça aos Espíritos Bons, em pensamento, por esses obsessores.
9- Se você sente toques de dedos ou descargas elétricas, repila esses espíritos
brincalhões da mesma maneira e ore mentalmente por eles. Não lhes dê atenção nem se
assuste com esses efeitos físicos. Leia diariamente, de manhã ou à noite, ao deitar-se, um
trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo e medite sobre o que leu. Abra o livro ao
acaso e não pense que a lição é só para você. Geralmente é só para os obsessores, mas você
também deve aproveitá-la. No caso de visões a técnica é a mesma. Nunca se amedronte. É
isso que eles querem, pois com isso se divertem. Esses pobres espíritos nada podem fazer,
além disso, a menos que você queira brincar com eles, o que lhe custará seu aumento da
obsessão. Corte as ligações que eles querem estabelecer com você, usando o poder da sua
vontade. Se fingirem ser um seu parente ou amigo falecido, não se deixe levar por isso. Os
amigos e parentes se comunicam em sessões regulares, não querem perturbar.
10 - Leia o livro de Allan Kardec INICIAÇÃO ESPÍRITA, mas de Kardec não
outros de autores diversos, que fazem confusões. Trate de estudar a Doutrina nas demais
obras de Kardec.
11 - Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de
religiões africanas com as nossas crendices nacionais. Não pense que alguém lhe pode tirar
a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias
vitais e espirituais para fortificar a sua resistência. Não confie em passes de gesticulação
excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por
Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de
superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura
civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional. Estude o Espiritismo e não se deixe
levar por tolices.
Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o
mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes,
com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.
OBSESSÃO, PASSE E DOUTRINAÇÃO
Herculano Pires
e aprendizado. É fazendo que se aprende. Vou aproveitá-lo. Deus me ajuda. (Repita isso
várias vezes, procurando manter essas palavras na memória. Repita-as durante o dia).
2 - Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente com
mentes desequilibradas. Corte essa sintonia ligando-se a pensamentos bons e alegres.Repila as idéias más. Compreenda que você nasceu para ser bom e normal. As más idéias e os maus pendores existem para você vencê-los, nunca para se entregar.
3 - Mude sua maneira de encarar os semelhantes. Na essência, somos todos
iguais. Se ele está irritado, não entre na irritação dele. Ajude-o a se reequilibrar, tratando-o com bondade. A irritação é sintonia de obsessão. Não se deixe envolver pela obsessão do outro. Não o considere agressivo. Certamente ele está sendo agredido e reage erradamente contra os outros. Ajude-o que será também ajudado.
4 - Vigie os seus sentimentos, pensamentos e palavras nas relações com os
outros. O que damos, recebemos de volta.
5 - Não se considere vítima. Você pode estar sendo algoz sem perceber. Pense
nisso constantemente, para melhorar as relações com os outros. Viver é permutar. Examine o que você troca com os outros.
6 - Ao sentir-se abatido, não entre na fossa. É difícil sair dela. Lembre-se de que
você está vivo, forte, com saúde e dê graças a Deus por isso. Seus males são passageiros, mas se você os alimentar eles durarão. É você que sustenta os seus males. Cuidado com isso.
7 - Freqüente a instituição espírita com que se sintonize. Não fique pulando de
uma para outra. Quem não tem constância nada consegue.
8 - Se você ouve vozes, não lhes dê atenção. Responda simplesmente: Não
tenho tempo a perder. Tratem de se melhorar enquanto é tempo. Vocês estão a caminho do
abismo. Cuidem-se. E peça aos Espíritos Bons, em pensamento, por esses obsessores.
9- Se você sente toques de dedos ou descargas elétricas, repila esses espíritos
brincalhões da mesma maneira e ore mentalmente por eles. Não lhes dê atenção nem se
assuste com esses efeitos físicos. Leia diariamente, de manhã ou à noite, ao deitar-se, um
trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo e medite sobre o que leu. Abra o livro ao
acaso e não pense que a lição é só para você. Geralmente é só para os obsessores, mas você
também deve aproveitá-la. No caso de visões a técnica é a mesma. Nunca se amedronte. É
isso que eles querem, pois com isso se divertem. Esses pobres espíritos nada podem fazer,
além disso, a menos que você queira brincar com eles, o que lhe custará seu aumento da
obsessão. Corte as ligações que eles querem estabelecer com você, usando o poder da sua
vontade. Se fingirem ser um seu parente ou amigo falecido, não se deixe levar por isso. Os
amigos e parentes se comunicam em sessões regulares, não querem perturbar.
10 - Leia o livro de Allan Kardec INICIAÇÃO ESPÍRITA, mas de Kardec não
outros de autores diversos, que fazem confusões. Trate de estudar a Doutrina nas demais
obras de Kardec.
11 - Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de
religiões africanas com as nossas crendices nacionais. Não pense que alguém lhe pode tirar
a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias
vitais e espirituais para fortificar a sua resistência. Não confie em passes de gesticulação
excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por
Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de
superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura
civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional. Estude o Espiritismo e não se deixe
levar por tolices.
Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o
mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes,
com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.
OBSESSÃO, PASSE E DOUTRINAÇÃO
Herculano Pires
domingo, 14 de março de 2010
A DIVERSIDADE NA UMBANDA
A Umbanda é uma religião que tem um conceito – atribuído ao Caboclo da Sete
Encruzilhadas, seu fundador/nominador-aceito universalmente pelos seus membros.
Conceito: Umbanda é a “Manifestação do espírito para a caridade” .
Cem anos atrás, bem antes talvez, a prática da Umbanda já existia, embora
inominada e exercitada em Roças de Candomblé (embora não fossem bem aceitas as
suas manifestações), Terreiros de “Macumba”, em quartinhos nos fundos das casas e
em locais isolados no interior do país, e outros locais com outras denominações onde
se manifestavam esses espíritos.
O feito mais importante do Caboclo das Sete encruzilhadas foi a anunciação e o
”batismo” da nova religião com o nome de Umbanda, a expressão pública da sua
missão, a implantação efetiva e definitiva da nova religião para o mundo físico, não
como uma ocorrência isolada e deslocada em centros kardecistas, Candomblés,
Macumbas, etc... mas como uma “nova” forma de trabalho com a espiritualidade,
cujas primeiras diretrizes fez saber a quantos ali estavam.
Nesse artigo desenvolver-se-á uma teoria sobre o assunto, que não tem a pretensão de
ditar normas ou ser a verdade das verdades, mas de analisar o conceito e suas
implicações.
Partindo do próprio conceito que diz :
“Manifestação do espírito para a caridade” e o
analisando pela ótica da interpretação, pode-se chegar a algumas deduções, que serão
relatadas a seguir.
Quando o conceito fala em “manifestação do espírito”, está especificando que
deve/pode haver esse tipo de manifestação, dentro dos trabalhos da Umbanda.
Quando diz que é “para a caridade” está informando/afirmando a grande condicional
necessária e imprescindível para que esse trabalho dos/com os espíritos seja
considerado como de Umbanda: a prática da caridade.
Atribui-se também ao Caboclo das Sete Encruzilhadas a informação de que essa seria
uma religião para todos: encarnados e desencarnados, de todas as raças, credos e
condições sociais. Sem discriminação.
O Caboclo pergunta aos seus interlocutores kardecistas :
(...)"- Porque repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a
ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"
"- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este:
Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."(...)
: "- Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela
recorrerem nas horas de aflição, todas as entidades serão ouvidas, e nós
aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles
que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois
esta é a vontade do Pai." (...)
"-Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".
Foram sublinhados determinados trechos no texto acima apenas para dar ênfase ao
que se pretende demonstrar, ou seja, que a Umbanda, por sua natureza e por sua
conceituação e definição, é uma religião onde a prática da caridade e do amor fraterno é a prioridade e a meta, que nela não pode existir preconceitos de quaisquer espécie,
sejam relativos aos encarnados ou aos desencarnados, que sua função é permitir que
os espíritos e os homens possam auxiliar-se uns aos outros na senda da evolução.
Que se ensine o que se sabe e se aprenda com o outro o que não se sabe ainda. Que
se perceba que somente o amor e a fraternidade podem levar o ser à Luz . Que se
compreenda que nada, nada mesmo, acontece sem que o Astral Superior saiba e
permita.
Que o Pai sempre nos abençoa com recursos que facilitem nossa evolução e nos
espera de braços abertos quando estivermos prontos à retornar ao seu seio. Que a
Divina Luz zela pelos seus filhos todo o tempo, que tudo compreende. Que o Senhor,
tudo vê, sabe e pode; e que não há no universo o que não seja por Ele gerado,
coordenado ou por suas Leis regulado.
Deve-se observar que, se no texto, o Caboclo inicialmente se refere aos pretos velhos
africanos e aos índios nativos, é porque, àquela época, esses eram os espíritos que já
se encontravam prontos para manifestação e a caridade, e não porque outros não
pudessem ser agregados a medida que suas falanges surgissem e estivessem prontas para o trabalho. Sendo evolutiva e agregadora, a Umbanda vem abarcando em seu seio amoroso uma série enorme de espíritos, formadores de novas falanges,
possuidores dos mais diversos conhecimentos, experiências e usos de processos
magísticos ; provenientes das mais diversas origens ( raciais, sociais e religiosas) que
estão dispostos a trabalhar fazendo caridade em busca de sua evolução e no auxílio da evolução do outro.
Do exposto acima surgem alguns itens a observar como, por exemplo, a questão das
novas falanges que vem surgindo na Umbanda, das variantes ritualísticas e das
diversificações de elementos magísticos usados por cada entidade.
Outro ponto que deve ser observado e com cuidado é a relação entre os cultos afros
originais, o Candomblé e a Umbanda. Se de início, talvez até, movidos pelo momento
histórico-político-social e pela necessidade de afirmação da Umbanda enquanto
religião diferenciada tanto do kardecismo quanto do Candomblé, os intelectuais da
Umbanda, de certa forma tenderam a torná-la um tanto rígida, se usaram de um certo
“purismo elitista” e de muito etnocentrismo, isso deve ser entendido dentro do
contexto do momento em que estavam e não como uma forma de dogma, ou de
intolerância. Deve ser levado em conta toda a criação/educação que receberam e o
meio social em que viviam, que era escandalosamente preconceituoso, se levarmos em conta a título de paralelo, os dias atuais.
Deve-se lembrar que a primeira reação de uma “cisão” religiosa entre outras tantas é a de negação do que se tinha anteriormente, ou seja, se de início negaram qualquer
ligação entre a Umbanda e os cultos de Nação, e, se a negação foi menor no que tange ao kardecismo, isso se deveu muito mais à questões das visões pessoais, crenças internas arraigadas, e principalmente do pensamento sócio-político reinante na época, do que à alguma regra da Umbanda ou da espiritualidade.
É preciso também entender que a Umbanda é uma religião de enorme abrangência
espiritual, capaz de unir sem conflitos os espíritos provenientes das mais diversas
fontes e aprendizados religiosos, dos mais diversificados rituais sem com isso se
tornar menos Umbanda, sem perder sua característica principal, a manifestação do
espírito para a caridade.
Os “erros” cometidos em nome da Umbanda são dos seres encarnados, que presos aos conceitos apreendidos na carne, aos sistemas sociais/religiosos onde foram criados, e sendo por suas próprias naturezas seres em evolução, muitas vezes, mesmo imbuídos das melhores intenções e do maior amor, acabam deturpando, ou antes, reduzindo a grandeza da Umbanda ao querer limitar e dogmatizar seus princípios, reduzir seus horizontes e sua competência.
No entanto, é preciso ter cuidado para não fazer como o fizeram os apóstolos após a
morte do Cristo, que ao invés de apenas seguirem seu exemplo de simplicidade e
humildade, e pregarem a boa Nova como lhes foi ordenado, deixaram falar mais alto
seus dogmas, seus preconceitos entranhados pela educação judaica na qual foram
educados e que lhes estavam arraigados ao ser.
Nessa jornada, “distorceram” muitos dos ensinamentos, deturparam princípios,
alteraram conceitos e principalmente esqueceram qual era a mensagem principal:
Todos somos filhos do mesmo Pai que nos espera e perdoa amorosamente.
Transformaram o messianismo e a simplicidade do Cristo em regras rígidas, seu
perdão tão gratuito em condicionamentos e penitências, suas parábolas ditas ao ar
livre em reuniões ritualísticas e repetitivas em templos fechados onde de início nem
todos são convidados a entrar para ouvir.
Sua humildade viu-se alterada e coberta do que é “de César”: riqueza material, poder
mundano acrescidos do controle sobre a consciência dos outros.
Que se possa aprender com os erros alheios do passado e do presente, nossos e dos
outros, principalmente sabendo que tais erros foram cometidos, não por maldade ou
premeditação, e sim por amor, com a crença de ser o ‘senhor” da Verdade, e um amor
capaz de fazer aceitar a morte nas cruzes romanas e nos circos, com a serenidade dos
que crêem-se e sabem-se amparados.
Que se possa compreender e admirar a diversidade daqueles a quem o Cristo pregava, lembrar que Ele não escolhia local nem hora, nem público especial, ele apenas saía e ensinava, curava e plantava a semente do amor nos corações dos homens, a cada um dando conforme sua capacidade de entendimento, sem criticar, sem condenar, apenas amando, perdoando, exemplificando, doando-se.
Que a Umbanda com seus mais diversos rituais, suas mais diferenciadas formas de
trabalho, suas múltiplas falanges, seu leque de opções magísticas usadas para
cumprir sua missão espiritual, permitindo a manifestação do espírito, qualquer
espírito, desde que para a prática da caridade.
Que seus adeptos confiem no Astral Superior, em Deus, não importa por qual nome O
chamem.
Que cada um confie em seus guias e permita que os outros confiem nos que lhe são
afeitos, e possam seguir seus caminhos conforme seus espíritos e suas mentes
estejam preparados para compreender a Umbanda e nela trabalhar.
Que os umbandistas sejam convictos de que seus mentores sabem mais e melhor do
que seus médiuns o que fazer pelo adiantamento de cada um, quais são os caminhos
que cada um tem que percorrer para evoluir.
Cada ser tem sua forma própria de ser e de aprender, seu tempo e método individual
de apreensão de conhecimentos e conceitos. Cada um de nós tem pelo menos uma
habilidade que sempre é utilizada (pelo astral) da melhor maneira possível em
benefício de si e do próximo.
Deixe-se de lado, o mais possível as pretensões tão humanas quanto a saber a verdade Suprema sobre a Umbanda e a vida e reconheça-se que o Pai, conhecendo a natureza dos que nessa terra encarnam, não deixaria que Verdade Suprema fosse conhecida integralmente por nenhum de nós, já que o poder é um grande corruptor de almas, e que tende-se a usar desses conhecimentos em proveito próprio (mesmo quando se tem, a melhor das boas intenções!), pois sempre se acha bem no íntimo que a “nossa“ forma de ver o mundo é a mais correta.
Tudo isso é para fazer meditar os seres sobre essa diversidade tão amada e tão
condenada ao mesmo tempo. É para fazer meditar cada coração e cada espírito sobre
o direito que se tem de julgar o que é feito na casa do outro.
Que direito se tem de passar por cima dos conceitos alheios e impor os seus?
Quem, eu pergunto:
quem tem a procuração de Deus com firma reconhecida (como já
o exigia o poeta), dizendo que é o “senhor da verdade” sobre o que é ou o que não é a umbanda e parte da Umbanda?
Quem pode se arvorar em predileto de Deus, eleito para ditar aos homens a verdade?
Nem os Guias o fazem!
Cada guia, à sua época, conforme a necessidade e a capacidade de compreensão dos
que ali se apresentavam ou para suas casas eram encaminhados, de acordo com a
sua proposta de trabalho -decidida no e pelo Astral- fez as suas colocações e lançou o
que em suas casas/tendas/terreiros seria a base de sua magia, qual a filosofia seria
seguida por sua linha teológica.
O que todos tem em comum é o Amor ao Pai e “ao próximo como a si mesmo”, o
respeito pelas Leis Divinas, o trabalho com espíritos para a prática da caridade e a
busca da evolução. Isso é Umbanda!
Simples, humilde, diversificada, unida sim, não pela foram de ritual externo nem pelo
tipo específico de uso magístico, mas pela sal missão: Fazer a caridade sem
preconceitos, sem elitismo, sem condicionantes outras que não sejam o Amor, a Fé, a
vontade de Evoluir, e praticar a caridade permitindo que os espíritos se manifestem e
trabalhem pelo bem, seu e do outro. Fazendo de seus adeptos, mormente os médiuns, seres participativos, integrantes e integrados na umbanda, e responsáveis pelo que fazem Nela, com Ela e por Ela.
Cristina Zecchinelli
em: 05 e 06/07/2007
GREOO - Grupo Espírita Obreiros de Oxalá
Av. Dom Hélder Câmara, 7.508 Fds
Retirado do: Correio da Umbanda
Edição 19 – Julho de 2007
Encruzilhadas, seu fundador/nominador-aceito universalmente pelos seus membros.
Conceito: Umbanda é a “Manifestação do espírito para a caridade” .
Cem anos atrás, bem antes talvez, a prática da Umbanda já existia, embora
inominada e exercitada em Roças de Candomblé (embora não fossem bem aceitas as
suas manifestações), Terreiros de “Macumba”, em quartinhos nos fundos das casas e
em locais isolados no interior do país, e outros locais com outras denominações onde
se manifestavam esses espíritos.
O feito mais importante do Caboclo das Sete encruzilhadas foi a anunciação e o
”batismo” da nova religião com o nome de Umbanda, a expressão pública da sua
missão, a implantação efetiva e definitiva da nova religião para o mundo físico, não
como uma ocorrência isolada e deslocada em centros kardecistas, Candomblés,
Macumbas, etc... mas como uma “nova” forma de trabalho com a espiritualidade,
cujas primeiras diretrizes fez saber a quantos ali estavam.
Nesse artigo desenvolver-se-á uma teoria sobre o assunto, que não tem a pretensão de
ditar normas ou ser a verdade das verdades, mas de analisar o conceito e suas
implicações.
Partindo do próprio conceito que diz :
“Manifestação do espírito para a caridade” e o
analisando pela ótica da interpretação, pode-se chegar a algumas deduções, que serão
relatadas a seguir.
Quando o conceito fala em “manifestação do espírito”, está especificando que
deve/pode haver esse tipo de manifestação, dentro dos trabalhos da Umbanda.
Quando diz que é “para a caridade” está informando/afirmando a grande condicional
necessária e imprescindível para que esse trabalho dos/com os espíritos seja
considerado como de Umbanda: a prática da caridade.
Atribui-se também ao Caboclo das Sete Encruzilhadas a informação de que essa seria
uma religião para todos: encarnados e desencarnados, de todas as raças, credos e
condições sociais. Sem discriminação.
O Caboclo pergunta aos seus interlocutores kardecistas :
(...)"- Porque repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a
ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"
"- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este:
Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."(...)
: "- Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela
recorrerem nas horas de aflição, todas as entidades serão ouvidas, e nós
aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles
que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois
esta é a vontade do Pai." (...)
"-Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".
Foram sublinhados determinados trechos no texto acima apenas para dar ênfase ao
que se pretende demonstrar, ou seja, que a Umbanda, por sua natureza e por sua
conceituação e definição, é uma religião onde a prática da caridade e do amor fraterno é a prioridade e a meta, que nela não pode existir preconceitos de quaisquer espécie,
sejam relativos aos encarnados ou aos desencarnados, que sua função é permitir que
os espíritos e os homens possam auxiliar-se uns aos outros na senda da evolução.
Que se ensine o que se sabe e se aprenda com o outro o que não se sabe ainda. Que
se perceba que somente o amor e a fraternidade podem levar o ser à Luz . Que se
compreenda que nada, nada mesmo, acontece sem que o Astral Superior saiba e
permita.
Que o Pai sempre nos abençoa com recursos que facilitem nossa evolução e nos
espera de braços abertos quando estivermos prontos à retornar ao seu seio. Que a
Divina Luz zela pelos seus filhos todo o tempo, que tudo compreende. Que o Senhor,
tudo vê, sabe e pode; e que não há no universo o que não seja por Ele gerado,
coordenado ou por suas Leis regulado.
Deve-se observar que, se no texto, o Caboclo inicialmente se refere aos pretos velhos
africanos e aos índios nativos, é porque, àquela época, esses eram os espíritos que já
se encontravam prontos para manifestação e a caridade, e não porque outros não
pudessem ser agregados a medida que suas falanges surgissem e estivessem prontas para o trabalho. Sendo evolutiva e agregadora, a Umbanda vem abarcando em seu seio amoroso uma série enorme de espíritos, formadores de novas falanges,
possuidores dos mais diversos conhecimentos, experiências e usos de processos
magísticos ; provenientes das mais diversas origens ( raciais, sociais e religiosas) que
estão dispostos a trabalhar fazendo caridade em busca de sua evolução e no auxílio da evolução do outro.
Do exposto acima surgem alguns itens a observar como, por exemplo, a questão das
novas falanges que vem surgindo na Umbanda, das variantes ritualísticas e das
diversificações de elementos magísticos usados por cada entidade.
Outro ponto que deve ser observado e com cuidado é a relação entre os cultos afros
originais, o Candomblé e a Umbanda. Se de início, talvez até, movidos pelo momento
histórico-político-social e pela necessidade de afirmação da Umbanda enquanto
religião diferenciada tanto do kardecismo quanto do Candomblé, os intelectuais da
Umbanda, de certa forma tenderam a torná-la um tanto rígida, se usaram de um certo
“purismo elitista” e de muito etnocentrismo, isso deve ser entendido dentro do
contexto do momento em que estavam e não como uma forma de dogma, ou de
intolerância. Deve ser levado em conta toda a criação/educação que receberam e o
meio social em que viviam, que era escandalosamente preconceituoso, se levarmos em conta a título de paralelo, os dias atuais.
Deve-se lembrar que a primeira reação de uma “cisão” religiosa entre outras tantas é a de negação do que se tinha anteriormente, ou seja, se de início negaram qualquer
ligação entre a Umbanda e os cultos de Nação, e, se a negação foi menor no que tange ao kardecismo, isso se deveu muito mais à questões das visões pessoais, crenças internas arraigadas, e principalmente do pensamento sócio-político reinante na época, do que à alguma regra da Umbanda ou da espiritualidade.
É preciso também entender que a Umbanda é uma religião de enorme abrangência
espiritual, capaz de unir sem conflitos os espíritos provenientes das mais diversas
fontes e aprendizados religiosos, dos mais diversificados rituais sem com isso se
tornar menos Umbanda, sem perder sua característica principal, a manifestação do
espírito para a caridade.
Os “erros” cometidos em nome da Umbanda são dos seres encarnados, que presos aos conceitos apreendidos na carne, aos sistemas sociais/religiosos onde foram criados, e sendo por suas próprias naturezas seres em evolução, muitas vezes, mesmo imbuídos das melhores intenções e do maior amor, acabam deturpando, ou antes, reduzindo a grandeza da Umbanda ao querer limitar e dogmatizar seus princípios, reduzir seus horizontes e sua competência.
No entanto, é preciso ter cuidado para não fazer como o fizeram os apóstolos após a
morte do Cristo, que ao invés de apenas seguirem seu exemplo de simplicidade e
humildade, e pregarem a boa Nova como lhes foi ordenado, deixaram falar mais alto
seus dogmas, seus preconceitos entranhados pela educação judaica na qual foram
educados e que lhes estavam arraigados ao ser.
Nessa jornada, “distorceram” muitos dos ensinamentos, deturparam princípios,
alteraram conceitos e principalmente esqueceram qual era a mensagem principal:
Todos somos filhos do mesmo Pai que nos espera e perdoa amorosamente.
Transformaram o messianismo e a simplicidade do Cristo em regras rígidas, seu
perdão tão gratuito em condicionamentos e penitências, suas parábolas ditas ao ar
livre em reuniões ritualísticas e repetitivas em templos fechados onde de início nem
todos são convidados a entrar para ouvir.
Sua humildade viu-se alterada e coberta do que é “de César”: riqueza material, poder
mundano acrescidos do controle sobre a consciência dos outros.
Que se possa aprender com os erros alheios do passado e do presente, nossos e dos
outros, principalmente sabendo que tais erros foram cometidos, não por maldade ou
premeditação, e sim por amor, com a crença de ser o ‘senhor” da Verdade, e um amor
capaz de fazer aceitar a morte nas cruzes romanas e nos circos, com a serenidade dos
que crêem-se e sabem-se amparados.
Que se possa compreender e admirar a diversidade daqueles a quem o Cristo pregava, lembrar que Ele não escolhia local nem hora, nem público especial, ele apenas saía e ensinava, curava e plantava a semente do amor nos corações dos homens, a cada um dando conforme sua capacidade de entendimento, sem criticar, sem condenar, apenas amando, perdoando, exemplificando, doando-se.
Que a Umbanda com seus mais diversos rituais, suas mais diferenciadas formas de
trabalho, suas múltiplas falanges, seu leque de opções magísticas usadas para
cumprir sua missão espiritual, permitindo a manifestação do espírito, qualquer
espírito, desde que para a prática da caridade.
Que seus adeptos confiem no Astral Superior, em Deus, não importa por qual nome O
chamem.
Que cada um confie em seus guias e permita que os outros confiem nos que lhe são
afeitos, e possam seguir seus caminhos conforme seus espíritos e suas mentes
estejam preparados para compreender a Umbanda e nela trabalhar.
Que os umbandistas sejam convictos de que seus mentores sabem mais e melhor do
que seus médiuns o que fazer pelo adiantamento de cada um, quais são os caminhos
que cada um tem que percorrer para evoluir.
Cada ser tem sua forma própria de ser e de aprender, seu tempo e método individual
de apreensão de conhecimentos e conceitos. Cada um de nós tem pelo menos uma
habilidade que sempre é utilizada (pelo astral) da melhor maneira possível em
benefício de si e do próximo.
Deixe-se de lado, o mais possível as pretensões tão humanas quanto a saber a verdade Suprema sobre a Umbanda e a vida e reconheça-se que o Pai, conhecendo a natureza dos que nessa terra encarnam, não deixaria que Verdade Suprema fosse conhecida integralmente por nenhum de nós, já que o poder é um grande corruptor de almas, e que tende-se a usar desses conhecimentos em proveito próprio (mesmo quando se tem, a melhor das boas intenções!), pois sempre se acha bem no íntimo que a “nossa“ forma de ver o mundo é a mais correta.
Tudo isso é para fazer meditar os seres sobre essa diversidade tão amada e tão
condenada ao mesmo tempo. É para fazer meditar cada coração e cada espírito sobre
o direito que se tem de julgar o que é feito na casa do outro.
Que direito se tem de passar por cima dos conceitos alheios e impor os seus?
Quem, eu pergunto:
quem tem a procuração de Deus com firma reconhecida (como já
o exigia o poeta), dizendo que é o “senhor da verdade” sobre o que é ou o que não é a umbanda e parte da Umbanda?
Quem pode se arvorar em predileto de Deus, eleito para ditar aos homens a verdade?
Nem os Guias o fazem!
Cada guia, à sua época, conforme a necessidade e a capacidade de compreensão dos
que ali se apresentavam ou para suas casas eram encaminhados, de acordo com a
sua proposta de trabalho -decidida no e pelo Astral- fez as suas colocações e lançou o
que em suas casas/tendas/terreiros seria a base de sua magia, qual a filosofia seria
seguida por sua linha teológica.
O que todos tem em comum é o Amor ao Pai e “ao próximo como a si mesmo”, o
respeito pelas Leis Divinas, o trabalho com espíritos para a prática da caridade e a
busca da evolução. Isso é Umbanda!
Simples, humilde, diversificada, unida sim, não pela foram de ritual externo nem pelo
tipo específico de uso magístico, mas pela sal missão: Fazer a caridade sem
preconceitos, sem elitismo, sem condicionantes outras que não sejam o Amor, a Fé, a
vontade de Evoluir, e praticar a caridade permitindo que os espíritos se manifestem e
trabalhem pelo bem, seu e do outro. Fazendo de seus adeptos, mormente os médiuns, seres participativos, integrantes e integrados na umbanda, e responsáveis pelo que fazem Nela, com Ela e por Ela.
Cristina Zecchinelli
em: 05 e 06/07/2007
GREOO - Grupo Espírita Obreiros de Oxalá
Av. Dom Hélder Câmara, 7.508 Fds
Retirado do: Correio da Umbanda
Edição 19 – Julho de 2007
quinta-feira, 4 de março de 2010
UM FILHO DE FÉ
Numa praia deserta caminhava um filho de fé...
Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento um consolo.
Buscava forças e um sinal de esperança, para poder continuar lutando....
Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas se quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar...
Uma lágrima entristecida, cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seu irmãos, já se tornava insuportável....
"Então"...
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo...
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição..
A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer...
Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando...
Observou na beira das águas, peixinhos dourados a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto...
Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu o fez lembrar-se de Nanã Buruque, que com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande festividade...
Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas trouxe folhas distantes, sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros.
Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo que lhe encheu o peito de coragem.
"Kaô Kabecilê", e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante, não mais sofria pelas injustiças,pois seu pai lhe protegia...
Então admirado, sentou-se a beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação, e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos, e sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava as chagas do seu corpo e espírito...
Fixou o olhar no céu, e nas nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava,
como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade e poder levar alento e paz aos irmãos necessitados...
Então um perfume exalava de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente.......
"A elevação do filho de fé....
Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração...
Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma.
Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda...
Paz, Amor e Caridade!!!"
(autor desconhecido)
Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento um consolo.
Buscava forças e um sinal de esperança, para poder continuar lutando....
Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas se quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar...
Uma lágrima entristecida, cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seu irmãos, já se tornava insuportável....
"Então"...
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo...
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição..
A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer...
Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava, e continuou caminhando...
Observou na beira das águas, peixinhos dourados a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto...
Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu o fez lembrar-se de Nanã Buruque, que com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande festividade...
Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas trouxe folhas distantes, sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros.
Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo que lhe encheu o peito de coragem.
"Kaô Kabecilê", e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante, não mais sofria pelas injustiças,pois seu pai lhe protegia...
Então admirado, sentou-se a beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação, e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos, e sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava as chagas do seu corpo e espírito...
Fixou o olhar no céu, e nas nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava,
como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade e poder levar alento e paz aos irmãos necessitados...
Então um perfume exalava de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente.......
"A elevação do filho de fé....
Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração...
Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma.
Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda...
Paz, Amor e Caridade!!!"
(autor desconhecido)
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