sexta-feira, 24 de abril de 2009

QUANDO AS IMPERFEIÇÕES AFLORAM

O cotidiano na Terra exige dos homens um mínimo de equilíbrio para manter o convívio social.

Não somente para serem bem aceitos uns pelos outros através dos códigos de ética, como também pelo receio natural de desconhecerem as reações alheias.

Isso faz com que os homens escondam sobremaneira suas imperfeições, bem como limitem e abrandem seus perfis de comportamento.

Quando, entretanto, participam de atividades religiosas, embora devam continuar existindo os mesmos códigos de conduta que regulam a vida social, é dada maior importância ao conhecimento e desempenho da prática religiosa.

Estes passam a ser, então, os principais balizadores do comportamento individual de muitos homens, no momento que estão trabalhando na instituição.

A medida que vão sentindo-se confiantes com o seu desempenho, sendo vistos como figuras importantes dentro da instituição que freqüentam, alguns passam a se descuidar dos demais códigos de ética, necessários a uma vida social equilibrada.

Em outras palavras, se conhecem bem os preceitos religiosos e os caminhos da evangelização, bem como as práticas místicas adequadas, acabam se descuidando um pouco de outras exigências sociais, aparentemente não tão importantes para o exercício religioso. É assim que agem muitos, até mesmo inconscientemente.

Isso provoca então o afloramento de muitas imperfeições que estavam escondidas.

E surgem a luta pelo poder, intrigas, críticas desnecessárias, vaidades, inveja e várias outras negatividades que se intensificam naquele ambiente religioso.

Do mesmo modo que a reação dos demais é intensificada, para fazer frente às imperfeições dos que iniciaram o processo.

E, assim, ocorre dentro da instituição, o que evitam fazer fora dela.

O exercício da atividade religiosa, desse modo, deve ser baseado nos mesmos princípios éticos que regem a sociabilidade da vida profana.

Acrescidos da sabedoria de que o conhecimento adquirido deve ser utilizado para o próprio desenvolvimento espiritual, bem como para o exercício da humildade, e não para bravatas e manifestações de superioridade.

Pois essas são as exigências mínimas para que uma instituição religiosa faça jus a seu nome.
E não se torne um teatro, onde as vaidades lhe tirem a característica de lugar sagrado.


(Mensagem psicografada por Hur-Than de Shidha, publicada no livro
"O AMPARO DO ALTO", Editora do Conhecimento.

Nenhum comentário: