sexta-feira, 6 de março de 2009

SACERDÓCIO NÃO É PROFISSÃO

Não nos agrada abordar assunto de tamanha gravidade, que infelizmente tem tomado proporções perigosas dentro do Movimento Umbandista, por conta de alguns ditos médiuns.

No entanto, premidos pela imperiosa necessidade de alertarmos e orientarmos médiuns e assistentes a não serem vítimas de elementos de caráter duvidoso, que ainda contaminam nossa religião de fé, é que passamos a discorrer sobre o presente tema.

Sabemos que a mediunidade, seja ela qual for, é uma faculdade neutra ofertada pelo Criador, antes mesmo de reencarnarmos, com os fins específicos de servirmos de instrumentos à missão dos espíritos, para acelerarmos nosso progresso espiritual através da caridade; e também para que nossos amigos Caboclos (as), Pretos (as) - Velhos (as), Crianças (Ibejis), Exus e Bombogiras ( Pomba-Gira), possam subir cada vez mais os degraus da escala espírito-evolutiva.

Deste modo, a mediunidade constitui-se em um modo de nos redimirmos de faltas pretéritas (mediunidade expiatória); de alcançarmos progresso espiritual (mediunidade evolutiva), e, de igual forma, cumprirmos metas para o progresso espiritual da humanidade (mediunidade missionária).

Neste sentido, a faculdade mediúnica tem como um de seus atributos maiores o "dar de graça o que de graça foi recebido", vale dizer, sermos veículos gratuitos de ação dos bons espíritos para auxílio ao próximo, assim como a mediunidade nos foi concebida por Deus para nos auxiliar em nossa jornada.

A partir daí, observamos que o médium deve imbuir-se dos mais nobres sentimentos existentes e dedicar-se desinteressadamente a atividade mediúnica , para que a Espiritualidade possa amparar e orientar aqueles que, por razões diversas, não conseguem suplantar suas angústias e sofrimentos.

E nada mais salutar do que observarmos um irmão outrora combalido pelas intempéries cotidianas terrenas, levantar-se espiritualmente e retomar seu caminho, de cabeça em pé, seguindo as diretrizes do Plano Astral Superior.

Fica claro então que a mediunidade jamais poderá ser exercida como profissão, onde o vil metal eleva-se como fator preponderante, relegando-se a segundo plano o fim caritativo de tal labor.

Infelizmente ainda detectamos em alguns Templos pessoas que encaram a mediunidade, não como forma de alimentação espiritual à almas doentes, mas sim como meio de sustento de seus interesses e da sua vida.
Estes, devido ao seu desvirtuamento comportamental, ficam preocupados e atentos somente com o que é arrecadado durante uma Gira ou sessão, ou a cobrar por consultas aos espíritos.

Certamente quem desta maneira age, atrai para si, consoante a Lei de Afinidades, espíritos avarentos, com cobiça, apegados ainda aos valores materiais.
E o resultado é previsível.

Longe de nós sermos contra o pagamento de mensalidades e doações para a manutenção das instalações do espaço de caridade.

Mas daí a fazerem uso do numerário arrecadado para sustento próprio, vai uma grande diferença, pois todo o cidadão deve prouver o seu sustento com o suor de seu trabalho e não se valer da bondade, da fé e do desespero das pessoas para se sustentar financeiramente, de base imoral e ilegítima.

Reflitam Umbandistas !!!

2 comentários:

J Godinho disse...

Minha irmã Aurea, é imperativo que não só os médiuns e consulentes se atentem a esta questão, é muito pior, este texto serve como denuncia e aviso aqueles que fazem da religião seu ganha pão.

Particularmente nunca concordei com isso, mas também nunca critiquei de forma veemente pois no Candomblé este conceito é muito diferente da Umbanda, e como estamos falando de Umbanda me sinto na condição de criticar esta atitude, pois apesar dela ser e ter tantos afazeres, fora das giras contamos com um corpo medíunico que sempre poderá nos auxiliar.

Sempre defendi que tenhamos nosso trabalho e nossa vida pessoal, pois a dedicação com nossas entidades e orixás deve estar em harmonia com nossa vida, os dirigentes tem que saber e concientizar que não podemos fazer desta religião tão bela um palco mercantil ou um balcão de negócios, temos responsabilidades e seremos cobrados disso.

Axé irmãos.....

Léo Del Pezzo disse...

Irmã Aurea,

Agradeço a Zambi por ter este blog na internet, realmente vc é uma pessoa iluminada e corajosa.
Essa sua postagem é realmente a verdade, que todos os "pseudo-umbandista" se conscientize disso.
Parabéns

Saravá .'.