terça-feira, 3 de março de 2009

LUZ,CÂMERA, MISTIFICAÇÃO ! ! !

Esta é uma das tantas palavras que afloram da mente dos verdadeiros Umbandistas, diante das várias situações negativas que infelizmente ocorrem em nosso meio religioso, e que, diga-se de passagem, nada têm haver com a nossa Sagrada Umbanda.

A história é a mesma.

Pessoas inescrupulosas, de comportamento vil, encarceradas pela vaidade e egocentrismo, atributos que constituem e comandam personalidades doentias, e que querem a qualquer custo ser o centro das atenções e discussões, nem que para isto tenham que macular a imagem da Umbanda.

Para estes elementos de má índole, a Umbanda é vista, não como um instrumento de ação espiritual positiva, mas sim como trampolim para se alcançar interesses pessoais reprováveis.

Analisemos juntos e com serenidade espiritual uma situação que foge à observação de muitos, mas que merecem ser trazida à tona, a fim de que a grande massa de umbandistas (os verdadeiros, é claro!) possam ficar atentos e tirarem suas conclusões, ante a determinadas atitudes que ferem frontalmente os princípios sadios de nossa religião.

É acontecimento natural, reflexo da necessidade humana em registrar eventos de relevância, ou como forma de organização histórica das Instituições, que durante uma Gira ou Sessão que tenham por fim saudar a Espiritualidade Superior, ou ainda comemorar a fundação ou aniversário de fundação de um Templo Umbandista, que adeptos (médiuns ou assistentes) queiram perpetuar tais momentos de maneira a terem uma fonte documental de referência segura contra possíveis lapsos de memória.

Deste modo, é comum observarmos pessoas se utilizando de gravadores, máquinas fotográficas e câmeras de filmagem durante as várias cerimônias que se realizam nos terreiros.

Até aí, nada demais, uma vez que não é um procedimento exclusivo da Umbanda, mas usual em outros seguimentos religiosos. No entanto é certo e lógico que ao utilizarmos da tecnologia para determos nos instrumentos sonoro ou visual manifestações da Espiritualidade Superior, devemos ter em mente o caráter de impessoalidade durante essas ações.

O importante nessas ocasiões é ter uma visão do que acontece como um todo, ou seja, registrar em gravadores ou câmeras a exteriorização da espiritualidade de uma forma coletiva em que cada médium se apresente como mera unidade instrumental para a manifestação dos espíritos.

Não se concebe a idéia de que Caboclos (as), Pretos (as)- Velhos (as), Crianças e Exus entidades de alta estirpe espiritual que militam na Corrente Astral de Umbanda, se manifestem nos terreiros e fiquem procurando as lentes de máquinas fotográficas ou filmadoras na intenção de verem captadas a sua imagem (na realidade a imagem do médium).

É evidente que quando isto ocorre, não é por ação dos espíritos trabalhadores da nossa Cristalina Umbanda, mas sim pela vaidade, pelo narcisismo, e outros atributos negativos enraizados em algumas pessoas, que de umbandistas nada têm. Simulam incorporação com tal ou qual espírito e, sob tal mistificação, exteriorizam o seu verdadeiro "eu".

Pedem para serem fotografados, fazem pose para as câmeras, estufando o peito e olhando para as lentes com ares de superioridade, parecendo mais um intelectual sendo fotografado e filmado em eventos sociais.

E não é só isto.
A pessoa pode até estar incorporada, restando saber a que classe pertence o espírito que se manifesta através dela.

Sabemos que espíritos ainda pouco esclarecidos se fazem passar (mistificam) por Caboclos, Exus, Pretos-Velhos etc., a fim de se infiltrarem nos Templos Umbandistas, promovendo a discórdia, a excentricidade, a confusão.

Para estas entidades o flash de uma máquina fotográfica ou o refletor de uma câmera filmadora funcionam como grandes massageadores de ego, apegados que estão aos vícios, sentimentos e desejos humanos.

Os espíritos laboradores de nossa religião encaram fotografias, filmagens e gravações como algo sem nenhuma significância, mas as toleram por necessidades e desejos humanos.

De igual forma, médiuns sérios jamais se preocupam em "sair na foto ou na fita", pois sabedores que nos trabalhos de terreiro é a Umbanda que deverá ser o único foco das atenções e exaltações.

Aos leitores, Luz, Câmera, Atenção !!!

Um comentário:

J Godinho disse...

Aurea minha querida irmã, quando tentei falar disso na comunidade do orkut, foi um pau de dar em doido, entramos até no animismo outro fator que deixo como sugestão de pauta.
Mas oportunamente falando, a Umabnda de certa forma vem expandindo tanto que perdemos o controle entre o sensato, certo e errado, muitos conceitos cairam por terra, não por que queremos, mas por conta de uma Legião de Pessoas que transformaram a Umbanda em seu palco particular.
É chegado a hora de mudanças dentro da religião, o estudo, o conhecimento e principalmente resgatar a ética dentro da religião que se perdeu a muito tempo, só assim combateremos com força a Mistificação e as consequências que ela traz.