quinta-feira, 4 de novembro de 2010

RESPEITO À DIVERSIDADE

É comum presenciarmos irmãos Umbandistas falando:
– “o meu terreiro pratica a Umbanda Pura”; ou
–“o meu centro pratica a Umbanda esotérica”, ou tantas outros nomes utilizados para diferenciar os diversos rituais existentes dentro do movimento umbandista.

A diversidade presente na Umbanda é fruto de sua proposta universalista. Ela estrutura-se a partir de três pilares principais, os quais sejam a matriz africana, a matriz indígena e a matriz européia, abarcando conceitos e práticas advindos destes e fundindo-os em suas células para formar um ritual próprio.

A maneira com que cada Terreiro/Tenda/Centro organiza esses três pilares básicos é muito particular:
-existem terreiros que pendem para os rituais africanos, praticando o que chamamos Umbanda Traçada, Omolokô, “Umbandomblé?;

-outros pendem para as práticas indígenas, se aproximando muito do Toré, das religiões com forte influência nativa do Norte do Brasil, inclusive em certas ocasiões fazendo-se uso da famosa ayahuasca;

já outros aproximam-se do kardecismo europeu, daí decorrendo boa parte de seus rituais. Há ainda os terreiros que combinam igualmente, duas ou até mesmo as três matrizes.

Ou seja, há “n” formas de se cultuar a Umbanda, partindo apenas desse pressuposto inicial.

Não bastasse toda essa diversidade, ao longo dos anos, devido a própria capacidade receptiva que a Umbanda possui, outros aspectos foram incorporados à ela.

A Umbanda pode ser influenciada pelo Taoísmo, pelo Budismo, pelo Hinduísmo, pela Corrente da Fraternidade Branca, pela Projeciologia, enfim, por uma variada gama de religiões.

Surgem as mais diversas correntes, escolas, doutrinas que explicam a Umbanda de maneira diversa.

A Umbanda não tem um chefe, um líder, que diga como deve ser cultuada; seus líderes são os guias, os espíritos, que cuidam e dirigem nossos terreiros.

Contudo, apesar de ser tão diversa, apesar de ser influenciada por tantos aspectos, a Umbanda, em todas estas vertentes, apresenta características comuns: é a famosa unidade na diversidade.

A essência da Umbanda é a mesma!

Com se diz, “Umbanda é Umbanda”, não importando se é Umbanda Omolokô, Umbanda Branca, Esotérica ou qualquer outra denominação que se der.

Se guiada por espíritos de luz, comprometidos com o Cosmos, se voltada à caridade, se faz bem àqueles que a procuram, se há incorporação de caboclos, pretos-velhos, etc., é Umbanda.

Quem pode dizer que a Umbanda mais ligadas aos cultos de nação não é Umbanda?
Quem pode dizer que a Umbanda mais afim aos preceitos orientais não é Umbanda?

É justamente essa “unidade na diversidade” que vai caracterizar a Umbanda e também nos mostrar que ela é uma religião com características próprias e rituais comuns, a diferenciando de outras religiões.

E qual será o motivo disso tudo? Porque a Umbanda é tão variada?

Bom, isso é uma reposta que somente o Alto e os guias podem nos oferecer. O máximo que podemos fazer são suposições.

Seria talvez para abarcar o maior número de pessoas?
Ou para uma possível unificação de todas as religiões num momento ulterior?

Ainda não sabemos. O que se sabe é que, sendo uma proposta que vem do Alto até nós, deve ser reconhecida e respeitada. E é justamente essa consciência de “respeito” que deve aflorar primeiramente entre nós.

Como queremos codificar a Umbanda se não há ainda o respeito devido entre seus integrantes?
Como queremos codificar a Umbanda se há preconceitos, se há disputas, se há vaidade em seu seio?

Assim procedendo, formular-se-á o Código de UMA Umbanda e não o Código da Umbanda.

Penso que o mais importante a fazer é deixar A Umbanda seguir seus rumos pelos próprios pés; nós fazemos a nossa parte, ajudando os guias, praticando a caridade, aplicando a cada dia uma reforma íntima em nosso corpo e alma, respeitar cada forma de se cultuar nossa religião.

Eles fazem a deles. E se um dia for necessário uma Codificação, que ela parta do Alto e não de Baixo, porque, cá entre nós, “lá em cima” há um pouco mais de Amor e Sabedoria em cada coração umbandista.

Abraços fraternais

Diego Jörgensen
Centro de Umbanda Emissários da Luz – Caboclo Pena Verde
Curitiba/PR

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SABEDORIA DO SILÊNCIO

Fale simplesmente quando for necessário. Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair a palavra pela boca, deixa sair, ao mesmo tempo, parte da sua vitalidade. Desenvolva a arte de falar sem perder a energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe e não utilize em seu vocabulário palavras que projetem imagens negativas, porque isto produzirá ao teu redor tudo o que criou com suas palavras carregadas de Chi (energia criadora).

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor se calar e não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho; observe e reflita a energia.

Se você se identifica com o fracasso, terá fracasso. Se você se identifica com o êxito, terá êxito. Assim podemos observar que as circunstâncias que vivemos são, simplesmente, manifestações externas do conteúdo de nossa conversa interna.

Não se dê muita importância. Seja humilde, porque quanto mais se mostrar superior, inteligente e prepotente, mais se tornará prisioneiro de sua própria imagem, e viverá num mundo de tensões e ilusões.

Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta maneira você se libera da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente.

Ajude os outros perceberem suas qualidades, suas virtudes e a brilhar.

Não entre em competição com os demais; torne-se como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário. O espírito competitivo faz com que o ego cresça, nos separa e cria conflitos, inevitavelmente.

Tenha confiança em si mesmo, preserve sua paz interna evitando entrar em provocações e nas trapaças dos outros.

Não se comprometa facilmente. Se agir de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação, vai acabar criando complicações.
Tome um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti, e só então tome uma decisão. Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a sabedoria.

Se realmente há algo que não sabe, ou não tenha a resposta a uma pergunta que tenham feito, aceite o fato.

O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal.

Evite o hábito de julgar e criticar as pessoas. Cada vez que você julga alguém, a única coisa que faz é expressar sua opinião, e isso é uma perda de energia, é puro barulho.

Julgar, é uma maneira de esconder suas próprias fraquezas.O sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra.

Recorde que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo que não venceu em si mesmo.Deixe que cada um resolva seus problemas e concentre sua energia em sua própria vida.

Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando você tenta se defender, na realidade está dando demasiada importância às palavras dos outros, dando mais força à agressão deles.

Pratique a arte do não falar. Tome um dia da semana para abster-se de falar. Ou, pelo menos, algumas horas no dia, segundo permitir a sua organização pessoal.

Graças a essa força, atrairá para si tudo que necessita para sua própria realização e completa liberação.

Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre. O poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.

Se teu ego se impõe e abusa desse poder, o mesmo poder se converterá em um veneno, e todo seu ser se envenenará rapidamente.

Respeite a vida dos demais e de tudo que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-se em seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que são, ou o que têm a capacidade de ser.

Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO.

(Texto Taoísta)

São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar
e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio .

(Florian Bernard).

domingo, 24 de outubro de 2010

O VALOR DA CARIDADE

Que valor devemos dar a caridade?

“O encanto de um homem é a sua caridade” (Provérbios 19:22).Toda forma de caridade é bem vinda. A caridade ajuda o ser humano a enxergar mais cuidadosamente seus semelhantes, e a deslocar um pouco o foco exclusivo dos seus interesses para interesses mais coletivos.

Quando a sociedade humana evoluir da competitividade para o cooperativismo, ela subirá um degrau na escala dos mundos. O interesse coletivo deve sempre sobressair perante o interesse individual.
A caridade nos torna partífices e coadjuvantes da humanidade como um todo. Além disso, há um ensinamento com base numa lei natural que afirma que “Tudo aquilo que damos ao outro, retorna invariavelmente para nós.

Quanto mais damos amor, mais amor retorna para nós; quanto mais nos doamos ao outro, mais outros se doarão para nós; quanto mais vibramos o bem para o mundo, mais receberemos vibrações de bem”.

A caridade tem a capacidade de aumentar de tamanho na medida em que nós a dividimos. O conhecimento, que também é uma forma de caridade, também funciona assim. Quanto mais conhecimento transmitimos, mais ele aumenta.

O amor também é assim:
quanto mais amor irradiamos, mais ele aumenta.

O superior nunca se perde quando é dividido; o inferior, como os bens materiais, sempre que são passados a outrem, alguem os perde.

Imagine que você tem 10 pães e deu 5, só lhe restarão 5 pães. Mas se você tem amor e o irradia para os outros, mais amor brilha em você.

Tal como o amor, a caridade, e benevolência, a tolerância, a compaixão, as virtudes, quanto mais nós as transmitidos, mais elas aumentam dentro de nós. Visualize o amor como a chama de uma vela.

Quando a chama da vela acende outras velas, seu brilho não se perde. Mas a chama do amor se intensifica quando o amor é passado.
Se pudéssemos entrever a aura de uma pessoa que dá amor, ao observar seu brilho, veríamos que seu amor aumenta quando ele é transferido.

Escolha sempre dar daquilo que, quando concedido, aumenta de tamanho e de intensidade.

Que pensar de pessoas que ficam anos e anos prestando caridade à sua comunidade e continuam com suas vidas travadas e sem boas condições financeiras?

Em primeiro lugar, ninguém deve realizar trabalhos humanitários esperando receber algo em troca. Quando nossa intenção é pessoal, nosso mérito é extremamente reduzido.

Uma pessoa que ajuda o outro para cumprir uma obrigação ditada num preceito religioso, ou para ser admirada pelos outros, ou para fugir do “inferno”, ou mesmo com o único propósito de dissolver seu karma, a caridade não tem o mesmo valor.

O contexto favorável ou desfavorável de vida depende de nosso karma passado e dos desafios que devemos enfrentar dentro do nosso plano de vida.

Quando uma pessoa passa anos e anos dedicando-se ao trabalho da dádiva em sua comunidade, ela pode estar precisando reparar erros de vidas passadas até compensar o mal que tenha realizado. Sua recompensa será a tranqüilidade em sua vida interior.
Mas no caso dela não se importar consigo mesma e manter uma fé inquebrantável na prática da doação e superar as provações da vida, sua recompensa virá logo.
Porém, aquele que faz esperando essa recompensa não a receberá; aquele que faz sem qualquer expectativa pessoal e sem desejos, será o senhor de sua existência e tudo terá. Nosso ego desejante nunca se sacia completamente; se Deus o concede algo, ele não estará satisfeito e amanhã ele vai querer mais e mais. Diz Jesus:
-“Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” (João 4: 13-14). Quem tudo deseja, nada possuirá; quem nada deseja, tudo conquistará.

Essa é uma lei atemporal que sempre se concretiza na vida humana.

É preciso compreender que as condições precárias vividas por pessoas que fazem caridade são, na maioria das vezes, um teste de fé daqueles que realizam boas ações.

Somente aqueles que praticam a caridade esperando algo em troca é que não são bem sucedidos nessa empreitada.

“O ódio desperta rixas, a caridade, porém, supre todas as faltas” (pr 10:12)

(Hugo Lapa

sábado, 23 de outubro de 2010

VIBRAR EM OUTRA FREQUÊNCIA

O maior desafio de um ser humano não é encontrar o seu caminho. É saber trilhar o que escolheu de melhor para si. As dificuldades em cima de hábitos e vícios são os fatores determinantes para que se consiga superar o nosso maior inimigo: nós mesmos.

Tenho, além de mim, acompanhado algumas pessoas que travam verdadeiras batalhas com o seu eu interior na busca de uma vida melhor, mais regrada e, consequentemente, mais feliz e profícua.

Há uma estreita relação entre desistência, cansaço, justificativa e explicações sobre os insucessos. É muito mais fácil jogar a culpa nos outros do tipo: Deus quis assim... Esta argumentação é terrível porque fornece explicações categóricas para um caminho sem qualquer possibilidade de contestação, de argumentar em favor dos mais fracos.

É pior ainda para os excessivamente religiosos.

Na realidade, todos deveríamos prestar atenção nisso: Vibrar em Outra Frequência e na necessidade que temos de nos tornarmos os senhores de nosso Destino. Vibrar em outra frequência significa evoluir na busca de entendimento e no despertar de nosso deus interior. Este deus é a força máxima que nos impulsiona e não é aquele que foi criado pelas religiões no sentido de amedrontar, sendo o que julga, que castiga, que é poderoso...

Mas me refiro ao encontro com o seu deus, que obriga você a ser diferente e melhor a cada novo segundo de sua vida.


Uma das pessoas que acompanho à distância, em sua evolução, travou uma ferrenha batalha consigo mesma e com o meio em que vive. Durante esta batalha, chegou até ela um @ com a citação abaixo:

"A força que domina - dentro de você se esconde uma grande força de ânimo e uma grande potência física. Ainda que não sempre consiga percebê-las, essas potencialidades são presentes e você deve apenas aprender a cultivá-las e discipliná-las. Este é o momento certo para usar o que está dentro de si e que você não sabe possuir".

Ela me acionou, mais tarde, igualmente por @ dizendo:

Amigo, olha a mensagem que recebi para este dia. Incrível não, o que desconheço de mim mesma??

Respondi: Querida, concordo com isso e acrescento. Imagine uma pessoa acordando
pela manhã, depois de um sono agitado, cheio de pesadelos e de situações irreais. Ela sofreu durante o sono. Brigou, batalhou, se desgastou e quando tudo parecia perdido ACORDOU. Doou cor à sua vida pelo despertar... Quando se viu na nova realidade percebeu que tudo era fruto de sua mente...

Isso aconteceu com você. O segredo é vigiar os tropeços que fatalmente virão. Querer mudar é importantíssimo, mas exige fé, disciplina, controle emocional e DETERMINAÇÃO. Analisando você à distância encontro tudo isso em seu interior... Só que desfocado. Ajude-se.

Tirar o cachimbo de um fumante não remonta o beiço de imediato. O vício se foi, mas o hábito pode continuar e o beiço fica caído por um tempo. Tens duas coisas a vencer: O hábito de ser quem você não gosta e o vício de contrariar a sua pessoa naquilo que você quer ser...

A nova alma, a guerreira controlada. Torço por você. NAM-MYOHÓ-RENGUE- KYÓ... Beijo na alma.


Quando terminei de responder o e-mail e o enviei senti uma forte determinação de trocar esta informação com vocês e acrescentar...

A maioria das pessoas não muda por algumas razões:

a. É mais fácil desistir. Para isso o esforço é nulo.

b. Mau planejamento do que deve ser feito pela pessoa. Só querer mudar é muito pouco. É preciso exercitar o COMO MUDAR.

c. Não entender que para mudar eu preciso absolutamente trocar valores em minha vida; os antigos me acompanham até o dia presente, mas não servem. Não há como vibrar em outra frequência conservando as coisas antigas exatamente como são.

d. Insistência dos familiares perguntando o que foi que aconteceu contigo. Eles esquecem de perguntar se estamos mais felizes ou não com a nova postura.

e. Sair da zona de conforto exige determinação acima de qualquer coisa.

f. Entender perfeitamente a diferença entre hábito e vício. Muitas pessoas não conseguem deixar o vicio de fumar porque esquecem de combater o hábito. Muitas pessoas não conseguem mudar o hábito de vida porque esquecem de controlar seus vícios.

Enfim, vibrar em uma nova frequência não é tão fácil como parece, mas é enormemente gratificante.

A maior dica é esta: Não se preocupe com o que as pessoas pensam de você. Se preocupe com o que você acha de suas atitudes. O que os outros pensam de você é problema deles... mas, o que você pensa de suas atitudes é o que vai fazer a diferença em sua vida.

Mudar, vibrar em outra frequência é o que mais queremos, mas uma coisa é básica: primeiro temos que abandonar o que somos... abandonar o que queriam que fôssemos e não gostamos.


Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
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fonte: Comunidade Umbanda Sem Medo
postado por:Ana

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MENSAGEM DE EXU

“Muitos dizem para nossos cavalos que Exú precisa de “um agrado” para que
possa ajudar e dar caminho material.

Porque não perguntam a nós, quando estamos incorporados em nossos cavalos?

Como, esses que fazem tal afirmação,podem saber o que quer ou precisa a entidade do seu irmão de terreiro?

Nós é que falamos aos nossos cavalos o que precisamos e o que não
precisamos pois esse é um trabalho entre médium e entidade.
Procuramos nossa evolução para alcançarmos a luz maior e para isso precisamos cumprir nossa tarefa no astral e em terra ,quando trabalhamos com nossos escolhidos.

Permitam, chefes de terreiro, zeladores, comandantes que façamos o que nos
foi incumbido mas para que isso aconteça precisamos de médiuns sérios, que
nos respeitem e nos deixem trabalhar dentro das leis que regem a Umbanda.

Precisamos de médiuns inteiros, que não nos usem para falar coisas sem
fundamentos ou fiquem a devanear em nome de Exú. Cavalos, aquietem seus
corpos e suas mentes para que possamos, por seu intermédio, passar as
mensagens e assim realizar nosso verdadeiro trabalho dentro da Umbanda.

Não se preocupem com nomes, que tipo de marafo ou roupa iremos usar pois isso acontecerá dentro do tempo correto, mas lembrem-se de sentir no âmago de seus corações a vibração que emitimos pois se não souberem a diferença
vibratória entre um Exú da lei de Umbanda e um Kiumba, se fazendo passar por um, então ainda não estão preparados para o real e verdadeiro trabalho.”

Um Exú trabalhando para alcançar a luz maior

SEM ERVAS NÃO HÁ AXÉ

Sem erva não tem Axé. Se a mata possui uma alma além do mistério esta é a folha, que a mantém viva pela respiração, que a caracteriza pela cor e aparência, que sombreia seu solo permitindo, através do frescor, a propensão à semeadura. “Kosi Ewe, kosi Orisa”, diz um velho provérbio nagô: “sem folha não há Orixá”, que pode ser traduzida por “não se pode cultuar orixás sem usar as folhas”, define bem o papel das plantas nos ritos.
O termo folha (Ewe) tem aqui um duplo sentido, o literal, que se refere àquela parte dos vegetais que todos nós conhecemos, e o figurado, que se refere aos mistérios e encantamentos mais íntimos dos Orixás.

Mas o que isto tem a ver com o Orixá? É que o culto aos deuses nagôs se ergue a partir de três Ewes: o conhecimento, o trabalho e o prazer, um amálgama de concentração e descontração passível apenas de ser vivido, jamais de ser entendido em sua largueza e profundidade.

O Ewe do conhecimento é aquele que manipula os vegetais, conhece suas propriedades e as reações que produzem quando se juntam, é também aquele que conhece os encantamentos, sem os quais as energias, para além da química, não se desprendem dos vegetais. O Ewe do trabalho é aquele que, na disciplina e aparente banalidade do cotidiano da comunidade de terreiro, vai “catando as folhas” lançadas aqui e ali, pela observação silenciosa e astuciosa, com as quais vai construindo seu próprio conhecimento; sem o mínimo de “folhas” necessárias não se caminha sozinho. Só se dá “folha” a quem é digno e sabe guardar, a quem trabalha, a quem é presente. Só cata “folha” quem tem a sagacidade de entender a linguagem dos olhares.

O Ewe do prazer é aquele que produz boa comida, boa conversa, boa música e boa dança, todas quatro povoadas de folhas e “folhas” para quem tem olhos de ver. O Orixá só vive se for alimentado, só agradece pela comunhão, só se mostra pela dança, só se apresenta pela alegria da música e só fala por Ewe. Sem Ewe não se entende os Orixás.

NÃO EXISTE ORISÁ SEM FORÇA DA NATUREZA.

Falar das folhas no culto afro-brasileiro é muito complexo, pois nas diversas nações que existem dentro do culto, as folhas recebem nomes e funções diferentes.

As folhas de determinado orixá entram também no culto de outro, pois existem combinações de folhas de um orixá para o outro.

A nomenclatura das folhas, tanto em português quanto em yorubá, varia muito, mas vamos destacar os nomes mais populares.

Os pajés utilizavam ervas medicinais e rezas para afastar maus espíritos, esta prática tornou-se cada vez mais usual, porém com o aumento da população, os Portugueses começaram a enviar mais missionários e médicos para interromper estas práticas, e a população começou a procurar os pajés em menor freqüência e as escondidas. Muitas mulheres desta época se interessaram pelas ervas medicinais que os pajés utilizavam, e por não conhecer as rezas que eles faziam misturavam rezas de santos Católicos com estas ervas criando-se assim as famosas rezadeiras e curandeiras do Brasil.

Por isso que a influência indígena é tão forte na Umbanda, com seus Caboclos, entidades representantes destes índios que aqui estavam quando os colonizadores chegaram.

Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Axé.

Temos que ter muita consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da erva em contato com nosso corpo, quando a colhemos.

Porém folha é para trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.

As plantas são usadas para lavar e sacralizar os objetos rituais, para purificar a cabeça e o corpo dos sacerdotes nas etapas iniciáticas, para curar as doenças e afastar males de todas as origens.

Mas a folha ritual não é simplesmente a que está na natureza, mas aquela que sofre o poder transformador operado pela intervenção de Ossãe, cujas rezas e encantamentos proferidos pelo devoto propiciam a liberação do axé nelas contido.

Há algumas décadas a floresta fazia parte do cenário e as folhas estavam todas disponíveis para colheita e sacralização.

Com a urbanização, o mato rareou nas cidades, obrigando os devotos a manter pequenos jardins e hortas para o cultivo das ervas sagradas ou então se deslocar para sítios afastados, onde as plantas podem crescer livremente.

Com o passar do tempo, novas especializações foram surgindo no âmbito da religião e hoje as plantas rituais podem ser adquiridas em feiras comuns de abastecimento e nos estabelecimentos que comercializam material de culto. Exemplo maior, no Mercadão de Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, pródigo na oferta de objetos rituais, vestimentas e ingredientes para o culto dos orixás, mais de vinte estabelecimentos vendem, exclusivamente, toda e qualquer folha necessária aos ritos. Bem longe da natureza.

O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. Através de processos variados os vegetais retiram o Prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. São, portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades. Usamos os vegetais, desde a alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.

EFEITO DA LUA: Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza.

A lua e o sol são os astros que muito influenciam a absorção do Prana e devemos conhecer estas influências. Dentre as quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, temos duas fases que chamamos de quinzena positiva, propícia para a colheita de ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.

Os vegetais são de maneira geral, condensadores das energias solares e cósmicas.

Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas de determinado Orixá.

Lua Nova:

Esta fase lunar caracteriza-se pela “ausência” da lua. É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.

Lua Crescente:

É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente Prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.

Lua Cheia:

É a fase que está na quinzena negativa, não sendo o melhor ciclo para a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o Prana ou éter vital está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.

Lua Minguante:

Nesta fase lunar, o Prana concentra-se na raiz, vitalizando-a, permitindo que ela extraia os nutrientes necessários do solo. Não é uma fase propícia para a colheita de ervas, pois está na quinzena negativa. COLETA: Se for possível coletar pessoalmente as ervas, o melhor horário será logo ao amanhecer. Pede-se licença ao Orixá Ossãe e Oxossi, pois esses são, respectivamente, os Orixás das plantas e ervas medicinais e ritualísticas e o Senhor das matas e florestas em geral. É importante, que no instante em que forem retirar as ervas, mentalizem e peçam para que, na finalidade desejada, possam usufruir todas as energias, que estão contidas nestes vegetais.

O BANHO DE ERVAS:

O banho de ervas, até como tratamento, não é de religião alguma, é da própria natureza. Se na Umbanda o utilizam, é porque os próprios espíritos desencarnados que se apresentam como pretos-velhos, caboclos, crianças etc., conhecem esses princípios e os utilizam largamente. Seus princípios iniciáticos estão relacionados a eles, mas não pode ser esse o motivo da não utilização correta e digna da energia vegetal também pelos espíritas.

As ervas detêm grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.

Um banho, com o Axé das ervas dos Orixás, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas.

Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas. Medicinas como a Ayurvédica (hindu), a chinesa, a tibetana, o xamanismo, a medicina alopática e a homeopatia fazem uso desses recursos naturais há tempos.

O uso correto e ético opera verdadeiros “milagres da natureza”.

Podemos usar a energia da natureza como auxílio no tratamento de depressões, insônia, ansiedade, angústia e uma série de doenças crônicas.

Com bom senso e é claro, com o acompanhamento médico necessário, tratando o espírito e o corpo (já que as doenças se propagam do perispírito para o corpo físico), nós todos podemos crescer como médiuns e espíritos mais conscientes, e por isso mesmo, mais abertos e livres.

A DEFUMAÇÃO:

No dicionário, defumar significa “queima, esp. sobre brasas, de ervas, resinas e raízes aromáticas (alecrim, benjoim, alfazema etc.) para perfumar ambientes; 2.1 essa mesma queima usada para espantar malefícios e atrair boa sorte”.

O que o dicionário não diz é que a Ciência está em se utilizar dos princípios ativos das plantas e de suas correlações energéticas para transformar padrões e registros densos em sutis, alterando toda a vibração do ar e da energia do ambiente. O fogo também tem seu aspecto eólico que fica impregnado pelos vegetais colocados sobre a brasa. Esse conhecimento é muito antigo e até hoje é utilizado pela Igreja, pelos umbandistas, rosa-cruzes, taoístas, tibetanos etc. Na Grécia Antiga, os sacerdotes tinham predileção pelas folhas de louro e no Antigo Egito pela Artemísia, entre outras. As ervas utilizadas ordenam as novas energias.

SACUDIMENTOS E DESCARREGOS:

As ervas também são usadas na forma de ramas e galhos que são “batidos” nas pessoas, residências e até mesmo objetos, com o objetivo de desprender as cargas negativas e larvas astrais que possam estar aderidas a estes.

Quando feito numa residência deve ser feito batendo as folhas nos cantos opostos de cada cômodo, fazendo um “X” no cômodo. Começa-se do cômodo mais interno para o mais externo do imóvel.

Quando feito em uma pessoa ou objeto, faz-se em cruz na ordem: frente, costas, lado direito e lado esquerdo. As folhas depois de usadas devem ser partidas e despachadas junto a algum lugar de vibração da natureza, de preferência direto sobre o solo.

ERVAS DOS ORIXÁS:

De uma forma geral, toda erva, toda folha, pertence à Ossãe, Ossaniyn, Ossaim, Ossain (como se escreve habitualmente), ou Ossanha! Segundo a mitologia africana, Yansã achando isso injusto, usou seus ventos para espalhar as ervas e desse modo cada Orixá poderia apanhar as que lhe interessasse. Contudo o conhecimento sobre o uso de cada uma delas pertence somente a Ossãe!

Ossãe é a folha em si mesma, seus mistérios, seus ingredientes que podem salvar ou matar, acalmar ou enlouquecer, elucidar ou alucinar. Ossãe é o movimento da inteligência humana, é o âmago das ciências médicas com suas “folhas” sintéticas, seus aparatos que vão muito além das possibilidades dos sentidos. Por isso se canta ao se colher folhas na mata, para propiciar nas folhas o que os olhos não vêem, para lembrar que a mistura de folhas escolhidas é fruto de um ato pensado.

A mata aos olhos do nagô é um convite à reflexão e a purificação e não um objeto de manipulação. Não se entra na mata sem antes pedir licença e presenteá-la, a mata é, antes de tudo, um deus vivo e com vontade própria, aliado com o resto da Natureza.

Só se encontra na mata aquilo que a mata mostra, portanto é preciso conversar, dialogar, entrar num acordo. Não se entra na mata em vão, não se pega mais folhas do que o preciso, não se caça o desnecessário, não se acende vela, não se usa vasilha que não seja feita de folha, não se destrói, não se suja, não se maltrata.

A importância de Ossãe é tal que nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua interferência.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

MENSAGEM DE UM PRETO VELHO

Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar.

O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades. Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem. Tem muita zica dentro dos corações, meu rapaz.

É rolo que não acaba mais!

E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele. Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos.
E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo. Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres! Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele, devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual também tem suas escaras astrais. Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual.

Falta movimento sutil ali!

Falta vergonha na cara para acertar o passo!
Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual.
Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais.
E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa.

Isso é uma tragédia invisível!

É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente. Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso.

Ele disse: “Orai e Vigiai!”
– Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano.

Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los.
E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou.

Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão.

É um fuzuê energético na aura desses infelizes.

Ô coisa feia de se ver! Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível.

Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu!

São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz. Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade.

Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem. Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram.

Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz.
Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte.
Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios.

Que renunciem aos desejos torpes de vinganças.
Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira.

Ninguém é vítima do destino!

Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados. E todos são capazes de seguir em frente…

Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles. Ainda bem que, lá da Aruanda, vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito.

Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem.

Aquela luz de Aruanda…
Aquele amor que cura o coração.

Fale das egrégoras invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas.

Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante.
Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho.
Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas.

Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas. Que Ele propicie um momento de despertar para elas.

Fique na paz de Nosso Senhor! Na luz de Aruanda. Na fé!

Um Preto Velho

fonte:Cidade Espiritual de Aruanda

SACERDOTE

Atualmente, muitos jovens trabalham nas casas como Ogãs, responsáveis pelos toques dos atabaques, e, em algumas ocasiões, como médium.
Não consigo mais separar a religião da vida particular e da profissional. É uma coisa só, completa.
Não importa qual é a religião e a doutrina que segue, o importante é respeitar todas, se encontrar, e praticar a caridade.

Acredito que a Umbanda deve ser também entendida e praticada dentro de seus princípios litúrgicos e para isso o Estudo se faz necessário.

O médium deve ter consciência de seus deveres e responsabilidades perante a Umbanda e o Astral Superior, pois só assim ele sairá da condição de simples praticante, aquele que tem a Umbanda como um fenômeno de incorporação apenas, para uma a condição de um Ser religioso, ou seja um Sacerdote.

Quando menciono a palavra Sacerdote, não me refiro aquele diploma que ficará pendurado na parede, mas sim aquele poder de cura que somente pessoas com auto-equilíbrio e total esclarecimento consegue ter e expressar ao próximo.

Sacerdote é aquele que tem o dom de ensinar, que toca no coração das pessoas, ensinando coisas mesmo, quando não quer dizer nada. Sacerdote é aquele que traz o dom do Astral Superior e que tem a humildade na alma.

Mas, não uma humildade de inferioridade, mas de misericordia.

No entanto, é importante esclarecer dois pontos:
-Primeiro, para se chegar ao auto-equilíbrio a pessoa deverá ter trabalhado muito o seu íntimo com grandes reformas intimas e é claro que o esclarecimento, o conhecimento e a religiosidade são os pilares para essas reformas.
-Segundo quando me refiro ao ‘Sacerdote - aquele que cura’, não me refiro a cura física, mas sim a cura da alma, das magoas e da tristeza, claro que curando o espírito o corpo físico responde rapidamente, mas o que me refiro é aquela cura capaz de encher o coração próximo de esperança, de alegria e de fé, isso sim é ter o poder sacerdotal.

E mais uma vez digo, para isso acontecer é preciso que o médium tenha conhecimento e responsabilidade, que tenha a alma pura, cheia de amor incondicional e que tenha a sua reforma intima sustentada pela sua religião.
Uma religião que traz os mais puros sentimentos de liberdade, de paz e de segurança como a Umbanda traz, basta conhecê-la.

Sempre afirmo:
“só se pode amar algo quando realmente se conhece, caso contrario é ilusão, é um amor sem sustentação e sem confiança, portanto logo se romperá o laço”, e infelizmente é isso que mais vemos acontecer na Umbanda, a maioria dos médiuns chegam na empolgação fazendo juras de amor, mas a primeira balançada é suficiente para romper todo esse “amor” e entusiasmo.

Guardião de Ogum

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

NÃO IGNORE O SAGRADO QUE HÁ DENTRO DE VOCÊ

"Quando os povos não tinham ainda sacerdotes, eles eram guiados pela lei natural e conservavam a pureza de alma. Suas almas encontravam-se na presença de Deus e, para entrar em comunhão com Ele, não tinham necessidade de intermediação de um ídolo ou de um animal, nem do fogo, como ocorre com vocês, que afirmam que o sol deve ser adorado, assim como os espíritos do bem e do mal. Ele depende, única e exclusivamente, da vontade do Criador Invisível, a quem deve sua existência e que lhe deu a missão de iluminar a terra e aquecer o trabalho e a semente do homem." - Frases do "Evangelho de Issa"

Esse poder de sentir a Mãe Natureza foi desenvovido no homem de forma bem natural. Um profeta já manifesta seus poderes mediunicos desde o ventre da mãe. Mesmo sem poder falar ele dá chutes, ou chora, quando não se sente bem num ambiente e quanto presente algum mal para ele e sua mãe.

Homem não passou a ser medium apenas quando começou a pensar, na verdade a magia nasceu junto com o pensamento humano. O pensamento magico foi o primeiro pensamento do homem. O homem no principio se sentia uno com a natureza e só foi se distanciando dela, na medida que ficava cada vez mais materialista, egocentrico e pecador.

O contato com o meio ambiente, dava ao homem uma sensibilidade muito grande pra sentir a Mãe Natureza. Os guardiões, os seres de luz e os criadores de vida, orientavam e guardavam todas as forams de vida. Os orixás passaram a agir apenas quando começaram a agir as vibrações de ancestralidade. Ou seja a partir do momento que o homem morreu pela primeira vez.

Foi o homem quem criou as seitas, religiões, os países, os Estados, os Governos. Tudo para separar os indivíduos, segregando-os em regiões, nações, cultos e seitas e para atirá-los uns contra os outros, na fúria da destruição recíproca, na ânsia da escravização, no apetite do predomínio.

Dentro da classe política, não só hoje, mas, desde o principo, tentam-se uma organização e uma cooperação em escala jamais vistas na história humana. Problemas econômicos estão sendo experimentados em uma medida que se torna impossível evitar sua somatória, de modo muito significativo, à experiência associada da Humanidade. Que conseqüências podem daí advir, somente os mais sábios poderiam agora opinar e, talvez, apenas os tolos se arriscariam a predizer. Essas consequencias que vivemos hoje é ação do carma por causa de ações no passado.

Todavia, a natureza humana é um produto essencialmente estável, em que se pode depositar confiança sob qualquer circunstância. No âmago do coração do homem, mora o princípio da justiça e da eqüidade, e nenhum abuso arquitetado pelo egoísmo ou pela ganância teria vida longa. É possível que ainda estejamos longe do Reino Universal da Irmandade, porém há algo na recôndita essência do coração humano que se esforça no afã de alcançar a meta.

Fora das igrejas e da literatura religiosa, pouco se comenta a respeito de religião, hoje em dia. Na verdade, aliás, pessoas “excelentes” parecem achar a religião (espiritualidade) obsoleta; algo do passado, uma sobrevida – quando, na verdade, admite-se de qualquer modo a sua sobrevivência – das eras de trevas. Possivelmente, nenhum erro mais grave poderia ter sido cometido. Os problemas aparentes podem ter mudado; as organizações podem ter se fragmentado ou desaparecido, mas os temas de discussão vitais não apenas permanecem como jamais estiveram em tamanha evidência como hoje. Nem poderia ser diferente, já que a natureza humana permanece imutável.

Somente os tolos ou degenerados podem, se o fizerem tentar ignorar o elemento religioso (espiritualidade) inerente à sua própria natureza. Tão inevitável quanto a água em busca de seu nível para finalmente encontrar o caminho rumo ao mar, exatamente assim sente-se o homem em busca desse poder – dê-lhe o nome que quiser –, cujo raio divino o torna Homem e cuja presença intrínseca o eleva em momentos extraordinários, acima do sórdido “eu”, para o chamado da alma, no sentido do mais elevado, do imenso, do melhor, como em um toque de asas.

Essa é uma experiência universal, igualmente vivenciada pelo selvagem ou pelo civilizado, e totalmente independente de teologias ou filosofias eclesiásticas. Teólogos, em todas as eras, têm se apossado dessa experiência humana comum e a têm formulado, com o propósito de direcioná-la, chegando freqüentemente a explorá-la, segundo a conveniência de seus credos, exatamente como os capitalistas manipulam os problemas econômicos relativos aos recursos da natureza e à distribuição da riqueza.

Todo problema na vida humana e todo movimento que afeta a sociedade são, em última análise, questões psíquicas. Ambos dizem respeito ao corpo e têm incidência no meio ambiente, essencialmente na alma do indivíduo.

Em termos gerais, esse é o problema psíquico que constitui o elemento religioso inerente à vida humana. Nunca foi tão evidente como o é hoje. Essa é a realidade que, em nossos dias, caminha pari passu com o mercantilismo. E, se por um lado, como já mencionamos, talvez faça menos alarde, por outro é algo evidente em toda parte. O progresso obtido pela ciência materialista, em meados do último século, é tão extraordinário que se torna difícil encontrar um adjetivo apropriado para nomeá-lo. Logo, os problemas econômicos devem ser necessariamente revistos.

A grande maioria das pessoas, mesmo entre as mais cultas e esclarecidas, irá apressar-se em negar ter o homem, algum dia, conhecido tal teorema psíquico. Para essas pessoas, a hipótese desse teorema ter sido descoberto em algum momento e, então, ter se perdido ou tornado hermético, é absurda; ainda assim, o conjunto das tradições e o Simbolismo da Maçonaria giram em torno desse teorema, essa hipótese funcional na vida psíquica do homem. Trata-se de algo fundamental para criar uma ordem na confusão dos problemas psíquicos, que afetam muitos hoje em dia.

O contato abençoado e iluminado do homem com o sagrado é além de uma porta para a elevação humana uma dadiva do Criador, para que o ser humano se liberte. É o estabelecimento do entendimento na alma humana, entre aquele seu “Eu” mais elevado e o “Mais”, e além do “Eu”, a partir do qual ele fundamenta sua vida e de onde nascem suas intuições, seus insights. Esta é a real iniciação: tornar-se uno em sua mente.

O mago um protótipo na Antiguidade, uma Escola de Mistérios; sendo o real Mistério, a origem e a natureza da alma humana, o destino transcendente e imortal do Homem. Os que já atingiram os mais altos graus do conhecimento sabem a que estou me referindo.

As profundas e rígidas amarras que até aqui haviam segregado a Humanidade estão desaparecendo rapidamente. Credos e dogmas perderam seu valor, uma vez que o Estado não mais os protege, além do que se esvaiu o medo dos anátemas eclesiásticos. Homens e mulheres de todas as classes estão se familiarizando cada vez mais com a finalidade manifestada da compreensão, de maneira que podem ajudar-se mutuamente. Reconhece-se cada vez mais que o bem do indivíduo é o bem-estar de todos. O “pecado da separação” vaisendo, por conseguinte, lentamente solapado. E assim com a ilusão de uma tal "liberdade" pregada pela Nova Era de Aquario, o homem se diz livre de conceitos e preconceitos, mas, na verdade ele fica preso aos pecados, a destruição dos conhecimentos sagrados e do planeta, como tambem se torna à cada dia mais sem defesa contra os ataques do Ante-Cristo que se aproxima.

Os mestres da Corrente Iluminada da Umbanda Sagrada, tentam nos alertar, nos intuir da busca que devemos ter como vigilia, mas, a cegueira moral e a força matadora da alma que é o materialismo não deixa a maioria perceber.

No meio religioso, pessoas só buscam o sagrado ou por vaidade e modismo, ou quando tem problemas. Profissionais bem sucedidas que ganham bem, mas, que tã insatisfeitas no amor, pensam que pagando uma oferenda na encruzilhada que compram os serviçoes de uma entidade e que assim não precisam se sujeitar a frequentar os caminhos de busca do Sagrado, mas, isso é um mero engano! Enfim, busquemos sentir e identificar o nosso chamado interior e mensagem superior.

O espírito da inquietude está no ar. Atualmente, na face aparente das coisas, o mercantilismo fala mais alto, na maioria das vezes. Grandes associações entre o capital e a massificação de milhões parecem ser a “Ordem do Dia”.


Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

INVEJA UM SENTIMENTO PERIGOSO

Como o ser humano pode ter sentimentos tão pequenos, tão mesquinhos como a inveja?
Na verdade o invejosos pode até ser considerado um doente da alma! Ele tem baixa estima, não cuida da propria vida e tem vontade de ter as coisas com facilidade. Não quer lutar pra conseguir o que precisa. E pior ele quer sempre mais do que precisa.

A origem latina da palavra inveja é “invidere” que significa “não ver”.
Entretanto, a inveja não é uma característica intrínseca do gênero humano ela é fruto do egoísmo, em uma sociedade concorrêncial.

E no seguimento dos invejosos está uma classe de infividuos que age muitas vezes de forma inconsciente, mas, nocivamente para com o proximo é o chamado sujeito de "olho gordo". Popularmente chamado tambem de "Seca Pimenteira". Muitas pessoas que tem essa energia ruim, que é repassada a quem tá em volta e sem proteção, pelo olhar, muitas vezes nem sabe o porque tem essa energia nociva. Quase sempre nem sabe que sua inveja é nociva.

Há uma diferença entre o invejoso comum e o cara do Olho Grande, é que o do olho grande é capaz de destruir as pessoas sem defesa psiquica e espiritual, mas, o invejoso nem sempre é nocivo, a menos que ele se torne escravo dessa inveja e passe a tramar contra seu proximo.

E entre tantos sentimentos egoístas, o que mais nos chama a atenção é a “Inveja” e o que ele pode causar… Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana. Trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Onde houver apego à materialidade das coisas, notadamente em seu significado, naquilo que o objeto de desejo simboliza em termos de bem-estar e status quo, aí estará à inveja, sobrevoando os pensamentos mais íntimos, qual a um urubu ou abutre insaciável, esfomeado pela carniça. A cobiça é o seu moto-contínuo.

No entanto, quando esse tema é abordado as pessoas sempre vão se lembrar de alguem que conhece, de um vizinho, de um colega de alguma forma, ele sempre vai lembrar de algum episodeo. No entando o dificil é as vezes admitir que em algum momento nos tambem possamos ser vistos pelos outros como um invejoso! Apontar o dedo é sempre mais facil! Mas, o bom mesmo é nos policiarmos sempre, até porque a inveja é um sentimento que poderiamos definir como contagioso. Não é a toa que os Santos Mandamentos nos alerta: "não desejar a mulher do proximo". Pra ser mais completo, meditemos sobre o versiculo inteiro, revelado no Livro do Exôdo: "17 Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo."

Infelizmente em algum momento de nossas vidas, podemos ser vitima desse sentimento baixo e que prejudica a alma, especialmente quando estamos fracos. E por falar em fraqueza, quero lembrar-vos que os obsessores sempre usam as pessoas estimulando esse pecado infame nelas. Os Espíritos que perturbam a nossa relativa felicidade, erroneamente chamados de obsessores, a fim de nos ver nivelados ao seu estado de inferioridade moral, agem movidos pela inveja.

Na Umbanda são chamados de Eguns, Kiumbas ou Magos Negros. Os Eguns, quanto estão no seu estado mais sombrio e sem dominio das vibrações do Astral Superior, os Kiumbas, quando estão sob dominio dos Magos Negros e os Magos Negros, quando querem dominar alguem!

Quantos reis e rainhas não foram massacrados, mortos em circunstâncias misteriosas, efeito direto dessa viciação moral? A chamada “puxada de tapete”, que ocorre nas empresas, nos vários locais de trabalho, inclusive na família e onde quer que se reúnam pessoas, sempre acontece sob inspiração desse vício hediondo e asqueroso.

O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos.
Provérbios 14:30

Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Tiago 3:15

E os patriarcas, movidos de inveja, venderam a José para o Egito; mas Deus era com ele.
Atos dos Apóstolos 7:9

Cruel é o furor e a impetuosa ira, mas quem parará perante a inveja?
Provérbios 27:4

Vendo, pois, Raquel que não dava filhos a Jacó, teve Raquel inveja de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morro.
Gênesis 30:1

Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado.
Marcos 15:10

Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.
Romanos 13:13

Também vi eu que todo trabalho e toda destreza em obras trazem ao homem a inveja do seu próximo. Também isso é vaidade e aflição de espírito.
Eclesiastes 4:4

Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente; Filipenses 1:15

Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Tiago 3:14

Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa.
Tiago 3:16

Segundo alguns dicionários a inveja é: A acepção desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, é deveras interessante. “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”

“O desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos”. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.

Os indivíduos, em contraposição, disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem uma reação dos que não possuem que almejariam ter tais atributos, isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais “fracos” contra os mais “fortes”. E a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

Ela surge graciosa e sedutora, quando sentimos uma sensação de perda, um vazio não preenchido pelo objeto de desejo, principalmente quando, numa formulação mental mesquinha e destrutiva, nos consideramos muito mais dignos do que aquele que possui o que não temos. Torna-se necessário, contudo, diferenciar a inveja, a cobiça, da busca do bem-estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à subsistência e às condições materiais imprescindíveis, visando o aprimoramento e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

O Espiritismo nos ensina que as pessoas que agem de modo desinteressado, com benevolência e ternura, de forma natural, sem afetações, sem hipocrisia, são como velhos guerreiros que no passado já autoconstruíram e conquistaram sua grandeza moral. Ter o desejo de se comportar como essas pessoas não é inveja. Se fosse, seria uma inveja deveras singular.

Entre os mitos, lendas e historias dos orixás, temos uma bem interessante que se refere a Obá, orixá que é sincronizado a Santa Joana D'Arc. A historia conta a disputa dessa orixá com Iansã pelo amor do Soberano Xângo, sendo capaz de cortar a propria orelha para tentar conquistar seu agrado. Essa atitude não deu muito certo e despertou foi nojo em Xango. Dizem que os filhos desse orixá tem uma tendência a cobiçar o amor dos outros e que por isso, tem maior dificuldade em casar, ou que acabam conseguindo uniões menos satisfatorias. Mas, isso na verdade só acontece naqueles que recebem o lado mais sombrio dessa vibração. E como sabemos depende muito dos cruzamentos vibratorios.

Vemos tambem a historia biblica de Caim e Abel que acabou em tragédia por causa da inveja de Caim. Este pensava como muitos hoje em dia, que simplesmente oferecendo ofertas a Deus que este ficaria grato e devedor, dando-lhe mais graças, atenção e riquezas, mas, vimos que não é bem assim. A oferenda precisa de amor, merecimento e aceitação.

Hoje em dia muitas pessoas de olho no marido, namorado ou bens das outras pessoas, enganam-se ao recorrer as encruzilhadas pra fazer macumba, achando que poderão destruir as pessoas num estalar dos dedos, ou que ficarão ricas só porque mexeram com magia negra! Um grande engano. Há tambem as que se dizem boas, que não mexem com a Esquerda, que só zelam orixás e que por isso, merecem e podem passar por cima das pessoas! São os falsos fiéis! Pensam tambem que porque ralam os joelhos o tempo todo na frente do altar, ou porque falam em Cristo diariamente e nos orixás que já estão salvos e abençoados. Deveriam saber que Deus escolhe pelo coração!

A virtude é um traço de caráter que é valorizado socialmente. Uma virtude moral é um traço que tem valor moral associado. A virtude tem origem na Grécia com a palavra Arete, que também pode ser traduzida como excelência. Foi traduzida para o latim como virtus, que é a sua raiz em português. Vale salientar que nas culturas orientais a noção de virtude surgiu há muito tempo atrás, com a capacidade de realizar ou oferecer vida.

Nossas maiores virtudes e saber desenvolver o amor e a partir deste evoluir, como tambem saber viver em harmonia com o proximo repartindo o que há de melhor em nós! De acordo com Aristóteles, as virtudes se aperfeiçoam com o hábito. Virtude, segundo Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem. Segundo Joaquim Clotet, é a forma de agir que enobrece a pessoa, que a aperfeiçoa. O contrário é o vício, que degrada ou destrói a pessoa.

Voltaire, em uma carta a Frederico, o grande, em 1737, escreveu que:
“a virtude, o estudo e a alegria são três irmãos que não devem ser separados”. Emmanuel Kant dizia que as virtudes se aprendem no colo da mãe. Comte-Sponville acredita que as virtudes podem ser ensinadas principalmente através de modelos de identificação adequados.

Sócrates (470-399 a.C.) - O estudo da virtude se inicia com Sócrates, para quem a virtude é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza humana. Na sua conceituação, comete dois erros: 1) confunde a ordem moral com a ordem do conhecimento; 2) exagerado otimismo.

Aristóteles (384-322 a.C.) - Ao conceito já esboçado como hábito, isto é, de qualidade ou disposição permanente do ânimo para o bem, Aristóteles acrescenta a análise de sua formação e de seus elementos. As virtudes não são hábitos do intelecto como queriam Sócrates e Platão, mas da vontade. Para Aristóteles não existem virtudes inatas, mas todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume, daí o conceito de virtude moral. Os atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por defeito, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos.

Platão (429-347 a.C.) - Desenvolve a doutrina de Sócrates. Apresenta a virtude como meio para atingir a bem-aventurança. Descreve as 4 virtudes cardeais: a sabedoria, a fortaleza, a temperança e a justiça.

Cristianismo - A influência da Sagrada Escritura fez com que se acrescentasse às virtudes cardeais, as virtudes teologais. Santo Agostinho diz que “a virtude é uma boa qualidade da mente, por meio da qual vivemos retamente”. Santo Tomás de Aquino diz que “a virtude é um hábito do bem, ao contrário do hábito para o mal ou o vício”.

Também vi eu que todo trabalho e toda destreza em obras trazem ao homem a inveja do seu próximo. Também isso é vaidade e aflição de espírito.
Eclesiastes 4:4

E assim para despertar as virtudes que exisem em nós, nos livrando dos vicios e da inveja, devemos primeiro nos livrar da vaidade, do egoismo e do apego as coisas dese mundo. Busquemos a luz, a paz entre os irmãos e a humildade sempre!

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

PRÊMIO "ESTRELA GUIA"

Nosso Blog foi contemplado com o prêmio "ESTRELA GUIA",
por   "Lista de Terreiros na Europa":
http://sites.google.com/site/terreirosnaeuropa/

O prêmio «Estrela Guia», tem o objetivo de promover a confraternização entre os cibernautas ligados ás religiões afro.brasileiras, assim como também, é uma forma de premiar e reconhecer o esforço empregado na transmissão de conhecimentos, na divulgação e dignificação de todas as religiões afro.brasileiras espalhadas pelo mundo. Com o prêmio «Estrela Guia» se reconhecem os valores e a capacidade do(s) autor(es) de cada blog ou site, ao transmitir valores culturais, religiosos, éticos, literários, e pessoais.


(o que fazer ao receber o prémio):

• Colocar a imagem do selo no blog ou site;
• Colocar um link do blog ou site que nos indicou;
• Indicar outros 10 blogs/sites ao prémio;
• Comentar se possivel, no blog/site dos indicados sobre essa postagem.

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Este blog/site indica para o prémio «Estrela Guia» os seguintes
blogs/sites:

http://espiritismoumbanda.blogspot.com/
http://exubandeiro.blogspot.com
http://www.umbandaemdebate.blogspot.com/
http://www.cantodoorixa.blogspot.com/
http://soufelizporserumbandista.blogspot.com
http://gotinhasdesabedoria.blogspot.com/
http://aumbandacomoelae.blogspot.com/
http://candombleketurj.blogspot.com
http://www.espiritoemagia.blogspot.com/
http://mp3deumbandaecandomblegratis.blogspot.com

Os meus parabéns aos blogs/sites indicados.

"Que a estrela guia sempre ilumine vosso caminho, para que também possam levar um pouco de luz, aonde impera a ignorância e a cegueira da escuridão."

axé a todos

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A VERDADEIRA VISÃO DE EXU

0s guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda.

Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a "sujeira". Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido.

E as Pomba-giras seriam as "margaridas" mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm "para arranjar casamento" ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

O que é esse lixo?

Nossos pensamentos negativos.

Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.

Nossas ações.

Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.

Sabendo que a religião de Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é "A manifestação do espírito para a prática da caridade", qual a principal função desempenhada pelos Exús nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?

Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral *.

A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia.

Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação.

Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas.

Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões...) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite "moça".
Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja "armar emboscadas vivendo a noite". Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião.

Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo:
Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas.

Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo "Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas".

fonte:
CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ARMADILHAS E CILADAS NO CAMINHO DA ESPIRITUALIDADE

"Nas minhas viagens pela vida como ser espiritual, psicólogo espiritualista e discípulo do caminho, tomei consciência de muitas das armadilhas e ciladas que se encontram no caminho espiritual. Considero-me até especialista no assunto, pois tive a experiência de cair na maioria delas.
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir. Embora breve em palavras, é profunda em intuições.
O meu propósito ao partilhar estas situações é poupar, ao maior número de pessoas possível, sofrimento desnecessário, carma negativo e os atrasos no caminho da ascensão, provocados pelo desconhecimento e pela ignorância. O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro. O ego negativo e as forças das trevas espalham sedução e apegos, imensos complexos e ardilosos desafios em cada passo do Caminho. Cometer erros e cair nessas armadilhas é normal. A minha preocupação é evitar que as pessoas que buscam o seu Caminho, fiquem enredadas nas ciladas por longos períodos, ou mesmo vidas inteiras."

Eis, então, as armadilhas e as ciladas mais comuns:

1. Abrir mão do seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus, a tudo o que for externo.

2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e educar de modo correto, a sua criança interior.
5. Comer incorretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual, mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos, desejos e mais desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Ver apenas as aparências, em vez de observar a verdadeira realidade que está por detrás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente, antes de se tornar auto-realizado dentro de si mesmo.
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida. Não há ascensão sem alegria.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente nas suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Dar prioridade a um relacionamento, em detrimento do si e do seu processo interno. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser crítico demais e duro demais para consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse do seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se ao seu Cristo interno.
26. Abrir mão do seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas.
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar o seu poder a entidades que se possam comunicar consigo.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes, ver ou experimentar toda a espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da sua kundalini.
35. Forçar a abertura dos seus chakras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é melhor que o dos outros.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar o seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o seu "bom trabalho espiritual", em vez de simplesmente centrar-se na sua humildade. "Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita".
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar o seu poder à astrologia ou à influência dos astros, como fatores externos e incontornáveis.
44. Apegar-se demais às coisas e às pessoas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da espiritualidade tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir no meio das grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Nunca desista. Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o incomoda - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais em vez de reconhecer que o amor é, de entre todos, o maior poder espiritual
53. Denegrir outros grupos espiritualistas, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional, ou quaisquer outros dogmas.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre si e Deus.
56. Usar as suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais pelas suas próprias crenças.
58. Achar que pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula mágica. Essa é uma das piores formas de ilusão!
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no seu caminho espiritual.
60. Sobrevalorizar o relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com o seu Cristo interno.
61. Enredar-se em todas as atrações deste mundo material, realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros, de forma incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equidade em todos os momentos; se você não transcender a dualidade, continuará a sentir-se vítima da sua própria montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento a dois, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa sofrer na vida. Isto é tremendamente falso!
66. Ser ou querer ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar de controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um Mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser ou querer ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está a acumular mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente é; por outro lado, pensar que é menos avançado do que realmente é.
76. Ser famoso e cultivar a dependência da fama.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a sua própria Alma - e a Mônada - são aquelas que, na verdade, o podem complementar e saciar interiormente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre esconder-se pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai.
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Entregar-se, neste plano ou no plano interior, a mestres que não sejam ascensionados e que, logicamente, também têm uma compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um hobby, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais em frente da TV, na Internet, com jogos de vídeo, ou lendo romances fúteis, e assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que lhe sirva a si, ou sirva a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar por amar e compreender.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui e o divide, em vez de se dedicar ao Eu espiritual que é você mesmo, e cultivar o seu próprio Cristo interno.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar o seu campo energético, de acordo com as necessidades.
91. Não saber dizer não aos outros, à criança interior ou ao ego negativo.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros lhe vai trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar Deus ou irritar-se com Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de perceber que somos únicos, e que as potencialidades, as circunstâncias e as vivências do outro não são as suas.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado. Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa dos níveis de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou do seu próprio corpo físico, emocional ou mental, desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar os seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que o seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que você não precisa de se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, ego negativo, medo e separação, são a verdadeira realidade.
104. Usar açúcar, café e refrigerantes e outros estimulantes artificiais para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda a Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Deixar de amar as pessoas porque elas o estão a tratar mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da Alma, da Mônada, de Deus e dos Mestres Ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo.
108. Pensar que apenas as outras pessoas podem atingir a ascensão, ou ser Luz no mundo, ou pelo menos não nesta vida.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um Paraíso em evolução.

"Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você trilhará o caminho da ascensão."

Shandar

Por Dr. Joshua David Stone

NÃO ENTRE EM SINTONIA COM O INIMIGO

É pelo eletromagnetismo mental que os Espíritos se manifestam, em
todos os sentidos.

Através do corpo perispiritual, por meio de uma glândula catalisadora,
transmitimos deste nosso plano nossas mensagens, que consistem na advertência óbvia e clara de que a presença dos espíritos invisíveis é muito mais forte do que vocês possam imaginar. Muitos desses Espíritos invisíveis não estão nada preocupados com vocês encarnados. Penetram em seus campos bioenergéticos por meio das ondas mentais, influenciando o psiquismo contrariamente à evolução.

Mas isso só acontece porque vocês, humanos, catalisadores de energia negativa, não entendem que esse processo só se instala na cabeça dos fracos. Existe uma lei clara e objetiva em vários aspectos, que se manifesta em várias línguas e várias palavras já foram ditas. Somente dentro dessa lei, clara e objetiva, poderemos evoluir. Se atravessamos determinadas situações e entramos em baixa sintonia, é porque procuramos essa vibração em nós, vivenciando o medo e a inveja

E eu lhes pergunto:

Até quando, encarnados?

Estão aí as religiões, para que vocês despertem em si o divino e para que os catalisadores de energias negativas possam gerar a luz da evolução, a luz que os projetarão para planetas superiores, onde seus espíritos se manifestarão sem a prisão da carne, sem devaneios, e terão definitivamente uma consciência imortal. Não mais entrarão em sintonia com espíritos que ainda estão em fase de discussão
(possessão), nem os culparão por isso, porque a culpa está em suas fraquezas, em seus resgates.

Por isso, de uma vez por todas, parem de entrar em sintonia com vocês mesmos, porque essa sintonia negativa os levará a uma atração em que espíritos vingativos, perversos até, estão aí pedindo que vocês se recuperem através da dor, se regenerem de todos os erros praticados em outras vidas. E não adianta culpar os espíritos, pois vocês também estão fora de lei, por isso entram em sintonia com eles.

Procurai na Lei de Umbanda, na Lei da Caridade, no Evangelho e na expressão de suas Entidades a sabedoria, para que vocês possam estar o tempo todo em sintonia com as forças cósmicas dos nossos Orixás, no perpétuo e infinito Deus em nós.

Saravá, Irmãos!

Por Pedro Miguel

Mensagem recebida por meio de psicofonia em 19 de novembro de 2007,
pelo médium Marques Rebelo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MÉDIUNS DE UMBANDA

Quando os médiuns se agrupam num terreiro, as energias formam dezenas de fios interconectados, mistura dos ectoplasmas que serão utilizados pela egrégora da casa nos trabalhos diversos, mistura de pensamentos também transmutados em energia. Pensamentos bons, vigorosos, fervorosos e pensamentos de dor, preocupação, fraquezas, rancores, medos. Tudo isso perpassa por todos que estão imantados numa gira de Umbanda, antes dos guias se manifestarem e descerem em Terra para sua missão no Bem, no Amor e na Caridade.

Ocorrem inumeráveis e invisíveis situações de descarrego, vitalizações, desmanches, desintegração de larvas, e todo o tipo de miasmas. Os médiuns por sua vez, agindo como verdadeiros religiosos e despertos para as responsabilidades, terão se preparado para aquele momento, através da conduta adequada, alimentação e sono equilibrados, isenção de atividade sexual, para não haver descontinuidade do seu fluxo energético, agora canalizado para a comunicação entre os portais do mundo material e espiritual.

Cada um de nós, médiuns, não possuímos santidade, mas já adquirimos Amor à Humanidade, ao ponto de dispormos nosso instrumento físico para ajudar a quem precise. Não podemos ter a arrogância de dizer que nada nos afetará e interferirá em nosso trabalho na Caridade. Mas se formos esperar para sermos perfeitos nunca iremos trabalhar, se evitarmos sempre situações de prova nunca aprenderemos, e se não nos expusermos às quedas nunca mediremos nossa força .

Os casais de médiuns que freqüentam um centro devem ter consciência do equilíbrio necessário em sua vida material, espiritual e energética. Este auto-conhecimento obrigatório, com certeza gera um crescimento pessoal. Pois um médium para ser efetivo numa gira, tem antes de tudo, estar bem consigo. E estar bem consigo é estar satisfeito em todos os setores de sua vida, apesar dos contratempos e intempéries naturais que ocorrem com cada um. Mas deve estar livre de ansiedades, inseguranças, pensamentos precipitados. Deve em suma, estar preparado para ser um instrumento livre de preconceitos, dogmas, para dar passagem apenas às claridades da vida espiritual. Acreditamos que um umbandista terá mais facilidade de entender outro umbandista, o difícil é o equilíbrio constante, mas isso é uma questão de responsabilidade pessoal e devotamento às aspirações de um ser humano integral. O nosso maior almejo, no dia a dia das relações da alma, é o Amor, o respeito à liberdade do outro, e a preocupação maior não será a quantidade do Amor que recebemos, mas quanto de Amor temos capacidade de doar, a conexão suprema e incondicional que faz valer a pena a existência.

Duas vovós deixaram suas palavras quanto à esta questão, da participação de casais de médiuns, ou cambonos e médiuns, dentro de uma gira de Umbanda.

De Vovó Maria Conga escutei: “ Deus abençoa esses Fio tudo. Que Ele dê Força pra agir certo, e Caminho pra ser Feliz.”

E Vovó Maria, tão querida, completou: “ Cada Fio tem de pensar simples, e viver simples. Fio tem de descomplicar. Elevar o pensamento ao Senhor dessa Terra, nosso Mestre Jesus e deixar Ele falar pelo seu coração. Seguindo o coração abençoado pelo Senhor Jesus, filho de banda nunca errará seu caminho. Tem de confiá que Jesus abençoa todo e qualquer caminho, e os Fio de banda nada deverá temer: nem de errar, nem de perder. Só terá de Amar.”

Alex de Oxóssi
fonte: Povo de Aruanda

FUNDAMENTOS DE CANTAR, PALMAS E ATABAQUES NA UMBANDA

Para tentar explicar como se dá a comunicação entre os planos espiritual e material, grosseiramente, podemos imaginar essa comunicação através de freqüências.

O rádio, a TV, o celular são exemplos. Estes aparelhos emitem freqüências de um ponto, o transmissor, até outro ponto, o receptor. As freqüências não se cruzam porque uma é mais forte do que a outra. O receptor recebe apenas a freqüência na qual está programado.

Analogamente, se imaginarmos que nossos pensamentos são como freqüências e as vibrações emitidas pelos espíritos também são freqüências, podemos dizer que são essas freqüências que ligam espíritos e matéria, onde conseguimos nos conectar com os espíritos de acordo com nossos pensamentos e atitudes, logo, pensamentos baixos atraem espíritos de camadas mais inferiores do plano espiritual, e pensamentos mais elevados, atraem espíritos mais elevados.

Quando nos dirigimos ao terreiro, dependendo de como foi nosso dia, nossa semana, nós estamos vibrando numa freqüência tal que pode interferir nos trabalhos, ajudando ou atrapalhando. Um dia vivido em torno de brigas e discussões, alimentação pesada, pensamentos voltados para o ódio, má conduta, etc, deixam a freqüência muito baixa, atraindo espíritos que vibram numa esfera mais baixa, e isso faz com que o trabalho seja prejudicado. Um dia bem vivido, trabalhado e participativo nas coisas particulares, uma boa alimentação, bons pensamentos, preparação mental para a gira, faz com que nossa freqüência fique mais elevada, atraindo espíritos de esferas mais elevadas.

Para que os trabalhos não sofram variações excessivas de freqüências, para que se evitem a atração de espíritos de esferas inferiores e para o bom andamento da gira, é usado um artifício que acelera o processo para que todos, ou pelo menos a maioria, se concentrem no trabalho e eliminem pensamentos mais baixos, que é de cantar e bater palmas.

Como funciona?

Ao final de um espetáculo, um show, um discurso, normalmente as pessoas batem palmas para demonstrar àquele que se apresentou o agradecimento, por compartilhar aqueles minutos de entretenimento ou aprendizado. Se as palmas se estenderem por vários segundos, aos poucos elas vão entrando num ritmo e muito rapidamente todas as pessoas batem palmas no mesmo ritmo e, junto com essa sonorização, algo começa a acontecer: as pessoas começam a se sentir mais alegres, com vontade de rir, ou seja, as pessoas ali envolvidas começam a vibrar numa mesma freqüência, e inconscientemente, todas estão fazendo as mesmas coisas que as outras pessoas estão fazendo.

Já com o canto, logo de início, todos começam a cantar juntos, e isso faz com que a vibração das pessoas se equalize mais rapidamente.

Quanto mais cantamos, mais batemos palmas, mais rapidamente elevamos o nível de freqüência das pessoas, fazendo com que, momentaneamente, os problemas, a baixa auto-estima, as preocupações, sejam esquecidos, pois todos começam a prestar atenção no trabalho que está sendo realizado e isso ainda ajuda a absorver as informações que estão sendo passadas.

Com a freqüência estabilizada, os espíritos conseguem se aproximar mais facilmente de nós, permitindo assim que o trabalho transcorra com mais facilidade e de acordo com o pretendido pelos planos espiritual e material.

Para acelerar mais ainda o processo, usa-se o atabaque, pois o som emitido pelo atabaque ajuda a igualar o ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, fazendo com que, por exemplo, para quem chega muito afobado, o ritmo cardíaco é normalizado, diminuindo a afobação, ou para quem chega muito para baixo, com o aumento do ritmo cardíaco, ajuda na elevação da auto-estima. Com base nisso, por estarmos cantando e batendo palmas, além de estarmos mudando nossa freqüência, também estamos praticando caridade, por já estar ajudando outras pessoas.

Com todos participando, batendo palmas e cantando, o clima do terreiro já fica muito melhor, pois todos estão ajudando, focados num mesmo objetivo.

No plano espiritual, os guias preparados para o trabalho, aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, e assim que nossas freqüências começam a se igualar, eles se aproximam e iniciam o processo de incorporação.

Quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos dizendo para os guias que já estamos prontos e podemos começar a incorporar.

Normalmente, no processo de incorporação, os guias cantam, muitas vezes para si, para que seja mais fácil ainda, e no caso de um guia estar trabalhando no desenvolvimento de um cambono, o guia canta para o cambono ouvir o ponto e elevar sua freqüência para facilitar a incorporação.

Cantamos pontos para ajudar a desincorporação, facilitando assim a “subida” dos guias que levam com eles todo e qualquer tipo de fluído ou influência que possa atrapalhar o médium.

Os pontos cantados trazem mais energia do que podemos imaginar. Quando feitos pelos guias, são conhecidos como “pontos de raiz” e as palavras não podem ser mudadas, pois toda a mironga feita pelo guia está nas disposições das palavras. Quando feita pelo homem, as palavras podem ser mudadas e adaptadas para que fiquem bem arranjadas.

Se prestarmos atenção, alguns pontos parecem não fazer sentido, mas quando cantados, no ritmo certo, acabamos fazendo as mirongas que estão escondidas nos pontos. É por isso que alguns pontos possuem palavras conjugadas de maneira errada ou em tom bem caipira, pois essas palavras foram inseridas nos pontos propositalmente, para poder servir como “palavras mágicas” a serem proferidas por todos, ou seja, os sons que essas palavras produzem é que produzem os efeitos requeridos.

Alguns pontos, quando entoados, podem afastar diversos males, como espíritos obsessores ou pessoas que tentam derrubar o terreiro.

Há pontos de saudação, para defumação, para firmeza, para afastar quiumbas, para descarrego, para despedida, para provocação, para cruzamento de linhas, para cruzamento de falanges, etc. Cada um deve ser cantado de acordo com sua finalidade para o bom andamento do trabalho.

Alguns pontos devem ser evitados cantar tanto dentro do terreiro quanto em nossas casas, pois eles podem atrair maus espíritos. Pontos que falam muito de cemitério, morte, ou qualquer tipo de bestialidade devem ser evitados.

Os atabaques não são simplesmente caixas de madeira com um couro para se batucar, eles são preparados e energizados para o trabalho logo que são trazidos para o terreiro.

Ao ser entregue no terreiro, primeiro é trocado o couro que vem com o atabaque, para eliminar os fluídos de “comércio” que foram depositados sobre ele na loja que o comercializa; depois, são feitos os primeiros preparos de limpeza do atabaque; em seguida, o guia chefe da casa cruza o atabaque iniciando o processo de mironga que será depositada sobre o atabaque. São colocados patuás de acordo com o guia que será o “dono” do atabaque e são feitas rezas sobre ele para fortalecer a energização.

O ogan chefe, ou atabaqueiro chefe, pede forças e energia para o guia, dono do atabaque, para que sejam depositados os fluídos necessários no couro, e toca o atabaque pela primeira vez para que sejam abertas as forças que regerão o atabaque. Em seguida o atabaque é entregue ao ogan que tocará o atabaque nos trabalhos.

Normalmente em um terreiro, os atabaques são múltiplos de três, mas são os guias que definem o número correto a ser utilizado nos trabalhos. O maior dos atabaques é o Rum, destinado ao guia que rege a casa; o segundo, é o Rumpi, destinado ao segundo guia que rege a casa ou ao guia que rege a coroa do pai ou mãe-de-santo fundadores do terreiro; o terceiro, e o menor deles, é o Lé, muitas vezes destinado à Exu ou a um guia homenageado pela casa. As ordens dos donos de cada atabaque são definidas pelos guias que regem o terreiro, podendo eles alterar essa disposição.

O Rum é sempre tocado pelo ogan chefe e só poderá ser tocado por outro ogan
desde que o ogan chefe permita. Ele, o Rum, serve para dar os primeiros toques nos pontos, repicar e conduzir os trabalhos. O Rumpi é tocado pelo segundo ogan, dando o ritmo do toque e mantendo a harmonia. O Lé é tocado pelo ogan iniciante, que ainda está em processo de aprendizado, seguindo sempre os toques do Rumpi.

Se um ogan de outro terreiro visitar a casa, este deve pedir autorização ao guia chefe para poder tocar o atabaque, e deverá ter permissão do ogan chefe para tocar o atabaque, que lhe direcionará ao atabaque próprio para receber um convidado (normalmente não é permitido ao convidado tocar no Rum).

Em terreiros tradicionais e candomblés, o ogan chefe sempre é considerado o detentor do conhecimento sobre as giras, assumindo sempre sete anos a mais de experiência sobre o pai ou mãe-de-santo. Isso se deve ao fato de que o ogan conhece todos os preparos para as giras, e é quem conduz a energia de sustentação dos trabalhos.

Os guias normalmente indicam os futuros iniciantes ao ofício de ogan, mas cabe ao ogan chefe permitir a entrada e designar o atabaque para o iniciante.

Um ogan mal intencionado pode derrubar uma gira apenas tocando o atabaque, e muitas vezes, consegue derrubar todo o terreiro. Para que se evitem problemas, há pontos chamados de provocação, onde o ogan do terreiro tenta quebrar as forças do ogan mal intencionado entoando pontos de quebra de forças e demanda.

Cada ogan tem sua função nas giras, além de tocar os atabaques e facilitar a corrente de energias. Um dos ogans, sempre volta sua atenção ao que acontece dentro do congá, mantendo o trabalho em equilíbrio e de acordo com as orientações do guia chefe; outro ogan tem sua atenção voltada à assistência, onde fica atento sobre possíveis problemas ou olhares de pessoas mal intencionadas; o terceiro ogan presta atenção de uma maneira geral, auxiliando os outros ogans.

Alguns terreiros de candomblé não permitem que mulheres sejam ogans alegando, segundo Mattos “(…) que elas não poderiam usar os instrumentos sagrados
por ficarem de pajé (menstruadas)” (pg. 93). Ainda citando Mattos, “(…) porém, naumbanda, um indivíduo feminino tem totais condições de ser uma atabaqueira, sem problema algum. Se considerarmos que os Ogãs tem um poder divino, uma faculdade mediúnica musical, esta não vem com o gênero, e sim com o espírito e este por ter origem na essência divina, não tem sexo” (pg. 93).

Há outros instrumentos que são usados nos trabalhos para auxiliar os toques dos atabaques, como o agogo, chocalho, triângulo, pandeiro, berimbau, etc.

É importante que os filhos da corrente e a assistência participem das giras cantando e batendo palmas, pois sem essa união de forças dificultam o bom andamento do trabalho. Se não sabe o ponto, bata palmas, mas principalmente, preste atenção nos pontos, pois normalmente eles são curtos e repetitivos, fáceis de aprender. Para os pontos mais longos, que quase não se repetem, ou mesmo para aqueles pontos que são cantados em giras especiais, como de ciganos, marinheiros ou boiadeiros, os terreiros muitas vezes deixam disponíveis pastas com os pontos escritos, e em alguns casos, as pessoas se reúnem antes das giras para cantarem os pontos e aprenderem aqueles que não sabem.

Não é vergonha não saber os pontos, vergonha é não participar, não ajudar a cantar ou bater palmas, assim como achar que não tem voz boa pra cantar e por isso não cantar.

Cantar ajuda a todos, aos guias, aos médiuns, aos cambonos, a assistência, a afastar maus espíritos, más influências, miasmas no plano astral, energias negativas, e atrai sempre bons fluídos, boas energias e boas vibrações.

Newton Carlos Marcellino
fonte:Povo de Aruanda