segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

QUARESMA NA UMBANDA - O MITO AINDA VIVE...

Ao longo de minha vivência dentro da Umbanda, tenho escutado muito sobre a época da Quaresma ( o tempo em que Jesus passou no deserto somando seus 40 dias e que segundo nos conta a Bíblia foi tentado pelo demónio)

Escuto dentro da Umbanda muita coisa a respeito deste assunto.

Determinada casa não trabalha com a esquerda, neste período, pois afirma que a energia dos guardiões é muito pesada para o médium neste época, mas no restante do ano isso não é medido e os mesmos servem para "guardar" o terreiro.

Outra casa ainda diz que nesta época as guias e colares de todos os médiuns são recolhidas para que os mesmos não se percam diante das tentações do demónio, então quer dizer que só as guias bastam? A reforma moral e o "orai e vigiai" ficam aonde? Nos 11 meses restantes para término do ano não rola uma tentação então? Contraditório isso...

Ainda escuto que existem casas que não atendem neste período, pregando a sintonia do medo em seus trabalhadores não pautando pelo uso do bem senso, onde me questiono: Qual hospital fica fechado determinado período recusando atender aos doentes?

Realmente muita coisa é dita em nome da Quaresma, mas vale lembrar que esta prática é de cunho católico e não Umbandista.

Infelizmente na Umbanda encontramos muitos "achismos" hoje em dia, gente que fala sem fundamento, alegando que " as coisas sempre foram assim, é por que é simplesmente e pronto..." e com isso vamos criando dentro da Umbanda um palco de falta de informação e pré-conceito, além de um misticismo desnecessário e prejudicado é o médium.

Creio que esteja na hora de acordarmos para algumas verdades e descortinarmos o véu dos anátemas feitos em nome da Umbanda.

As guias tem seu fundamento sagrado sim dentro da Umbanda, mas amarra-las sem uma doutrina moral não impedira este ou aquele filho de fé de cair se o mesmo não desejar mudar.

Tentações acontecem todos os dias de nossas vidas, pois estamos encarnados em um mundo de provas e expiações e vale aqui lembrar de um dito popular: "Diga-me com quem tu andas e direi quem tu és" tudo na vida rege sintonia acima de tudo, cada um faz sua escolha e tenham a certeza que ninguém cai de gaiato na história, pois temos o livre árbitrio para isso.

Umbanda é caridade acima de tudo e caridade não tem hora, nem dia e muito menos lugar para ser praticada, a casa que fecha suas atividades elegendo datas como desculpa, assina seu atestado de incompetência no compromisso assumido com os sagrados Orixas, já tão pouco compreendidos e respeitados.

Não devemos nos prender tanto a Umbanda somente pelos seus ritos, mas sim para essência de caridade que a mesma carrega em si.

Trabalhador pronto, o trabalho aparece, ninguém cresce sem estudo, portanto cada casa deve buscar formar seu corpo mediunico dentro de uma doutrina moral reta e não semear dogmas, mitos ou lendas para seus médiuns em formação.

Quaresma é bom para quem deseja segui-la e alimentar a "doutrina do medo", sou Umbandista acima de tudo e a doutrina que sigo com minha casa é " a manifestação do espírito para a caridade"
Que cada um reflita e tire suas próprias conclusões

Pai Géro
Dirigente e Sacerdote Umbandista

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

OFERENDAS - FÉ E AMOR

Nós umbandistas, sabemos que um dos atos ritualísticos mais importan­tes para nós, são as Oferendas que realizamos aos Orixás e aos Guias Espirituais.

Sabemos também, que a nossa maior benção é ter a força da natureza à nossa disposição, afinal ao oferen­dar um Orixá em um ponto de força, além de ativar a Divindade, ativamos também as forças elementais da natu­reza deste local, uma ação dupla de pura Força e Poder.

Portanto, além de termos uma gran­de responsabilidade com a preserva­ção da natureza, temos também a res­pon­sabilidade de saber onde, como e para quem pedir o amparo e a susten­tação em nossas dificul­dades, assim não ativaremos forças contrárias ou des­ne­cessárias às nossas necessi­dades.

Lembrando que em qualquer ofe­renda, além do conhecimento e do bom senso, é imprescindível a Fé e o Amor, o que caracteriza uma verda­deira oferenda religiosa, pois não adian­ta levar uma imensidão de velas, flores e elementos de oferenda se o íntimo estiver cheio de dúvidas, dese­jos de permuta, ou pior, cheio de vonta­des próprias, aquelas que sobressaem à vontade Divina.Saiba que, principalmente no mo­mento da oferenda, o Poder Divino es­cuta seus pensamentos e não suas palavras, Ele sente seu interno e não o seu externo, portanto não queira en­ga­nar o Divino que tudo vê, tudo ouve e tudo sabe.

Material extraído dos trabalhos realizados pelos médiuns do Centro de Umbanda Carismática. Parabéns a todos pela dedicação e carinho junto à Espiritualidade Superior que os assiste.

OXALÁ
– oferenda-se Oxalá quando necessitamos fortalecer ou despertar em nosso íntimo os sentimentos de fé, paciência, tolerância, perdão, compaixão. Quando precisamos despertar a esperança e a confiança.

OYÁ
– oferenda-se Oyá quando necessitamos despertar ou equilibrar a religiosidade em nossa vida, ou seja, é a Ela que clamamos quando nossa fé ou nossa religiosidade está desvirtuada pelo fanatismo, pela ausência ou até pela má utilização da fé, é Ela que absorve os excessos da fé.
A Ela também solicitamos envolver, purificar e redirecionar, com suas ondas espiraladas, os eguns perdidos no tempo, aqueles espíritos que a tanto tempo vagam no astral, que já se encontram perdidos e com seus mentais vazios, assim sendo, muitos deles tornam-se alvos fáceis das grandes quiumbas que os escravizam e os utilizam para o mal. Além desses tipos de eguns, Ela também recolhe aqueles que nos acompanham por muito tempo, vidas passadas, e que por um sentimento de vingança emocional nos envolve desequilibrando-nos até hoje. Ela é a Dona do Tempo cronológico.

OXUM
– oferenda-se Oxum pedindo para Ela amolecer o nosso ou outros corações, a fim de se tornarem mais amorosos, pedimos a Ela que estimule a união através dos sentimentos de amor puro e fraternal. Só através do amor puro é que a ‘verdadeira’ união acontece, e essa união vale em todos os sentidos, profissional, social, familiar, etc. Com essa união, a felicidade, ou seja, a verdadeira prosperidade é concedida a nós. Portanto Ela é a Mãe da Concepção, aquela que tudo concede quando há amor.

OXUMARÉ
- oferenda-se Oxumaré quando necessita-se diluir os sentimentos que, por ventura, estão desequilibrados. São sentimentos viciados, portanto são ou se tornarão dolorosos, como exemplo, podemos destacar o sentimento da paixão, do desejo, etc. Importante salientar que algumas vezes não percebemos o desequilíbrio emocional em que nos encontramos, portanto o auto conhecimento se faz necessário, o verdadeiro ‘querer melhorar’ e principalmente a fé. A Ele solicitamos também que renove o nosso emocional, trazendo a pureza dos sentimentos, Oxumaré é a renovação do amor na vida dos seres. Ele é um Orixá que ao trazer a cura emocional, automaticamente cura o físico, portanto, oferenda-se Oxumaré também para socilitar a cura.

OXOSSI
- oferenda-se Oxossi para que ele nos ajude no raciocínio consciente, ou seja, para que ele nos traga o conhecimento, o esclarecimento e a sabedoria em todos os sentidos da vida. A Ele também solicitamos a coragem, a rapidez, o espírito caçador para as novas empreitadas. Pedimos que sustente nossa caminhada espiritual com sabedoria e que cure nossos mentais desequilibrados. Oxossi é um Orixá guerreiro, que nos traz a força da atitude, a força da vontade, enfim, é o Orixá que nos “traz” aquilo que mais precisamos para evoluir: O Conhecimento.
É um Orixá, que por seu domínio ser as matas e ervas, propicia também a cura, a cura energética e mental.

OBÁ
- oferenda-se Obá para pedir concentração mental e quietude racional, ajudando a boa memória e a capacidade de assimilação mental. No entanto, a Ela também solicitamos que nos ajude a eliminar pensamentos negativos ligado aos dogmas e conhecimentos errôneos, pedimos também que nos ajude a esquecer aquilo que nos negativa. Obá, com sua ação discreta e firme, estimula nossa interiorização favorecendo o auto conhecimento e paralisando todas as formas viciadas de conhecimentos.
Essa Orixá nos traz o sentido do “chão firme”, portanto, devemos clamá-la naqueles momentos em que nos encontramos sem chão ou aéreos demais, precisando de concentração e firmeza de pensamento.

XANGÔ
- um dos Orixás mais temidos pelo fato de ser Ele o Determinador da Justiça, é Ele que ativa a Lei em nossas vidas, fazendo valer o ponto que diz “quem deve paga, quem merece recebe”. Portanto oferendar Xangô é muito forte e muito especial, é nesse momento que devemos baixar nossas cabeças e permitir que seja feita a vontade de Deus e não a nossa. É esse o “espírito da coisa” – Não se oferenda Xangô para pedir a “nossa” justiça, mas a justiça “Divina”. Infelizmente, isso pouco acontece pois as pessoas estão viciadas em seus desejos e julgamentos e vão logo aos pés do Grande Rei Xangô pedir seus ‘desejos’, o que é um grande erro.
Devemos oferendar Xangô para buscar e pedir equilíbrio entre a razão e a emoção, a justiça, a sensatez, a razão, a determinação e a coragem para recebermos aquilo que merecemos. Pedimos a Ele que nos mantenha sensatos, livres de quaisquer julgamento, tanto os que emitimos quando os que recebemos.

EGUNITÁ
– mesmo sabendo que poucos conhecem ou cultuam esse Orixá, vale a pena dizer que Ela é o fogo vivo e divino, portanto a oferendamos quando queremos que essa ação do fogo queime e/ou consuma todas as energias negativas, todos os excessos emocionais e todos os cordões negativos que nos envolvem e envolvem nossas casas. Ela também ajuda a consumir energias de vícios.

OGUM
– falar desse Orixá é falar de coragem, lei, ordem, ordenação, retidão, determinação, portanto oferenda-se Ogum para receber em nosso íntimo esses atributos para manifestá-los em nossas vidas, tanto no lado profissional, material, emocional ou espiritual.
Quando o oferendamos pedimos também que nos envolva com sua força guerreira, solicitamos a abertura de nossos caminhos e a proteção de seus Guardiões da Lei.
Ogum não julga nada nem ninguém, pois esta atribuição pertence a Xangô, Ele ‘apenas’ aplica a Lei, portanto oferendar Ogum no sentido de submissão à Lei Maior e a Justiça Divina (ou seja, submissão a Deus) é dar as costas para receber os “chicotes” da Lei. Esses doem, mas são necessários para cessar nossas dividas cármicas, acelerando nossa evolução espiritual. Feliz daquele que tem coragem, amor e fé suficiente para sentir tão grande Poder e Ação, fazendo valer o ponto: “o que se ganha de Ogum só Ogum pode tirar”, portanto, Ogum é quem ativa nossas ‘próprias demandas’ como também, é o único que tem o Poder de ordenar a ‘quebra de nossas demandas’, tudo pela determinação da Lei de Deus.

YANSÃ
- oferenda-se Yansã para pedir movimento e direção em todos os sentidos da vida, a Ela solicitamos que nos envolva com sua Força guerreira para nos ajudar em nossas mudanças e conquistas, portanto, a oferendamos quando estamos com nossas vidas estagnadas, quando nos encontramos depressivos, sem energia, sem direção, perdidos e cheios de dúvidas, afinal Yansã é a manifestação da alegria e paixão pela vida e pelo que faz.
Pedimos também, a força e o movimento de Yansã para que envolva e encaminhe todos os eguns (espíritos negativos) que desvirtuam nossa caminhada material, emocional e espiritual direcionando-os aos domínios de Obaluayê/Omulu (kalunga pequena) onde serão conduzidos aos seus lugares de merecimentos, Ela esgota os seres e os redireciona, abrindo novos caminhos por onde evoluirão de forma menos ‘emocional’.
Yansã é a orixá do Tempo climático, Senhora. dos Ventos e dos Raios, Senhora. do Movimento e Direção.

OBALUAYÊ
– oferenda-se Obaluayê para pedir que ele nos ajude em nossa evolução espiritual e que nos traga a sabedoria junto com paciência – a sapiência.
Ele é o Senhor das Passagens, portanto é ele que permite a nossa passagem de um nível para outro, isso quer dizer, que é ele que nos conduz, que abre as porteiras, em nossas mudanças de estágios ou graus espirituais, isso quer dizer que é a Ele que clamamos quando nos encontramos estagnados e paralisados. Também é Ele que nos conduz nas mudanças de estado encarnado para desencarnado e vice-versa (ou seja, é ele que acolhe os espíritos que acabaram de desencarnar, assim como, conduz os espíritos que irão reencarnar).
A Ele pedimos para transmutar, transformar, nossos sentimentos, portanto, é Ele que permite e proporciona a cura da alma. Estabilidade, proteção e sabedoria anciã também pedimos a Obaluayê.

OMULU
– sabemos que muitos identificam Omulu e Obaluayê como sendo o mesmo Orixás, no entanto, a ação de Omulu é muito mais ativa, pois é um Orixá cósmico, ou seja, atua em nossa vida de forma ativa paralisando nossos desequilíbrios e punindo (caso seja necessário) as terríveis quiumbas que já se encontram de forma super negativadas. Portanto solicitamos a Omulu, o grande Orixá do Fim, para colocar um fim nas ações do baixo astral, um Fim em nossos desequilíbrios emocionais e espirituais, assim como um Fim às dores da alma, do físico e da mente.

NANÃ BURUQUÊ
– oferenda-se Nanã para solicitar que Ela decante nossos sentimentos e lembranças negativas, que nos ajude a esquecer as mágoas, o rancor, a dor, etc. A Ela pedimos maturidade e mobilidade para viver em harmonia e com sabedoria.

YEMANJÁ
- a grande Mãe da Vida Yemanjá, é ofertada quando precisamos de coisas novas em nossas vidas, pedimos a Ela que gere em nós a vontade de viver, de crescer, de melhorar, etc. Pedimos que Ela gere em nós, e para nós, novas oportunidades em todos os sentidos da vida (material, profissional, emocional, espiritual assim como familiar). Como grande Mãe que é, Ela rege a família, portanto Ela equilibra, apazigua os laços familiares e o sentido “de ser mãe”.
Ela nos favorece suas qualidades geradoras, renovadoras e criasionistas, ou seja, Ela nos permite buscar coisas novas, aguçando nossa criatividade e estimulando nossas percepções.

VÍCIOS

Entrevista de Chico Xavier

Entrevista do jornalista Fernando Worm a Chico Xavier e Emmanuel, sobre os vícios, em agosto de 1978, inserida no livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.

Fernando Worm - A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico?
Até quando?

EMMANUEL - O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do perispírito, o que na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante.
Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si costume inconveniente, o tratamento dele, no mundo espiritual, ainda exige cotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.

Fernando Worm - Se o fumante não abandonar o cigarro durante o transcurso da vida física terá de fazê-lo, inarredavelmente, na esfera espiritual?
E quanto tempo exigirão o tais tratamentos antitabágicos para fumantes desencarnados?
Na vida extrafísica também ocorrem reincidências ou recaídas dos dependentes do fumo?

EMMANUEL - Justo esclarecer que não apenas quanto ao fumo, mas igualmente quanto a outros hábitos prejudiciais, somos compelidos na espiritualidade a esquecê-los, se nos propormos seguir para diante, no capítulo da própria sublimação. O tratamento da Vida Maior para que nos desvencilhemos de costumes nocivos perdura pelo tempo em que nossa vontade não se mostre tão ativa e decidida quanto necessário para a libertação precisa, de vez que nos planos extrafísicos, nas vizinhanças da Terra propriamen-te dita, as reincidências ocorrem com irmãos numerosos que ainda se acomodam com a indecisão e a insegurança.

Fernando Worm - Pesquisas médicas revelam que a dependência física dos fumantes costuma ser mais compulsiva que a dependência orgânica dos viciados em narcóticos. Isto é certo se o enfoque for do plano espiritual para o plano físico?

EMMANUEL - Acreditamos que ambos os tipos de dependência se equiparam na feição compulsiva com que se apresenta, cabendo-nos uma observação:
é que o fumo prejudica, de modo especial, apenas ao seu consumidor, enquanto os narcóticos de variada natureza são suscetíveis de induzir seus usuários a perigosas alucinações que, por vezes, lhes situam a mente em graves delitos, comprometendo a vida comunitária.

Fernando Worm - Você considera o hábito de fumar um suicídio em câmara lenta?
Por quê?

F. C. Xavier (Chico Xavier) - Creio que o hábito de fumar não pode ser definido por suicídio conscientemente considerado. Será um prejuízo que o que se deve estudar com esclarecimento, sem condenação, para que a pessoa se conscientize quanto às conseqüências do fumo, no campo da vida, de maneira a fazer as suas próprias opções.

Fernando Worm - Você teria alcançado condições de desempenho de seu mandato mediúnico, ao longo de mais de meio século de trabalho incessante, se fosse um dependen-te da nicotina?

F. C. Xavier (Chico Xavier) - Creio que não, com referência ao tempo de trabalho, de vez que a ingestão de nicotina agravaria as doenças de que sou portador, mas não quanto a supostas qualidades espirituais para o mandato referido, de vez que considero o hábito de cultivar pensamentos infelizes uma condição pior que o uso ou o abuso da nicotina e, sinceramente, do hábito de cultivar pensamento infelizes ainda não me livrei.

Fonte: Lições de Sabedoria - Chico Xavier
Marlene R. S. Nobre

O EGOÍSMO

Não é preciso ser versado em psicologia para perceber que a fonte de todos os vícios que caracterizam a imperfeição humana é o egoísmo. Dele dimanam a ambição, o ciúme, a inveja, o ódio, o orgulho e toda sorte de males que infelicitam a Humanidade, pelas mágoas que produzem, pelas dissensões que provocam e pelas perturbações sociais a que dão ensejo.

Vemo-lo manifesto neste mundo sob as mais variadas formas, a saber:
egoísmo individual,
egoísmo familiar,
egoísmo de classe,
egoísmo de raça,
egoísmo nacional,
egoísmo sectário.

Em seu aspecto individual, funda-se num sentimento exagerado de interesse pessoal, no cuidado exclusivo de si mesmo, e no desamor a todos os outros, inclusive os que habitam o mesmo teto, os quais, não raro, são os primeiros a lhe sofrerem os efeitos.

O egoísmo familiar consiste no amor aos pais, irmãos, filhos, enfim àqueles que estão ligados pelos laços da consanguinidade, com exclusão dos demais. Limitados por esse espírito de família, são muitos, ainda, os que desconhecem que todos somos irmãos (porque filhos de um só Pai celestial), e se furtam a qualquer expressão de solidariedade fora do círculo restrito da própria parentela.

O egoísmo de classe se faz sentir através dos movimentos reivindicatórios tão em voga em nossos dias. Ora é uma classe profissional que entra em greve, ora é outra que promove dissídio, ou são servidores públicos que pressionam os governos a fim de forçar o atendimento às suas exigências, agindo cada grupo tão somente em função de suas conveniências, sem atentar para o desequilíbrio e os sacrifícios que isso possa custar à coletividade.

O egoísmo de raça é responsável, também, por uma série de dramas e conflitos dolorosos. Que o digam os pretos, vítimas de cruéis discriminações em várias partes do mundo, assim como os enamorados que, em tão grande número, não puderam tornar-se marido e mulher, consoante os anseios de seus corações, porque os prejuízos raciais de seus familiares falaram mais alto, impedindo a concretização de seus sonhos de felicidade.

O egoísmo nacional é o que se disfarça ou se esconde sob o rótulo de "patriotismo". Habitantes de um país, a pretexto de engrandecer sua pátria, invadem outros países, escravizam--Ihes as populações, destroem-lhes a nacionalidade, gerando, assim, ódios insopitáveis que, mais dia menos dia, hão-de explodir em novas lutas sanguinolentas.

O egoísmo sectário é aquele que transforma crentes em fanáticos, a cujos olhos só a sua igreja é verdadeira e salvadora, sendo, todas as outras, fontes de erro e de perdição, fanáticos aos quais se proíbe de ouvir ou ler qualquer coisa que contrarie os dogmas de sua organização religiosa, aos quais se interdita auxiliar instituições de assistênca social cujos dirigentes tenham princípios religiosos diversos do seu, e aos quais se inculca ser um dever de consciência defender tamanha estreiteza de sentimentos.

Esse tipo de egoísmo é, seguramente, o mais funesto, por se revestir de um fanatismo religioso, obstando que os ingênuos e desprevenidos o reconheçam pelo que é, na realidade.

Foi esse egoísmo sectário que, no passado, promoveu as chamadas guerras religiosas e a "santa" Inquisição, de tão triste memória, infligindo torturas e mortes excruciantes a centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, e, ainda hoje, desperta, acoroçoa e mantém a animosidade entre milhões de criaturas, retardando o estabelecimento daquela Fraternidade Universal que o Cristo veio preparar com o seu Evangelho de Amor.

O Espiritismo, pela poderosa influência que exerce no homem, fazendo-o sentir-se um ser cósmico, destinado a ascender pelo progresso moral às mais esplendorosas moradas do Infinito, é o mais eficaz antídoto ao veneno do egoísmo; praticá-lo é, pois, trilhar o caminho da Evolução e preparar-se um futuro incomparavelmente mais feliz! (Cap.XII, q. 913, L.E.)

Rodolfo Caligaris

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO TAMBÉM VAI "QUEM JÁ MORREU"

“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...”. – Caetano Veloso

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.

No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições

No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das musicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

“A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.

Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apostolo da caridade no Brasil”.

Fonte: Visão Espírita

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PAI GERONIMO

Trabalho na linha de pretos velhos com esta maravilhosa entidade.

Um certo dia, ele atendeu uma senhora que lhe veio consultar sobre um tumor nos seios, diagnosticado por uma mamografia.

Passes daqui, trabalhos dali, enfim, uma consulta normal…vela, erva, água…

Disse o preto:
- É mizim fia… Tá feito…mas num deixa de procurá o Homi de branco, dispois vem contá pro nego…nego vai ficá no toco esperando cunce vortá…

E saiu a consulente.

Numa próxima gira, estava lá o preto no toco e chegou a sua consulente, já na segunda parte do trabalho.

- Podi entrá mi zim fia, tava le esperano….

- É meu Velho, fui no médico sim…ele disse que o tumor sumiu, vai ver foi engano, o que a mamografia mostrou foi uma sombra de um queloide, que eu já tinha de cirurgia anterior. mas vim lhe agradecer, pois sei que o Senhor me curou..
Diga, meu Pai, o que o Senhor quer de presente, quero lhe agradecer…

Em nossa casa, as entidades as vezes ganham presentes, charutos, bebidas, mas não que peçam, porque as pessoas trazem em agradecimento mesmo, como deve ser em todo lugar.

Mas naquele dia o preto pediu…

- Me traga um bolo de chocolate, mi zi fia, suncê pode faze isso…?? Mais tem qui ser na proxima gira…eu num vô tá aqui, mas fala co caboclo chefe que ele manda mi chamá….

Todos estranharam, e eu mais ainda, passei a semana pensando naquele pedido, eu que amo bolo de chocolate, pensava comigo, Meu Velho…porque um bolo, Meu Pai…Até os filhos da casa acharam estranho e houve uma brincadeira ou outra…do tipo achando que iam comer o bolo….Alguém arriscou dizer que era a comemoração pela cura da mulher… Enfim…esperei ansiosa…Afinal…confio neles.

Em verdade torci para a mulher nem aparecer com aquele bolo…
Mas ela apareceu, e sentou na primeira fila, como tal bolo, todo confeitado de confetes coloridos.

Chegou o preto, com autorização do chefe do terreiro, que é Seu Serra Negra….

- Trouxe meu bolo, mi zim fia…
- Trouxe meu velho…

Então o preto levantou e disse que na assistencia tinha uma menina, de cor morena, que estava fazendo aniversario, 14 anos, e chamou-a.
Disse à menina:

- Mi zim fia, esse é presente que sunce pediu ao seu anjo da guarda, ele não pode vir, mandou o nego te entregar…

A criança marejou os olhos e saiu com o bolo na mão, sentar ao lado da mãe, que chorava muito na assitencia. Em 14 anos, nunca havia ganhado um bolo de chocolate….Nunca mais voltou, nunca mais vimos. E nunca esquecemos esta história.

Autor Desconhecido

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PESSOAS DEFICIENTES

Sugestões para quando você encontrar uma pessoa com deficiência

Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência.
Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela.
Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou que não é real. Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração.
Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa. As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas.
Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta será aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência. Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos. Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.

PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL:

Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode, por exemplo, tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio.
Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não.
Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.

No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar. Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.


COMO APOIAR O ESTUDANTE CEGO:

Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atencipadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo da cada aula.
Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.
Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito. Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.
Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objetos, figuras, etc.


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA:

É importante saber que para uma pessoa sentada é incomodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.
A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa. Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.
Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos.
Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.
Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.
Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente. Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar.


Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada. Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.
Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.
Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender. Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras. Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais.

Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões:
* É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz como andar, falar, pegar as coisas, etc.
* Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental.
* Não trate o PC como uma criança ou incapaz.
* Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação. Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.


PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA:


Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não. Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.
Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta. Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha. Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.
Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou. Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa. Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem.
Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL:

Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental. Trate-as com respeito e consideração.
Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.
Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas. Não superproteja.
Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência.
As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-seda eficiência da pessoa que ali está. As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental. Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitetônico, mas a falta de informação e preconceitos.

Assim, compartilhe deste texto com todos de seu relacionamento e peça que eles façam o mesmo.

fontes:
http://www.prodam.sp.gov.br/acess/
http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm

Efetuamos alguns acréscimos ao original

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TERREIRO FORTE,TERREIRO FRACO ???

Muitos de nós, Irmãos Umbandistas, já ouvimos este termo "O Terreiro é fraco", mas como podemos categorizar os termos: fraco e o forte?

qual será o parâmetro que utilizamos para esta avaliação?
seria a não realização de sonhos ou desejos?

Antes de responder ao questionamento gostaria de seu acompanhamento nesta linha de raciocínio.

Por que vamos ao terreiro?
Muitas podem ser as respostas, mas vamos pensar de forma simples, vamos ao Terreiro pela religião, ou seja, Religar a Deus.

Este é o mínimo, mas para muitos a ida até o terreiro é para: amarrar, destruir, matar, separar, perturbar alguém, etc. Bom, neste momento o sentimento mínimo já se perdeu pelos caminhos, espero que reencontre este sentimento assim que entrar no terreiro.

Infelizmente, algumas pessoas quando chegam ao terreiro, continuam com suas idéias negativas e não param nem um segundo para analisar se estão certas ou erradas.

Então é chegada a hora da consulta e essas pessoas mesmo após as defumações, orações e pedidos do Dirigente para que elevem seus pensamentos a Deus com harmonia e amor, continuam com a idéia fixa, como se não tivessem ouvido nada.

O consulente com o pensamento negativado se dirige ao encontro da entidade, que lhe dará o atendimento, e começa com os seus lamentos e reclamações onde todos que lhe rodeiam não prestam e ele é um coitado.

A entidade tenta amolecer a mente e o coração deste consulente através de suas sábias palavras e com o auxílio dos seus elementos de trabalho, mas como o atendimento é uma parceria entre o consulente e o guia, então o consulente não permite que esta luz penetre em seu interior tornando-o uma pessoa "não tão ácida".
Após as explicações e os pedidos do consulente o guia lhe responde positivamente que vai lhe ajudar.

Estão assustados com a resposta do guia? Por quê?

A ajuda que o guia vai dar será pedindo para que Oxalá dê a este irmão as Luzes de: "Oxum pondo amor no coração, Ogum para cortar a maldade que o cerca, Obaluaiê para transmutar seus sentimentos negativos em positivos, Oxossi para o conhecimento a fim de enxergar as suas fraquezas interiores".

Ao término do seu atendimento, este irmão volta para casa confiante de que seus pedidos, "destruidores", serão realizados, mas depois de alguns dias nada acontece e o nosso irmãozinho vai até outro terreiro, com as mesmas intenções.

Outro guia lhe atende e pergunta:
- No que posso ajudar?

O consulente repete seus pedidos e ainda complementa que o terreiro onde tinha frequentado era muito fraco.

Antes de iniciar seu trabalho o guia pergunta ao consulente se ele conseguiria explicar melhor o termo "muito fraco". O consulente firmemente responde: Não fui atendido.

O guia deixa alguns segundos de silêncio e retruca ao consulente:

- Será fraco aquele que pede por ti, para que tenha mais amor, luz em sua mente, mais evolução e proteção?
-Será fraco aquele que tenta abrir teus olhos para a luz?
-Será fraco aquele que tenta te colocar mais perto de Deus?
-Será fraco aquele que pede perdão por ti?

Ou o fraco é aquele que não conseguiu enxergar tudo isso e mesmo assim insiste em caminhar nas trevas de sua própria ignorância, na escuridão de seus caprichos?

Após estes questionamentos o guia retoma a pergunta ao consulente:
- O que posso ajudar?

O consulente responde ao guia com a voz embargada:
- Me dê força e peço perdão pelos meus sentimentos fracos que levei para dentro de outros terreiros.

texto de Danilo L.Guedes no JUS

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

BARGANHA ESPIRITUAL: SERÁ QUE EXISTE?

Em sendo uma religião bastante incompreendida muitas pessoas que procuram a Umbanda, a Ela vão pensando em encontrar uma oportunidade para requerer uma possível concessão de barganha espiritual, que possibilite a sua mudança de vida eximindo-se dessa forma dos atos praticados que as infelicitam.

Em via de regra, muitos se decepcionam quando observam que os seus intentos não serão atendidos- isto em um terreiro sério - e creditam a esse terreiro a falta de capacidade de manipulação energética e competência em resolver seus problemas.

Quanta ingenuidade!
Quanta escassez de discernimento!
Quanta falta de lucidez!

Se bem que,lucidez é para poucos, quando não algo raro, já que usar o cognitivo dá muito trabalho.

Amigo!
Gostaria de lhe perguntar uma coisa:

De quem foi a teoria que a Umbanda nasceu para resolver os problemas alheios?
Assim seria muito cômodo não acha?

Mas, a mentalidade é essa e em regra geral ainda se diz:
- eu faço, refaço, perco meu tempo como quiser, não ajo corretamente, iludo, me camuflo e quando as coisas apertarem busco um terreiro de Umbanda e deixo tudo por lá.
Faço uma negociata que logicamente só irá me favorecer e volto ao meu mundinho de antes, certo?

Errado!

E quem lhe disse que terreiro de Umbanda é baú que serve de depósito para teus malfeitos?

Olha! camarada!
Lei é lei. E quem deve a lei a Ela deve ressarcir.

Portanto, não tem como burlar a lei, procurando brechas...
Não tem como dar um jeitinho.
Não tem como trapacear.

Vade-mecum jurídico no astral tem outras nuances e retórica.
Há tempo que as cartas estão na mesa!

Então vamos jogar o verdadeiro jogo da vida que só acerta quem sabe bem cartear.
E não adianta carta escondida na manga; ela em nada vai te favorecer.

Julgamento e sentença desse lado de cá é diferente: não tem mais véu de esquecimento e as caras de “bons moços” também não existem mais.

No tribunal individual, tua consciência é teu juiz e tuas ações indignas te farão réu confesso e não vai adiantar querer forjar o álibi do “não sabia” , pois, conhecimento se tem.. Não se coloca em prática porque não se quer.

Vamos ser racionais!
Lógica é lógica em qualquer lugar!

Depois dizem que é exu é quem é passional, quando não uma “maria-vai-com- as-outras”, ou seja, vocês nos imputam os adjetivos que lhe dizem respeito.

Oh! Meu povo, vocês misturam muito o profano com o sagrado. E uma coisa não tem nada a haver com a outra.

Isso sem falar nas entrelinhas da lei que vocês nem conseguem enxergar para ler.
Não entenderam ainda nem os princípios da Lei e quando acabar já querem cantar de galo?
E usar anel de doutor?

Olha que a turmalina negra não se engana!
Porque, faca de ponta é instrumento de guerra e quem firma o ponto não erra.

Diante de tudo isso eu volto a perguntar:
será que existe mesmo barganha espiritual na Umbanda?

A resposta ou as respostas eu deixo a critério de vocês.
Data Vênia.
Eh, eh, eh...

Marabô da Encruzilhada, um toquinho no astral.
Mãe Luzia Nascimento
Em, 08 de janeiro de 2010

ÉTICA MEDIÚNICA

Por que certos médiuns em terreiros de cultos afro-brasileiros,após ingerir ,quando incorporados ,grande quantidade de bebida alcoólica ,findo o transe mediúnico não apresentam sintomatologia de embriaguez?

Nos terreiros que adotam este tipo de comportamento por parte dos médiuns ,é comum observar a ignorância total ou quase total das leis que regulam o equilíbrio energético ,tanto no que tange ao delicado momento de intercâmbio mediúnico ,quanto a respeito da estrutura do duplo etérico e do perispírito.

Quando há ingestão de álcool e a aproximação de espíritos que são vinculados a tal prática ,em geral ocorre o fenômeno do vampirismo.

Nesse caso a vítima -isto é o médium –pode ser preservado temporáriamente de certos efeitos pela própria entidade que o vampiriza ; afinal, ela não tem interesse de perder seu” copo vivo” ,que a mantém abastecida com certo teor de ectoplasma alterado pelas emanações etílicas.

O interesse do espírito que rouba as energias do médium deve-se ao fato de que tais emanações lhe proporcionam sensações semelhantes ás que tinha quando encarnado, ao fazer uso de substâncias tóxicas ou alcoólicas.

No entanto ,convém observar que, se o médium não sente as conseqüências imediatas ou os efeitos tóxicos da bebida ingerida ,é que seu duplo etérico ,já viciado em tais emanações , sofreu um rompimento abrupto .

Também ocorre que ,durante esse tipo de transe, o duplo se afasta da linha de equilíbrio que demarca os limites de sua atuação junto ao corpo físico- afastamento que acontece mais por impositivo de uma ação antinatural e forçada por parte da entidade , que deseja fazer uso dos fluidos do médium.

Seja como for ,em qualquer situação , mesmo disfarçada com máscara de bondade ou de realização da caridade , o médium sofrerá as conseqüências desse tipo de intercâmbio ,que, de acordo com a persistência do hábito ,poderá se danificar de forma definitiva.

Ocorrendo o rompimento da tela etérica devido ao uso de substâncias tóxicas que a violentam ,dificilmente se poderá reconstituí-la na mesma encarnação.

Texto retirado do livro;
“Consciência “ de Robson Pinheiro ,
ditado pelo espírito de Joseph Gleber.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MEDO DA MORTE ????

Desde os tempos mais remotos, o desconhecido sempre trouxe ao homem alguns sentimentos, principalmente o medo. A psique humana comumente se acostuma com o conhecido tende a não querer que nada mude. Com efeito, podemos perceber isso em nossas vidas. No cotidiano. A maioria das pessoas é um tanto resistente às mudanças. Acostumam-se até com situações sofríveis que poderiam ser mudadas.
O medo. O apego.
Apego a situações coisas e pessoas. Quem está preparado pra mudar de vida de um instante pra outro ????
Quem possui tanta fé em Deus a ponto de não preocupar-se com o que vai acontecer a seus filhos pequenos, por exemplo (isso para os que crêem em Deus) , haja vista que se a mudança (morte) aconteceu, certamente de uma forma ou de outra eles serão amparados e viverão as situações que necessitam viver ???

ENCONTRO COM A CONSCIÊNCIA

Intuitivamente temos a certeza que esse encontro ocorrerá quando deixarmos o corpo material. E isso também provoca medo.
Será que estamos preparados pra nos encontrarmos com nossa consciência. ?? E o seu (nosso próprio) julgamento. ???
Intuitivamente o espírito encarnado sabe que já passou por essas “separações” e esses julgamentos várias e várias vezes. Assim, uns dizem ter mais outros menos medo da morte. Outros nenhum.
O importante que sempre é tempo de nos instruirmos a respeito da espiritualidade, nos libertarmos da ignorância, que também nos traz esse medo e aprendermos como viver melhor.
Como disse o Mestre dos Mestres, conhecereis a verdade e ela vos libertará. Assim, os espírito que progride no conhecimento e na vivência das lições do Cristo vai se livrando de todos os seus medos.


ABAIXO SEGUE UMA TRANSCRIÇÃO DO LIVROS DOS ESPÍRITOS na parte que fala sobre esse tema e uma entrevista de Richard Simonetti extraída do site O Mensageiro

O NADA - VIDA FUTURA
Livro dos Espíritos
O Nada. Vida Futura

958. Por que tem o homem, instintivamente, horror ao nada?

“Porque o nada não existe.”

959. Donde nasce, para o homem, o sentimento instintivo da vida futura?

“Já temos dito: antes de encarnar, o Espírito conhecia todas essas coisas e a alma conserva vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual.” (393)
Em todos os tempos, o homem se preocupou com o seu futuro para lá do túmulo e isso é muito natural. Qualquer que seja a importância que ligue à vida presente, não pode ele furtar-se a considerar quanto essa vida é curta e, sobretudo, precária, pois que a cada instante está sujeita a interromper-se, nenhuma certeza lhe sendo permitida acerca do dia seguinte. Que será dele, após o instante fatal? Questão grave esta, porquanto não se trata de alguns anos apenas, mas da eternidade. Aquele que tem de passar longo tempo, em país estrangeiro, se preocupa com a situação em que lá se achará. Como, então, não nos havia de preocupar a em que nos veremos, deixando este mundo, uma vez que é para sempre?
A idéia do nada tem qualquer coisa que repugna à razão. O homem que mais despreocupado seja durante a vida, em chegando o momento supremo, pergunta a si mesmo o que vai ser dele e, sem o querer, espera.
Crer em Deus, sem admitir a vida futura, fora um contra-senso. O sentimento de uma existência melhor reside no foro íntimo de todos os homens e não é possível que Deus aí o tenha colocado em vão.
A vida futura implica a conservação da nossa individualidade, após a morte. Com efeito, que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essência moral houvesse de perder-se no oceano do infinito? As conseqüências, para nós, seriam as mesmas que se tivéssemos de nos sumir no nada.

INTUIÇÃO DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

960. Donde se origina a crença, com que deparamos entre todos os povos, na existência de penas e recompensas porvindouras?

“É sempre a mesma coisa: pressentimento da realidade, trazido ao homem pelo Espírito nele encarnado. Porque, sabei-o bem, não é debalde que uma voz interior vos fala.
O vosso erro consiste em não lhe prestardes bastante atenção. Melhores vos tornaríeis, se nisso pensásseis muito, e muitas vezes.”

961. Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o temor, ou a esperança?

“A dúvida, nos cépticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem.”

962. Como pode haver cépticos, uma vez que a alma traz ao homem o sentimento das coisas espirituais?

“Eles são em número muito menor do que se julga. Muitos se fazem de espíritos fortes, durante a vida, somente por orgulho. No momento da morte, porém, deixam de ser fanfarrões.”

A responsabilidade dos nossos atos é a conseqüência da realidade da vida futura.
Dizem-nos a razão e a justiça que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, não podem estar confundidos os bons e os maus. Não é possível que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros só alcançam com esforço e perseverança.
A idéia que, mediante a sabedoria de Suas leis, Deus nos dá de Sua justiça e de Sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a Seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso é que o sentimento inato que temos da justiça nos dá a intuição das penas e recompensas futuras.

ENTREVISTA

Entrevista com Richard Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita, ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita "Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver", "Atravessando a Rua", entre outros.

P:– As religiões, de um modo geral, apregoam a continuidade do ser espiritual que sobrevive à matéria. Apesar disso, as pessoas temem a morte. Por que isso acontece?
R: – É que a morte ainda é a grande desconhecida. As religiões tradicionais exaltam a sobrevivência, mas perdem-se em especulações teológicas, fantasiosas, quando cogitam de como seria a vida além-túmulo, recusando-se à iniciativa mais lógica, que seria a de conversar com os próprios mortos. É como se pretendêssemos imaginar como é a vida na França sem nenhum contato com os franceses. A ignorância sobre o assunto gera o temor. O Espiritismo ajuda-nos a vencer esse problema, porquanto começa exatamente onde as outras religiões terminam, devassando para nós o continente espiritual.
P: – A criatura geralmente tem pavor da morte ou desencarnação, evitando comentar o assunto. Isso é um erro?
R: – Trata-se de uma atitude irracional, já que a morte é a única certeza da vida. Todos morremos um dia. O medo da morte, basicamente, é o medo do desconhecido. Por isso o Espiritismo elimina nossos temores “matando” a morte, na medida em que demonstra que ela é apenas um retorno à vida espiritual, nossa pátria verdadeira.

P: – Por que certos moribundos experimentam melhoras em seus quadros clínicos, a ponto de tranqüilizar os familiares, e instantes depois desencarnam?
R: – Quando a família não aceita a desencarnação, mergulhando no desespero, suas vibrações desajustadas promovem uma sustentação artificial do moribundo, que não evita a morte, mas prolonga a agonia. Os benfeitores espirituais promovem, então, com recursos magnéticos, uma melhora artificial. O paciente parece entrar num quadro de recuperação. Os familiares, mais tranqüilos, afastam-se, julgando que o pior passou. Afrouxa-se a sustentação fluídica retentora e inicia-se o irreversível processo desencarnatório. A sabedoria popular proclama: - “Foi a melhora da morte”. Na verdade, trata-se apenas de um recurso da espiritualidade para afastar familiares que atrapalham a desencarnação.
P: - A certeza da continuidade da vida após a morte e as noções sobre a reencarnação ajudariam as pessoas a vencerem o sentimento de desesperança?
R: – Sem dúvida. Tais realidades descortinadas pela Doutrina Espírita, muito mais do que simples esperanças, nos oferecem segurança diante da vida e alegria de viver.

Fonte: Site O Menssageiro

SERES MULTIDIMENSIONAIS

Somos SERES MULTIDIMENSIONAIS . Os corpos sutis são diferentes aspectos da nossa natureza multidimensional . Possuímos muitos aspectos , muitos níveis de conhecimento e muitas perspectivas de expressão que se integram numa totalidade .
CORPO significa veículo ou instrumento da consciência , o invólucro no qual a consciência entra em contato com o mundo exterior . Ela (a consciência) o utiliza como um operário usa da ferramenta . Podemos compará-lo a um recipiente contendo a consciência , como um frasco encerra um líquido . É uma forma empregada por uma vida ; e a consciência manifesta-se , sempre e por toda a parte , por meio de formas semelhantes . A forma pode ser da mais rara e sutil natureza , tão diáfana que a vida que a habita parece não existir ; entretanto , a forma está presente e sua composição é material . A forma pode , pelo contrário , ser tão densa que oculte a vida latente ; então , somos apenas conscientes da forma , mas a vida está presente e tem por essência o oposto à Matéria -- o Espírito .
A criatura humana possui um “ corpo animal “ composto de quatro elementos distintos e separáveis , destinados a perecer . Dois destes elementos são formados de matéria física e jamais se separam completamente antes da morte , embora a separação parcial possa ser feita com substâncias anestésicas ou pela doença ; este conjunto é designado por corpo físico e , nele , agimos conscientemente quando em estado de vigília .
Temos um corpo físico que é tangível. Contudo, temos outros aspectos, que podem ser chamados de corpos sutis, que são tão reais quanto o corpo físico .
Durante uma experiência fora do corpo , podemos conhecer a realidade de um corpo espiritual (ou sutil) , que muda então a nossa perspectiva e , portanto o nosso senso de realidade .

Um CORPO SUTIL não é algo fisicamente material que podemos ver e tocar, mas um CAMPO DE ENERGIA que coexiste com nosso corpo físico , se bem que numa outra dimensão da realidade . Usamos a palavra SUTIL porque esses outros corpos energéticos existem numa dimensão além da percepção normal e parecem transcender o corpo físico . A dimensão diferente é causada por um coeficiente de energia de vibração distinta.
Os corpos sutis coexistem simultaneamente com o corpo físico , não estão separados e sim totalmente integrados à totalidade de nosso SER.
Usarei uma analogia , que se segue , para poder ajudar na compreensão do conceito de corpos sutis .
Imagine que temos um SUPERSINTONIZADOR , semelhante a um sintonizador de rádio , mas capaz de sintonizar toda a gama de freqüências de energia eletromagnética Podemos sintonizar não só uma faixa no rádio como também freqüências mais altas com os raios X , os raios gama , e assim por diante. O sintonizador tem a capacidade de se ajustar a quaisquer freqüências de energia e experimentar seu PONTO DE VISTA ou CORPO de informações particulares . Cada uma dessas freqüências pode servir a um objetivo diferente do das outras ESTAÇÕES que possamos sintonizar . As estações de rádio , por exemplo, nos proporcionam uma experiência auditiva ; as estações de televisão , uma experiência ao mesmo tempo auditiva e visual ; as estações de raios X podem ser usadas para estudar a estrutura da matéria , ou para tirar fotografias da condição interna do nosso corpo físico. Ainda assim , todas essas ESTAÇÕES coexistem simultaneamente dentro da amplitude da vibração de energia que varia de inferior e superior . Embora as qualidades do espectro de raios X sejam bastante diferentes dos espectros das ondas de rádio ou televisão , a única diferença fundamental , contudo , é a da sua freqüência de vibração .

CORPO FÍSICO

Existe , inerente a cada vibração , um mundo único de informações e possibilidades de expressão . Cada corpo sutil possui seu “subconjunto” particular de diferentes freqüências de energia .
Nesse caso , nosso SINTONIZADOR é a consciência . A chave para entrar em contato com as freqüências sutis do mundo energético repousa na qualidade do sintonizador , ou seja , quanto mais conscientes formos , melhor a RECEPÇÃO que iremos obter menor a estática que iremos receber . O sintonizador ( o qual denominamos de consciência ) não só e capaz de sintonizar as vária espécies de vibração , como também age como a COLA CÓSMICA que as mantêm juntas . Essa ligação é experimentada com maior ou menor intensidade de acordo com cada pessoa e com o seu grau de consciência , mas está ficando cada vez mais evidente que , por exemplo , tanto o campo vibratório emocional como o campo vibratóriao mental afetam o corpo físico -- nossas ATITUDES e reações emocionais podem produzir mudanças no nosso bem estar físico , para melhor ou para pior .
O CORPO FÍSICO existe no espaço\tempo positivo, obedece às leis da física e é bem compreendido pela medicina moderna no que concerne á anatomia e à fisiologia .
O corpo físico é apenas um parte da nossa natureza multidimensional, não estando de modo nenhum separado desta . Possuímos outros CORPOS (ou campos vibratórios) ou formas energéticas integradas e que coexistem dentro e ao redor do corpo físico .

CORPO ETÉRICO

O CAMPO VIBRATÓRIO ELETROMAGNÉTICO que conhecemos como CORPO ETÉRICO é a ponte entre o espaço\tempo positivo (mundo material) e o espaço\tempo negativo (mundo astral, mundo espiritual, etc.) ; ele liga o corpo físico aos nossos corpos sutis .
Devido ao fato de o corpo etérico ser uma ponte , ele atua como um conduíte que leva energia do corpo físico para os corpos sutis e vice-versa , permitindo um fluxo de energia constante nos dois sentidos .
O CORPO ETÉRICO (campo vibratório etérico) é formado por sete principais centros de energia denominados CHAKRAS . Estes centros estão ligados pelos meridianos médios da acupuntura , ou condutores de energia , do corpo físico : o VASO DA CONCEPÇÃO , que se encontra na parte da frente, e o VASO GOVERNADOR que percorre a medula espinhal pela parte de trás . Os chakras estão ligados uns aos outros por canais energéticos sutis , na Índia chamados nadis .
Uma vez que o corpo etérico é a estrutura eletromagnética que liga o corpo físico aos outros corpos sutis ele também canaliza todo o espectro de freqüências altas e baixas dentro da sua estrutura .
O corpo etérico funciona como um padrão de energia holográfico e multidimensional que atua como um guia para a criação e formação do corpo físico

CORPO ASTRAL

O CORPO ASTRAL (ou campo vibratório emocional) é a vibração mais baixa do espaço\tempo negativo . Está dividido em dois corpos : corpo emocional inferior e o corpo emocional superior .
O corpo emocional inferior se evidencia através da máscara kármica que usamos em cada encarnação e pelos temas emocionais que manifesta . Atua como um imã para que as experiências se prendam a nós, se agarrem à estrutura do corpo astral .
O corpo emocional inferior desempenha um papel extremamente importante no drama de nos tornarmos totalmente humanos , a experiência especial de nos tornarmos senhores do coração , mestres do amor e da vida , com a participação efetiva do corpo emocional superior .
O corpo emocional superior é experimentado sempre que as virtudes emocionais mais elevadas se expressam . Essas emoções superiores são as facetas da experiência do Eu , as vibrações do divino .Estes sentimentos estão disponíveis a todas as pessoas e podem ser sentido à medida que ascendemos e ultrapassamos as nuvens do corpo emocional inferior . Através da experiência dessas energias de vibração mais elevada , aceleramos as vibrações do corpo emocional inferior , estabilizando-as , permitindo que as vibrações densas e lentas dos nossos apegos cármicos sejam liberadas .

CORPO MENTAL

O CORPO MENTAL (campo vibratório mental) também possui sua própria faixa de freqüências de energia . A qualidade das vibrações da lógica linear e não dualista do intelecto , por exemplo ,difere bastante do que chamamos de MENTE SUPERIOR, a mais elevada vibração do corpo mental , que conhece a verdade e traz clareza para intuição e a escolha. Esta amplitude de freqüências que varia das vibrações mais baixas às vibrações mais altas também é válida para os outros corpos .
Se a atividade do nosso cérebro for caótica , nosso pensamento e nossas ações também o serão. Se nossa consciência ( o supersintonizador ) estiver cheia de estática ou interferência , a capacidade de percebermos as informações e experiências será limitada . Assim sendo , a primeira etapa do desenvolvimento deverá ser aprimorar a consciência para que possamos receber sinais claros . Este processo de aprimoramento resultará numa maior coerência e regularidade , não só no cérebro como também em todos os corpos sutis . À medida que a regularidade das funções se intensifica , o poder da consciência aumenta , exatamente como se estivéssemos ampliando o poder do nosso supersintonizador para que ele pudesse captar freqüências cada vez mais altas de energia.
Como as freqüências mais altas de energia nos conduzem às oitavas do corpo espiritual, descobrimos que o nosso sintonizador está agora recebendo energias espirituais em quantidade maior e numa qualidade melhor de experiência . O corpo mental não só irá alargar a sua compreensão e conhecimento , como também os outros corpos sutis irão expressar seus aspectos espirituais .
O ESPIRITO é o epítome do corpo espiritual que existe no espaço\tempo negativo e possui a vibração mais elevada . O corpo espiritual não é um corpo sutil distinto como o corpo mental ou emocional . Ele inclui a porção de vibração mais elevada de todos os outros corpos sutis.

MENTE SUPERIOR

A MENTE SUPERIOR, por exemplo , é a vibração mais elevada do corpo mental ; o corpo emocional superior é a vibração mais elevada do corpo astral ( ou emocional ) ; e os corpos etérico e físico também possuem um alta ligação vibratória com o corpo espiritual . O corpo espiritual está além e entre o corpo físico e os corpos sutis . O corpo espiritual é um reflexo de Deus , e Deus é onipresente e transcendental .
O corpo espiritual é o canal da onipotência de Deus para os limites de experiência de cada alma , que percorre a escala que vai do específico ao infinito. É comum vermos a expressão Eu Superior usada como a voz ou a expressão da alma .
Um dos aspectos do corpo espiritual é a mente superior , a faculdade da sabedoria intelectual que é ligada à sabedoria intuitiva.
Podemos encará-la como a atividade de equilíbrio e sincronismo dos cérebros direito e esquerdo que entra em contato com as energia de espaço\tempo negativas , produzindo uma totalidade mental . A mente superior representa a ligação com a verdade e o entendimento , o conhecimento específico das necessidades do indivíduo em qualquer momento particular .
Outro aspecto do corpo espiritual é o corpo emocional superior , que é experimentado sempre que as virtudes emocionais mais elevadas se expressam.


Texto desenvolvido por Renato Coutinho, Psicanalista, Terapeuta Sélfico, autor do livro PSICANÁLISE E ESPIRITUALIDADE publicado pela Editora DPL, SP.

domingo, 10 de janeiro de 2010

FLUIDO UNIVERSAL

O fluido universal é a matéria básica fundamental de todo o Universo material e espiritual, a matéria elementar primitiva. É altamente influenciável pelo pensamento (que é uma forma de energia), podendo se modificar, assumir formas e propriedades particulares.

A ação do Pensamento Divino sobre o fluido universal deu origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e astros. É nessa matéria fluídica que o Criador executa o plano existencial. O fluido universal preenche todo o espaço existente entre os mundos. Por meio dele viajam as ondas do pensamento, do mesmo modo que as ondas sonoras se projetam na camada atmosférica.

Em torno dos planetas, o fluido universal apresenta-se modificado. A presença da vida no orbe impõe-lhe características especiais, pois que é alterado pela atividade mental dos habitantes. Assim, nos mundos mais primitivos, o fluido universal que os circunda apresenta-se escuro e pesado. Nos mundos mais civilizados, a atmosfera espiritual é mais leve e luminosa.

Para melhor compreensão, pode-se dizer que esse princípio elementar tem dois estados distintos: o da imponderabilidade ou de eterização (estado normal primitivo), e o de ponderabilidade ou de materialização.

Ao primeiro estado pertencem os fenômenos do mundo invisível e ao segundo os do mundo visível. Logicamente entre os dois pontos existem inúmeras formas intermediárias de transformação do fluido em matéria tangível.

No estudo deste importante assunto poderemos entender a origem de muitas afecções do ser humano e os fundamentos da fluido terapia, largamente empregada nos centros espíritas, na profilaxia e tratamento das enfermidades físicas e espirituais.

“... No estado de eterização, o fluido universal não é uniforme; sem cessar de ser etéreo, passa por modificações tão variadas em seu gênero, e mais numerosas talvez, do que no estado de matéria tangível. Tais modificações constituem fluidos distintos que, se bem sejam procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais, e dão lugar aos fenômenos particulares do mundo invisível. Uma vez que tudo é relativo, esses fluidos têm para os Espíritos, que em si mesmo são fluídicos, uma aparência material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados, e são para eles o que para nós são as substâncias do mundo terrestre; eles as elaboram, as combinam para produzir efeitos determinados como o fazem os homens com seus materiais, embora usando processos diferentes” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 3). Do fluido Universal exaurimos o Fluido Vital...

FLUIDO VITAL

“Os Espíritos afirmam que uma das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria é inerte. Podemos dizer que ele é responsável pela animalização da matéria, pois, segundo os Espíritos, a vida é resultado da ação de um agente sobre a matéria. Esse agente é o fluido vital. É ele que dá vida a todos os seres que o absorvem e assimilam. A matéria sem ele não tem vida assim como ele sem a matéria não é vida. Quando os seres orgânicos perdem a vitalidade, por ocasião da morte, a matéria se decompõe formando novos corpos e o fluido vital volta à massa, ao todo universal, para novas combinações e utilizações no Universo. Cada ser tem uma quantidade de fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de uma série de fatores”.

Allan Kardec nos instrui sobre o assunto em O Livro dos Espíritos, pergunta 70:

Estudando esses fundamentos à luz do Espiritismo, chegamos à compreensão de muitas coisas simples que nos pareciam complicadas e irreais, como por exemplo, a citação de Moisés na Bíblia sobre a origem do homem. Diz ele:

“ Deus formou o corpo do homem do limo da terra e lhe deu uma alma vivente à sua semelhança”.

Ele estava certo, pois queria dizer que o corpo material era formado dos mesmos elementos que tinham servido para formar o pó da terra. A “alma vivente à sua semelhança” é o princípio inteligente ou espiritual retirado da essência divina, fazendo grande distinção entre o material e o espiritual. Por isso, devemos levar em consideração tanto a Ciência quanto a Religião e as palavras de homens como Luis Pasteur que disse:

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito nos aproxima...”

Assim, compreendemos que um conhecimento cientifico parcial serve apenas para distanciar o homem de Deus e em sentido oposto, quanto mais a ciência buscar, mais a levará até Deus.

Como Stephen Hawking, considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein, conclui no último parágrafo de sua obra: “Uma Breve História do Tempo”, condições para “conhecer a mente de Deus”, embora não tenha ainda se aproximado de Deus... Diz o trecho:

“Entretanto, se descobrirmos de fato uma teoria completa, ela deverá, ao longo do tempo, ser compreendida, grosso modo, por todas e não apenas por alguns poucos cientistas. Então, devemos todos, filósofos, cientistas e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre as questões de porque nós e o Universo existimos. Se encontrarmos as respostas para isso teremos o triunfo definitivo da razão humana, porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus”...

Indo de encontro a Hawking, Kardec diz:

“... o conhecimento dos atributos da divindade é uma necessidade imperiosa para que o homem venha um dia a saber quem é Deus.

A VISÃO DE DEUS
Jesus disse que apenas os puros de coração veriam ou verão Deus, assim entendemos que a visão de Deus é uma conquista das almas que já se elevaram.

Como se faz essa evolução que permite ao homem que sua alma vislumbre Deus?

... Vou usar um simbolismo simples... Supomos que como meta, você tenha que subir até o topo de uma montanha. Quando começa a subir, percebe a neblina e por vezes a escalada parece difícil, ao ponto de muitas vezes querer desistir, então, continuando a sua escalada, já percebe uma luz difusa, mas a medida que sobe, a neblina vai se esvaindo e a luz fica cada vez mais definida até que chega ao topo e a luz do Sol se apresenta em todo o seu esplendor...

Podemos entender esse simbolismo através da busca espiritual cujo instrumento é o perispírito. O perispírito apresenta densidade proporcional ao progresso de cada individuo. Como não estamos muito adiantados na escalada evolutiva, as impurezas do perispirito funcionam como uma espécie de catarata para a visão da alma, restringindo-lhe o campo visual.

Mas, como a lei do progresso é inexorável, a cada encarnação vamos lavando o tecido perispiritual, de modo que os vários retornos a Terra através da reencarnação é comparado a um filtro, que filtra todas as impurezas da alma através das experiências e do livre arbítreo. Ao final de cada experiência na matéria, o Espírito terá dado alguns passos rumo a perfeição, que é o seu objetivo maior.

Essa visão, não é a visão física, como vulgarmente conhecemos, mas a integração do pensamento da alma com o pensamento de Deus, submetendo-se espontaneamente à sua vontade e obedecendo aos seus desígnios.

O Espiritismo oferece farto material para raciocínios lógicos, capazes de levar o homem sério, a saber, intimamente que Deus existe e que é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas, sem necessidade de satélites e observatórios espaciais que, se podem auxiliar a ciência nos seus estudos, nunca poderão proporcionar a visão de Deus através da ótica humana.

Em relação à ciência, vamos encerrar nossas reflexões acerca de Deus com as palavras de Carl Lineu (1707-1778), naturalista sueco, fundador da moderna sistematização botânica e zoológica, que afirmou:

“É, pois, justo acreditar que há um Deus imenso, eterno, incriado, sem o qual nada existe e que tenha feito e coordenado esta obra universal. Esse Deus escapa-se-nos à vista e, não obstante, no-lo repleta de Luz. Só em pensamento podemos aprendê-lo e é neste profundo santuário que se oculta a sua majestade.”

Aqui deixamos o terreno científico e entraremos no terreno das crenças...

fonte:muitas vidas,um só espirito

DEPRESSÃO

A depressão é tão natural no ser humano quanto o amor.

Isso porque a depressão, a revolta e o sofrimento estão relacionados ao amor às coisas, às pessoas, às situações ou a um ideal. Mas, no fundo, o que realmente estamos amando é a nós mesmos mais do que aos outros, isso porque quando amamos alguém ou algo sempre esperamos um retorno, mesmo inconscientemente. Só que nossa mente disfarça esse egoísmo de várias formas. Quando esse retorno não vem - e uma hora ele não virá - sofremos, e uma das formas de sofrimento é a depressão.

O budismo veio para resolver de vez as causas do sofrimento.
Então, por que ele não é ensinado nas escolas?
Porque o apego é a força motora da sociedade. Seja no trabalho, seja na família.

Mas será que o cristianismo, tão difundido no ocidente (e ensinado nas escolas) não poderia resolver?
Sim, e o verdadeiro cristianismo (que não é ensinado nas escolas) nos ensina, assim como o budismo, que estamos perdidos correndo atrás de ilusões, deixando o mundo fenomênico nos guiar quando deveria ser a nossa consciência o verdadeiro paradigma moral e social.
Mas só o que aprendemos nas escolas e Igrejas é que Jesus morreu para nos salvar. Puxa, será por isso que o tema da Caverna de Platão também é pouco explorado nas escolas e faculdades?
Pode apostar que sim.

Então, por que manter esse status quo e sofrer com a depressão, o "mal do século"? Porque o importante é ter sucesso, ganhar dinheiro e ser popular... e sempre existem as drogas para preencher o vazio.
Isso mantém a economia em funcionamento, que é o único motivo pelo qual nós, formiguinhas, estamos aqui.

A depressão pode envolver questões genéticas (pais a avós com tendência), psicológicas (idade avançada, fatos traumáticos), sociológicas (pressão da família, da sociedade), hormonais e fisiológicas (menopausa, depressão pós-parto, falta de sono). Mas também pode envolver questões espirituais, como apego, obsessão e culpa de coisas feitas em vidas passadas. É disso que vamos tratar agora.

Todos nós já tivemos muitas vidas, já conhecemos muita gente e já fizemos muitas besteiras (e também coisas boas, claro).
Estamos aqui tanto para continuar aprendendo a viver com nossos semelhantes como pra saldar nossas dívidas para com quem ofendemos. Viemos para nos harmonizar com o mundo. Inclusive com os barbeiros no trânsito, coisa que eu acho que nunca conseguirei... Harmonizar-se não quer dizer se tornar um deles, mas conviver pacificamente com eles, apesar deles. Um yogue estará longe da iluminação se algum dia ele não perceber que precisa descer do Himalaia e conviver com a poluição, o trânsito, os aproveitadores, tudo fruto indireto da sua omissão ao isolar-se e não utilizar sabiamente os talentos que a vida lhe deu. Buda fez isso. Jesus, Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Sai Baba (Tá certo que não precisamos ser tão abnegados quanto eles, mas foi só pra ilustrar a idéia). O fato é que em outras vidas provavelmente compramos brigas com muita gente vingativa, ou deixamos pessoas em situações espirituais difíceis, ou vários corações partidos para trás, e nossa consciência (em algum nível) clama por resolver essas pendengas. E assim a consciência culpada pode vir a sabotar a nós mesmos, nesta vida, pra compensar algo do passado, seja num aleijão, ou numa situação social, econômica ou sentimental adversa, etc. E a depressão acompanha, como um indicativo da culpa.

Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento acompanha-o, tal como a roda de um carro segue o animal que o puxa.
(Buda)

Pode-se ter a obsessão, onde a pessoa (inconscientemente) se permite ser obsediada (também por culpa), podendo levar a quadros de loucura com internação. Por incrível que pareça, ainda acontece muito de negros escravos procurarem seus antigos "senhores" para ajustar contas, seja nascendo na família para reclamar por tudo o que lhe foi negado ou tirado, ou obsediando do lado de lá. Lembrem que, para a mente humana na espiritualidade, 500 anos pode não significar nada.

Se no passado você desgraçou a vida de uma pessoa, e se hoje você está genuinamente arrependido, geralmente você vai aproveitar uma vida em que você tenha condições materiais para construir e pavimentar uma vida decente para essa pessoa, redimindo assim (em sua consciência) seus erros para com ela, por mais que essa pessoa lhe odeie. Essa pessoa pode vir como seu filho, como aquele amigo que todo mundo sabe que não presta mas você o ajuda assim mesmo, ou como aquela garota pela qual você é fascinado, que lhe despreza e mesmo assim você não suporta que falem nada de ruim dela (e, se preciso for, você se atira na lama pra ela passar). É tudo uma questão de balanço... Se você foi muito pra um extremo, tende a ir para o outro na tentativa desesperada de compensar.

Mas não há nada melhor que o equilíbrio.

Saindo da Matrix

domingo, 27 de dezembro de 2009

LUTAS E DEMANDAS

Qual será a maior demanda de um Ser humano?

Acaso alguém já se perguntou o quanto de energia vital se consome no ato de nascer?

Pois bem, viver neste mundo não é fácil. Enfrentamos obstáculos desde o momento de ser concebido no óvulo materno e provocamos a “dor” no ato de vir à Luz.

Lutamos para nos adaptar a nova realidade, experimentamos o ar, o solo e as cólicas.
Com o tempo começamos a caminhar e com isso, experimentar toda sorte de prazeres, todas as dores e sabores, crescemos, constituímos família, lutamos para sobre-viver, para criar os filhos, pela saúde, pelo amor, pelo trabalho, pela amizade, pelos sonhos.

Somos movidos por uma Força Maior, inexplicável, onipresente, onipotente, e também controlados por uma Força Oculta, arrastados por uma esteira de sentimentos e vontades que nutrimos no profundo do coração, e a qual pouquíssimos seres humanos se dão conta de que esta Força Oculta reside dentro de si, e que mesmo nutrindo-a com todo fervor, na certeza de que somos “livres para sonhar”, ainda assim, não sabem de onde partiu este sonho, esta vontade.

Eis que então uma porta se fecha diante de nós, e ante nossa incompreensão na trilha pela qual traçamos pela vida, surge um compadre, amigo, guardião e mestre, o qual nos traz as chaves para abrirmos as portas do templo interior. Aquelas portas que iluminarão a nossa passagem por este mundo, nos guiando pelo escuro do inconsciente, trazendo força, inspiração, idéias, soluções e coragem para enfrentar o desconhecido.
O Exu nos ensina que não existe demanda capaz de nos derrubar, senão aquelas que reconhecemos como verdade. Porém há aquelas demandas que adquirimos pela ignorância. Só pagamos por que erramos, e entre a culpa e a inocência, o homem é tão culpado quanto as demandas que ele enfrenta.

O filho desta terra também deveria ser menos hipócrita ao pensar que renunciando tudo o que aqui existe, irá se livrar dessa esteira maldita que o arrasta pelos becos da trilha. Seja de uma obsessão, seja de um sonho verdadeiro e límpido. A Lei Maior é para todos, vivos e mortos. Somos os responsáveis por tudo o que geramos. Co-criadores do nosso destino. Aqui e em qualquer lugar. E desde o primeiro “sopro de vida”, já nascemos provocando mudanças em tudo o que nos rodeia. Compromissos, horários, alegrias e tristezas, tudo muda no seio de uma família.

Viver aqui é lutar, aprender, crescer e evoluir. A face oculta da vida esta impressa no olhar do homem e da mulher que sonha. Seja de uma criança, seja de um velhinho esperançoso. Mas a Luz, esta só os atos a revelam.

É chegada a hora de assumirmos nossa responsabilidade pelos atos e por aquilo que provocamos. Toda a demanda é de acordo com a nossa capacidade. E atribuir a culpa ao diabo não nos livra da sentença.

O homem sábio é aquele que compreende estes princípios.
A felicidade é uma conquista, e o amor, ainda é o melhor caminho...

Rafael Silveira (blog Exubandeiro)

sábado, 26 de dezembro de 2009

O ENCANTO DOS ORIXÁS

Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, "os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores".

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.


Leonardo Boff
Teólogo
autor de Meditação da Luz,o Caminho daSimplicidade,(vozes 2009)
esse texto foi extraido do Jornal o Diarinho - edição de 7 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

EVITE AS ENERGIAS DELETÉRIAS

Proteja-se!

1. NÃO TEMER NINGUÉM

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO

A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”.A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. “Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS

As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS

As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

autor desconhecido