quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TERREIRO FORTE,TERREIRO FRACO ???

Muitos de nós, Irmãos Umbandistas, já ouvimos este termo "O Terreiro é fraco", mas como podemos categorizar os termos: fraco e o forte?

qual será o parâmetro que utilizamos para esta avaliação?
seria a não realização de sonhos ou desejos?

Antes de responder ao questionamento gostaria de seu acompanhamento nesta linha de raciocínio.

Por que vamos ao terreiro?
Muitas podem ser as respostas, mas vamos pensar de forma simples, vamos ao Terreiro pela religião, ou seja, Religar a Deus.

Este é o mínimo, mas para muitos a ida até o terreiro é para: amarrar, destruir, matar, separar, perturbar alguém, etc. Bom, neste momento o sentimento mínimo já se perdeu pelos caminhos, espero que reencontre este sentimento assim que entrar no terreiro.

Infelizmente, algumas pessoas quando chegam ao terreiro, continuam com suas idéias negativas e não param nem um segundo para analisar se estão certas ou erradas.

Então é chegada a hora da consulta e essas pessoas mesmo após as defumações, orações e pedidos do Dirigente para que elevem seus pensamentos a Deus com harmonia e amor, continuam com a idéia fixa, como se não tivessem ouvido nada.

O consulente com o pensamento negativado se dirige ao encontro da entidade, que lhe dará o atendimento, e começa com os seus lamentos e reclamações onde todos que lhe rodeiam não prestam e ele é um coitado.

A entidade tenta amolecer a mente e o coração deste consulente através de suas sábias palavras e com o auxílio dos seus elementos de trabalho, mas como o atendimento é uma parceria entre o consulente e o guia, então o consulente não permite que esta luz penetre em seu interior tornando-o uma pessoa "não tão ácida".
Após as explicações e os pedidos do consulente o guia lhe responde positivamente que vai lhe ajudar.

Estão assustados com a resposta do guia? Por quê?

A ajuda que o guia vai dar será pedindo para que Oxalá dê a este irmão as Luzes de: "Oxum pondo amor no coração, Ogum para cortar a maldade que o cerca, Obaluaiê para transmutar seus sentimentos negativos em positivos, Oxossi para o conhecimento a fim de enxergar as suas fraquezas interiores".

Ao término do seu atendimento, este irmão volta para casa confiante de que seus pedidos, "destruidores", serão realizados, mas depois de alguns dias nada acontece e o nosso irmãozinho vai até outro terreiro, com as mesmas intenções.

Outro guia lhe atende e pergunta:
- No que posso ajudar?

O consulente repete seus pedidos e ainda complementa que o terreiro onde tinha frequentado era muito fraco.

Antes de iniciar seu trabalho o guia pergunta ao consulente se ele conseguiria explicar melhor o termo "muito fraco". O consulente firmemente responde: Não fui atendido.

O guia deixa alguns segundos de silêncio e retruca ao consulente:

- Será fraco aquele que pede por ti, para que tenha mais amor, luz em sua mente, mais evolução e proteção?
-Será fraco aquele que tenta abrir teus olhos para a luz?
-Será fraco aquele que tenta te colocar mais perto de Deus?
-Será fraco aquele que pede perdão por ti?

Ou o fraco é aquele que não conseguiu enxergar tudo isso e mesmo assim insiste em caminhar nas trevas de sua própria ignorância, na escuridão de seus caprichos?

Após estes questionamentos o guia retoma a pergunta ao consulente:
- O que posso ajudar?

O consulente responde ao guia com a voz embargada:
- Me dê força e peço perdão pelos meus sentimentos fracos que levei para dentro de outros terreiros.

texto de Danilo L.Guedes no JUS

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

BARGANHA ESPIRITUAL: SERÁ QUE EXISTE?

Em sendo uma religião bastante incompreendida muitas pessoas que procuram a Umbanda, a Ela vão pensando em encontrar uma oportunidade para requerer uma possível concessão de barganha espiritual, que possibilite a sua mudança de vida eximindo-se dessa forma dos atos praticados que as infelicitam.

Em via de regra, muitos se decepcionam quando observam que os seus intentos não serão atendidos- isto em um terreiro sério - e creditam a esse terreiro a falta de capacidade de manipulação energética e competência em resolver seus problemas.

Quanta ingenuidade!
Quanta escassez de discernimento!
Quanta falta de lucidez!

Se bem que,lucidez é para poucos, quando não algo raro, já que usar o cognitivo dá muito trabalho.

Amigo!
Gostaria de lhe perguntar uma coisa:

De quem foi a teoria que a Umbanda nasceu para resolver os problemas alheios?
Assim seria muito cômodo não acha?

Mas, a mentalidade é essa e em regra geral ainda se diz:
- eu faço, refaço, perco meu tempo como quiser, não ajo corretamente, iludo, me camuflo e quando as coisas apertarem busco um terreiro de Umbanda e deixo tudo por lá.
Faço uma negociata que logicamente só irá me favorecer e volto ao meu mundinho de antes, certo?

Errado!

E quem lhe disse que terreiro de Umbanda é baú que serve de depósito para teus malfeitos?

Olha! camarada!
Lei é lei. E quem deve a lei a Ela deve ressarcir.

Portanto, não tem como burlar a lei, procurando brechas...
Não tem como dar um jeitinho.
Não tem como trapacear.

Vade-mecum jurídico no astral tem outras nuances e retórica.
Há tempo que as cartas estão na mesa!

Então vamos jogar o verdadeiro jogo da vida que só acerta quem sabe bem cartear.
E não adianta carta escondida na manga; ela em nada vai te favorecer.

Julgamento e sentença desse lado de cá é diferente: não tem mais véu de esquecimento e as caras de “bons moços” também não existem mais.

No tribunal individual, tua consciência é teu juiz e tuas ações indignas te farão réu confesso e não vai adiantar querer forjar o álibi do “não sabia” , pois, conhecimento se tem.. Não se coloca em prática porque não se quer.

Vamos ser racionais!
Lógica é lógica em qualquer lugar!

Depois dizem que é exu é quem é passional, quando não uma “maria-vai-com- as-outras”, ou seja, vocês nos imputam os adjetivos que lhe dizem respeito.

Oh! Meu povo, vocês misturam muito o profano com o sagrado. E uma coisa não tem nada a haver com a outra.

Isso sem falar nas entrelinhas da lei que vocês nem conseguem enxergar para ler.
Não entenderam ainda nem os princípios da Lei e quando acabar já querem cantar de galo?
E usar anel de doutor?

Olha que a turmalina negra não se engana!
Porque, faca de ponta é instrumento de guerra e quem firma o ponto não erra.

Diante de tudo isso eu volto a perguntar:
será que existe mesmo barganha espiritual na Umbanda?

A resposta ou as respostas eu deixo a critério de vocês.
Data Vênia.
Eh, eh, eh...

Marabô da Encruzilhada, um toquinho no astral.
Mãe Luzia Nascimento
Em, 08 de janeiro de 2010

ÉTICA MEDIÚNICA

Por que certos médiuns em terreiros de cultos afro-brasileiros,após ingerir ,quando incorporados ,grande quantidade de bebida alcoólica ,findo o transe mediúnico não apresentam sintomatologia de embriaguez?

Nos terreiros que adotam este tipo de comportamento por parte dos médiuns ,é comum observar a ignorância total ou quase total das leis que regulam o equilíbrio energético ,tanto no que tange ao delicado momento de intercâmbio mediúnico ,quanto a respeito da estrutura do duplo etérico e do perispírito.

Quando há ingestão de álcool e a aproximação de espíritos que são vinculados a tal prática ,em geral ocorre o fenômeno do vampirismo.

Nesse caso a vítima -isto é o médium –pode ser preservado temporáriamente de certos efeitos pela própria entidade que o vampiriza ; afinal, ela não tem interesse de perder seu” copo vivo” ,que a mantém abastecida com certo teor de ectoplasma alterado pelas emanações etílicas.

O interesse do espírito que rouba as energias do médium deve-se ao fato de que tais emanações lhe proporcionam sensações semelhantes ás que tinha quando encarnado, ao fazer uso de substâncias tóxicas ou alcoólicas.

No entanto ,convém observar que, se o médium não sente as conseqüências imediatas ou os efeitos tóxicos da bebida ingerida ,é que seu duplo etérico ,já viciado em tais emanações , sofreu um rompimento abrupto .

Também ocorre que ,durante esse tipo de transe, o duplo se afasta da linha de equilíbrio que demarca os limites de sua atuação junto ao corpo físico- afastamento que acontece mais por impositivo de uma ação antinatural e forçada por parte da entidade , que deseja fazer uso dos fluidos do médium.

Seja como for ,em qualquer situação , mesmo disfarçada com máscara de bondade ou de realização da caridade , o médium sofrerá as conseqüências desse tipo de intercâmbio ,que, de acordo com a persistência do hábito ,poderá se danificar de forma definitiva.

Ocorrendo o rompimento da tela etérica devido ao uso de substâncias tóxicas que a violentam ,dificilmente se poderá reconstituí-la na mesma encarnação.

Texto retirado do livro;
“Consciência “ de Robson Pinheiro ,
ditado pelo espírito de Joseph Gleber.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MEDO DA MORTE ????

Desde os tempos mais remotos, o desconhecido sempre trouxe ao homem alguns sentimentos, principalmente o medo. A psique humana comumente se acostuma com o conhecido tende a não querer que nada mude. Com efeito, podemos perceber isso em nossas vidas. No cotidiano. A maioria das pessoas é um tanto resistente às mudanças. Acostumam-se até com situações sofríveis que poderiam ser mudadas.
O medo. O apego.
Apego a situações coisas e pessoas. Quem está preparado pra mudar de vida de um instante pra outro ????
Quem possui tanta fé em Deus a ponto de não preocupar-se com o que vai acontecer a seus filhos pequenos, por exemplo (isso para os que crêem em Deus) , haja vista que se a mudança (morte) aconteceu, certamente de uma forma ou de outra eles serão amparados e viverão as situações que necessitam viver ???

ENCONTRO COM A CONSCIÊNCIA

Intuitivamente temos a certeza que esse encontro ocorrerá quando deixarmos o corpo material. E isso também provoca medo.
Será que estamos preparados pra nos encontrarmos com nossa consciência. ?? E o seu (nosso próprio) julgamento. ???
Intuitivamente o espírito encarnado sabe que já passou por essas “separações” e esses julgamentos várias e várias vezes. Assim, uns dizem ter mais outros menos medo da morte. Outros nenhum.
O importante que sempre é tempo de nos instruirmos a respeito da espiritualidade, nos libertarmos da ignorância, que também nos traz esse medo e aprendermos como viver melhor.
Como disse o Mestre dos Mestres, conhecereis a verdade e ela vos libertará. Assim, os espírito que progride no conhecimento e na vivência das lições do Cristo vai se livrando de todos os seus medos.


ABAIXO SEGUE UMA TRANSCRIÇÃO DO LIVROS DOS ESPÍRITOS na parte que fala sobre esse tema e uma entrevista de Richard Simonetti extraída do site O Mensageiro

O NADA - VIDA FUTURA
Livro dos Espíritos
O Nada. Vida Futura

958. Por que tem o homem, instintivamente, horror ao nada?

“Porque o nada não existe.”

959. Donde nasce, para o homem, o sentimento instintivo da vida futura?

“Já temos dito: antes de encarnar, o Espírito conhecia todas essas coisas e a alma conserva vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual.” (393)
Em todos os tempos, o homem se preocupou com o seu futuro para lá do túmulo e isso é muito natural. Qualquer que seja a importância que ligue à vida presente, não pode ele furtar-se a considerar quanto essa vida é curta e, sobretudo, precária, pois que a cada instante está sujeita a interromper-se, nenhuma certeza lhe sendo permitida acerca do dia seguinte. Que será dele, após o instante fatal? Questão grave esta, porquanto não se trata de alguns anos apenas, mas da eternidade. Aquele que tem de passar longo tempo, em país estrangeiro, se preocupa com a situação em que lá se achará. Como, então, não nos havia de preocupar a em que nos veremos, deixando este mundo, uma vez que é para sempre?
A idéia do nada tem qualquer coisa que repugna à razão. O homem que mais despreocupado seja durante a vida, em chegando o momento supremo, pergunta a si mesmo o que vai ser dele e, sem o querer, espera.
Crer em Deus, sem admitir a vida futura, fora um contra-senso. O sentimento de uma existência melhor reside no foro íntimo de todos os homens e não é possível que Deus aí o tenha colocado em vão.
A vida futura implica a conservação da nossa individualidade, após a morte. Com efeito, que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essência moral houvesse de perder-se no oceano do infinito? As conseqüências, para nós, seriam as mesmas que se tivéssemos de nos sumir no nada.

INTUIÇÃO DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

960. Donde se origina a crença, com que deparamos entre todos os povos, na existência de penas e recompensas porvindouras?

“É sempre a mesma coisa: pressentimento da realidade, trazido ao homem pelo Espírito nele encarnado. Porque, sabei-o bem, não é debalde que uma voz interior vos fala.
O vosso erro consiste em não lhe prestardes bastante atenção. Melhores vos tornaríeis, se nisso pensásseis muito, e muitas vezes.”

961. Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o temor, ou a esperança?

“A dúvida, nos cépticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem.”

962. Como pode haver cépticos, uma vez que a alma traz ao homem o sentimento das coisas espirituais?

“Eles são em número muito menor do que se julga. Muitos se fazem de espíritos fortes, durante a vida, somente por orgulho. No momento da morte, porém, deixam de ser fanfarrões.”

A responsabilidade dos nossos atos é a conseqüência da realidade da vida futura.
Dizem-nos a razão e a justiça que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, não podem estar confundidos os bons e os maus. Não é possível que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros só alcançam com esforço e perseverança.
A idéia que, mediante a sabedoria de Suas leis, Deus nos dá de Sua justiça e de Sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a Seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso é que o sentimento inato que temos da justiça nos dá a intuição das penas e recompensas futuras.

ENTREVISTA

Entrevista com Richard Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita, ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita "Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver", "Atravessando a Rua", entre outros.

P:– As religiões, de um modo geral, apregoam a continuidade do ser espiritual que sobrevive à matéria. Apesar disso, as pessoas temem a morte. Por que isso acontece?
R: – É que a morte ainda é a grande desconhecida. As religiões tradicionais exaltam a sobrevivência, mas perdem-se em especulações teológicas, fantasiosas, quando cogitam de como seria a vida além-túmulo, recusando-se à iniciativa mais lógica, que seria a de conversar com os próprios mortos. É como se pretendêssemos imaginar como é a vida na França sem nenhum contato com os franceses. A ignorância sobre o assunto gera o temor. O Espiritismo ajuda-nos a vencer esse problema, porquanto começa exatamente onde as outras religiões terminam, devassando para nós o continente espiritual.
P: – A criatura geralmente tem pavor da morte ou desencarnação, evitando comentar o assunto. Isso é um erro?
R: – Trata-se de uma atitude irracional, já que a morte é a única certeza da vida. Todos morremos um dia. O medo da morte, basicamente, é o medo do desconhecido. Por isso o Espiritismo elimina nossos temores “matando” a morte, na medida em que demonstra que ela é apenas um retorno à vida espiritual, nossa pátria verdadeira.

P: – Por que certos moribundos experimentam melhoras em seus quadros clínicos, a ponto de tranqüilizar os familiares, e instantes depois desencarnam?
R: – Quando a família não aceita a desencarnação, mergulhando no desespero, suas vibrações desajustadas promovem uma sustentação artificial do moribundo, que não evita a morte, mas prolonga a agonia. Os benfeitores espirituais promovem, então, com recursos magnéticos, uma melhora artificial. O paciente parece entrar num quadro de recuperação. Os familiares, mais tranqüilos, afastam-se, julgando que o pior passou. Afrouxa-se a sustentação fluídica retentora e inicia-se o irreversível processo desencarnatório. A sabedoria popular proclama: - “Foi a melhora da morte”. Na verdade, trata-se apenas de um recurso da espiritualidade para afastar familiares que atrapalham a desencarnação.
P: - A certeza da continuidade da vida após a morte e as noções sobre a reencarnação ajudariam as pessoas a vencerem o sentimento de desesperança?
R: – Sem dúvida. Tais realidades descortinadas pela Doutrina Espírita, muito mais do que simples esperanças, nos oferecem segurança diante da vida e alegria de viver.

Fonte: Site O Menssageiro

SERES MULTIDIMENSIONAIS

Somos SERES MULTIDIMENSIONAIS . Os corpos sutis são diferentes aspectos da nossa natureza multidimensional . Possuímos muitos aspectos , muitos níveis de conhecimento e muitas perspectivas de expressão que se integram numa totalidade .
CORPO significa veículo ou instrumento da consciência , o invólucro no qual a consciência entra em contato com o mundo exterior . Ela (a consciência) o utiliza como um operário usa da ferramenta . Podemos compará-lo a um recipiente contendo a consciência , como um frasco encerra um líquido . É uma forma empregada por uma vida ; e a consciência manifesta-se , sempre e por toda a parte , por meio de formas semelhantes . A forma pode ser da mais rara e sutil natureza , tão diáfana que a vida que a habita parece não existir ; entretanto , a forma está presente e sua composição é material . A forma pode , pelo contrário , ser tão densa que oculte a vida latente ; então , somos apenas conscientes da forma , mas a vida está presente e tem por essência o oposto à Matéria -- o Espírito .
A criatura humana possui um “ corpo animal “ composto de quatro elementos distintos e separáveis , destinados a perecer . Dois destes elementos são formados de matéria física e jamais se separam completamente antes da morte , embora a separação parcial possa ser feita com substâncias anestésicas ou pela doença ; este conjunto é designado por corpo físico e , nele , agimos conscientemente quando em estado de vigília .
Temos um corpo físico que é tangível. Contudo, temos outros aspectos, que podem ser chamados de corpos sutis, que são tão reais quanto o corpo físico .
Durante uma experiência fora do corpo , podemos conhecer a realidade de um corpo espiritual (ou sutil) , que muda então a nossa perspectiva e , portanto o nosso senso de realidade .

Um CORPO SUTIL não é algo fisicamente material que podemos ver e tocar, mas um CAMPO DE ENERGIA que coexiste com nosso corpo físico , se bem que numa outra dimensão da realidade . Usamos a palavra SUTIL porque esses outros corpos energéticos existem numa dimensão além da percepção normal e parecem transcender o corpo físico . A dimensão diferente é causada por um coeficiente de energia de vibração distinta.
Os corpos sutis coexistem simultaneamente com o corpo físico , não estão separados e sim totalmente integrados à totalidade de nosso SER.
Usarei uma analogia , que se segue , para poder ajudar na compreensão do conceito de corpos sutis .
Imagine que temos um SUPERSINTONIZADOR , semelhante a um sintonizador de rádio , mas capaz de sintonizar toda a gama de freqüências de energia eletromagnética Podemos sintonizar não só uma faixa no rádio como também freqüências mais altas com os raios X , os raios gama , e assim por diante. O sintonizador tem a capacidade de se ajustar a quaisquer freqüências de energia e experimentar seu PONTO DE VISTA ou CORPO de informações particulares . Cada uma dessas freqüências pode servir a um objetivo diferente do das outras ESTAÇÕES que possamos sintonizar . As estações de rádio , por exemplo, nos proporcionam uma experiência auditiva ; as estações de televisão , uma experiência ao mesmo tempo auditiva e visual ; as estações de raios X podem ser usadas para estudar a estrutura da matéria , ou para tirar fotografias da condição interna do nosso corpo físico. Ainda assim , todas essas ESTAÇÕES coexistem simultaneamente dentro da amplitude da vibração de energia que varia de inferior e superior . Embora as qualidades do espectro de raios X sejam bastante diferentes dos espectros das ondas de rádio ou televisão , a única diferença fundamental , contudo , é a da sua freqüência de vibração .

CORPO FÍSICO

Existe , inerente a cada vibração , um mundo único de informações e possibilidades de expressão . Cada corpo sutil possui seu “subconjunto” particular de diferentes freqüências de energia .
Nesse caso , nosso SINTONIZADOR é a consciência . A chave para entrar em contato com as freqüências sutis do mundo energético repousa na qualidade do sintonizador , ou seja , quanto mais conscientes formos , melhor a RECEPÇÃO que iremos obter menor a estática que iremos receber . O sintonizador ( o qual denominamos de consciência ) não só e capaz de sintonizar as vária espécies de vibração , como também age como a COLA CÓSMICA que as mantêm juntas . Essa ligação é experimentada com maior ou menor intensidade de acordo com cada pessoa e com o seu grau de consciência , mas está ficando cada vez mais evidente que , por exemplo , tanto o campo vibratório emocional como o campo vibratóriao mental afetam o corpo físico -- nossas ATITUDES e reações emocionais podem produzir mudanças no nosso bem estar físico , para melhor ou para pior .
O CORPO FÍSICO existe no espaço\tempo positivo, obedece às leis da física e é bem compreendido pela medicina moderna no que concerne á anatomia e à fisiologia .
O corpo físico é apenas um parte da nossa natureza multidimensional, não estando de modo nenhum separado desta . Possuímos outros CORPOS (ou campos vibratórios) ou formas energéticas integradas e que coexistem dentro e ao redor do corpo físico .

CORPO ETÉRICO

O CAMPO VIBRATÓRIO ELETROMAGNÉTICO que conhecemos como CORPO ETÉRICO é a ponte entre o espaço\tempo positivo (mundo material) e o espaço\tempo negativo (mundo astral, mundo espiritual, etc.) ; ele liga o corpo físico aos nossos corpos sutis .
Devido ao fato de o corpo etérico ser uma ponte , ele atua como um conduíte que leva energia do corpo físico para os corpos sutis e vice-versa , permitindo um fluxo de energia constante nos dois sentidos .
O CORPO ETÉRICO (campo vibratório etérico) é formado por sete principais centros de energia denominados CHAKRAS . Estes centros estão ligados pelos meridianos médios da acupuntura , ou condutores de energia , do corpo físico : o VASO DA CONCEPÇÃO , que se encontra na parte da frente, e o VASO GOVERNADOR que percorre a medula espinhal pela parte de trás . Os chakras estão ligados uns aos outros por canais energéticos sutis , na Índia chamados nadis .
Uma vez que o corpo etérico é a estrutura eletromagnética que liga o corpo físico aos outros corpos sutis ele também canaliza todo o espectro de freqüências altas e baixas dentro da sua estrutura .
O corpo etérico funciona como um padrão de energia holográfico e multidimensional que atua como um guia para a criação e formação do corpo físico

CORPO ASTRAL

O CORPO ASTRAL (ou campo vibratório emocional) é a vibração mais baixa do espaço\tempo negativo . Está dividido em dois corpos : corpo emocional inferior e o corpo emocional superior .
O corpo emocional inferior se evidencia através da máscara kármica que usamos em cada encarnação e pelos temas emocionais que manifesta . Atua como um imã para que as experiências se prendam a nós, se agarrem à estrutura do corpo astral .
O corpo emocional inferior desempenha um papel extremamente importante no drama de nos tornarmos totalmente humanos , a experiência especial de nos tornarmos senhores do coração , mestres do amor e da vida , com a participação efetiva do corpo emocional superior .
O corpo emocional superior é experimentado sempre que as virtudes emocionais mais elevadas se expressam . Essas emoções superiores são as facetas da experiência do Eu , as vibrações do divino .Estes sentimentos estão disponíveis a todas as pessoas e podem ser sentido à medida que ascendemos e ultrapassamos as nuvens do corpo emocional inferior . Através da experiência dessas energias de vibração mais elevada , aceleramos as vibrações do corpo emocional inferior , estabilizando-as , permitindo que as vibrações densas e lentas dos nossos apegos cármicos sejam liberadas .

CORPO MENTAL

O CORPO MENTAL (campo vibratório mental) também possui sua própria faixa de freqüências de energia . A qualidade das vibrações da lógica linear e não dualista do intelecto , por exemplo ,difere bastante do que chamamos de MENTE SUPERIOR, a mais elevada vibração do corpo mental , que conhece a verdade e traz clareza para intuição e a escolha. Esta amplitude de freqüências que varia das vibrações mais baixas às vibrações mais altas também é válida para os outros corpos .
Se a atividade do nosso cérebro for caótica , nosso pensamento e nossas ações também o serão. Se nossa consciência ( o supersintonizador ) estiver cheia de estática ou interferência , a capacidade de percebermos as informações e experiências será limitada . Assim sendo , a primeira etapa do desenvolvimento deverá ser aprimorar a consciência para que possamos receber sinais claros . Este processo de aprimoramento resultará numa maior coerência e regularidade , não só no cérebro como também em todos os corpos sutis . À medida que a regularidade das funções se intensifica , o poder da consciência aumenta , exatamente como se estivéssemos ampliando o poder do nosso supersintonizador para que ele pudesse captar freqüências cada vez mais altas de energia.
Como as freqüências mais altas de energia nos conduzem às oitavas do corpo espiritual, descobrimos que o nosso sintonizador está agora recebendo energias espirituais em quantidade maior e numa qualidade melhor de experiência . O corpo mental não só irá alargar a sua compreensão e conhecimento , como também os outros corpos sutis irão expressar seus aspectos espirituais .
O ESPIRITO é o epítome do corpo espiritual que existe no espaço\tempo negativo e possui a vibração mais elevada . O corpo espiritual não é um corpo sutil distinto como o corpo mental ou emocional . Ele inclui a porção de vibração mais elevada de todos os outros corpos sutis.

MENTE SUPERIOR

A MENTE SUPERIOR, por exemplo , é a vibração mais elevada do corpo mental ; o corpo emocional superior é a vibração mais elevada do corpo astral ( ou emocional ) ; e os corpos etérico e físico também possuem um alta ligação vibratória com o corpo espiritual . O corpo espiritual está além e entre o corpo físico e os corpos sutis . O corpo espiritual é um reflexo de Deus , e Deus é onipresente e transcendental .
O corpo espiritual é o canal da onipotência de Deus para os limites de experiência de cada alma , que percorre a escala que vai do específico ao infinito. É comum vermos a expressão Eu Superior usada como a voz ou a expressão da alma .
Um dos aspectos do corpo espiritual é a mente superior , a faculdade da sabedoria intelectual que é ligada à sabedoria intuitiva.
Podemos encará-la como a atividade de equilíbrio e sincronismo dos cérebros direito e esquerdo que entra em contato com as energia de espaço\tempo negativas , produzindo uma totalidade mental . A mente superior representa a ligação com a verdade e o entendimento , o conhecimento específico das necessidades do indivíduo em qualquer momento particular .
Outro aspecto do corpo espiritual é o corpo emocional superior , que é experimentado sempre que as virtudes emocionais mais elevadas se expressam.


Texto desenvolvido por Renato Coutinho, Psicanalista, Terapeuta Sélfico, autor do livro PSICANÁLISE E ESPIRITUALIDADE publicado pela Editora DPL, SP.

domingo, 10 de janeiro de 2010

FLUIDO UNIVERSAL

O fluido universal é a matéria básica fundamental de todo o Universo material e espiritual, a matéria elementar primitiva. É altamente influenciável pelo pensamento (que é uma forma de energia), podendo se modificar, assumir formas e propriedades particulares.

A ação do Pensamento Divino sobre o fluido universal deu origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e astros. É nessa matéria fluídica que o Criador executa o plano existencial. O fluido universal preenche todo o espaço existente entre os mundos. Por meio dele viajam as ondas do pensamento, do mesmo modo que as ondas sonoras se projetam na camada atmosférica.

Em torno dos planetas, o fluido universal apresenta-se modificado. A presença da vida no orbe impõe-lhe características especiais, pois que é alterado pela atividade mental dos habitantes. Assim, nos mundos mais primitivos, o fluido universal que os circunda apresenta-se escuro e pesado. Nos mundos mais civilizados, a atmosfera espiritual é mais leve e luminosa.

Para melhor compreensão, pode-se dizer que esse princípio elementar tem dois estados distintos: o da imponderabilidade ou de eterização (estado normal primitivo), e o de ponderabilidade ou de materialização.

Ao primeiro estado pertencem os fenômenos do mundo invisível e ao segundo os do mundo visível. Logicamente entre os dois pontos existem inúmeras formas intermediárias de transformação do fluido em matéria tangível.

No estudo deste importante assunto poderemos entender a origem de muitas afecções do ser humano e os fundamentos da fluido terapia, largamente empregada nos centros espíritas, na profilaxia e tratamento das enfermidades físicas e espirituais.

“... No estado de eterização, o fluido universal não é uniforme; sem cessar de ser etéreo, passa por modificações tão variadas em seu gênero, e mais numerosas talvez, do que no estado de matéria tangível. Tais modificações constituem fluidos distintos que, se bem sejam procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais, e dão lugar aos fenômenos particulares do mundo invisível. Uma vez que tudo é relativo, esses fluidos têm para os Espíritos, que em si mesmo são fluídicos, uma aparência material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados, e são para eles o que para nós são as substâncias do mundo terrestre; eles as elaboram, as combinam para produzir efeitos determinados como o fazem os homens com seus materiais, embora usando processos diferentes” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 3). Do fluido Universal exaurimos o Fluido Vital...

FLUIDO VITAL

“Os Espíritos afirmam que uma das modificações mais importantes do fluido universal é o fluido vital. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os corpos vivos. Sem ele, a matéria é inerte. Podemos dizer que ele é responsável pela animalização da matéria, pois, segundo os Espíritos, a vida é resultado da ação de um agente sobre a matéria. Esse agente é o fluido vital. É ele que dá vida a todos os seres que o absorvem e assimilam. A matéria sem ele não tem vida assim como ele sem a matéria não é vida. Quando os seres orgânicos perdem a vitalidade, por ocasião da morte, a matéria se decompõe formando novos corpos e o fluido vital volta à massa, ao todo universal, para novas combinações e utilizações no Universo. Cada ser tem uma quantidade de fluido vital, de acordo com suas necessidades. As variações dependem de uma série de fatores”.

Allan Kardec nos instrui sobre o assunto em O Livro dos Espíritos, pergunta 70:

Estudando esses fundamentos à luz do Espiritismo, chegamos à compreensão de muitas coisas simples que nos pareciam complicadas e irreais, como por exemplo, a citação de Moisés na Bíblia sobre a origem do homem. Diz ele:

“ Deus formou o corpo do homem do limo da terra e lhe deu uma alma vivente à sua semelhança”.

Ele estava certo, pois queria dizer que o corpo material era formado dos mesmos elementos que tinham servido para formar o pó da terra. A “alma vivente à sua semelhança” é o princípio inteligente ou espiritual retirado da essência divina, fazendo grande distinção entre o material e o espiritual. Por isso, devemos levar em consideração tanto a Ciência quanto a Religião e as palavras de homens como Luis Pasteur que disse:

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito nos aproxima...”

Assim, compreendemos que um conhecimento cientifico parcial serve apenas para distanciar o homem de Deus e em sentido oposto, quanto mais a ciência buscar, mais a levará até Deus.

Como Stephen Hawking, considerado o mais brilhante físico teórico desde Albert Einstein, conclui no último parágrafo de sua obra: “Uma Breve História do Tempo”, condições para “conhecer a mente de Deus”, embora não tenha ainda se aproximado de Deus... Diz o trecho:

“Entretanto, se descobrirmos de fato uma teoria completa, ela deverá, ao longo do tempo, ser compreendida, grosso modo, por todas e não apenas por alguns poucos cientistas. Então, devemos todos, filósofos, cientistas e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre as questões de porque nós e o Universo existimos. Se encontrarmos as respostas para isso teremos o triunfo definitivo da razão humana, porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus”...

Indo de encontro a Hawking, Kardec diz:

“... o conhecimento dos atributos da divindade é uma necessidade imperiosa para que o homem venha um dia a saber quem é Deus.

A VISÃO DE DEUS
Jesus disse que apenas os puros de coração veriam ou verão Deus, assim entendemos que a visão de Deus é uma conquista das almas que já se elevaram.

Como se faz essa evolução que permite ao homem que sua alma vislumbre Deus?

... Vou usar um simbolismo simples... Supomos que como meta, você tenha que subir até o topo de uma montanha. Quando começa a subir, percebe a neblina e por vezes a escalada parece difícil, ao ponto de muitas vezes querer desistir, então, continuando a sua escalada, já percebe uma luz difusa, mas a medida que sobe, a neblina vai se esvaindo e a luz fica cada vez mais definida até que chega ao topo e a luz do Sol se apresenta em todo o seu esplendor...

Podemos entender esse simbolismo através da busca espiritual cujo instrumento é o perispírito. O perispírito apresenta densidade proporcional ao progresso de cada individuo. Como não estamos muito adiantados na escalada evolutiva, as impurezas do perispirito funcionam como uma espécie de catarata para a visão da alma, restringindo-lhe o campo visual.

Mas, como a lei do progresso é inexorável, a cada encarnação vamos lavando o tecido perispiritual, de modo que os vários retornos a Terra através da reencarnação é comparado a um filtro, que filtra todas as impurezas da alma através das experiências e do livre arbítreo. Ao final de cada experiência na matéria, o Espírito terá dado alguns passos rumo a perfeição, que é o seu objetivo maior.

Essa visão, não é a visão física, como vulgarmente conhecemos, mas a integração do pensamento da alma com o pensamento de Deus, submetendo-se espontaneamente à sua vontade e obedecendo aos seus desígnios.

O Espiritismo oferece farto material para raciocínios lógicos, capazes de levar o homem sério, a saber, intimamente que Deus existe e que é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas, sem necessidade de satélites e observatórios espaciais que, se podem auxiliar a ciência nos seus estudos, nunca poderão proporcionar a visão de Deus através da ótica humana.

Em relação à ciência, vamos encerrar nossas reflexões acerca de Deus com as palavras de Carl Lineu (1707-1778), naturalista sueco, fundador da moderna sistematização botânica e zoológica, que afirmou:

“É, pois, justo acreditar que há um Deus imenso, eterno, incriado, sem o qual nada existe e que tenha feito e coordenado esta obra universal. Esse Deus escapa-se-nos à vista e, não obstante, no-lo repleta de Luz. Só em pensamento podemos aprendê-lo e é neste profundo santuário que se oculta a sua majestade.”

Aqui deixamos o terreno científico e entraremos no terreno das crenças...

fonte:muitas vidas,um só espirito

DEPRESSÃO

A depressão é tão natural no ser humano quanto o amor.

Isso porque a depressão, a revolta e o sofrimento estão relacionados ao amor às coisas, às pessoas, às situações ou a um ideal. Mas, no fundo, o que realmente estamos amando é a nós mesmos mais do que aos outros, isso porque quando amamos alguém ou algo sempre esperamos um retorno, mesmo inconscientemente. Só que nossa mente disfarça esse egoísmo de várias formas. Quando esse retorno não vem - e uma hora ele não virá - sofremos, e uma das formas de sofrimento é a depressão.

O budismo veio para resolver de vez as causas do sofrimento.
Então, por que ele não é ensinado nas escolas?
Porque o apego é a força motora da sociedade. Seja no trabalho, seja na família.

Mas será que o cristianismo, tão difundido no ocidente (e ensinado nas escolas) não poderia resolver?
Sim, e o verdadeiro cristianismo (que não é ensinado nas escolas) nos ensina, assim como o budismo, que estamos perdidos correndo atrás de ilusões, deixando o mundo fenomênico nos guiar quando deveria ser a nossa consciência o verdadeiro paradigma moral e social.
Mas só o que aprendemos nas escolas e Igrejas é que Jesus morreu para nos salvar. Puxa, será por isso que o tema da Caverna de Platão também é pouco explorado nas escolas e faculdades?
Pode apostar que sim.

Então, por que manter esse status quo e sofrer com a depressão, o "mal do século"? Porque o importante é ter sucesso, ganhar dinheiro e ser popular... e sempre existem as drogas para preencher o vazio.
Isso mantém a economia em funcionamento, que é o único motivo pelo qual nós, formiguinhas, estamos aqui.

A depressão pode envolver questões genéticas (pais a avós com tendência), psicológicas (idade avançada, fatos traumáticos), sociológicas (pressão da família, da sociedade), hormonais e fisiológicas (menopausa, depressão pós-parto, falta de sono). Mas também pode envolver questões espirituais, como apego, obsessão e culpa de coisas feitas em vidas passadas. É disso que vamos tratar agora.

Todos nós já tivemos muitas vidas, já conhecemos muita gente e já fizemos muitas besteiras (e também coisas boas, claro).
Estamos aqui tanto para continuar aprendendo a viver com nossos semelhantes como pra saldar nossas dívidas para com quem ofendemos. Viemos para nos harmonizar com o mundo. Inclusive com os barbeiros no trânsito, coisa que eu acho que nunca conseguirei... Harmonizar-se não quer dizer se tornar um deles, mas conviver pacificamente com eles, apesar deles. Um yogue estará longe da iluminação se algum dia ele não perceber que precisa descer do Himalaia e conviver com a poluição, o trânsito, os aproveitadores, tudo fruto indireto da sua omissão ao isolar-se e não utilizar sabiamente os talentos que a vida lhe deu. Buda fez isso. Jesus, Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Sai Baba (Tá certo que não precisamos ser tão abnegados quanto eles, mas foi só pra ilustrar a idéia). O fato é que em outras vidas provavelmente compramos brigas com muita gente vingativa, ou deixamos pessoas em situações espirituais difíceis, ou vários corações partidos para trás, e nossa consciência (em algum nível) clama por resolver essas pendengas. E assim a consciência culpada pode vir a sabotar a nós mesmos, nesta vida, pra compensar algo do passado, seja num aleijão, ou numa situação social, econômica ou sentimental adversa, etc. E a depressão acompanha, como um indicativo da culpa.

Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento acompanha-o, tal como a roda de um carro segue o animal que o puxa.
(Buda)

Pode-se ter a obsessão, onde a pessoa (inconscientemente) se permite ser obsediada (também por culpa), podendo levar a quadros de loucura com internação. Por incrível que pareça, ainda acontece muito de negros escravos procurarem seus antigos "senhores" para ajustar contas, seja nascendo na família para reclamar por tudo o que lhe foi negado ou tirado, ou obsediando do lado de lá. Lembrem que, para a mente humana na espiritualidade, 500 anos pode não significar nada.

Se no passado você desgraçou a vida de uma pessoa, e se hoje você está genuinamente arrependido, geralmente você vai aproveitar uma vida em que você tenha condições materiais para construir e pavimentar uma vida decente para essa pessoa, redimindo assim (em sua consciência) seus erros para com ela, por mais que essa pessoa lhe odeie. Essa pessoa pode vir como seu filho, como aquele amigo que todo mundo sabe que não presta mas você o ajuda assim mesmo, ou como aquela garota pela qual você é fascinado, que lhe despreza e mesmo assim você não suporta que falem nada de ruim dela (e, se preciso for, você se atira na lama pra ela passar). É tudo uma questão de balanço... Se você foi muito pra um extremo, tende a ir para o outro na tentativa desesperada de compensar.

Mas não há nada melhor que o equilíbrio.

Saindo da Matrix

domingo, 27 de dezembro de 2009

LUTAS E DEMANDAS

Qual será a maior demanda de um Ser humano?

Acaso alguém já se perguntou o quanto de energia vital se consome no ato de nascer?

Pois bem, viver neste mundo não é fácil. Enfrentamos obstáculos desde o momento de ser concebido no óvulo materno e provocamos a “dor” no ato de vir à Luz.

Lutamos para nos adaptar a nova realidade, experimentamos o ar, o solo e as cólicas.
Com o tempo começamos a caminhar e com isso, experimentar toda sorte de prazeres, todas as dores e sabores, crescemos, constituímos família, lutamos para sobre-viver, para criar os filhos, pela saúde, pelo amor, pelo trabalho, pela amizade, pelos sonhos.

Somos movidos por uma Força Maior, inexplicável, onipresente, onipotente, e também controlados por uma Força Oculta, arrastados por uma esteira de sentimentos e vontades que nutrimos no profundo do coração, e a qual pouquíssimos seres humanos se dão conta de que esta Força Oculta reside dentro de si, e que mesmo nutrindo-a com todo fervor, na certeza de que somos “livres para sonhar”, ainda assim, não sabem de onde partiu este sonho, esta vontade.

Eis que então uma porta se fecha diante de nós, e ante nossa incompreensão na trilha pela qual traçamos pela vida, surge um compadre, amigo, guardião e mestre, o qual nos traz as chaves para abrirmos as portas do templo interior. Aquelas portas que iluminarão a nossa passagem por este mundo, nos guiando pelo escuro do inconsciente, trazendo força, inspiração, idéias, soluções e coragem para enfrentar o desconhecido.
O Exu nos ensina que não existe demanda capaz de nos derrubar, senão aquelas que reconhecemos como verdade. Porém há aquelas demandas que adquirimos pela ignorância. Só pagamos por que erramos, e entre a culpa e a inocência, o homem é tão culpado quanto as demandas que ele enfrenta.

O filho desta terra também deveria ser menos hipócrita ao pensar que renunciando tudo o que aqui existe, irá se livrar dessa esteira maldita que o arrasta pelos becos da trilha. Seja de uma obsessão, seja de um sonho verdadeiro e límpido. A Lei Maior é para todos, vivos e mortos. Somos os responsáveis por tudo o que geramos. Co-criadores do nosso destino. Aqui e em qualquer lugar. E desde o primeiro “sopro de vida”, já nascemos provocando mudanças em tudo o que nos rodeia. Compromissos, horários, alegrias e tristezas, tudo muda no seio de uma família.

Viver aqui é lutar, aprender, crescer e evoluir. A face oculta da vida esta impressa no olhar do homem e da mulher que sonha. Seja de uma criança, seja de um velhinho esperançoso. Mas a Luz, esta só os atos a revelam.

É chegada a hora de assumirmos nossa responsabilidade pelos atos e por aquilo que provocamos. Toda a demanda é de acordo com a nossa capacidade. E atribuir a culpa ao diabo não nos livra da sentença.

O homem sábio é aquele que compreende estes princípios.
A felicidade é uma conquista, e o amor, ainda é o melhor caminho...

Rafael Silveira (blog Exubandeiro)

sábado, 26 de dezembro de 2009

O ENCANTO DOS ORIXÁS

Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, "os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores".

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.


Leonardo Boff
Teólogo
autor de Meditação da Luz,o Caminho daSimplicidade,(vozes 2009)
esse texto foi extraido do Jornal o Diarinho - edição de 7 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

EVITE AS ENERGIAS DELETÉRIAS

Proteja-se!

1. NÃO TEMER NINGUÉM

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO

A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”.A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. “Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS

As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS

As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

autor desconhecido

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PROVÉRBIOS INDÍGENAS

1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará você, ao menos, falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade

autor desconhecido

VERDADE ESPIRITUAL

O caminho espiritual traça suas verdades de forma sublimemente distorcida para o entendimento humano, portanto, nem sempre a compreensão poderá se sobrepor à fé.

As verdades espirituais são baseadas nas leis que regem o universo a partir da natureza e do ser-humano, e para a natureza e o ser-humano. A expressão "Deus está em todas as coisas" é a síntese deste processo físico/espiritual.

Em outras palavras, o entendimento espiritual passa antes da compreensão pela fé, não é possível compreender sem crer, mas é absolutamente plausível acreditar sem entender, e é isso que torna um espírito encarnado diferente ou mais evoluído que outro.

A grandeza da verdade espiritual não está em compreendê-la, mas simplesmente em apreendê-la, em senti-la e permitir que ela possa vir de dentro para fora e nunca de fora para dentro; Ter em mente que a grande virtude da espiritualidade é libertar e não aprisionar em conceitos criados e difundidos de modo errado. Nenhum conceito, por mais espiritualizado que seja, será correto, se não for verdadeiro na sensação interior, na verdade individual de cada um.
A fé existe para ser utilizada como um "artifício" da evolução espiritual, é preciso muito mais coragem para aceitar do que para negar, porém não há verdade que resista a intimidade dos pensamentos não revelados e ao lado oculto ou obscuro de cada ser-humano.

As verdades espirituais são e hão de ser, sempre, para quem pode crer sem entender, sabendo que o grande segredo do mundo que não se vê é a sensação de um Deus que existe no conceito interno espiritual de cada um.

A espiritualidade do mundo está dentro de cada um, espiritualizar o mundo é apenas uma questão de resgatar a si próprio como um ser espiritualizado que apenas vive dentro de uma matéria de massa humana.

A comunhão com o que é divino, parte antes de tudo, do Eu único que existe no interior das mentes e das almas.

A fé real, é o único artifício humano capaz de transpor e modificar a matéria, portanto a fé (e não a compreensão) é o único termômetro da evolução e a única vitrine da verdade espiritual do universo.


Ditado pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas
Recebido por: Adriana Berlinski

UMBANDA É A ESCOLA DA VIDA

“Umbanda é coisa séria, para gente séria”.

Abra o seu corpo, esqueça a vida material e fale somente o necessário.

Não interceda no comportamento de ninguém, por mais estranho que seja, respeitando a todos indiscriminadamente, pois assim estará respeitando a si próprio.

Não ria nem caçoe de ninguém, mantendo o silêncio absoluto e total.

Não ache graça nas Entidades incorporadas, pois as mesmas comportam-se de diversas maneiras, dependendo do cavalo, isto faz parte dos trabalhos.

Respeite o Iniciante incorporado, mesmo achando que o mesmo não esteja firme com o Guia, pois os mesmos estão em Evolução como todos nós e fazem parte importante nos nossos trabalhos.

Evite o contato físico com os outros, não ponha a mão na cabeça de ninguém, pois você desconhece o que as pessoas trazem consigo mesmo de bom ou de ruim.
Somente os Médiuns Juramentados podem fazer isto, assim assumindo esta Responsabilidade.

É perigoso dar consulta, pois no momento da consulta você assume uma Responsabilidade Espiritual séria consigo mesmo.

A alimentação, bem como o zelo pelo seu corpo físico, é fator preponderante para a boa captação dos Fluídos que emanam do Aspiral Ascendente formado pela Ectoplasmia de todos e que de lá vem à verdadeira quota para cada um, de acordo com seus merecimentos.

O valor da Entidade depende do Corpo Físico e Mental do médium e se o mesmo não tiver uma boa saúde Psico-Físico e Mental a Entidade não terá nada para dar a quem necessite.

Caboclo Mirim

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

POR QUE SETE MARIDOS ?

Se Exu já é mal interpretado,confundindo-o com o Diabo,quem dirá a Pomba-Gira?

Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua,uma prostitua.

Que Pomba-Gira é MULHER DE SETE MARIDOS,Sete Exus.

As distorções e preconceitos são caracteristicas dos seres humanos,quando eles não entendem corretamente algo,querendo trazer ou materializar conceitos abstratos,distorcendo-os.

Pomba-Gira é um Exu Feminino,na verdade,dos SETE EXUS CHEFES DE LEGIÃO, apenas um Exu é feminino,ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos,dizendo que a Pomba-Gira é mulher de Sete Exus e, por isso prostituta.

É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas,em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as Pomba-Giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.

As Pomba-Giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas.
São,como qualquer Exu,executoras da LEI e do CARMA.

Os Exus são divididos em hierarquia,e em cada plano,ciclo ou grau há uma Pomba-Gira correspondente.

Onde são:
-chefes de legião
-chefes de falange
-chefes de sub-falange
-chefes de grupamento
-chefes de coluna
-chefes de sub-coluna
-integrantes de coluna

estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo.
a divisão de níveis está sempre formada de cima para baixo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ESPIRITUALISMO SADIO

A filosofia fundamental do espiritualismo sadio nos diz que a nossa vida é de nossa inteira responsabilidade.

É necessário se ter consciência e descobrir que somos 100% responsáveis pela nossa vida, que tudo o que nos acontece é criado e permitido pela própria pessoa, dessa forma descobre-se o poder que temos de materializar coisas em nossos caminhos, sejam positivas ou negativas.

Isso destrói a crendice supersticiosa de que as coisas ocorrem conosco por culpa exclusiva de magias, obsessões ou energias negativas.

Esses eventos são passíveis de nos acontecer, sim, contudo temos que saber que eles não criam nada em nós ou a nossa volta, apenas dimensionam ou aproveitam as negatividades, medos, pensamentos e atitudes negativas já existentes em nós e criados por nós mesmos.

Somos filhos amados de Deus, amparados e regidos pelas Sagradas Vibrações dos Orixás, que em nome do Divino Oxalá, Jesus, nos acompanham e dirigem nossos passos, dando-nos suficiente suporte para uma vida sadia, em busca da vivência evangélica, terapia sublime de crescimento e felicidade.

Seria, e é uma blasfêmia acreditarmos que estamos à mercê das energias espúrias e dos espíritos inferiores sem que haja, de nossa parte, uma aquiescência oferecida pela nossa forma de crer na vida e no plano espiritual.

Temos o livre arbítrio. Somos e seremos sempre os responsáveis pelo que nos acontece.

Dizem os Espíritos Superiores, que o maior tratamento contra as obsessões e poderes negativos das sombras é o que chamam de "evangelhoterapia".

Isto quer dizer não ter medo, não canalizar com as energias das sombras através de nossa ignorância, crendice e medo supersticioso.

Impossível a atuação das energias negativas se estivermos escudados com a couraça da fé no amor de Deus, que se arremessa sobre nós pela atuação de tantos amigos espirituais que torcem pela nossa vitória nesta encarnação.

Se somos imperfeitos, e o somos, acabamos atraindo esse campo de energia, mas, de acordo com nossa fé e boa vontade, essas forças deletérias apenas deslizam em nosso aura, sem nos atirar no poço das suas engrenagens trevosas. Isso é fé.

Nos diz o Apostolo Paulo, em uma de suas cartas que está contida no Novo Testamento: "Mais em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o futuro, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Jesus cristo, nosso senhor (Rom.8:37-39)."

É a esta fé que os amigos espirituais querem nos conduzir.

Essa fé que não teme, mas acredita na vitória, porque é amado por Deus e guardado por Jesus, o nosso Divino Oxalá.

Quando a espiritualidade nos oferece os tratamentos espirituais, é no afã de nos ajudar na nossa fé, é a oportunidade de limpeza daquelas coisas que a nossa falta de fé permitiu que entrasse nossa vida e em nosso meio, sempre, repito, com o nosso aval, com a nossa participação.

As magias negras, as energias ruins passam ganham sua força a partir da nossa crença nelas, num poder que elas não têm.

Quando supersticiosamente acreditamos nesse poder inexistente, damos força às mesmas e oferecemos condições para que elas participem de nossa vida.

Lembremo-nos que não estamos encarnados em férias, mas em oportunidade de aprendizado e amadurecimento.

Os problemas e as enfermidades não são sinais de negatividade, mas de ressarcimento de dívidas, de oportunidade de crescimento, de reeducação, ou são condições provocadas pela nossa própria incúria na condução de nossa vida terrena, sem nenhuma ligação com problemas ou fatos espirituais.

Claro que a forma de nos comportarmos, ou de acordo com a nossa visão ignorante do sofrimento humano, atraímos essas energias sombrias, que virão acrescentar ao nosso programa cármico, dores e sofrimentos inexistentes.

Lembremo-nos também que todo ser humano sofre e tem problemas.

Cada um na medida das suas necessidades instrutivas e com o peso proporcional a seu momento consciencial evolutivo.

Não é, portanto, condição apenas do espírita ou umbandista.

Seja ele católico, protestante, budista, etc..., sofrem, enfrentam problemas e desencarnam, sem que isso seja visto como "macumba feita", "olho grande", espírito trevosos em ação, etc..., como é visto pelos ignorantes das lei espirituais e, infelizmente, tão espalhada nas formas vivenciais umbandistas sem doutrina e estudo.

Muitas vezes esses lugares se tornam quartéis generais das sombras, tendo em vista uma vivência religiosa distorcida, apoiada em crenças dúbias em relação ao sofrimento humano, fazendo com que encontrem grande campo aberto para suas atividades, face a crendice, medo e desânimo diante da pretensa "vitória" do mal.

O Apostolo João, também no Novo Testamento, nos garante essa vitória, quando nos diz" "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1Jo. 5:4)"

Todos somos nascidos de Deus, pois somos centelhas do seu amor, e estaremos sempre sintonizados com essa filiação quando temos fé, ou seja, confiança irrestrita no Seu poder e no Seu amor por nós.

Cada Guia espiritual que nos acompanha ou nos orienta é uma manifestação clara desse amor.

E a nossa luta pela reforma íntima, à luz do evangelho, é a manifestação, em nós, dessa fé.

Um grande espírito luminar, Tereza D'Àvila, nos deixou um grande legado nessas suas palavras: "Tudo passa. Só Deus não muda. A paciência tudo alcança.

Quem a Deus tem nada lhe falta. Só Deus basta".

E aí, por quantas vai a nossa fé? Ser Umbandista não é sinônimo de ignorância espiritual, nem de crendices supersticiosas.

Quer enfraquecer as "mandingas" e ameaças do mal?

Não creia nelas, nem no seu poder.

Sabemos que se ainda somos, às vezes, alcançados pela sua sombra perniciosa não é porque elas tenham poder por si, mas porque aceitamos o seu poder e permitimos, pela falta de fé, que se alojem em nossa vida.

Tem um ditado popular que acho muito sábio que diz: "Você não pode evitar que os urubus voem sobre sua cabeça, mas pode evitar que pousem nela".

Como? Pela fé e discernimento inteligente sobre essas questões espirituais.

Diz um Caboclo que "Não existe mandinga mais forte, que a mandinga de Jesus em nossas vidas". Que verdade linda! Pena que em vez de acreditarmos nisso, nos posicionamos temerosos na crença no poder do mal, como se fosse maior que o de Jesus.

Àquele que busca, de forma séria, sadia, firme, ter uma espiritualidade sábia, à luz do Evangelho do mestre, sem sentimentalismos e beatitudes bobas, fruto da busca de esconderijo ou preenchimento de carências ainda doentias e vazias, nada tem a temer pois, repetindo a frase da grande Tereza: "Quem a Deus tem, nada lhe falta".

Irmãos Umbandistas, vamos construir uma religião que realmente nos leve à religação com Deus, e não nos aprisione ao medo, às crendices e superstições, tão a gosto dos nossos irmãozinhos desencarnados ainda presos à ignorância e à maldade, e às pessoas encarnadas que a usam em seu próprio benefício.

Trabalhar pela caridade é buscar as coisas do Alto e fazer tudo para conduzir nossos irmãos encarnados pela orientação e tratamentos espirituais, e desencarnados pela desobsessão e doutrina, para mares mais altos, onde livres possam respirar o ar da paz e alegria do Cristo.

Religião é religação com Deus. Se um movimento qualquer aprisiona em vez de libertar, aterroriza em vez de pacificar, não pode ser considerado uma religião, pois Deus é amor, Deus é liberdade, Deus é paz. E nós, como estamos vivendo a nossa religiosidade umbandista?

Como a temos apresentado ao mundo? Como religião ou como um grupo de ignorantes girando em torno do nada?

Termino com as palavras proferidas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do seu médium Zélio de Moraes:

"Meus irmãos, sejam humildes. Tragam amor no coração para que vossa mediunidade possa receber espíritos Superiores, sempre afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra, para que os necessitados possam encontrar socorro nas nossas casas de caridade. Aceitem meu voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade".

Nos lembremos, contudo, que humildade não é "umidade". Ela está baseada na disciplina, pois, como diz André Luiz:

"Caridade sem disciplina, é perda de tempo".

Paz e Alegria, na bênção de Jesus, nosso Divino Oxalá.

Pai Norevaldo
Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PERSONALISMO, A LUPA DO ORGULHO

O personalismo é o grande adversário da causa do amor.

Consideremo-lo em uma metáfora como a lupa do orgulho voltada na direção do eu, ampliando, exageradamente, o valor pessoal. (...)

Alguns exercícios poderão auxiliar-nos na sua identificação, o que será o primeiro passo para um programa reeducativo.

Eis uma pequena lista:

* Emitir opiniões sem fixar-se obstinadamente na idéia de serem as melhores.

* Aprender a discernir os limites entre convicção e irredutibilidade nos pontos de vista.

* Ouvir a discordância alheia acerca de nossas ações sem sentimento de perda ou melindre.

* Cultivar abnegação na apresentação dos projetos nascidos no esforço pessoal, expondo-os para análise grupal.

* Evitar difundir a "folha de serviço" das realizações pessoais já concretizadas.

* Disciplinar e enobrecer o hábito de fazer comparações.

* Acreditar que a colaboração pessoal sempre poderá ser aperfeiçoada.

* Pedir desculpas quando errar.

* Ter metas sem agigantá-las na sua importância frente às incertezas do futuro.

* Aprender a ouvir opiniões para melhor discernir.

* Admitir para si os sentimentos de mágoa e inveja.

* Ser simples.

* Ter como única expectativa nas participações individuais o desejo de aprender e ser útil.

* Esforçar-se para sair do "personalismo silencioso", o isolacionismo e a timidez.

* Delegar tarefas mesmo que acredite que o outro não dará conta de fazê-la tão bem quanto nós.

[OLIVEIRA, Wanderley S. Mereça ser feliz. Pelo Espírito Ermance Dufaux. 6. ed.
Belo Horizonte, MG: INEDE, 2004. cap XIII. p. 74 -75. ]


As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:

1. Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;

2. Reage explosivamente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;

3. Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;

4. Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;

5. Menospreza as idéias do próximo;

6. Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;

7. Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;

8. Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;

9. Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa ati­tude um traço de fraqueza e falta de personalidade;

10. Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

QUANDO PREJUDICAMOS AS ENTIDADES DE UMBANDA?

Vivemos falando em “Orai e Vigiai” sempre com o sentido de nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas. Hoje, entretanto, estarei falando sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores e guardiões de Umbanda, sobre o quanto os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando ao prejudicá-los estamos contraindo, não somente com eles (que tudo perdoam), mas com as pessoas encarnadas que eles estariam orientando e ajudando se não tivéssemos falhado, assim como também, dos desencarnados carentes de orientação ou disciplina.

Estudemos pois algumas situações.

1. Quando nos dirigimos ao terreiro “sujos”.
O que é um servidor da Umbanda sujo?
Não se iludam achando que é somente o servidor que não tomou o banho de erva ou o banho comum mesmo. Conheço muito servidor que está com os “banhos em dia” mas que sempre transmite uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos. Por “sentimentos profanos” entenda-se: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, indisciplina, indolência, etc. Tudo isso não tem banho de erva que tire.


2. Quando durante a gira de atendimento deixamos o nosso mental ser impregnado por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados.
Como por exemplo:

2.1. Ficar observando o comportamento do irmão de fé, sem que em momento algum isso seja para conversar com ele depois da gira para orientá-lo ou ajudá-lo a se corrigir, mas sim para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.2. Observar o comportamento dos consulentes na hora da consulta sem ser com o objetivo de orientá-lo sobre a disciplina da Casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo dito pela entidade, mas, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.3. Quando, enquanto médiuns de incorporação e de consulta, nos recusamos a “dar passagem” porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas... Falsa humildade! Egoísmo! Que tal deixar para a entidade decidir se estamos ou não em condições? Se realmente estivermos sem condições a própria entidade dará apenas a sua irradiação e bênção. Mas não! Insistimos em saber mais do que elas! Além do mais esquecemos também quantas vezes aprendemos nas consultas e quantas vezes um consulente está passando por um problema semelhante aos nossos e somos indiretamente orientados.

2.4. Quantas vezes durante a consulta, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certo, né?

2.5. Desejar sexualmente um(a) irmão(ã) de fé ou consulente. Você esquece que a galera lá de cima tá vendo tudo? Você esquece que a entidade que você está cambonando sente ou percebe? Você esquece que a entidade que você está incorporada simplesmente desincorpora? Que vergonha! Que absurdo!

3. Toda vez que temos uma atitude incoerente ou incompatível com o fato de sermos umbandistas, nós prejudicamos não somente as entidades, mas a própria Umbanda. Como por exemplo: sujar reino da natureza, desrespeitar uma pessoa, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.

Eu poderia escrever páginas e mais páginas a respeito do quanto prejudicamos as entidades de Umbanda quando nos esquecemos do “Orai e Vigiai”, mas será que adiantaria?
Será que você leria até o fim?
Porque orientação de não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo 24 horas antes das sessões a grande maioria segue, mas do que adianta seguir alguns preceitos disciplinares se nosso coração ou mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira?
Pensando só no choppinho que vai tomar, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”?
Você sinceramente acha que será um servidor decente se estiver com isso na cabeça?

Enquanto sacerdotisa de Umbanda, eu prefiro um médium que tenha feito sexo na véspera da sessão, mas que seu sentimento esteja voltado para o servir e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração.
Não sejamos hipócritas!
A espiritualidade tudo vê e não cabe a você julgar o outro!
Se o cara fez sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro e estava morrendo de saudades... Esse sexo é até salutar!
Pois imagina como ele estaria na gira? Só pensando na hora de ir embora prá poder “matar a saudade”.
E é você quem vai julgar isso? Ou é a entidade?

Orai e Vigiai sim! Sempre!
Mas só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência!
A consciência de que quem realmente faz a Umbanda são as entidades.

A consciência de que se você não estiver “prestando” prá trabalhar quem decide é a entidade.

A consciência do que é ser umbandista.

A consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia, protetor, guardião. Médium resgata karma!


Mãe Iassan Ayporê Pery
Centro Espiritualista Caboclo Pery

domingo, 6 de dezembro de 2009

O QUE É NAÇÃO

NAÇÕES

Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewes, os Fons, e os Bantus. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas “divisões” ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

O Candomblé de nação Ketu, classificado pelos estudiosos como Jeje-nagô, é de certa maneira o modelo adotado pelos candomblés das demais nações.
É possível que como correr do tempo e dada a dinâmica própria do fato cultural, outras formas de candomblé, sobretudo o Jeje seja assimilado pelo candomblé de nação Ketu.
Há um certo movimento dos sacerdotes de nação angola na direção de uma retomada dos fundamentos de origem banto, sobretudo a língua ritual, procurando um renascimento do esplendor de outrora dos candomblés de origem banto.

A primeira casa de Candomblé Ketu-Nagô foi fundada em Salvador na Bahia, ainda no século passado. Contam que três mulheres, ex-escravas, que pertenciam ao reino de Ketu, onde ocupavam posição de destaque na corte antes de serem transformadas em escravas, foram suas fundadoras. Essas três valorosas mulheres fundaram essa casa de Candomblé, ao lado da Igreja da Barroquinha, no centro da cidade de Salvador.
Depois de várias mudanças, estabeleceu-se num bairro chamado Engenho Velho, onde permanece, por isso é conhecido como Candomblé do Engenho Velho, ou Casa Branca do Engenho Velho. É uma casa antiga e venerável, cuja mãe de Santo, atualmente, é uma velha Yalorixá da Oxum, chamada carinhosamente por todos de Mãe Tatá.

São oriundas do Engenho Velho, duas outras casas importantes.
Era filha-de-Santo do Engenho Velho, uma senhora de Xangô, por nome Eugênia Ana dos Santos, que ao completar seu tempo de iniciação deixa o Engenho Velho, e funda o Candomblé do Axé Opô Afonjá.

A outra casa importante que saiu de lá, foi o Candomblé do Gantois, cuja mãe-de- Santo atual é mãe Cleusa de Nanã, filha carnal da famosa Mãe Menininha do Gantois. Estes dois candomblés que foram fundados a partir do Engenho Velho, são, junto com o Engenho Velho, as três casas de Candomblé mais antigas do Brasil, e todas as casas de Candomblé Ketu, de uma forma ou de outra tem sua origem aí.

Há uma outra casa também nagô-ketu, que teria sido fundada por uma outra dignitária africana, cuja herdeira, Olga de Alaketu é mãe de santo dos principais políticos brasileiros. Essa casa fica em Brotas de Matutu, e segundo uma inscrição na parede do barracão, foi fundada em 1631.

Além das casas fundadoras de Candomblé de nação Ketu, há também as casas fundadoras de outras nações, como o Bate-Folhas de nação Angola, e o Bogum, de nação Jeje.

No Candomblé de nação ketu, chamado Ketu-nagô, a língua utilizada para o ritual é o Yorubá, língua até hoje falada na África, pelo povo da região de Yorubá.

Ketu é o nome de uma cidade, ainda hoje importante, localizada no Benin, antigo Daomé, vizinho da Nigéria. Chama-se candomblé de ketu, pois grande parte da população de origem africana, na Bahia, que fundou o candomblé, era proveniente dessa região da África. (TRINDADE:1995)

Os estudiosos, inclusive um francês, babalawô do Ilê Axé Opô Afonjá, chamado Pierre Verger, fez várias viagens à África, onde pode observar e constatar a semelhança dos rituais, cantigas, uso de folhas, assentamentos, entre as nossas práticas religiosas aqui no Brasil e no continente africano. O candomblé de nação Ketu talvez seja o que mantém os rituais mais próximos das raízes africanas, pois o intercâmbio entre o Brasil e a África dos Yorubás foi sempre muito constante

FACA E PUNHAL

A faca e punhal é o indicativo de forças de luta e de guerra capazes de abrir caminhos,vencer batalhas ,cortar negativos e destruir obstaculos em seus caminhos e podem e serão usadas por estas mesmas entidades ,em rituais de demanda,fixação de energias eletromagnéticas.

Essas facas e punhais(ponteiros)e todas as demais armas e ferramentas usadas por exu serão imantadas pelo axé correspondente a entidade nomeada a este(tipo assim ,tranca ruas possui folhas,ervas e processos de imantação "parecidos "com outros exus ),mas esta ferramenta sera imantada eletromagnéticamente no axé pessoal deste exu e somente a este pertencera ,e sempre sera imantada e "consagrada" a este no ritual em que ele estiver sendo cultuado e exercido naquela casa em que exu esta
trabalhando ,ou seja,ha rituais de consagração de ferramentas varidas e diferentes,mas o fator principal do axé daquele exu sera sempre o mesmo no final ,por mais diferentes sejam os procesos de consagração destes....

Pode se ver geralmene punhais embutidos em assentamentos ,pontos riscados destas entidades ,fixando ou cortando ou vencendo uma batalha,servem tambem para traçar pontos de fixação na terra(voltados com a ponta voltado para baixo) ou podem ser usadas como um processo de cortar e vencer batalhas(voltados com a ponta para cima) e usados assim tambem são ótimas ferramentas de captação de energias,tanto maleficas quanto benéficas,tipo um para raio de energias,bastando ao próprio exu fazer o que deve ser feito com aquele ritual...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A LÍNGUA

Vamos, paulatinamente, mostrar a cada um dos irmãos a responsabilidade daqueles que não sabem frear a língua e a usam para juízos temerários a respeito de seus semelhantes.

Das palavras de Jesus, no Evangelho de Luz como diz o Profeta Thiago:
"São tremendos os tropeços da língua".

Através da língua, o homem se envaidece, se considera um mestre superior a todos os irmãos, mas, esse homem se esquece de que, através dessa insânia, ele prejudica a si mesmo. Porque nós temos que imitar, nos dias atuais, a Jesus, nosso Mestre, que foi humilde de coração. A língua, este pequeno membro é um instrumento terrível. Como disse Thiago, ocasiona ao homem e a mulher coisas que agravam o seu carma, o seu futuro espiritual, pois desvia cada um do seu caminho reto, da estrada perfeita que Jesus Cristo traçou.

Vejam os animais:
o cavalo, por exemplo, tão submisso. Um simples freio na sua boca o domina e o dirige completamente. Vejam os barcos com velas possantes, que o vento conduz daqui para acolá dirigidos por um pequeno leme. Vejam meus irmãos como uma pequena fagulha incendeia um grande bosque.

Assim disse Thiago:
"A língua é um fogo tremendo." Está cheia de iniquidade. Está cheia do mau. Ela inflama a roda de nossos nascimentos e nos atrai para mundos infernais. As sábias palavras de Thiago nos alertam sobre o nosso comportamento no lar, quando em torno da mesa devemos manter o silêncio e agradecer a Deus, evitando usar a língua para criticar e julgar. Um comportamento contrário revela a nossa falta de religião e que estamos afastados dos ensinamentos de Jesus.

A língua é uma iniquidade porque ela ocasiona as guerras, as conseqüências terríveis para a humanidade, como ocorreu durante a inquisição. É a língua a responsável pela nossa presença neste grupo e por aqueles que vêm juntar-se a nós atraídos pela lei de causa e efeito, pois como disse Paulo (Epístola aos Romanos III): "Ninguém na Terra é inocente, todos são pecadores.

" A língua é como uma víbora dentro da boca, capaz de tanta maldade, pode envenenar, destruir a todos os irmãos. E, porque? Diz o apóstolo que essa língua traz em si grande iniquidade, porque já cometemos erros através dela, dos falsos elogios, da calúnia, do mal que ocasionamos à humanidade devido à nossa invigilância. A roda do nascimento nada mais é do que a lei cármica, a lei de causa e efeito, que se agrava, que aumenta o carma e consequentemente as dores, pois a lei de causa e efeito é inexorável.

É como disse o grande cientista Einstein, "a lei de todo o universo e do cosmo". Ninguém pode infringir essa lei impunemente. Se todos compreendessem isso cada um guardaria o máximo cuidado no falar palavras fúteis, superficiais, que redundam em atrações dessas forças inferiores, infernais que significam lugares inferiores, imundícies, pestilência, peçonha, como, disse o apóstolo. Estes ensinamentos têm muito a ver conosco nos dias atuais, pois usamos a língua para espalhar boatos, notícias mentirosas, pois o apóstolo Paulo, na Epístola aos Romanos III, afirma: "Todo homem mente." É incentivado pela língua a fazer comentários e tomar posição nas conversações objetivando aspectos para fazer o mal, progredir e se disseminar por todo o universo. Portanto, se o nosso carma é doce, brando, nós podemos nos desviar dele pelo mau uso da língua no instante em que não escutarmos as verdades que nos tocam o coração.

É o que o profeta Isaías dizia, tristemente:
"Senhor, quem creu na minha pregação?" Têm olhos para ver mas não vêem; têm ouvidos para ouvir, mas não escutam. São todos insensíveis às coisas do espirito. Fogem espavoridos porque já estabeleceram, através da língua, "aliança com o mal".

E, portanto, nós verificamos que a língua viperina causa o mal a nós próprios. Causa a nossa degradação através das iniquidades para nós e para os outros, pois, segundo a lei, tudo que se faz através do pensamento, das palavras e da ação, se repete num ciclo doloroso a fim de que pela dor a criatura compreenda que tem que estabelecer o equilíbrio do universo e do cosmo.

E, assim sendo, as aves, os répteis, todos os animais marinhos, como diz o apóstolo Thiago, podem ser modificados, domesticados na sua natureza pela ação humana.

Mas a língua, este terrível instrumento, o homem quase não pode domá-la. As vezes toma algumas providências, mas de repente, cai nas ciladas terrível das críticas, das condenações e dos julgamentos indefectíveis para outrem, mas retroativo para aquele que assim procede.
A lei funciona não imediatamente. Tempos depois, às vezes dias depois vem a doença porque a língua tem peçonha. E porque o apóstolo Thiago afirma que ela tem peçonha? No capítulo III do Novo Testamento, ele diz que quando proferimos uma mentira, um embuste, um engano, uma traição, uma calúnia a quem quer que seja, nós estamos criando um carma terrível. As forças do universo sentem este abalo de cada criatura porque nós não vivemos só na nossa família. Nós também estamos sujeitos, como já foi dito, à lei cármica, a lei universal e aos conselhos e advertências de nosso Senhor Jesus Cristo.

E com essas conversas, com essas coisas fúteis, superficiais, nos tornamos cada vez mais intoleráveis pela boca. Ouvimos o que não devemos ouvir porque a língua atrai dessas fontes de imundícies para nossa aura, espíritos trevosos, animalescos. E como eles querem destruir, fazer sofrer, nós sentiremos no corpo essas infecções, essas necroses. Tudo ocasionado pelos mesmos erros do passado.

Assim, a língua em conseqüência do nosso relacionamento com as trevas, com os núcleos de maldade, atrai essas forças negativas para os nossos lares, para os nossos locais de trabalho, e a nossa vida se torna insuportável.

E quando as vítimas recorrem à médicos, a infecção já campeia completamente, porque a nossa língua infeccionou todo o nosso corpo. A língua contamina todo o corpo com nossa conversação inconveniente.

Portanto, uma boca que foi feita para abençoar, uma boca que foi feita para amar, uma boca que foi feita para estimular uns aos outros, porque esta é a nossa obrigação, maldiz se enfurecendo repentinamente. E as forças animalescas penetram sem a criatura sentir, mas deformam o rosto. Os órgãos sentem choque terrível da maldade e a língua, que devia abençoar, amaldiçoa pela vingança, pelo ódio, pela vindita.

Mas diz Thiago:
"Uma fonte, uma manancial de água doce não pode ser amargosa." Não colherei da figueira outros frutos diferentes. "As videiras não produzem figos e , portanto uma língua para abençoar é como uma fonte que é pura e não pode dar, ao mesmo tempo, água doce e amargosa".

Estes ensinamentos representam, através da língua, a nossa saúde, a nossa paz, a nossa mocidade, a nossa juventude, porque pela conduta do homem nunca o espírito envelhece.
Além disso (vamos repetir de novo Thiago); diz ele no Cap. I:
"Nós fomos criados pela palavra da verdade e esta palavra é Deus." É manifestação em, todo o Universo como força primordial de todas as forças. E esta palavra de verdade nos delegou poder de ser as primícias de todas as criaturas. Portanto, o homem que, depois dos animais, foi criado para essas primícias, não pode se animalizar, bestializar-se, ligado a essas forças trevosas que só querem nos massacrar.

Então, o apóstolo diz, que todos nós devemos ter o cuidado com a prática da palavra; que devemos ser tardios para falar, que devemos ser tardios para nos irritar, porque através da irritação penetram em nosso corpo todos esses germes malignos. E não haverá assepsia mais perfeita quando o nosso corpo já estiver completamente infectado devido ao mal uso da língua. E, para evitarmos isso devemos ouvir a palavra que nos toca o coração e sermos não ouvintes fáceis, que se esquecem destes ensinamentos e mergulham nas coisas do mal e da ilusão.

Essas criaturas representam um viajante no deserto, que vê uma miragem, coisas belas e reais e, de repente, chega a conclusão de que tudo aquilo é mera ilusão. Não devemos nos enganar. Os ensinamentos de Jesus não podem ser pregados em vão. Devem fazer parte de nossa vida como um meio mais eficiente para, através da nossa língua, podermos estar em comunhão com Deus.

Portanto, não devemos ser ouvintes para sairmos daqui e esquecermos tudo. Devemos ser obradores, operadores dessas verdade evangélicas, para o nosso bem e a nossa felicidade porque Deus criando-nos pela palavra da verdade, nos tornou criaturas, viventes, sempre, eternamente, quando nós cumprimos a lei. E não dentro de quimeras, de lisões, de futilidade, que travam completamente o objetivo do homem na terra, objetivo este que é engrandecer-se, ser feliz e não adoecer.

E, então, diz o apóstolo, que todos nós deveríamos nos cingir por uma lei que se chama "lei da liberdade", porque Deus não criou seus filhos para que eles vivam

jungidos á escravidão. A liberdade do espírito domina em todo o cosmo e no mundo invisível. E, nesta lei de liberdade, nos seremos automaticamente, conscientemente, julgados por nós mesmos. O homem que ouve essas palavras e as esquece completamente, é como aquele que vai a um espelho, vê a sua fisionomia e, ao afastar-se do espelho, esquecer a sua aparência. Mas, aquele que vive dentro da liberdade, a lei cármica, a lei criada por Deus, compreende o que é a verdadeira religião. A verdadeira religião é reprimir a língua, porque não é

adorando ídolos,. em coisas exteriores, acendendo velas, como estamos vendo, que Deus nos escuta.

Deus nos ouve pela nossa palavra de verdade, quando nós abrimos nossa alma para ele; quando vivemos de acordo com as leis que seu filho unigênito trouxe á terra, as quais devemos seguir e alcançarmos através da estrada estreita, que é o caminho da nossa redenção. Então, poderemos falar com Deus, poderemos seguir os ensinamentos daqueles que há 5.000 anos AC já anunciavam que Deus está dentro de nós. Mas precisamos reconhece-lo dentro de nós. E como isso será possível se a nossa língua viperina continua caluniando, julgando e condenando o nosso próximo?

Portanto, dentro dessa lei de liberdade, segundo o entendimento do grande apóstolo Thiago, nós reconheceremos que a verdadeira religião é refrear a língua. E, nesse refreamento da língua é quase impossível não perdermos o rumo para a nossa felicidade e a nossa redenção, atenuarmos as arestas rudes do nosso carma, de lei de causa e efeito e fazermos com que cada dia sejamos um exemplo digno de um servo de Jesus.

É pela lei de liberdade que nós seremos julgados e, portanto, devemos pensar que, livres do espírito, nós podemos alcançar as alturas e não as profundidades terríveis das trevas.

Meus irmãos! Vamos confirmar essas palavras através de um espírito de escol: o nosso irmão Emmanuel, diz ele que a palavra pode conduzir a humanidade a caminhos muito diferentes para a evolução do seu espírito e atingir o objetivo, porque quando há sinceridade há humildade no coração. O homem através dos testemunhos que acompanham essas palavras, colabora cada um na sua individualidade pelo progresso da humanidade, pelo que foi dito por homens sábios, pela própria história verídica e pela benéfica dos outros. E, então, esta palavra é palavra divina? Esta palavra é palavra que vem do alto porque esse homem refreia a sua língua, temerosos de errar com toda a humildade de errar, de ser traído pelas trevas, porque as forças trevosas, nos dias que estamos vivendo, os últimos ciclos de vida na terra, procuram, cada vez mais aliciar prosélitos a fim de que possam manter as energias do núcleo, usando da nossa vitalidade, vampirizando-nos.

Nós temos um celeiro divino de onde vem todos os recursos para nós nessas horas difíceis. E, em vez de atrair o Divino Mestre para nós, através do Cristo, nós nos perdemos, nos clivamos numa paliçada atraindo os inimigos do Cristo, que é o Anti-Cristo. Cuidemos, pois da nossa língua!

Houve um médium extraordinário em sua época, Emmanuel Swíndberg, que, falando a respeito da língua, disse: A nossa língua tem que ser conservada. Como disse o apóstolo Paulo, para que em nós repercute a língua dos anjos a nossa língua tem que aprender, através da sua repressão, a linguagem dos espíritos de luz, pois os anjos falam uma língua muito difícil de ser compreendida na Terra. Os espíritos também falam uma linguagem não compreendida, muitas vezes, pelos homens.

A linguagem dos espíritos, por mais elevada que seja, não encontra no homem, na humanidade, o meio necessário para que ela, seja ouvida. Dai o que afirmou Isaías e todos os apóstolos. Porque para que nós sintamos a ação espiritual, a ação benéfica dos espíritos, dos nossos verdadeiros amigos, é preciso uma condição, uma postura da língua, uma postura em que nós, com toda humildade, reconheçamos o poder de Deus, sua justiça indefectível agindo sobre nós. E, é, então, com a humildade no coração, verificando, auto-examinando, fazendo uma introspeção diária do nosso egoísmo, da nossa vaidade, do nosso orgulho, da nossa necessidade de sofrer, que abrimos uma porta. Temos á nossa disposição um verdadeiro telefone pelo qual os espíritos de luz vêm nos ajudar, nas horas difíceis, comunicando-se conosco. Isto tem sido assim desde os primórdios da humanidade.

Em Israel, havia um homem chamado Elcana, que tinha duas esposas como era hábito naquele tempo. Ana era uma dessas esposas, profetiza e estéril; a outra era Penina, vaidosa pela prole que tivera com Elcana, por isso procurava sempre, com má língua, destruir sua companheira, procurava sempre faze-la sofrer pára que se

afastasse do seu esposo. Um dia ambas se encontraram no templo e Exana aproveitou a ocasião em que comemorava Jeová, para julgar e condenar Ana, lançando-lhe um terrível ódio. Ana deixou o templo triste porque tinha ido ali para se comunicar com Jeová, o Deus dos Judeus. O coração de Ana enfraqueceu pela tristeza e pela falta de alimentação. Elcana que muito a amava lhe perguntou: porque estás triste? Porque teu coração está conturbado? Porventura eu não te acato? Eu não te amo e te respeito? Porventura eu não te amo mais do que aqueles oito filhos que ela me deu?

E ela, não satisfeita, foi ao templo. Orou com todo coração, com toda a ternura a Deus e pediu para que um filho nascesse. Mas, no templo, como era comum, as orações eram feitas coletivamente e em voz alta, pois, pensavam eles que assim. Deus ouviria suas preces.

A palavra "oração" vem do latim, significando "ores=boca". Boca aberta, proferindo algo. Mas, "oração" não é isso. Oração é a alma aberta ao Criador, ao nosso pai, a Jesus, vibrando em todo o nosso ser para atingirmos o estado de prece.

Assim, em estado de prece, Ana orava. Lágrimas escorriam em suas faces. Ela balbuciando, conversava com Deus. Aproximando-se dela, o sacerdote Eli ouviu aquele balbuciar muito tênue e. perguntou-lhe: "Ana, tu estás embriagada?" Tu estas dominada pelo vinho?"

Ela respondeu-lhe: "Não Senhor! Eu não estou dominada pelo vinho. Eu não tenho esse hábito. Eu converso, eu me manifesto com toda a alma aberta. Ao meu Deus que ele me dê, como deu a Ester, um filho"

E Deus ouviu suas preces porque o sacerdote Eli imediatamente disse: Abençoada seja! Que Jeová te de uma progenitura! "Que Jeová te encha desta plenitude da vida que ë a procriação, pois para isto vieste á terra".

E nasceu Samuel. No capítulo I, vocês verificarão que Ana, recata na humildade e nas preces, teve ímpeto de levar o filho ao templo, como era hábito do povo de Israel. Chegando ao templo, completamente transtornada sob a influencia de sua mediunidade, lançou a toda humanidade um cântico, semelhante àquele magnífico de Maria. Este canto ficou conhecido como o "Cântico de Ana". Este é o cântico que a nossa boca deve proferir: "Senhor!" Eu me alegro neste instante, porque tu olhaste para a humildade da tua serva. Senhor! Tu me tiraste da fraqueza, das calúnias, do ódio, ajuda aquela irmã. Senhor! Tu me elevaste além de quaisquer condições delegando-me o poder. Tu nos lança no Sheol e nos eleva. Tu partes a flecha daquele que se considera forte. "Tu te unes ao fraco para o poder da vida".

"Senhor, tu ajudas ao santo protegendo os seus pés e deixa os ímpios, os faladores vulgares, os caluniadores calados nas profundezas do mal. Senhor! Eu reconheço que nenhum homem prevalecerá pela força.

Ë o amor, meus irmãos! Este cânticos que se acha registrado na Bíblia representa para todos nós um ensinamento aos nossos corações a fim de podermos viver felizes tanto na vida material como na vida espiritual. Todo o universo obedece a um ciclo de vida e "morte": Nascer, viver, morrer, renascer, reviver. Porém quando não refreamos a nossa língua como o apóstolo diz, nós estamos em decadência espiritual, como conseqüência do julgamento que fazemos sobre os nossos irmãos.

A palavra tem um poder divino quando é seguida por atos e ações meritórias. Quando não é assim, são discursos inertes, inúteis, que não tocam o coração e não fazem vibrar a alma. Nós devemos viver permanentemente em aliança, através da castidade da nossa língua, através do exemplo dos nossos atos, para que, com a humildade que teve Ana, que teve Jesus e todos aqueles que deixaram um exemplo de luz para a humanidade, um meio mais fácil para estabelecermos, cada dia, a comunhão com Deus. E esta aliança nós não devemos perder, como diz aquele médium do século XVII: "Esse contato com Deus, devemos fazê-lo todo dia, acautelando-nos com a nossa língua para que ela não seja a causa do mal em nós, dos nossos próprios prejuízos ocasionados pela nossa vaidade, pelo nosso orgulho, pela nossa prepotência".

Quando os fariseus procuraram julgar os discípulos de Jesus porque eles comiam sem lavar as mãos receberam um ensinamento, que ficou para toda a humanidade e que não devemos esquecer.

"Não é o que entra pela boca que faz mal."
O que entra pela boca vai ao ventre e sai para lugar escuso.
o que sai da boca é o que envenena o homem, que infelicita o homem. Porque a boca fala daquilo que há no coração.

Assim o nosso coração deve ser sublime no amor, no perdão, não condenando a ninguém, nem julgando a ninguém, a fim de não atrairmos para os nossos lares estas forças ignaras, que só querem nos desviar de meta da vida, do objetivo preponderante que é viver em paz e feliz. Se a boca fala daquilo que está no coração, como disse Jesus, o homem mau tira a maldade de dentro de si mesmo.

O homem bom tira só bondade do seu coração e não engana a ninguém. Assim, todos os que se dizem religiosos devem compreender estas palavras de Jesus, pois, como disse Thiago, elas são a verdadeira religião, Nós compreendendo o nosso dever religioso, refreamos a nossa língua, os nossos instintos, deixando o nosso coração viver puro em harmonia com todos os outros órgãos. Não desfalecemos porque o Senhor está dentro de nós, sentindo e suprindo todas as nossas necessidades.

Além disso, Jesus deixa, através de Lucas, Cap. VI, todos esses conselhos: não condenar a ninguém, não julgar a ninguém, pois da mesma maneira que julgarmos aos nossos irmãos seremos julgados, Jesus deixou bem clara esta sentença para aqueles que sem compreensão e que não vivem na formalidade dos sentidos, no orgulho e na vaidade, pois todas essas coisas entopem os nossos ouvidos. Jesus deixou claro uma norma de vida para que a humanidade não caia nas malhas da lei de causa e efeito.

Ninguém, quando caminha para o bem deixa de satisfazer essa lei do Carma. Se todos os homem compreendessem que o mal é para eles próprios, como disse Jesus, é a sua condenação, não haveria maldade, não haveria pessoas aumentando sua culpa, seu pecado, como hoje acontece.

Se as religiões se preocupassem em ensinar verdadeiramente isso, se cada um fosse o sacerdote da sua fé, da compreensão e da Lei Divina haveria uma humanidade onde ninguém faria o mal, porque já sabia, antecipadamente, que esse mal recairia sobre ele. E, pelo egoísmo humano; pela compreensão humana, temeroso efe não faria mal a ninguém.
No futuro, essa humanidade será realmente cristã, pois, então, como disse o padre Alta:
"Cristianis-Alta Cristi" - O Cristo está dentro de nós. Cristianismo é vivência.
É experiência em Deus. É prática constante da caridade e do bem. É contenção da língua diabólica, que causa enfermidade e dor.

É justamente aquilo que Thiago falou:
O auxílio ás viúvas desamparadas, o auxílio as criancinhas órfãs, para que não haja, no futuro, párias na sociedade e cada criança cresça, seja educado com a noção do poder que está dentro de cada um. É compreender que a força bruta não educa a ninguém. 0 que educa é a humildade daquele que é educador e o educando recebe essas vibrações de amor e se modifica".

Portanto, cada um de nós, cônscio dessa responsabilidade, não condenará a ninguém, não condenará as autoridades, não julgará á ninguém porque, como vimos no tema de hoje, quando aquela adúltera ia ser apedrejada conforme a lei, o Mestre imediatamente se comunicou com o Alto (como sempre devemos fazer em circunstâncias difíceis), e disse:
"Quem estiver isento de pecado atire a primeira pedra". Ninguém atirou a pedra porque todos eram pecadores. Como também pecadores somos todos nós, pois temos dentro de nós um tribunal divino que é a própria consciência.

Livrando a mulher daquela condenação terrível, daquela grande humilhação pública o Mestre amorosamente apenas a aconselhou: "Vá e não tornes a pecar."

Meus irmãos, não errem mais pela língua, ajudem a vencer a tentação que assalta a toda a humanidade, seguindo os conselhos de Jesus, porque, a voz que desce do alto é mansa, humilde, pacífica, tolerante, harmônica e traz para cada um a alegria de viver. E é esta alegria, que reina no mundo espiritual. É desta alegria que Jesus quer que a humanidade moderna desfrute, evitando os caminhos que podem conduzí-las ás forças do mal. Jesus deseja que a humanidade siga feliz e não sofra.

Portanto, repassando:
Se nós quisermos falar a língua dos anjos, se nós quisermos fazer a caridade, se nós dispusermos, hoje a conter a língua, não devemos julgar a ninguém, pois esta precipitação de julgar é força inimiga que está dentro de nós querendo a nossa queda. É, como já disse, um motivo de enfermidade, de infecções terríveis, que a medicina não pode curar. Mas, a maior assepsia para o nosso corpo e o nosso espírito é manter a aliança e o contato com Deus com o refrear de nossa língua, para vivermos em paz e felizes.

Graças a Deus!

Palestra psicofônica do irmão LUIZ DA ROCHA LIMA, domingo, 21-04-1985.
Assunto determinado por FREI LUIZ, sob inspiração do mesmo e do FREI BENEDITINO KELLY.
fonte:http://www.lardefreiluiz.org.br/index_br.html