terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O APOCALIPSE E A PRÁTICA INCONDICIONAL DO BEM

Durante os séculos que marcaram a história das
civilizações, a Terra vem sendo abençoada com a
presença de mensageiros, que têm sido enviados para dar
impulso ao progresso de todos os povos do planeta. O homem tem
aprendido muito ao longo desses milênios, e principalmente agora,
nos últimos anos, o desenvolvimento das ciências tem elevado o pensamento,
o conhecimento, a fronteiras até então inimaginadas. Em
todas as latitudes, tem-se presenciado a ação humana a fim de superar
fronteiras para a conquista do progresso.

Não obstante todos os avanços, o homem ainda não conseguiu erradicar
a guerra, nem mesmo logrou estabelecer a paz em si mesmo.
Trabalhou com partículas na intimidade do átomo, mas não conhece o
próprio íntimo. Atulha-se de aparatos tecnológicos, mas ainda convive
com a fome e a miséria, que atestam sua inferioridade.

É vítima de si mesmo:
em meio à competitividade, esquece-se de fomentar o cooperação,
que poderia auxiliá-lo a preencher o vazio interior, dando sentido
à existência. Nesta sede de conquistas puramente materiais,
nas lutas pelo domínio e pelo pretenso progresso, expõe-se ao perigo da
auto-exterminação. Como aconteceu no passado com outros povos,
corre o risco de acabar cedendo lugar, no grande palco planetário, a
outros povos, outra civilização, que poderia sobrevir à sua no cenário
evolutivo do mundo.

A angústia, os conflitos pessoais, os dramas milenares são novamente
vivenciados, levando o homem moderno a questio-namentos a
respeito da felicidade e do objetivo da vida, sem que ele se aperceba de
seu verdadeiro significado no contexto universal.
Embora quaisquer desafios, a embarcação planetária não está abandonada
à própria sorte. As mãos invisíveis de emissários do Alto estão
por detrás de todos os acontecimentos no cenário político e social de
vosso planeta, sob a orientação da mente cósmica de Jesus, que tudo
preside. O objetivo? Levar o homem terrestre a encontrar-se consigo
mesmo e a promover a transformação de si, para que o planeta encontre
a estabilidade e a elevação que caracterizarão a civilização do terceiro
milênio.

A paz jamais será alcançada apenas com tratados e acordos internacionais
— isso não é paz, é mero armistício. Paz implica cessar os conflitos,
abandonar a guerra. É necessário despertar a consciência para os
valores do espírito. O futuro pertence ao espírito e ao homem terreno; é
feito o convite para que ele se encontre, em meio ao aparente caos que
domina atualmente o cenário do mundo. Voltando-se para dentro de si,
desenvolvendo os valores íntimos, estará o homem apto a empreendimentos
objetivos. Mas é preciso que o homem se modifique.

O Apocalipse é um alerta à humanidade terrícola, para que refaça
seus valores e posicionamentos ante a vida e se integre definitivamente
ao concerto universal, elevando o hino da fraternidade como marca e
lema de uma nova raça de homens.

Nas terras do Evangelho, um poder bestial se estrutura lentamente,
subindo do abismo das realizações humanas no campo religioso
e assumindo o domínio de consciências. Esse poder mostra-se como
um Cordeiro, mas expele chamas como um dragão; fala de Jesus, mas
alimenta o anticristo. Enquanto isso, como no silêncio de um sacrário,
a obra do Consolador prossegue sobre a Terra, preparando as almas
para a emancipação espiritual, para um reino de amor e uma era de
paz.

Breve vereis a Terra sendo liberada das chagas morais que a caracterizaram
por séculos, para ascender na hierarquia dos mundos.

Os filhos da Terra são convidados a modificar a situação atual de
seu mundo, começando pelo mundo íntimo e ampliando a renovação
em torno de si. A doutrina espírita apresenta a proposta renovadora da
vivência plena do amor, do despertamento das potências adormecidas
da alma, da plenificação do ser pela elevação do padrão vibratório, que
se dá pela prática incondicional do bem.

do livro: Apocalipse - Robson Pineiro

PROVAÇÕES COLETIVAS

Se a Terra fosse abandonada à ação do homem, com certeza há
muito ele a teria destruído com seus recursos e criações belicosas. No
entanto, a bondade divina permite que os irmãos mais velhos da humanidade intervenham no momento oportuno, auxiliando o ser humano
na dificuldade em que vive.

As guerras, as bombas, as agressões à natureza e o clamor de milhares
de vidas afetam em larga escala a morada cósmica. Liberadas pelo
morticínio que o homem promove, cargas mentais tóxicas e quantidades
imensas de ectoplasma são lançadas na atmosfera psíquica do
mundo, abalando as estruturas hiperfísicas do planeta.

Impõe-se, assim,a necessidade uma ação saneadora geral, conduzida diretamente pelos responsáveis espirituais que orientam os destinos da Terra. Com vistas a promover a limpeza psíquica e física do ambiente planetário, tal ação higienizadora poderá determinar uma cota mais intensa de dor e sofrimento, nas provações coletivas que aguardam o mundo. É certo,
porém, que essa dor e esse sofrimento serão tão-somente o prenuncio
de um novo dia, de uma nova era, em que nascerão na Terra a nova
consciência e o novo homem, filho das estrelas.

Observa-se, na visão apocalíptica, o profundo interesse das consciências
iluminadas pelo futuro da humanidade terrestre.

Quando João descreve coroas sobre as cabeças desses seres, os anciãos,
faz uma clara alusão à posição deles ante a humanidade: são governadores
de mundos, fazem parte da hierarquia cósmica, como auxiliares
da Suprema Consciência, para orientação dos destinos das diversas
humanidades. Sua submissão ao Cristo nos indica, com esperança, que
nada se processa no mundo sem a direção de misericórdia e de sabedoria
daquele que, para nós, é o divino pastor de nossas almas.

Por mais difíceis que sejam os tempos, por mais dores que o futuro
reserve, no que tange ajusta colheita de seus atos, os homens têm em
Jesus a âncora sublime em que confiar. O reconhecimento que esses
irmãos maiores têm da supremacia do Cristo, nas questões relativas
ao planeta terreno, dá-nos a certeza de que Ele não abandonou o barco
cósmico que nos abriga e continua sendo, para todos os espíritos da Terra, o timoneiro divino que guia a nave terrestre ao porto seguro
do seu amor.

Nesses tempos que precedem a renovação da Terra, diversas inteligências
— os filhos de Deus de outros orbes do espaço — dirigem sua
atenção para o terceiro planeta do sistema solar, a fim de ajudar a
humanidade nos momentos de crise que se avizinham, os quais funcionam
como se fossem dores de parto, quando a mulher está prestes
a dar à luz. No caso da humanidade terrena, as dores morais, os conflitos
sociais e as catástrofes coletivas são o prenuncio do nascimento
de uma nova raça de homens, de uma nova mentalidade.

texto do livro:Apocalipse - Robson Pinheiro

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FILOSOFIA DA UMBANDA E SEUS MANDAMENTOS

A Umbanda Sagrada é uma religião livre de dogmas e leis predeterminada em livros sagrados ou criados por homens.

A mesma não reconhece nenhum livro como sagrado e tem na contemplação da natureza o Sagrado. Centenas de livros na biblioteca Umbandista são considerados livros de fé, pesquisa e estudo para melhor compreensão de seu sistema filosófico.

Mas se é que tenha que haver um dogma, que seja ética e bom senso.

A religião segue na crença da evolução do setenário sagrado que todos trazem em si. Setenário este conhecido como sentidos da vida e são: Fé, Amor, Conhecimento, Equilíbrio, Ordem, Evolução e Geração.

Assim podemos vislumbrar como atua a ética neste sentidos da vida.

• Desenvolvimento da Fé é o sentido de crer, mantê-lo lúcido longe das ilusões da matéria promovendo assim a transcendência espiritual do seu Ser;

• Prática do Amor e do perdão constantemente, amar a todos sem distinção de credo, raça, cor, etc, somos todos partes de um único Criador e nos manter em comunhão com sua criação é estar próximo do Mesmo;

• Conhecimento é o sentido que promove a expansão consciencial do ser, o desenvolvimento racional e intelectual equacionado com o emocional desenvolve no ser sua evolução mental, buscar o conhecimento sobre o todo é obrigação do ser e não usar jamais o conhecimento para ludibriar ou envolver negativamente o próximo menos favorecido, o fato de alcançar conhecimentos elevados em qualquer campo da vida gera no conhecedor maior responsabilidade perante o próximo e a natureza;

• Equilíbrio é o senso de justiça que vamos aperfeiçoando conforme aprimoramos o nosso ser, a busca do equilíbrio entre nossos instintos e emoções é fundamental para melhor assentarmos nosso ser no contexto divino a qual estamos inseridos e melhor contribuir para o desenvolvimento dos nossos semelhantes e natureza a qual habitamos. Atingir a noção exata entre um ato de seu interesse que pode ferir a harmonia do próximo é a meta para todos;

• Ordem é a inexistência do caos, o ser precisa constantemente ordenar seus pensamentos e emoções para que não crie um caos intimo e tampouco ao seu redor e com os seus;

• Evolução é transmutar o seu ser limitado por pré-conceitos e conceitos errôneos, emoções desequilibradas em tudo o que pode ser de mais harmônico, curando a si próprio e libertando-se da amarras criado por si próprio, promovendo assim a integração consciente com a Criação Divina e auxiliando a evolução dos semelhantes e da própria natureza a qual faz parte.

Geração é a vida propriamente dita, assim como a criação e a criatividade que proporciona aos seres sua adaptação em qualquer meio. Já a multiplicação é fato presente em toda a criação de Deus, tudo o que Ele gera se multiplica, quer seja entre os humanos ou entre os micros seres vivos do Universo. Logo, o papel do ser racional que somos é conhecer e zelar pela vida planetária, buscando o equilíbrio da natureza a qual promove e mantém a vida.

Estes pontos é o que podemos ter como Ética Filosófica da Umbanda Sagrada, ou até mesmo como os Sete Mandamentos da Umbanda.

fonte:
umbandacaminhodafe.blogspot.com/

DESENVOLVIMENTO

Com muita freqüência, vemos que os médiuns iniciantes na Umbanda têm pressa na prática do exercício de sua mediunidade, seja da incorporação, de vidência, de psicografia, entre tantas outras faculdades, o que o
médium aprendiz deseja é começar logo na prestação de sua caridade espiritual, além de querer conseguir sua total evolução em um período curto de tempo.

Antes de tudo, deve-se saber que o processo de desenvolvimento das faculdades mediúnicas se dão individualmente e que cada indivíduo tem seu tempo, não existindo regras quanto a estipulação de tempo para as faculdades mediúnicas, sendo portanto, cada um responsável pelo seu próprio desenvolvimento espiritual, e cada qual com seu tempo.

Outro ponto a ser abordado, é que, jamais um dirigente espiritual centrado fará ser apressado este processo, que via de regra é lento e acima de tudo individual, também não se quer ver o médium iniciante atropelando-se nas etapas necessárias ao perfeito trabalho mediúnico, pois o que se objetiva não é apressar ou tornar madura a mediunidade precocemente, sem que
antes, haja o estudo mediúnico aliado à prática experimentada da faculdade mediúnica.

Deve haver ainda, a sapiência e a consciência do médium sobre os atos, preceitos e fundamentos litúrgicos da Umbanda, antes por exemplo, de se ver um médium de incorporação consultando, este deve estar capacitado e apto ao trabalho mediúnico, e estes fatores só terão êxito se houver
junto com a prática do desenvolvimento, o estudo, pois sem ele, não se conseguem princípios basilares para o trabalho mediúnico adequado.

Ademais, o estudo é imprescindível para o regular e constante desenvolvimento do médium, seja ele iniciante ou não, afinal jamais se saberá de tudo, e por isso deve-se buscar a constante atualização nos materiais sobre o que se pretende aprender.

Comumente relatos de médiuns iniciantes mostram que certos médiuns, antes de trabalharem na corrente de Umbanda apresentavam incorporações desordenadas constantes, visões a todo instante, ouviam e sentiam muitas coisas, e que, após a entrada para o ofício mediúnico na Casa de
Umbanda, essa intensidade diminuiu muito, chegando em alguns dos casos até extinguir-se. Os Guias e Mentores de Luz entendem que estas sensações de desequilíbrio e desarmonia que antes eram sentidos pelo médium sem terreiro, não mais são necessárias novamente, eis que estes desequilíbrios
aconteceram para que o indivíduo se conscientizasse sobre seu caminho espiritual, acerca de Deus, da Caridade, do seu real objetivo na Terra, e obviamente de seu Karma Espiritual. Porém esta conscientização só se dará por meio de estudos.

Reflitamos e entendamos então, que só por meio do estudo conseguiremos entender mais sobre estas indagações acima expostas, e só com a prática habitual do estudo cominada com a prática empírica da mediunidade poderemos ter a excelência na prestação do ofício mediúnico, e no tão pretendido desenvolvimento “completo” das faculdades mediúnicas. Paciência, estudo, concentração, disciplina servirão e muito para galgar o rápido desenvolvimento.

T.U.Caminho da Fé

A FORÇA DAS IDÉIAS

Normalmente não nos damos conta da força que têm as idéias, no contexto geral da vida.

A idéia é um elemento vivo de curta ou longa duração, que exteriorizamos de nossa alma e que, como criação nossa, forma acontecimentos e realizações, atitudes e circunstâncias que nos ajudam ou desajudam, conforme a natureza que lhe imprimimos.

A idéia é força atuante, e raio criador que estabelece atos e fatos, enquanto lhe damos impulso.

Quando várias idéias se somam, a sua força aumenta, atingindo grandes proporções.

Não é outro o motivo pelo qual as equipes de jogadores encontram dificuldades em vencer fora de casa, como se costuma dizer.

É que a força das idéias dos torcedores, vibrando em uníssono, exerce grande influência, impulsionando o time tanto para a vitória como para a derrota.

Assim acontece também, quando uma pessoa está prestes a deixar o corpo físico e outras tantas pessoas a retêm pelo desejo ardente de que não morra.

Se a hora é chegada, os Benfeitores Espirituais promovem a chamada melhora da morte, para que as idéias de retenção se afrouxem e o Espírito seja desligado do corpo, graças ao relaxamento das idéias-força, que retinham o moribundo.

Nossas idéias podem ser flor ou espinho, pão ou pedra, asa ou algema, que arremessamos na mente alheia e que retornarão, inevitavelmente, até nós, trazendo-nos perfume ou chaga, suplício ou alimento, cadeia ou libertação.

O crime é uma idéia-flagelação que se insinuou na mente do criminoso.

A guerra de ofensiva é um conjunto de idéias-perversidade, subjugando milhares de consciências.

O bem é uma idéia-luz, descerrando caminhos de elevação.

A paz coletiva é uma coleção de idéias-entendimento, promovendo o progresso geral.

É por essa razão que o Evangelho representa uma glorificada equipe de idéias de amor puro e fé transformadora, que Jesus trouxe para as esferas dos homens, erguendo-os para Deus.

Na manjedoura, implanta o Mestre a idéia da humildade.

Na carpintaria nazarena, traça a idéia do trabalho.

Nas bodas de Caná, anuncia a idéia de auxílio desinteressado à felicidade do próximo.

No socorro aos doentes, cria a idéia da solidariedade.

No Tabor, revela a idéia da sublimação.

No Jardim das Oliveiras, insculpe a idéia da suprema lealdade a Deus.

Na cruz da renúncia e da morte, irradia a idéia do sacrifício pessoal pelo bem dos outros, como bênçãos de ressurreição para a imortalidade vitoriosa.

* * *

Não nos esqueçamos de que nossos exemplos, nossas maneiras, nossos gestos e palavras que saem da nossa boca, geram idéias.

Essas idéias, à maneira de ondas criadoras, vão e vêm, partindo de nós para os outros e voltando dos outros para nós, com a qualidade de sentimento e pensamento que lhes imprimimos, levando-nos ao triunfo ou à derrota.

É por isso que, em nossas tarefas habituais, precisamos selecionar as idéias que nos possam garantir saúde e tranqüilidade, melhoria e ascensão.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A INICIAÇÃO NO ORIXÁ

Se iniciar na magia do Orixá é possibilitar através de rituais próprios que o lado divino da criatura transpareça; é libertar o Deus Interior que existe em cada ser humano, permitindo-lhe vir a tona e provocar impulso irresistível capaz de conduzir a individualidade à realização pessoal, estabelecendo dessa maneira a mais perfeita comunhão possível com o Universo, com a Natureza.
Corpo físico, mente e alma, teoricamente, passam a agir em plenitude. Condições propícias são estabelecidas para que possa se estabelecer uma unidade com a Natureza como um todo. A memória ancestral possa florescer inconsciente no ser humano. A iniciação representa o nascimento do indivíduo para a espiritualidade, isso o torna mais forte, e completo.

Desde sua origem o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo desespero frente ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã, o ciclo da vida, a morte. Todo esse processo destina-se a criação de ambiente propício ao tão sonhado encontro.
A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza: “Quero ser feliz, mas não sei bem o que é felicidade”.

Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumárè ( o Deus Primordial), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação) e o conhecimento dos Òrixás e da espiritualidade individual.
Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Òrixás como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos.
A compreensão clara de que destino é possibilidade e não fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação.
O momento do chamado é diferente para cada pessoa.. Para alguns, uma doença difícil de ser curada: outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda, buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e seus interesses imediatos que acabam fugindo à sua real finalidade: promover o encontro do ser com a Divindade, ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também as materiais.

Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Orixá, nos recessos da própria alma.
Muitos são descendentes de africanos, mas não é regra. Na África o culto está realmente ligado às famílias, mas no Brasil, principalmente a miscigenação, trouxe para toda a população a denominação afro-descendente.
A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias (embora alguns lugares adotem 21). Essa reclusão (recolhimento) ocorre nos Templos Religiosos conhecidos como Casas de Candomblé, em aposentos próprios para tal finalidade. Esse período é comparável a gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Òrìsà lhe são ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, suas proibições (ewò), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.

Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.
Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso.

Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência.


Muitas pessoas sentem isso, e algumas sentem um sono muito grande.

O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.

Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso “arquétipo”.

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mãe de Cabeça”, ou o nome esotérico “ELEDÁ”. A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás.

Orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado.
Nosso Orixá é nossa única ponte com Olodumare (deus primordial), nosso Ekuru é nossa ponte com nosso Orixá.


fonte:http://obakeloje.webs.com/ekuruseespiritualidade.htm

A MORTE

Indubitavelmente um dos maiores descobrimentos do Século XX foi a estrutura de dupla hélice do DNA – a chamada base de construção da vida. A beleza e elegância dos dois fios do DNA trançados em espiral um em torno do outro apresenta um maravilhoso símbolo do desenvolvimento da vida, não somente da construção de formas biológicas, mas também a evolução daquilo que existe como causa primária, a consciência. Porque se adicionarmos o empuxo da evolução ao ritmo dos ciclos da natureza, o círculo da vida é transformado numa contínua espiral rotatória através da qual a consciência se expressa.

Aprofundando mais neste símbolo, se os dois fios espiralados forem entendidos como entrelaçando espírito e matéria, a consciência pode ser vista como o efeito resultante da evolução desta interação. Temos aqui uma estimulante perspectiva sobre o nobre caminho do meio ensinado pelo Buda, o desafio de trilhar o caminho de maneira eqüidistante entre estes pares de opostos – as duas grandes linhas de força – tal como se expressam em qualquer nível, contrabalançando e relacionando-os entre si numa expressão harmoniosa. Assim como o Buda, o Cristo e outros grandes guias espirituais, também cada unidade de consciência evolui através deste grande processo espiral – a soma total da manifestação planetária avançando lentamente numa viagem de redenção espiritual.

Esta evolução super abrangente requer o constante desprender de formas e a aquisição de novas, à medida que novas combinações de matéria e espírito proporcionem veículos mais refinados para expressar o desenvolvimento da consciência. Quando a potência de uma forma está exaurida e não é mais adequada, a forma é descartada e uma mais apropriada é adquirida. Este é o princípio fundamental por trás do processo de morte e renascimento em todos níveis da natureza. Onde exatamente esta espiral leva ou termina ninguém na realidade sabe; tudo que pode ser dito é que o próximo passo está sempre mais à frente, lentamente percebido na medida que somos impulsionados para frente pelo poder da própria vida.

Desafortunadamente a sociedade secular tem, de maneira progressiva, se isolado do processo cíclico de vida e morte que caracteriza nossa ascensão na espiral. Sempre em busca de novas sensações, nosso irrefreável séqüito de materialismo tem resultado numa identificação muito forte com nosso corpo, nos enredado nos seus sentidos e conseqüentemente perdido o contato com nossa natureza interior. O propósito dos sentidos é informar, não aprisionar, e somente nos desembaraçando deles e interiorizando a nossa linha de investigação, podemos ter esperança de recuperar alguma verdadeira compreensão da natureza da morte. Temos que despertar os sentidos esotéricos interiores e seguir a sua orientação a fim de contatar o núcleo imortal do nosso ser que permanece inabalável e sereno durante os longos ciclos de vida, morte e renascimento. Então podemos conhecer em primeira mão a entrada numa vida mais grandiosa – o formoso segredo que encobre o processo da morte.

Somente pela compreensão da vida após a morte como uma extensão da vida, é que a morte pode ser entendida como simplesmente uma transição – uma relocação da consciência de uma área da divina espiral a outra. Neste sentido morte é simplesmente a libertação da limitação, da qual temos uma experiência parcial todas as noites durante as horas de sono. Morte e sono são fundamentalmente o mesmo, sem diferença, exceto em grau; ... sono é uma morte imperfeita e morte é um sono perfeito. Esta é a principal questão em todo ensinamento sobre a morte... Morte não é o oposto de Vida, mas atualmente é um dos modos de viver – uma modificação de consciência, uma mudança de uma fase da vida a outra pela subserviência ao carma, ao destino... Nossos corpos estão em constante estado de mudança, seus átomos estão num processo contínuo de renovação... Mesmo enquanto encarnados estamos vivendo no meio de incontáveis mortes diminutas.

Morte é, na realidade, deterioração no tempo e espaço e se deve à tendência do espírito-matéria a se isolar, enquanto em manifestação. Este enunciado reflete todo o processo da jornada da Vida – (involução) entrada na forma e num estado de consciência cada vez mais individualista e separado, e então (evolução) de volta à unidade levando conosco os frutos da nossa experiência como agregado de aprimoramento e qualidade. Quando reconhecemos este ciclo podemos, deliberadamente, nos alinhar com a onda evolucionária e superar esta tendência de isolamento do espírito-matéria. Focalizando na alma, o ponto de relacionamento de consciência intermediário entre ambos, nossa visão expandida revela a grande verdade dos ensinamentos da Sabedoria Antiga que mente-corpo-alma são a Trindade sintetizada pela Vida que permeia tudo. Então, morte é entendida como parte do processo da vida, a grande força de liberação que re-focaliza firmemente a consciência em pontos mais altos da espiral entre os pólos do espírito e matéria.

O medo e o horror da morte podem então desaparecer à medida que a consciência de orientação espiritual, a alma, tornar-se realmente conhecida em nossa percepção. O medo é o resultado da identificação com a natureza temporária da forma – nossa própria forma que dá origem ao senso de personalidade, as formas e personalidades daqueles que amamos, e as formas familiares do nosso entorno e meio ambiente. Entretanto, o amor que é da alma opõe-se a esse apego, e a esperança do futuro e nossa libertação das limitações do passado está nesta substituição de ênfase para a transcendência da alma. À medida que avançamos para esse momento quando o aspecto encarnado da alma puder viver conscientemente, construtiva e divinamente em veículos materiais em evolução, o sofrimento, a solidão e a sensação de perda pela morte desaparecerão regularmente. Então, consideraremos a forma simplesmente como uma faceta temporária de oportunidade divina, a personalidade como uma máscara temporária da alma, e conheceremos um novo e mais alegre enfoque da grande experiência que chamamos morte. A morte será entendida como parte da jornada espiritual – a alma levando repetidamente de volta à realidade um fragmento de si mesma para aprender, servir e enriquecer a sua experiência e então, através da morte assimilar os resultados dos seus esforços para promover progresso na espiral do mistério da vida.

do site:http://obakeloje.webs.com/ekuruseespiritualidade.htm

sábado, 8 de janeiro de 2011

CHEGA DE VIVER A HISTÓRIA,VAMOS FAZER A HISTÓRIA

Estamos no final do ano, mais um grito de esperança surgirá dentro de nós e mais uma vez o milagre da fé brotará em nossos corações.

Percebam como é importante essa época do ano em vários aspectos, é uma correria danada, são inúmeros projetos de vida, várias mensagens e vibrações recebidas e dadas por nós, não é mesmo? E ainda temos, entre tantas coisas, as festas de encerramento nas empresas, amigos secretos, reuniões familiares, uma infinidade de presentes, surgimento de novas prestações, uma quantidade absurda de desperdício, um consumismo desenfreado, valores e alegrias relacionados ao presente… Uma loucura! E em algumas situações uma loucura de tristeza e de falta de valores.

Pois bem, além dessas situações, nessa época as lembranças e as reflexões também se acentuam e, muitas vezes, pela nossa predisposição ao caos e ao vitimismo esses pensamentos são direcionados aos momentos de fracassos, perdas, dores e tristezas, quase nunca se percebe o lado positivo da ‘coisa’ e as oportunidades, as conquistas e os movimentos decorridos desses momentos são esquecidos completamente, restando apenas a angústia pela insatisfação e pela lamentação.

Portanto, precisamos ficar atentos com essa intensa vibração emocional que paira deliberadamente sobre todos nós, criando uma expressiva “forma pensamento” que nos alimenta por questões de afinidade e ao mesmo tempo se alimenta de nós por questões viciosas, tudo em uma perfeita e doentia simbiose.

É FATO que todos passam por situações difíceis, que todos têm seus aprendizados e experiências próprias. É FATO que ninguém pode “passar” pelo outro e que ninguém tem aquilo que não é de seu merecimento. É FATO que não existem coincidências. É FATO que a Lei de Ação e Reação age justamente em nossas vidas. É FATO que NUNCA estamos sozinhos, portanto, a questão é: qual o valor que vamos dar a cada momento? O que estamos alimentando e vivenciando? Com o que estamos nos afinizando e comungando? O que queremos, ou melhor, como queremos viver???

Agradeceremos ou lamentaremos?

Choraremos ou sorriremos?

Perceberemos as oportunidades, o novo e a vida, seja ela em qualquer situação ou dimensão, ou lamuriaremos a água passada, o tremor da terra, o vento forte e o fogo quente???

Reflitam, a água passa MESMO, a terra treme MESMO, o vento é forte MESMO, o fogo é quente MESMO, assim como as coisas que acontecem diariamente na vida de todos, assim como a dor, a doença, a perda… portanto a questão não é vivenciar o fato, mas pensar nos atos.

Ou seja, quais estão sendo nossos atos em relação a qualquer fato? Mesmo porque, fato é já um Fato, o que podemos fazer é “apenas” mudar a relação, a concepção e a aceitação daquilo que não podemos mudar, daquilo que é natural.

As escolhas são nossas, a vida é nossa, as oportunidades são dadas a nós, não temos como contestar esse fato, ou seja, a escolha é nossa.

Portanto vamos aproveitar as reflexões, pensamentos e ….. vamos ser felizes!

Vamos perceber que o importante é o caminho e o caminhar e não necessariamente o chegar.

Vamos insistir, persistir e ser felizes.

Vamos aproveitar, vamos agradecer cada oportunidade, cada experiência, cada momento, deixando pra lá o mau humor, a tristeza, a lamentação, afinal temos uma Luz dentro de nós e essa Luz só ilumina através de nós. Essa Luz depende só de nós e de nosso olhar e de nosso acreditar, assim como a felicidade também depende somente de nós, de nosso espírito, de nossa visão e aceitação de vida e da vida.

Se é momento de pensar, refletir, planejar…Pois bem, que sejam momentos Divinos, de puro agradecimento, mesmo porque nada aconteceu na hora errada e de forma errada.

Que seja um momento de olhar para frente e de fazer a história. Chega de viver a história, vamos fazer história!

Vamos plantar dentro de nós os lírios mais brancos e iluminados que alguém já viu. Vamos cultivar esses lírios alimentando-os com nosso trabalho, com nosso sorriso, nossa esperança e nossa persistência e vamos, quem sabe, levá-los às águas de Iemanjá, levá-los aos Orixás em forma de Corpo e Alma, em energia de Paz e Amor e em manifesto de Fé e Determinação.

Vamos olhar ao próximo com olhar de criança, com olhar de esperança, com olhar de Amor.

Vamos agradecer, agradecer e agradecer, afinal se criamos, alimentamos e somos alimentados por “formas pensamentos”, então que essas sejam as mais Divinas, as mais Alegres e as mais Esperançosas que o Astral já tenha visto e sentido.

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

EKEDY

A ekedi na maioria das casas também é chamada de mãe, exerce a função de dama de honra do Orixá regente da casa.

É dela a função de zelar,acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da casa,além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de “camareira” que actua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do babalorixá ou iyalorixá.

O cargo de ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidadede recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles,que “desviraram”.

Para se tornar uma ekedi, ela primeiramente é apresentada e não suspensa como o Ogan, e logo depois será confirmada,com as obrigações de Roncó.

Existe muita diferença de uma casa para outra e mesmo de uma nação para outra, na forma de se vestir.

Na Casa Branca do Engenho Velho a ajoiê não usa roupa de baiana e nem dança na roda do xirê, o traje tradicional da ajoiê é um vestido discreto, um fio-de-contas e um pano da costa dobrado sobre um ombro ou na cintura. Sempre tem uma toalha ou tecido à mão para secar o rosto do filho-de-santo que está em transe, no dia a dia usa uma roupa de ração como todas as participantes do candomblé.

Já em outras casas, vai depender do babalorixá ou iyalorixá deliberar o uso da roupa de baiana pelas ekedis.
Em muitos candomblés de Salvador,Rio de Janeiro e São Paulo é muito comum encontrar ekedis vestidas de baiana e dançando na roda do xire.

Ajoiê em yorubá (keto),ekedji em jeje,e makota em angola,siguinifica camareira do orixá e a mãe que o orixá escolheu para zelar da yalorixá ou babalorixá e todos os membros que adentrarem o ilê.

-Babalorixá ou Yialorixá,tem poder absoluto, está acima de todo e qualquer outro cargo na casa.

-Abians - por exprimir uma vontade de participar, ou escolhido a fazer parte da comunidade, recebe do babalorixá, um fio de contas "lavado" (colar ritual, símbolo do orixá do neófito), ou tenha se submetido a um bori (dar "comida" à ori , cabeça física e astral); participam no Ilê, ajudando com tarefas civis, nas festas, na limpeza e
arrumação e decoração do barracão, preparo de café e almoço, alguma ajuda na cozinha ritual, onde são preparadas as oferendas dos orixás e demais tarefas.

-O Iyawô - o iniciado, também chamado de adoxú (aquele que levou adoxum ), ficará recluso 21diasno lugar chamado roncó ou camarinha, um quarto fechado, com algumas esteiras, é confiado aos cuidados do babakeke re,yakekerê(pai e mãe pequena), e a ekedji sobre a supervisão e abaixo do zelador ou zeladora de orixá,todos deverão cumprir preceitos e resguardo durante toda a iniciação do Yawô

.A ekedji,ogan,cargos não rodantes nascem mãe e pai.Mas sempre terão7 anos.
O adoxu que nasce hoje passarão dos seus anos.

-A ekedji tem que tirar o dia para seu orixá e para orixá de seu zelador.
-A chegada no ilê e sempre cedo pois é responsavel por toda arrumação de roupas,apetrechos e etc...
-terá direito a uma cadeira no barracão,mas pouco deve se sentar pois deve estar atenta a tudo no ilê.a ekedji deve abraçar a todos os filhos sem fazer discrinação a nenhum pois é responsavel pelos seus filhos e irmãos.

-A responsabilidade de todos os afazeres é da ekedji ela que tem que coordenar os abians para fazer e se não tiver ninguém colocar a mão na massa.

Deve saber que o zelador(a)Não tem obrigação de fazer serviços de limpar,arrumar e etc.Pois o orixá maiorda casa que a todos guardam e a quem todos devem obdiencia,vem no ori da yalorixá ou babalorixá;

Pois a ekedji ou ogan é sempre conhecido pelo nome do orixá maior de seu ilê abaixo
de olorum é claro.

A ekedji por ela não incorporar ela retem as energias,funciona com um pararraio,então através de seu orixá ela descarrega essas energias.

Uma ótima ekedji ela se reserva no seu axé,e procura visitar outros ilês acompanhado de seu pai ou mãe de santo.
Ser humilde,não ser malcriada,saber se comportar dignamente,lembra que é o espelho e o exemplo da casa..Será o cartão de visita de seu ilê para os que chegam.

A ekedji não é dona do seu nariz,não faz só o que quer ela deve submissão a um orixá.Ela é a camareira do orixá da mae ,das entidades da mãe,e de todos os filhos e irmãos da casa.E na casa que chegar que faltar a presença de uma ekedji ela desempenhará o seu papel por esse é o cargo de ekedji.

Ela é a primeira a chegar e a última a fechar a porta do ilê.

Acho que algumas não se deram conta disso.Ser ekedji não é ter status.Pois é labuta,no dia a dia e não só quando tem obrigações na casa.para que seu axé evolua,é acima de tudo exercer o cargo recebido dentro da casa de santo.

ESSA MENSAGEM NÃO É PARA AQUELES QUE EXERCEM A SUA FUNÇÃO MUITO BEM NO ORIXÁ E SIM PARA OS INICIANTES,PARA QUE NÃO ENTREM NO ORIXÁ BUSCANDO GLAMOUR, STATUS TEM QUE SABER QUE É LABUTA TODOS OS DIAS.

OS CARGOS NÃO RODANTES ESTARÃO SEMPRE A SOMBRA DO ORIXÁ DO SEU ZELADOR OU ZELADORA.…

fonte:internet

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SOMOS APRENDIZES

Nós Umbandistas, exigimos respeito das outras religiões e segmentos da sociedade, ficamos indignados, quando falam mal de alguma coisa referente a nossa religião, criamos movimentos, mas...

Como vamos exigir respeito se nós mesmos não nos respeitamos??

Como vamos cobrar igualdade se dentro de nossa própria religião somos preconceituosos com aqueles que pensam e/ou agem diferente de nós??

Se não aceitamos criticas?

Alguns umbandistas se acham a “ultima coca cola gelada do sertão”, apenas por ostentarem títulos como “pais”ou “mães”, adoram criticar, mas não aceitam criticas, tornam-se donos da verdade e combatem aqueles que não aceitam estas verdades...

Há alguns dias atrás recebi criticas, ao dizer que antes de criarmos um movimento para cobrar respeito de outros segmentos, deveríamos debater nossa conduta, mas cada vez mais vejo que tinha razão...

Qual é a importância se a Umbanda que pratico adota imagens e a do outro não?

Qual é a importância se na Umbanda que pratico acendemos velas ou não? Etc. etc...

O que realmente importa é a essência, o amor, a fé e a seriedade com que ela é praticada, a partir do momento em que começarmos a mostrar isto para a sociedade com certeza seremos respeitados...

Vamos parar de nos tratar como concorrentes comerciais, ou pior concorrentes políticos, e vamos agir como irmão de fé...

Vamos parar de querer censurar irmãos que nos questionam, ou que não concordam com nossas idéias e vamos chamá-los para debate-las...

Vamos parar de usar nossos títulos como garantia de sermos sábios e passar a agir como o que realmente somos APRENDIZES...

Penso que se tivéssemos todos o dom da vidência, inúmeras vezes poderíamos ver nossos amados guias espirituais, tristes, indignados e até chorando ao nos ver tomando determinadas atitudes...

Abraços
Marco Boeing – ASSEMA / Curitiba

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que
fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.

A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida e noutro plano também!

autor desconhecido

TOQUES DO PRETO VELHO



Os espíritos trabalhadores, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade.

As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador.

O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”.

Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Abaixo vão alguns ensinamentos "toques" trazidos por um destes queridos amigos espirituais:

Lá nos planos sutis, aonde vocês muitas vezes vão quando dormem, mas ao acordarem não se lembram, existe uma grande família espiritual a lhes esperar, velar e torcer por vocês. Quebrem a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seus corações até eles. Mate a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os guias espirituais não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas.

Conheça-os, converse com eles, trabalhem juntos, mas sorriam e brinquem juntos também. Eles estão te esperando.

Mediunidade é coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Tem gente que pensa que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulo ver”. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia, “virar os olhos” e “rebolar” bastante. Não! Mediunidade évocê trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso. Vocês complicam muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Pense na manifestação das criancinhas durante um processo mediúnico. Existe algo mais simples e belo do que isso?

Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Você pode até não concordar, mas caso para ele faça sentido, deixe. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros. As experiências espirituais muitas vezes são de foro íntimo, cada um busca a sua. E cada um fique feliz com a sua! Aprendam também que a dedicação e o estudo ajudam muito. Mas o que realmente conta é o seu dia-a-dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação a humildade, tolerância e amor.

Fazer caridade é muito bom. Se alem disso buscam esclarecer as pessoas, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários. Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros vocês ajudam a si próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná-la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade faça sempreque surgir a oportunidade de auxiliar o irmão.

Esclarecimento leve a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.

Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os guias escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro do grupo, nem dão importância a isso. Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma benção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados. Aproveitem bem! Existe um montão de mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não conseguem lhes amparar, afinal vocês não param de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…

Os Orixás, os Mestres, os Anjos, os Devas, todos Eles amam a humanidade. Caso queiram fazer um ritual a algum Deles, tudo bem. Mas lembrem - se sempre: Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes. Caso contrário, não!

A energia de uma erva é poderosa e realmente cura, mas antes, suas próprias energias e o respeito com a vida vegetal devem ser grandes,caso contrário, é desperdício de tempo. Qualquer ritual de magia para o bem é lindo e bemquisto pela espiritualidade, mas não se perca no meio de muitos rituais e elementos e esqueça o essencial. O grande mestre da magia é o coração, e a grande força motriz é a sua mente. Lembrem-se disso.

Não sejam espiritualistas pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo orem ao deitar-se.. Agradeçam o dia, coloquem - se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.

Eu sou um preto-velho. Pouco importa minha forma ou meu nome. O que importa é que eu sou luz, como vocês e todos nós, filhos da Grande Luz. O sol brilha em meu coração, no seu e em toda humanidade. Você ainda tem preconceito em relação a raças? A culturas diferentes? Religião? E julgam-se espiritualistas? Ora amigo, deixe disso! Lembre-se: todos viemos da mesma fôrma. Eu tenho apenas uma palavra para descrever o preconceito: ignorância!
Ignorância também são as paredes e preconceitos religiosos. Todos os mestres da humanidade pregaram o desprendimento, mas o que os seus seguidores mais fazem é ter o sentimento de posse em relação a Eles. E lá se vão guerras, ofensas e desarmonia entre uma religião e outra. E lá se vão discussões infindáveis entre doutrinas diferentes. Todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo? Façam um favor à humanidade, meu filhos: vão voando nas asas do universalismo ecumênico! E parem com essas bobagens…

Do lado de cá nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Pensem nisso!

Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem-se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus. Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!

Por fim, dediquem-se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina.

Por fim, dediquem-se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e você verá o universo a sua frente. Não existirá mais Orun* (céu) nem Ayê* (mundo material). Nem eu nem você. Apenas Ele…Pai e Mãe dentro de nós mesmos!

Um Grande abraço,

Pai Antônio de Aruanda e Fernando Sepe
(escrito por duas mentes em um só coração)

fonte: http://www.forumespirita.net/

domingo, 5 de dezembro de 2010

FUNDAMENTOS DA REFORMA ÍNTIMA

Quando pensamos em REFORMA ÍNTIMA sempre devemos começar com um estudo relativo autocrítica e à conscientização dela decorrente, sempre devemos nos lembrar de Santo Agostinho. Cada pessoa, para estar motivada a se conhecer, admitindo erros ao menos para si mesma, precisa exercitar a força de vontade inerente a todo ser humano, mas muitas vezes adormecida.

A motivação nesse percurso nascerá do confronto da meditação com o cotidiano nem sempre ideal que muitos adotam. Unindo, pois, a teoria à prática, tendo por finalidade descortinar o ente cristão que há por trás das barreiras insensíveis que o materialismo impõe como regra geral na jornada terrena, o indivíduo sentir-se-á mais leve quando praticar a REFORMA ÍNTIMA.

É sabido que, na prática, mais fácil é ler e julgar entender os ensinamentos de Jesus, hoje estudados à luz da Doutrina Espírita, do que exercitá-los e realmente assimilá-los no dia-a-dia, consolidando posturas cristãs e aprimorando qualidades morais.

Nada de estranho nisso, pois sabe-se que nosso mundo é ainda de expiação e provas e, por isso mesmo, todo homem tem muitas imperfeições a sanar. Pessoas mais esclarecidas dos seus defeitos e melhor empenhadas no processo de reforma íntima conseguem conviver mais harmoniosamente entre si, alcançando maior êxito em suas realizações.

Do estudo da autocrítica passou-se à análise do que leva o ser humano a permanecer silente e impassível diante dos erros e desvios que até pode admitir que possui. Se sozinho não está conseguindo vislumbrar luz ao final do túnel, haveria condições de auxiliá-lo de algum modo eficaz? E a resposta resultou positiva bastando que houvesse interiorizado o impulso à melhora de caráter, à escorreita formação da personalidade e, fundamentalmente, existisse, forte e fiel, o desejo de seguir os passos de Jesus.

Descoberta a necessidade da autocrítica, encontrada a premissa de que há seres humanos inertes diante do óbvio, vale dizer, dos erros praticados, o degrau seguinte seria o estudo de formas a conduzir o indivíduo à reforma interior, tão essencial ao aprimoramento do ser. E mais: é certo que a maioria que estuda atentamente os livros espíritas, a partir da Codificação de Allan Kardec, que representa a base da Doutrina dos Espíritos, sente a necessidade de melhor se conhecer e pôr em prática a reforma íntima. Todavia, nem sempre sabe como agir nesse sentido.

Vamos tentar fornecer subsídios nessa direção proporcionando ao internauta interessado elementos de reflexão através dos quais possa, de forma voluntária e consciente, trabalhar os seus sentimentos e a sua razão, seja racionalizando sentimentos por intermédio do bom senso e da lógica, seja iluminando a inteligência e os pensamentos com as luzes dos bons sentimentos.

Temas de suma importância nesse campo: egoísmo, orgulho e seus derivados, materialismo, desvios de conduta e vícios, sexualidade, aids, aborto, pena de morte, eutanásia, entre outros. "POR QUE NÃO TENHO FÉ BASTANTE PARA VENCER TODOS OS PERCALÇOS QUE SURGEM À MINHA FRENTE?" É uma indagação que o encarnado habitualmente se faz ao entrar em choque com problemas do cotidiano, que o abalam profundamente.

A chave para esta questão pode ser encontrada no contexto desta obra, que poderá servir de manual auxiliar de reforma íntima para o internauta, contribuindo para o sucesso da sua EVOLUÇÃO ESPIRITUAL. A Reforma Íntima deve ser compreendida como a chave mestra para o sucesso de sua melhoria interior e, consequentemente, de sua felicidade exterior. O internauta pode notar que há mais vantagem em sacrificar-se no presente para que seu futuro seja efetivamente melhor, afinal a reforma íntima é temporária e serve à evolução do Espírito, imortal, permitindo-lhe o ingresso em planos espirituais mais elevados.

Lapidar os próprios sentimentos é tarefa árdua, mormente para o encarnado que não os têm em relativo desenvolvimento, nem tampouco em contínuo exercício. Reforma Íntima sem amor no coração é, no entanto, uma falácia. Aprender a cultivá-la verdadeiramente é um exercício significativo de abnegação e submissão a Deus.

O egoísmo, por seu lado, é a raiz de todos os males morais que existem no humano, fonte de todos os seus desvios e vícios de comportamento e causa primária das suas tendências negativas de toda ordem porque ele é a negativa do mandamento maior: "AMARÁ A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO."

Todos são capazes de vencer o mal que há no âmago individual e coletivo. O amor opera autênticas modificações positivas no ser humano e na humanidade. Portanto, ainda que não exista fórmula mágica para tal, há caminhos práticos a seguir. É justamente o objetivo nosso: demonstrá-los.

O processo de reforma íntima é, por certo, demorado e delicado. Necessita de determinação e interesse permanente daquele que o abraça para que alcance bons frutos. O saldo positivo exige exercício de paciência, tolerância, desprendimento, perdão, compreensão e amor nas relações humanas.

A reforma íntima e seus fundamentos representam verdadeira luz no ímo da alma a todo encarnado que pretende desenvolver-se espiritualmente ao longo da sua trilha pela crosta terrestre. Começar a reforma interior pelos problemas mais simples é uma das fórmulas indicadas. Depois, com naturalidade, os desvios mais complexos vão sendo enfrentados e vencidos, tudo a seu tempo e à sua hora. Sem precipitação mas com determinação o homem alcança seus objetivos.

CAIRBAR SCHUTEL E SUA EQUIPE ESPIRITUAL

fonte: Comunidade Espirita

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A HUMILDADE

Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não é mesmo?

Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.

O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.

Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.

A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice. A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.

O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende. O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.

Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões. Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz:
"eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer.

Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.

A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo. Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário.

A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas. A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências.

Uma pessoa humilde se compromete e realiza.

Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita.

A pessoa humilde diz:
"eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser". A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos.

A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.

O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação.

O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho".

Uma pessoa humilde diz:
"deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir".

A pessoa orgulhosa afirma:
"sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".

A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.

A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.

Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.

O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.

Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham.

A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.

Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.

Pense nisso!

Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?

É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

Pense nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

NOSSO CORPO UM TEMPLO

A iniciação já não ocorre nos templos como antigamente, mas na vida do indivíduo no dia a dia.

Aquele que tem uma vida de vicissitudes, meio ao fumo e bebida, que leva uma vida totalmente desregrada, sem ritmo, aquele que se abandona à desordem afetiva e sexual, quase não pode evoluir espiritualmente.

Alguns religiosos, como por exemplo, crentes, católicos e umbandistas, passam a vida indo à igreja e templos espíritas, rezando ou até meditando, e não obtêm resultado algum. Os ateus deduzem então que o que os religiosos fazem não serve para nada, que tudo isso não passa de ilusão.

Para progredir cumpre evitar tudo o que pode ocasionar a destruição do corpo físico, mas isso não é tudo. Cumpre também exercer uma auto-vigilância para que o organismo não se exponha a choques inúteis: raiva, crises nervosas, dúvidas, angústias. Há, pois, todo um trabalho a fazer sobre si mesmo.

O cuidado com o corpo é bem característico para os médiuns umbandistas, onde o corpo é reverenciado principalmente antes das giras, onde o banho, a meditação e o preparo são fundamentais para os trabalhos mediúnicos.

Tenho o costume de me lembrar sempre da prece:

Tenhamos o coração puro como cristal
O intelecto luminoso como o sol
A alma vasta como o universo
O espírito poderoso como Deus e unido a Deus.

Vale lembrar também, meus irmãos leitores, muitos médiuns em desenvolvimento, que às vezes sem a orientação correta do sacerdote responsável pela evolução mediúnica, não orientam sobre o devido preparo antes das cerimônias. O “Antes” não se deve consistir em “horas antes” e sim em um contínuo preparo composto por horas, dias, semanas, meses e anos.
Só quando o ser deixa de passar por altos e baixos, quando deixa de sentir o desânimo, a tristeza, a raiva, a inveja ou o ódio, só então é que a hierarquia espiritual do planeta pode começar a empregá-lo. Tão desenvolvido e puro é o guia quanto o seu aparelho.

Então, são-lhe dadas as melhores condições para avançar a todo pano. Mas não antes. Porque, por analogia, a energia espiritual é de uma potência inimaginável. Essa energia é de dez mil volts que devem passar através de nós, quando não suportamos sequer uma corrente de 220 volts. Se a recepção desta energia for prematura, o corpo, literalmente, se desintegrará. Eis por que se faz mister trabalhar longa e regularmente para recomeçar a obter resultados realmente visíveis no plano físico.

Esta é uma das leis essenciais que se manifesta em nós, é para o nosso bem, porque não estamos prontos para isso. E para estarmos prontos, devemos fazer do nosso corpo um templo, um verdadeiro santuário composto dos materiais mais puros, com flores mais magníficas e as gemas mais cintilantes, para levar os que nos ultrapassam a visitá-los e depois a vir habitá-los, até que o próprio Cristo faça ali a sua morada.

Então meus irmãos, cuidem de seus corpos.
Da comida, da bebida, dos vícios e de seus sentimentos e pensamentos. Procurem a mais pura e sublime sintonia de si mesmo.

Que Deus esteja conosco.

fonte:religiões espiritas/umbanda

UMBANDISTA, ESTUDAR É PRECISO!

Antes de tecermos comentários sobre o presente tema, exporemos três situações, a título exemplificativo, que serão de grande valia para um cabal entendimento do assunto a ser abordado.

CASO 1:
Mário, rapaz dotado de aflorada sensibilidade físico-espiritual que em tese poderá levá-lo a tornar-se um bom instrumento (médium) de interação entre o plano astral e o terreno, é levado por parentes umbandistas a um Templo. Detectada sua capacidade mediúnica pela direção daquele espaço de caridade, é convidado a ingressar no corpo sacerdotal da casa pouco tempo depois. Aceita o convite. Em determinada sessão é apresentado aos partícipes como novo membro do terreiro, no nível de iniciante. Porém, é "jogado" dentro da corrente de trabalhos espirituais sem os conhecimentos elementares sobre as bases, características, diretrizes, atributos, história da religião etc.

Mario vê-se confuso diante de uma série de fatos para ele desconhecidos. Sem convicção religiosa e consciência daquilo que faz e acontece a sua volta, procura esclarecer-se com os integrantes da Instituição, sem, contudo encontrar respostas ou apoio. Desestimulado, solicita exclusão do grupo mediúnico meses depois.

CASO 2:
Tereza é umbandista há 20 anos. Labora mediunicamente com grande seriedade e satisfação. Orgulhosa, costuma dizer que se realiza com a religião que abraçou. Em determinado encontro social onde estavam presentes pessoas de outros segmentos religiosos, Tereza vê-se diante de inúmeras perguntas que lhe são dirigidas, umas por curiosidade, outras para tentar ridicularizar a Umbanda. Nada pode fazer. Apesar de tantos anos de religião falta-se a doutrina, o estudo, ferramentas poderosas para enfrentar situações como a que está passando. Sente-se desacreditada e desrespeitada em sua atividade religiosa. Como defender a religião se não tenho os instrumentos básicos para tal? - pensa ela. Observa então que tempo de labor mediúnico, a serenidade, a disciplina, e as práticas de terreiro não são suficientes naquele momento para deixar a imagem da Umbanda imaculada. A tristeza lhe invade a alma.

CASO 3:
Rogério, homem de meia-idade é médium ativo de um Templo Umbandista há 15 anos. Por meio de inspiração é informado por seu Guia Espiritual para preparar-se, pois era chegada a hora de se fundar um terreiro. Sem tempo a perder e com base apenas na prática que absorveu ao longo dos anos, edifica uma pequena casa e convida alguns companheiros da religião para a grande empreitada caritativa. O tempo passa e o número de médiuns chega a uma quantidade considerável. Ao lado de seus antigos companheiros co-fundadores, Rogério observa agora médiuns novos, de diferentes idades e nível intelecto-cultural elevado. Desejosos em conhecer os aspectos doutrinários e litúrgicos pertinentes a Umbanda, solicitam explicações. Em situação constrangedora, o dirigente não sabe o que dizer. Falta-se o estudo, faltam-se conceitos, falta-se à base. Pouco a pouco alguns médiuns se afastam da casa, alguns em silêncio, outros comentando que não poderiam continuar a fazer parte de uma instituição religiosa de Umbanda onde o diretor material de culto, principal referencial de segurança e esclarecimentos, não sabe elucidar o que acontece dentro do próprio terreiro.

Os casos acima narrados, além de outros, força-nos de maneira inequívoca a apontarmos uma triste realidade dentro do Movimento Umbandista. A deficiência doutrinária de expressiva parte dos médiuns que compõem as diversas correntes templárias. E esta precariedade (ou ausência) de conhecimentos relativos à nossa religião está diretamente ligada à falta de núcleos de estudos dentro dos terrenos de Umbanda.

Não fazemos estas afirmações com intuito de ferirmos suscetibilidades ou condenarmos por omissão fulano ou beltrano. Deixemos que a própria consciência daqueles que podiam ou podem mudar tal estado de coisas seja seu julgador.

Preocupa-nos tão somente os efeitos que tal omissão tem ocasionado na formação doutrinária dos médiuns umbandistas e dos reflexos advindos frente às atividades mediúnico-espirituais. Porque quanto mais bem preparado for o médium em quesitos tais como moral, caráter, doutrina etc. mais se constituirá em eficiente instrumento para o trabalho do mundo espiritual. Ao contrário daqueles que se eximem de suas responsabilidades, transferindo os encargos que lhes são próprios para a Espiritualidade, somos de opinião que o melhor caminho a seguir é assumirmos os nossos deveres e externarmos nosso amor e fidelidade à Umbanda, estruturando e fomentando o estudo, o debate construtivo, a formulação de teses, seminários, e ações similares dentro dos templos de nossa religião.

Não é demais lembrarmos que materialmente falando o grande corpo religioso nominado Umbanda é a resultante da atividade de micro células denominadas médiuns, que em conjunto formam as macro células, vale dizer, os Templos. Desta forma, quanto mais bem preparados forem os médiuns de uma Casa Umbandista, mais esta Instituição terá respeitabilidade e credibilidade em nossa sociedade.

E se mais e mais Templos Umbandistas alcançarem tais qualificativos, mais a Umbanda se conceituará em religião séria que é. Neste sentido, é crucial que alguns dirigentes deixem em plano secundário ou eliminem de suas vidas a vaidade destrutiva, o receio por novos projetos, e, sobretudo, joguem fora a idéia de que por serem presidentes ou diretores de culto, ou ainda terem 40, 50, ou 60 anos de Umbanda, detêm todos os conhecimentos litúrgicos, doutrinários e magísticos, não necessitando o auxilio de terceiros, ou de estudos para atividades religiosas práticas.

Os que assim pensam estão caminhando na direção contrária do progresso, do aperfeiçoamento, da evolução. Invariavelmente a cada sessão ou gira, a cada estudo, a cada permuta de idéias, a cada formulação de teorias, a cada observação, aprendemos um pouco mais.

Uns se tornam mais esclarecidos que outros, mas ninguém é detentor de todas as informações. A implantação de Escolas Doutrinárias, de Iniciação, são instrumentos de grande valor para a capacitação instrucional daqueles que desejam atuar como médiuns umbandistas.

Além disto, são nestes núcleos de formação doutrinária que se poderá avaliar o interesse, a intenção, o caráter, a moral, e a seriedade do candidato ao corpo mediúnico. E é aí também que o aluno começará seu processo de consciência religiosa em relação à Umbanda, fazendo cair por terra eventuais conceitos errôneos atribuídos à religião; terá as informações básicas a respeito do funcionamento da Instituição, sua ritualística, sua liturgia etc. que o proporcionará entrar no espaço de caridade de forma tranqüila e segura, ciente de seu procedimento e do que acontece em seu redor.

Por conta da maioria dos terreiros ainda não terem estruturado tais escolas, o que se observa é a facilidade com que muitos candidatos ao sacerdócio umbandista se integram a corrente mediúnica de uma Casa.

Não há um substancial cuidado em se avaliar se a pessoa é realmente médium ou se está passando apenas por problemas obsessivos; se é uma pessoa com bons propósitos ou se está a procura de diversão, aconchegos e conchavos; se quer ser um digno intermediário entre o mundo espiritual e o físico ou apenas deseja espaço para servir de passarela para sua vaidade e o seu egocentrismo. E dizemos mais. O estudo não deve se restringir somente aos iniciantes na religião. Deve alcançar também aqueles indivíduos já integrados ao colegiado mediúnico, não importando seu tempo de casa.

Reciclagem e aprendizado periódicos serão sempre de grande relevância para o aperfeiçoamento dos médiuns de uma coletividade umbandista.

Esperamos com estas abordagens que os responsáveis pela direção material dos terreiros e demais médiuns que compõem a classe sacerdotal da Umbanda se sensibilizem e sejam impelidos por suas consciências a implantarem ou solicitarem a implantação de Escolas Doutrinárias dentro dos espaços religiosos umbandistas.

Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!

fonte:Umbanda para todos

CARIDADE DOMÉSTICA

Infelizmente, esta situação é corriqueira.

É generalizado o desconhecimento dos fundamentos mínimos da consagração vibratória de um templo de umbanda. Os trabalhos realizados durante uma sessão de caridade (consulta, desobsessão, desintegração de formas de pensamento, morbos psíquicos e larvas astrais), aliado ao desmanche de magia negra e de outras ferramentas de ataques psíquicos espirituais, necessitam de campos de força adequados para proteção, como forma de dissolver todos os restos fluídicos que ficam pairando no local, no éter circunscrito à crosta terrestre.

É como se uma casa de Umbanda fosse uma enorme usina de reciclagem de lixo astral.

Atividades sem nenhuma fundamentação defensiva no campo da alta magia, não amparadas pela corrente mediúnica e os devidos condensadores energéticos, tendem a se tornar objetos de assédios das regiões trevosas.

Os trabalhos de caridade em vossas residências impregnam negativamente o ambiente doméstico. Há uma diferença enorme da benzedeira, que é toda amor e ora ardente no cantinho de sua choupana, com fé desinteressada, e os médiuns vaidosos que trabalham em casa com seus guias “poderosos”, que tudo fazem por meia dúzia DE MOEDAS.

Os que persistem em sua arrogância, a ponto de prescindir de um agrupamento e de um templo ionizado positivamente para a descarga fluídica de uma sessão de caridade, acabam tornando-se instrumentos das sombras, muitas vezes à custa da desunião familiar, de doenças e ferrenhas obsessões.

*Muitas vezes o médium se acha estar coberto de "boas intenções" ao começar a montar em sua residência um congá para atendimento.
A princípio apenas para os familiares e conhecidos. Ou seja, inicialmente não tem intenção de cobrar pelo atendimento que fará.
Entretanto, o que verdadeiramente o motivou não foi o amor, mas sim a arrogância e vaidade em não admitir-se sob o comando de outro encarnado e atuar fraternalmente entre irmãos. Desejoso de ser o "chefe do terreiro" sempre vê mais defeitos do que qualidades em qualquer terreiro que freqüente.

Sempre visualiza o quão perfeito será o seu próprio terreiro.

Com isso em mente abre o seu "congá" e começa a trabalhar, com o passar do tempo sem o devido preparo, sente falta do mesmo, mas não o admite e não busca auxílio em outra corrente e vai cada vez mais sendo enfraquecido. E não admite porque o que inicialmente o motivou a abrir o congá foi à empáfia, arrogância e a vaidade.

Sendo alvo constante do astral inferior (o que todo dirigente o é), vai fenecendo, até que as suas entidades (guias e protetores) não podem ou conseguem mais atuar ativamente sendo gradativamente substituídas por inteligências trevosas que se fazem passar por entidades de luz.

A essa altura a sua antiga "residência" já é um terreiro sim, um centro, mas um centro de concentração de forças trevosas que atuarão forte e implacavelmente na manutenção deste lugar, tranformando o médium chefe e todos os seus seguidores em servidores de suas forças. O processo obsessivo está nesse estágio no seu ponto máximo que é a fascinação.

Portanto, senhores médiuns cuidado!

O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos e se chama vaidade! Ninguém é dono da verdade e terreiro algum é perfeito! Busquemos, pois nos unir em nossos momentos de dúvida e aflição para que possamos sempre também estarmos unidos nos momentos de glória e alegria!


Pense Nisso...


Fonte: Livro Vozes de Aruanda

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados, muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo, "o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos. Pobre de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para a espiritualidade, a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", aonde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Aonde quer chegar? Está correndo tanto para que? Por quem? Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire, inspire, acalme-se!

O mundo está apenas na sua primeira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.


"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL, SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...".

Teilhard de Chardin.)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SUCESSÃO NOS TERREIROS

PLATÃO EXPLICA E UM PSIQUIATRA AJUDA!

A questão das sucessões nos terreiros tem despertado a minha curiosidade já faz algum tempo.

A impressão é de que esse assunto consiste em um dos muitos tabus ou erós sacerdotais. É difícil encontrarmos terreiros em que sucessão seja discutida abertamente, tratado de forma transparente e definido com antecedência.

Assim como a morte, inevitável, todo Pai/Mãe-de-Santo sabe que um dia a sucessão acontecerá, mas de preferência que ocorra sem a sua presença, ou seja, depois de seu desencarne.

Mediante, esse tipo de comportamento é que vemos terreiros fechando as suas portas ou enfrentando sérios problemas de solução de continuidade, por conta de brigas internas ou confusões para se definir quem tocará o barco, do agora Pai/Mãe-de-Santo ausente.

Geralmente, a linha sucessória de um terreiro é do tipo hereditário (transmissão de direitos aos herdeiros legítimos), estamos aqui falando da sucessão diretamente para filho carnal . A regra básica nesse caso é transmitir a direção da casa para o filho carnal que tenha se dedicado a religião. No caso da existência de mais filhos carnais na religião, o processo sucessório passa pelo crivo da primogenitura (condição de primogênito), do tempo na religião e/ou condição sacerdotal adquirida.
A condição sacerdotal e o tempo de consagração são prioridades decisivas para sucessão, independente do fato, do escolhido entre outros filhos carnais, ser o primogênito.

Quando os filhos carnais de um Pai/Mãe-de-Santo não preenchem os requisitos aqui expostos é que se começa a percorrer a árvore genealógica.
Nos casos em que inexistem herdeiros legítimos comumente se delega o direito de sucessão ao filho-de-santo mais antigo da casa.

Nos cultos afro-brasileiros, como por exemplo o Candomblé, consulta-se o oráculo (ifá ou búzios) para confirmar o nome do escolhido a sucessão.
Ressaltamos, que independente dos critérios estabelecidos para definir a sucessão em um terreiro, sucessão é uma responsabilidade do dirigente, um direito dos filhos-de-santo, devendo estar, portanto, bem claro para todos desde o início da fundação da casa, se possível.

Importante é a perenidade (continuação) de um terreiro, que deve perpetuar a sua existência, pois antes de ser de interesse do próprio dirigente maior, é de suma importância para toda a coletividade que dele faz parte (filhos, freqüentantes, e com certeza também as entidades que fornecem o aporte espiritual ao terreiro). Os filhos-de-santo não podem ficar a própria sorte, por conta da ausência súbita do Pai/Mãe-de-Santo. O mundo espiritual deve possuir a garantia da continuidade de seus trabalhos nessa coletividade. Um terreiro não pode ser fechado, abandonado de uma hora para outra, apenas por não ter quem o dirija.

Entendemos que o desencarne de um fundador de terreiro, de um Pai/Mãe-de-Santo, que as vezes por décadas dirigiu uma casa espiritual, abale emocionalmente a todos a ela ligados.

Isso é compreensível pelo amor, pela fé, o respeito e a dedicação. Existem casos que o impacto dessa perca remete a necessidade de um recesso nos trabalhos espirituais, um período de transição e de luto plenamente justificáveis. Todos nós temos direito a prantear os nossos entes queridos, quanto mais uma coletividade que se desenvolveu, cresceu e girou em torno de uma liderança por um longo período.

Mas, existirá um momento que os trabalhos deverão continuar, o terreiro deverá reabrir suas portas. É a velha história, o tempo não para e a gira continua a girar. Nessa hora o sucessor deve tomar o timão do barco e direcionar os novos rumos do terreiro. É preciso que o sucessor esteja preparado, devidamente respaldado pelo antecessor e totalmente reconhecido como legitima o seu direito sucessório.

No meu entendimento a sucessão possui as seguintes regras básicas, que devem ser cumpridas na seqüência, sendo que o não preenchimento de uma delas invalidará o sucessor:

1) Os possíveis sucessores, em primeiro lugar, devem ser da religião;

2) Pertencer ao terreiro do Pai/Mãe-de-Santo;

3) Ter consagração sacerdotal, dentro da tradição praticada no terreiro;

4) Ser herdeiro legítimo do Pai/Mãe-de-Santo. Sobre esse ponto cabem as seguintes observações:

a) são considerados herdeiros legítimos Filhos, Netos e Bisnetos;

b) a sucessão pertence diretamente aos filhos e existindo esses, se exclui automaticamente netos e bisnetos;

c) os sucessores legítimos devem preencher as regras de 1 a 3;

d) havendo mais de um filho que preencha as regras de 1 a 3 a precedência é do mais velho em idade e depois na religião;

e) na inexistência de filhos, serão candidatos a sucessão netos e na falta destes bisnetos;

f) a existência de netos exclui os bisnetos;

g) em ambos os caso de sucessão de netos ou por bisnetos deve ser obedecido o exposto para o caso de filhos nas alíneas "c" e "d";

h) na inexistência de filhos, netos e bisnetos o direito de sucessão passa a ser do conjugue ou companheiro sobrevivente, seguido pelos ascendentes (Pais, Avós e Bisavós) e não existindo esses segue-se os parentes colaterais (tios, sobrinhos e primos) obedecendo o grau de aproximação familiar. Em todos esses casos deve o sucessor preencher os quesitos referentes as alíneas "c" e "d";

i) na falta de todos os descendentes, ascendentes, conjugue ou companheiro sobrevivente e parentes colaterais a sucessão cabe então ao filho-de-santo mais antigo do terreiro que preencha o requisito da regra 3. Havendo igualdade de condições em mais de um filho-de-santo, vale o definido na alínea "d";

j) na inexistência do filho-de-santo mais antigo do terreiro, que tenha consagração sacerdotal, o sucessor será o filho-de-santo mais antigo do terreiro simplesmente. Havendo igualdade de tempo de terreiro em mais de um filho-de-santo, vale o definido na alínea "d".

Falamos aqui da hereditariedade (sucessão para os herdeiros legítimos), pois percebemos ser essa a forma mais difundida de sucessão, a mais aceita entre os umbandistas. Acredito até, que a difusão desse tipo de sucessão se deu pelas vias das tradições, com seus legados de hierarquia patriarcal/matriarcal e por envolvimento de questões como divisão de patrimônio e herança.

Geralmente, os terrenos e edificações dos terreiros pertencem ao Pai/Mãe-de-Santo e entregar a sucessão da casa para herdeiros legítimos, garantem a perpetuação da instituição e o respeito dos demais herdeiros ao sucessor, evitando disputas de bens com relação ao terreiro.
Pelo menos é o que se espera.

Assim, estabelecidas com antecedência, difundidas entre toda coletividade, as regras de sucessão em um terreiro evitariam muitas situações difíceis e confusas no desenrolar deste tipo de processo. Ganhar-se-ia um tempo valioso na preparação do sucessor legítimo, diminuiria o impacto da perca do Pai/Mãe-de-Santo, a angústia dos filhos-de-santo de não saber de quem será a responsabilidade da condução de sua vida espiritual dentro da religião, entre outras coisas.

Mas por que os terreiros que tem a sucessão baseado nos princípios da hereditariedade, não tratam desse assunto com antecedência, com clareza e objetividade?
Os motivos são os mais variados possíveis, destacarei os que considero piores:

i) divisão do poder: ao se reconhecer previamente o herdeiro legítimo, chega um determinado instante, que é naturalmente necessário, que ele passe a dividir responsabilidades e a autoridade. Faz parte do aprendizado do sucessor lidar com casos, em que sua orientação e visão sobre determinados assuntos é requerida para a solução de alguns tipos de problemas. Dividir esse atributo, para alguns Pais/Mães-de-Santo, é uma questão inadmissível.

ii) orgulho e prepotência: Pais/Mães-de-Santo até sabem que não vão ficar para a semente, como se diz, mas o orgulho e a prepotência não permitem definir um sucessor, se consideram perpétuos e acham que:

a) é um assunto que eles definem quando bem entenderem e se dão o direito de escolher a quem eles quiserem, não sendo do interesse de mais ninguém;

b) é um caso para ser resolvido apenas após o seu desencarne, em outras palavras a coletividade do seu terreiro que se vire;

c) o sucessor legítimo não é do seu agrado, tendo ele preferência por outro, sendo este imposto ao terreiro, ou não deseja reconhecer o maravilhoso sucessor que tem ao seu lado;

d) e por último, Pais/Mães-de-Santo decidem que após a sua morte o terreiro deixa de existir, pois não enxerga ninguém à altura de substituí-los, ou simplesmente não querem deixar o legado para ninguém;

iii) exploração: Pais/Mães-de-Santo que vivem da religião e não para a religião, construíram ou constroem seus patrimônios a custa dos outros, sobrevivem da ajuda de seus filhos-de-santo, dos preços das consultas que cobram de seus clientes, das doações voluntárias das pessoas de boa-vontade ou da cobrança direta e indireta que fazem a terceiros, das salvas (da mão, da utilização do chão do terreiro etc.) das obrigações e iniciações muito bem pagas pelos seus filhos-de-santo, do encastelamento que criaram para si próprios. Como abrir mão dessa mina de ouro ($$$) e do poder advindo dela?

iv) miopia religiosa e espiritual: Sem compreender a responsabilidade que advêm de seus cargos, não conseguem enxergar que a Umbanda é perene e que o terreiro é uma instituição espiritual que deve sobreviver as suas efêmeras existências, para o bem da sua coletividade.

Para efeito didático, vamos construir dois exemplos clássicos hipotéticos: em ambas as situações os sucessores legítimos são filhos carnais do Pai/Mãe-de-Santo, adeptos da religião com tempo considerável e consagrados sacerdotalmente.

1. EXEMPLO (Terreiro "X")
O Pai/Mãe-de-Santo tanto depende do suor derramado do fulano de tal, seu filho legítimo, como se vê muitas vezes eclipsado pela postura religiosa, a capacidade mediúnica, a força de agregação, o carisma e a energia de mobilização e organização de seu sucessor legítimo. É inquestionável, por parte deste sucessor a fé e dedicação a religião, ao terreiro e ao Pai/Mãe-de-Santo do mesmo.

Postura do Pai/Mãe-de-Santo:

1) Procura destacar os médiuns e pessoas de fora, que freqüentam o seu terreiro;
2) Se auto-promovem, inclusive se valendo de histórias geradas pela capacidade do seu sucessor legítimo, como sendo de si próprios;

3) Minimiza as ações e reações positivas do seu sucessor legítimo e maximiza os defeitos do mesmo;

4) Subestima a capacidade e inteligência do seu sucessor legítimo;

5) Jamais faz um elogio público ao seu sucessor legítimo, a não ser quando o fato de elogiar-lhe proporciona frutos para a si mesmo;

6) Nas oportunidades que é necessário valorizar o sucessor legítimo, somente o faz forçado, mas sempre igualando-o a outros, com único objetivo de não caracterizar um destaque pessoal;

7) Geralmente o sucessor legítimo, não lhe agrada para tal função, e a pessoa de sua escolha pessoal, não consegue se tornar consenso e também não representa o ideal;
8) Desautoriza o sucessor legítimo e desmancha suas realizações implementando outras, às vezes sem o conhecimento do sucessor.

Conclusão: Orgulho excessivo. O Pai/Mãe-de-Santo não admite ter que depender da única pessoa, que eles jamais desejariam precisar de alguma coisa. No fundo até reconhecem para si mesmos, a capacidade e dom do seu sucessor legítimo, mas possuem uma inveja incontrolável e o despeito por ser esse o seu sucessor e não o outro de sua preferência.

2. EXEMPLO (Terreiro "Y")
O Pai/Mãe-de-Santo enquadra-se no item "iii - exploração". Conquistou poder, patrimônio, vivendo da religião e não para religião, são orgulhosos e prepotentes e consideram filhos-de-santo apenas instrumentos e escravos a satisfazerem os seus desejos, vontades e quando estes não correspondem mais as suas necessidades, são colocados na geladeira, no guarda-roupa, levados involuntariamente ao ostracismo até se auto-banirem. Pois, os "santinhos" nunca fazem nada, nunca tem culpa de nada, quem os ajuda e os mantém, o fazem porque querem, de vontade própria, eles nunca pediram nada. No entanto, esse tipo de Pai/Mãe-de-Santo sabe cobrar muito bem o valor do que acham que são explorados, sim porque eles é que são explorados, nunca os exploradores.

Geralmente, quando chegam a uma determinada idade começam o discurso de que estão cansados, que se pudessem acabavam com o terreiro, que estão decepcionados com filhos-de-santo, que não possuem mais saúde para continuar, que se filhos-de-santo entendessem o que eles passam, jamais abririam suas casas espirituais e coisas do tipo. Falam da boca para fora, com o intuito de pressionar mais ainda os filhos-de-santo e forçá-los a aumentar as contribuições e ajudas, pobres iludidos que eles fazem exatamente isso, minimizam o sofrimento de seu Pai/Mãe-de-Santo esperando enterrar definitivamente esse discurso de fechar o terreiro.

Como os Pais/Mães-de-Santo fechariam a mina de ouro, que tanto contribui com os seus bolsos e é o único lugar em que construíram seu castelo ilusório de poder?

O sucessor legítimo desse exemplo, não sustenta financeiramente o Pai/Mãe-de-Santo, mal tem para si e os seus, mas também não precisaria. Esse tipo de Pai/Mãe-de-Santo, com relação aos seus herdeiros, quer sempre tê-los na sua dependência, principalmente financeira. E não poderia ser diferente, pois a ação se repete com seus filhos-de-santo, que nesse caso, devem depender pessoal, emocional, espiritual e religiosamente deles.

O sucessor legítimo é um dos médiuns mais antigos da casa, entrou um adolescente e acompanhou o desenvolvimento do terreiro como um dos destaques e braço direito litúrgico e ritualístico do Pai/Mãe-de-Santo.

Alçado a condição de Pai/Mãe-Pequeno(a), foi muitas vezes referenciado como sucessor legítimo. Como o sucessor do exemplo anterior, filho-de-fé e carnal do Pai/Mãe-de-Santo, sempre deseja que o dia da sucessão nunca chegue, pois isso significaria a morte de seu Pai/Mãe.

Com o avançar da idade do dirigente do terreiro, derrepente, o sucessor legítimo, se depara com a decisão tomada pelo Pai/Mãe-de-Santo, que para sucedê-lo o escolhido é seu neto, sobrinho do agora ex-sucessor legítimo. Nesse momento em diante o sucessor legítimo passa a assistir passivamente todo o investimento e pressa do Pai/Mãe-de-Santo em preparar o neto para a sucessão, em detrimento dele. Vale salientar que nesse exemplo o sucessor por direito do Pai/Mãe-de-Santo do terreiro "Y", seu filho carnal, além de cumprir plenamente as regras de 1 a 3, ainda é o primogênito.

Postura do Pai/Mãe-de-Santo:

1) Embora muitas vezes tenha indicado ou feito referência para todos que o primogênito seria, como deve ser, o seu sucessor, nunca o preparou de forma alguma para a sucessão;

2) Sempre nega ao sucessor legítimo autoridade, participação em decisões e direito a palavra.

3) Para os filhos-de-santo, muitas vezes faz piada ou chacota do sucessor legítimo;

4) Maximiza todos os defeitos;

5) Repreende o sucessor legítimo na frente de quem estiver presente;

6) Não dá direitos ao sucessor legítimo, apenas impõem deveres.

Motivo para esse Pai/Mãe-de-Santo preferir outro descendente (no caso do exemplo o neto)?

i) Por reconhecer no neto o seu reflexo, a sua imagem e semelhança, a certeza de se perpetuar, mesmo não estando mais fisicamente aqui. Egocentrismo, orgulho e prepotência de achar representado à altura, já que não poderá ele mesmo manter o poder, conservar e aumentar o patrimônio. Já que é inevitável um dia o desencarne, que tudo fique na mão de alguém que possa dar continuidade ao seu estilo de autoridade, comando, exploração e poder.

ii) Consciência pesada, por algum erro do passado em que o neto, signifique, talvez, a oportunidade de redenção ou de minimização dessa sua culpa. Todo Pai/Mãe-de-Santo desse tipo, têm medo de morrer, pois sabe as sérias cobranças que ocorrerão do outro lado. Há de convir que eles não são e nunca foram ingênuos. Embora aparentem ser cordeiros se revestem apenas da pele destes, para esconder a suas verdadeiras condições de lobos.

Conclusão:
Seja por conta da alínea "i" ou "ii", ou outra possível, quem pagará a conta do orgulho, prepotência e vaidade exarcebada do Pai/Mãe-de-Santo do Terreiro "Y", serão, como sempre, os filhos-de-santo. As coisas continuarão a ocorrer as suas revelias e eles apenas serão, mais uma vez, instrumentos de desejos e vontades que não lhe pertencem, marionetes de títeres exploradores e reféns do despotismo alheio. Ao sucessor legítimo do terreiro resta apenas ver a caravana passar com outro no comando, tendo a certeza que seus anos de dedicação e suor derramado no chão dessa embarcação somente lhe valeram o dever de continuar lavando o barco com seu suor e lágrimas e se abstendo forçosamente ao direito de comandar o leme, fato esse que seria o certo. Aos filhos-de-santo e sucessor legítimo desse exemplo, a saída é rezarem para que o escolhido, tenha personalidade própria, entenda as responsabilidades e deveres que o cargo que ocupará impõem e não repita os erros do seu antecessor.

Infelizmente, exemplos como esses ocorrem, respeitando as diferenças de cada caso, mais do que nós umbandistas gostaríamos que acontecessem.

Parece, que alguns Pais/Mães-de-Santo não conseguem compreender, mais uma vez repetindo, o conjunto de responsabilidades com aqueles que buscam suas orientações e trabalhos espirituais, nem tão pouco os seus deveres como sacerdotes, de uma religião rica em Amor e Sabedoria Cósmico. Mais absurdo ainda são os filhos-de-santo, não despertarem para a universalidade dos conceitos espirituais de nossa religião, os significados evolutivos que ela possui e perceberem as armadilhas que eles mesmos se colocam.

Ah! Você Pai/Mãe-de-Santo, se identificou com esse artigo?
Acha que estou me referindo particularmente a você?
Sim, filho-de-santo, você entendeu que nos exemplos apresentados um deles (terreiro X ou Y) é o seu terreiro, e que o Pai/Mãe-de-Santo exemplificados é o seu?

Que triste essa constatação, muito triste eu fico, pois se isso ocorrer é porque Pais/Mães-de-Santo se reconheceram nos exemplos, sucessores viram o retrato de seus problemas e filhos-de-santo descobriram a prisão em que se enclausuraram.

Coitados, o mito da caverna de Platão explica a atitude dos filhos-de-santo que insistem em ficar aprisionados a esses tipos de grilhões e um bom psiquiatra talvez forneça o diagnóstico correto dos dirigentes e ajudem a solucionar esses conflitos emocionais, afetivos e psíquicos entre Sacerdotes/Sacerdotisas, seus sucessores legítimos e seus filhos-de-santo.

Quanto a Umbanda?
Para sacerdotes e dirigentes sérios e umbandistas conscientes o trabalho é apenas um:
a busca incessante pela evolução planetária!

Texto de Caio de Omulú, 10/12/2007
- Fortaleza, Ceará