terça-feira, 27 de janeiro de 2009

AS EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS

SOB O ENFOQUE DA HIPNOSE E DA PARAPSICOLOGIA



RESUMO

1. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Na incapacidade de lidar diretamente com a realidade, a ciência utiliza-se de modelos, buscando, assim, um melhor entendimento dos fenômenos da natureza. Dados dois ou mais modelos para explicar determinado fato, deve-se adotar aquele que seja mais eficaz, claro, simples, que necessite de uma menor quantidade de afirmações apriorísticas e cujo campo de ação possa abranger razoavelmente o mesmo domínio do outro.

Nas sessões práticas dos Centros afro-brasileiros, de espiritismo, e nos cultos pentecostais e neopentecostais, bem como nas missas da renovação carismática, uma série de ocorrências são explicadas por seus participantes através de modelos, que constituem os corpos de suas doutrinas. Tomam sem comprovação um conjunto de afirmações, tais como:

a) No espiritismo - a sobrevivência, após a morte do ser humano, de um constructo extra-corpóreo (o Espírito), que pode retornar a este mundo em outro corpo humano (reencarnação) e se comunicar conosco, do além, através de determinados indivíduos, que teriam a capacidade de servir de intercâmbio entre os homens e o suposto mundo espiritual ( os médiuns). A este constructo são adicionadas, a priori, qualidades outras, tais como: a imortalidade e um corpo designado de perispírito, constituído de uma substância, cuja consistência se situa entre a matéria e o próprio Espírito. Esse novo corpo seria o elo de ligação, que permitiria a ''comunicação'' entre mortos e vivos.

b) Nas religiões afro-brasileiras - Admite a sobrevivência pós-morte do homem, que pode se comunicar com os vivos sob diversas personalidades (mestres, entidades africanas, caboclos ou ciganos). Outras entidades extrafísicas seriam os orixás (deuses, heróis africanos antigos, espíritos desencarnados ou apenas a tradução dos santos católicos).

c) No pentecostalismo e neopentecostalismo (variedades do protestantismo) - Admite a sobrevivência do homem após a morte, a ressurreição (retorno à vida no mesmo corpo físico), nega a reencarnação (retorno à vida em outro corpo físico); julgamento de cada um no final dos tempos, podendo ser condenado ao inferno ou a viver feliz no céu; os mortos não se comunicam; o Espírito Santo (um dos três aspectos da divindade) pode se comunicar com os homens em idiomas desconhecidos do mesmo (xenoglossia); o diabo ou os demônios (entidades do mal) podem se apossar dos corpos de pessoas vivas e comandar seu comportamento, podendo ser expulsos em cultos apropriados, etc.

d) na renovação carismática (variedade do catolicismo) - Admite a sobrevivência do homem após a morte, a ressurreição (retornar ao mesmo corpo após a morte), o juízo final, o céu, o inferno, não comunicação dos mortos com os vivos. Apresenta uma forma de expressão (missa) diferenciada do tradicional, com menos rigorismo e de natureza mais festiva e espontânea.

Como se nota, esses modelos se fundamentam em um conjunto de proposições não demonstradas, elementos desconhecidos, para a demonstração de fatos dos quais se procuram explicações. Tais fatos são constatados em larga escala nos indivíduos que se encontram hipnotizados ou deflagrando fenômenos paranormais, além de nos depararmos, nas sessões e cultos das referidas religiões, com elementos indutores da hipnose e que serão mencionados mais adiante. Todo este contexto nos permite supor que muitas das ocorrências destas sessões sejam resultantes do transe hipnótico ou de fenômenos paranormais.

2. FUNDAMENTOS DA HIPNOSE.

A hipnose pode ser compreendida como um estado emocional intensificado, e como tal pode ser de caráter estabilizador, sendo induzida geralmente por uma atitude tranqüilizadora por parte do hipnotizador, tendo uma reação predominantemente trofotropa, com predomínio do sistema nervoso simpático, e de caráter alterador, geralmente alcançado através de um proceder de natureza autoritária, vigorosa, enérgica por parte do indutor, tendo desta feita uma reação ergotropa, com predomínio do sistema nervoso parassimpático. Constitui, portanto, um fenômeno do cotidiano (Júnior, 1980).

Os elementos básicos para a sua consecução são:

1 - Características individuais: Capacidade que cada indivíduo possui de responder distintamente aos estímulos, bloqueando-os, favorecendo-os ou alterando-os. Confere a facilitação da produção de determinados fenômenos em detrimento de outros.

2 - Sugestionabilidade: Refere-se a maior ou menor propensão pelo hipnotizado de acatar as sugestões do hipnotizador.

3 - Regressão ao estado psicofisiológico da infância: Não se trata de regressão de idade, mas sim de um processo natural, pelo qual o hipnotizado passa a ter um funcionamento orgânico análogo àquele da infância, possibilitando o surgimento de confusão entre a realidade e a fantasia, analgesia (a criança possui baixa sensibilidade à dor), alucinação (Adler propõe a existência de um ''componente alucinatório da alma'', inibido pelo pensamento lógico, que é elemento básico da vida em sociedade). No indivíduo jovem, principalmente em crianças, ocorrem as imagens eidéticas, que são alucinações não patológicas, que consiste na reprodução de uma imagem percebida anteriormente, apresentando componentes objetivos, sem estímulo adequado perceptível. Esta capacidade tende a regredir na maioria dos adultos), catalepsia ( observa-se no recém-nascido uma capacidade de permanecer por muito tempo em uma mesma posição), etc

O mais importante para o êxito na indução hipnótica é o estabelecimento de um relação adequada entre o hipnotizador e o hipnotizado, o denominado rapport. Dele depende todo o êxito ou malogro da relação hipnótica. É importante sabermos que na hipnose não há sono, em nenhum instante o hipnotizado perde a consciência do que lhe está acontecendo; não há um domínio do hipnotizador sobre o hipnotizado, só fazendo este, aquilo que não for de encontro aos seus programas básicos.

Sob o aspecto prático pode apresentar os seguintes grupos de fenômenos:

1 - Motores: aumento ou diminuição da força muscular, flacidez ou enrijecimento muscular, catalepsia, etc.

2 - Viscerais: parestesia, aquecimento ou esfriamento cutâneo, dermografismo, etc.

3 - Sensoriais: alucinações (para mais ''positiva'', para menos ''negativa'' ou de transformação qualitativa) visuais, auditivas, olfativas, gustativas ou somatossensoriais.

4 - Desempenho de papel: personificação pela qual o hipnotizado se comporta como se houvesse regredido de idade (também pode ocorrer à progressão) ou mesmo assumir a personalidade de outra pessoa (fictícia, real, ou de pessoa falecida ).

A sugestão hipnótica pode ser explícita ou implícita. Esta é muito mais interessante pela sua aparência de naturalidade e de não apresentar direcionamento comportamental perceptível, sendo facilmente encontrada em ambientes religioso

3. FUNDAMENTOS DE PARAPSICOLOGIA (Borges, 1992)

'' Podemos denominar de paranormal ou psi a todo o fenômeno que, tendo o homem como seu provável epicentro, apresenta as seguintes características

a) Uma modalidade de conhecimento que uma pessoa demonstra de fatos físicos e/ou psíquicos, relativos ao passado, presente ou futuro, sem a utilização (aparente) dos sentidos e da razão, assim como de habilidades que não resultem de prévio aprendizado

b) Uma ação física que uma pessoa exerce sobre seres vivos e a matéria em geral, sem a utilização de qualquer extensão ou instrumento de natureza material. '' (Borges & Caruso, 1986)

A Parapsicologia é a ciência que estuda e pesquisa o fenômeno paranormal. Este pode ser de dois tipos

1) Psi-gama: Fenômenos paranormais subjetivos, de tomada de conhecimento, produzido de conformidade com o descrito no item a) referido acima. É o caso da telepatia (comunicação mente a mente) e da clarividência (a mente toma conhecimento de maneira direta de um fato físico, sem a intervenção de uma outra mente)

2) Psi-kapa: Fenômenos paranormais objetivos, de ação sobre os seres, produzido de conformidade com o descrito no item b) referido acima. É o caso da telecinesia (movimentação de objetos pela ação da mente).

O fenômeno psi apresenta a característica da independência do tempo, (percepção de eventos, psíquicos ou físicos, desviados das coordenadas temporais almejadas), podendo ocorrer as seguintes possibilidades:

a) Precognição: Quando alcançamos eventos posteriores ao objeto alvo. Consiste em perceber eventos que ainda irão ocorrer

b) Retrocognição: Quando alcançamos eventos anteriores ao objeto alvo. Consiste em perceber eventos que já ocorreram.

c) Simulcognição: Quando o experimento alcança temporalmente o objeto alvo. Neste caso, ocorre à tomada de conhecimento por meio paranormal de um evento presente.

Os fenômenos paranormais podem se expressar de diversas formas apresentando, em cada caso, uma terminologia própria, como algumas descritas abaixo (destacamos apenas fenômenos de psi-gama)

1 - Psicografia - Conteúdo transmitido através da escrita.

2 - Psicofonia - Conteúdo transmitido através da fala.

3 - Psicopictografia - Conteúdo transmitido através da pintura.

4 - Psicomusicografia - Conteúdo transmitido através da música.

5 - Radiestesia ou rabdomancia - Conteúdo transmitido através do uso do pêndulo ou forquilha.

6 - Psicometria - Conteúdo transmitido através de imagens impregnadas no ambiente ou objetos.

7 - Aparição - Conteúdo transmitido através de imagens de formas humanas ou animais

Em relação ao conteúdo destacamos as seguintes modalidades

a) Xenoglossia - Conteúdo transmitido fluentemente, através de um ou mais idiomas desconhecido do agente psi ou mesmo dos presentes, de teor compatível com a situação presente. É importante destacarmos o caso de pseudoxenoglossia em que o agente exterioriza fragmentos mnemônicos de textos, nos referidos idiomas, adquiridos no passado e guardados em seu nível inconsciente e os relatos de glossolalia, que consiste na criação, pela mente do agente, de idiomas fictícios, nunca existentes

b) Memória extracerebral - Conteúdo transmitido através de relatos de vivências e elementos mnemônicos supostamente acontecidos com uma pessoa já falecida, e que o agente afirmar ter sido ele mesmo.

c) Criatividade psi - Conteúdo transmitido através de produções artísticas cujo nível ultrapassa bastante a capacidade do agente.

4. VISÃO GERAL DE ALGUMAS RELIGIÕES NO BRASI

No conjunto das religiões presentes no Brasil, iremos destacar algumas e/ou suas variedades mais significativas para nossa discussão, como as religiões afro-brasileiras, espiritismo, pentecostalismo (variedade do protestantismo) e a renovação carismática (variedade do catolicismo).

4.1 - Religiões afro-brasileiras

As religiões afro-brasileiras do Recife, segundo o antropólogo Roberto Mota, apresentam-se em quatro variedades principais (Motta, 1999):

4.1.1 -. Catimbó (ou Jurema) - Consiste no culto dos mestres (espíritos curadores de origem luso-brasileira, posteriormente acrescidos de entidades africanas), dos caboclos ( curadores de origem indígena) e mais recentemente dos ciganos. Na segunda metade do século XX, conjuntos hagiológicos do Rio de Janeiro e outras regiões foram acrescidos, como os exus (masculinos) e pombas-gira (femininos). O culto se processa através do canto, da dança e da possessão verbal. Há também a utilização ritual da fumaça de tabaco e a ingestão de uma bebida feita à base do vegetal jurema (Mimosa hostilis) e de aguardente de cana. O Catimbó-Jurema consiste num sistema de cura e de alívio. Cada ''entidade '' tem suas preferências de cor, bebidas, charutos, etc. Trata-se de uma religião infra-sacrificial, ou seja, não adota o sacrifício de animais, e infra-organizacional (raramente seus grupos se articulam em congregações análogas aos terreiros, com hierarquias e códigos rígidos de direitos e deveres). Temos assim a figura do mago, isto é, um especialista no intercâmbio e controle de forças sobrenaturais, com finalidade terapêutica, de consolo ou de realização de desejos correlatos

4.1.2 - Xangô - Corresponde ao Candomblé da Bahia e consiste no culto dos orixás que são divindades iorubá , por alguns sincretizados com santos católicos. Os seguidores desta variedade não se preocupam com uma estruturação formal de sua religião, tanto que para alguns os orixás são deuses e para outros são heróis africanos antigos, espíritos desencarnados ou apenas a tradução ( em língua nagô) dos santos católicos. Trata-se de uma religião sacrificial (adota o sacrifício de animais, o qual é retribuído com a proteção ou a concretização dos desejos dos fiéis) e organizacional (os terreiros se agrupam em estruturas maiores e os seus membros apresentam uma hierarquia, sendo os referidos terreiros comandados por pais e mães-de-santo, isto é, babalorixás e ialorixás), bem como, não apresenta compromisso com a moralidade, fundamentando-se em um pacto de permuta de favores entre o fiel e o orixá. Apresenta canto, dança e um transe extático que poderá apresentar esporadicamente exclamações em nagô

4.1.3 - Umbanda Branca - Consiste da aplicação nas diversas religiões afro-brasileiras dos elementos de natureza teológica do espiritismo europeu (Kardecismo). As entidades do Xangô e do Candomblé são interpretadas como entes desencarnados, apresentando-se em diversos graus de desenvolvimento, sendo passíveis de interagir com os encarnados e permutarem ensinamentos. Esta variedade apresenta uma valorização da palavra em detrimento da imagem, do ícone, tendo eliminado o sacrifício de animais, ou seja, é supra-sacrificial e preserva os nomes das entidades do Xangô, Candomblé, Catimbó e cultos análogos. O termo Umbanda às vezes é compreendido como uma forma polida de Xangô ou mesmo designar o conjunto das religiões afro-brasileiras. O transe consiste em uma possessão verbal cujo conteúdo é uma mensagem de conforto ou ensinamento ou mesmo o estabelecimento de um simples diálogo. Em teoria a uma valorização do desenvolvimento individual em detrimento do carisma.

Diferenças rituais entre o candomblé (Bahia) e a umbanda, conforme Vagner Gonçalves da Silva, no Livro das Religiões, de Gaard, editado em 2000, pela Companhia Editora de artes, são destacadas a seguir:

''a) Panteão :

1 - Candomblé - predomínio de um número menor de categorias de entidades circunscritas aos deuses de origem africana (orixás, vodus, inquices), erês (espíritos infantis) e algumas vezes caboclos (espíritos ameríndios).

2 - Umbanda - predomínio de um número maior de categorias de entidades agrupadas por linhas de falanges (orixás, caboclos, pretos velhos, erês, exus, pombagiras, ciganos, marinheiros, zé-pilintra, baianos, etc).

b) Finalidades do culto às divindades:

1 - Candomblé - serem louvados através dos rituais privados e festas públicas nas quais os deuses incorporam nos adeptos, fortalecendo os vínculos que os unem e potencializando o axé (energia mítica) que protege e beneficia os membros do terreiro.

2 - Umbanda - desenvolvimento espiritual dos médiuns e das divindades (da escala mais baixa, representada pelos exus, a mais alta, representada pelos orixás que, quando incorporam nos adeptos, geralmente o fazem para trabalharem receitando passes e atendendo ao público).

c) Concepção e finalidade do transe:

1 - Candomblé - declarado inconsciente e legitimamente aceito somente após a iniciação do fiel para um número reduzido de entidades.

2 - Umbanda - declarado semiconsciente e permitido para um número maior de entidades, na medida do desenvolvimento mediúnico do fiel.

d) Iniciação:

1 - Candomblé - condição básica para o ingresso legítimo no culto. Segregação do fiel por um longo período, raspagem total da cabeça, sacrifício animal e oferendas rituais. Grande número de preceitos.

2 - Umbanda - existe, mas não como condição básica para o pertencimento ao culto; camarinho: segregação do fiel por um período curto, raspagem parcial da cabeça (não obrigatória), sacrifício animal (não obrigatório) e oferendas rituais, Predomínio do batismo, realizado na cachoeira, no mar ou através de entregas de oferenda na mata.

e) Processos divinatórios: modos de comunicação com os deuses:

1 - Candomblé - predomínio do jogo de búzios realizado somente pelo pai-de-santo (sem necessidade do transe), que recomenda os ebós ou despachos para a resolução dos problemas do consulente.

2 - Umbanda - predomínio do diálogo direto entre os consulentes e as divindades que dão '' passes '' ou receitam trabalhos.

f) Hierarquia religiosa:

1 - Candomblé - estabelecida a partir do tempo de iniciação e da indicação dos adeptos para ocuparem os cargos religiosos. Fundamental na organização sócio-religiosa do grupo.

2 - Umbanda - estabelecida a partir da capacidade de liderança religiosa dos médiuns e de seus guias. Importância da ordem burocrática.

g) Música ritual:

1 - Candomblé - predomínio de cantigas contendo expressões de origem africana. Acompanhamento executado por três atabaques percutidos somente pelos alabés (iniciados do sexo masculino que não entram em transe ).

2 - Umbanda - predomínio de pontos cantados em português, acompanhados por palmas ou pelas curimbas (atabaques), sem número fixo, que podem ser percutidos por adeptos (curimbeiros) de ambos os sexos.

h) Dança ritual:

1 - Candomblé - Formação obrigatória da '' roda de santo '' (disposição dos adeptos na forma circular, dançando em sentido anti-horário). Predomínio de expressões coreográficas preestabelecidas, que identificam cada divindade ou momento ritual.

2 - Umbanda - não-obrigatoriedade da formação da '' roda de santo ''. Disposição dos adeptos em fileiras paralelas. Predomínio de uma maior liberdade de expressão da linguagem gestual nas danças que identificam as divindades '' (Silva, 1994).

4.1.4 -. Xangô Umbandizado - Religião que adota elementos kardecistas, preservação dos toques, danças e nomenclatura do Xangô, Catimbó e do Candomblé. Conforme a região onde é praticada pode receber várias denominações como omolokô e o Candomblé de Goméia . Apresenta uma significativa diminuiçaõ na prática do sacrifício, que tende a tornar-se vestigial, sendo portanto uma religião hipo-sacrificial; na prática observa-se a presença , em alguns terreiros, de sacrifício animal, talvez por motivos de natureza financeira. Podemos constatar uma exacerbação ritual e do personalismo carismático (principalmente do dos pais e mães-de-santo), valorização da palavra, desvalorização do jogo de búzios, presença de exageros gestuais e de consultas verbais aos seres desencarnados

Por terem se formado em diferentes regiões do Brasil e em momentos históricos também distintos, as religiões afro-brasileiras receberam diversos nomes, conforme já mencionado. Assim temos: candomblé (na Bahia), xangô (em Pernambuco e Alagoas), tambor de mina (no Maranhão e no Piauí), batuque (no Rio Grande do Sul) e macumba e umbanda no Rio de Janeiro. É importante destacarmos que, no Brasil, o ritual de certas religiões africanas sobrevive na sua forma mais pura no estado da Bahia.

Para facilitar nossas argumentações, doravante nos referiremos às religiões afro-brasileiras, sem entrarmos em detalhes sobre as suas variedades, haja visto que elementos como a dança, o canto, o toque, uso de bebidas e alimentos bastante condimentados, cores e luzes intensas entre outros, se encontram presentes, de uma forma ou de outra, nas diversas variedades deste grupo religioso, bem como, são nestes componentes que estamos interessados para desenvolver a nossa tese.

4.2 - Espiritismo/Kardecismo

Consiste num sistema filosófico-religioso, codificado por Léon Hyppolite Denizard Rivail (Allan Kardec), fundamentado na reencarnação , que se baseia na idéia hinduísta da transmigração das almas e que se apóia em dois princípios básicos:

a) A lei do carma - A toda ação corresponde uma reação igual e de sentido contrário, ou seja, todo pensamento, vontade ou ação produzidos pelo ser humano acarretará sobre este um evento de mesma natureza e intensidade, nesta vida ou em outra.

b) A comunicação com os mortos - Algumas pessoas (os médiuns) são dotadas da capacidade de se comunicarem ostensivamente com o mundo dos mortos (mundo dos Espíritos). Esta comunicação pode se efetuar através da fala (psicofonia), escrita (psicografia), pintura (psicopictografia), etc.

No Brasil o espiritismo enfatiza o lado religioso da moralidade, do assistencialismo, tendo como moto comportamental a caridade, inspirando-se nos Evangelhos e compreendendo Jesus Cristo como o mais evoluído Espírito que já se encarnou; também é dado destaque à terapia mediúnica, principalmente com a aplicação de passes e utilização da água fluidificada.

4.3 - Renovação carismática (variedade do catolicismo):

Admite basicamente os mesmos fundamentos do protestantismo, ou seja, a sobrevivência do homem, a ressurreição, o juízo final, o céu, o inferno, não comunicação dos mortos entre outros. Diferenciando-se deste por admitir que a interpretação única e correta da Bíblia é a fornecida pela igreja católica, a veneração aos santos e as imagens, a infalibilidade do papa, o dogma da transubstanciação.

O característico desta variedade religiosa é a forma de expressão alicerçada em músicas modernas e encenações como palmas, batida dos pés, giro do corpo, etc, que dão um tom mais jovial às missas. Apresenta também, com menor freqüência, atividades correspondentes a comunicação do Espírito Santo (análogo ao pentecostes).

4.4 - Pentecostalismo (variedade do protestantismo):

Na Europa ocidental, durante o século XVI, ocorreu uma grande revolução eclesiástica que rompeu com a estrutura hegemônica do catolicismo, dando origem ao protestantismo (no Brasil os protestantes também são denominados de evangélicos). Martinho Lutero, monge agostiniano alemão, criticou os abusos e o luxo da igreja católica, a decadência de costumes e a corrupção do clero, fundando o luteranismo, que discorda do catolicismo nos seguintes aspectos:

1 - Salvação pela fé: O homem está destinado a pecar, sendo salvo não por suas obras, mas pelo arrependimento e pela fé.

2 – Estímulo ao conhecimento: Ocorre a valorização da busca do conhecimento e da eloqüência da palavra escrita. Incentiva o desenvolvimento de uma mente questionadora e autônoma, ignorando, às vezes contestando, a autoridade de Roma.

2 - Livre-exame: O fiel deve interpretar a Bíblia a sua maneira e não se submeter a interpretação da igreja.

3 - Abolição do celibato: Os ministros da igreja podem se casar, pois não há fundamentação bíblica para o celibato.

4 - Condenação do culto aos santos: A veneração só poderia ser feita a Deus, sendo condenável a adoração as imagens.

5 - Falibilidade papal : O papa, por ser uma criatura humana é susceptível ao erro.

6 - Negação do dogma da transubstanciação: O pão e o vinho não se transformam no corpo e no sangue de Jesus, sendo, entretanto, apenas uma representação simbólica da eucaristia

O movimento calvinista, também denominado presbiteriano, fundado pelo francês João Calvino, deriva do luteranismo, diferenciando-se deste basicamente pela doutrina da salvação que é vista como uma predestinação divina e não uma conseqüência da fé, além do que favorece a acumulação de capital decorrente do trabalho, indo de encontro ao princípio católico do justo preço e da proibição da usura.

A reforma anglicana foi um movimento mais político do que ideológico, promovido pelo rei inglês Henrique VIII que teve seu pedido de divórcio negado pelo papa Clemente VII. A disputa pelo poder e o interesse no confisco das terras da igreja seriam os motivos reais pelo surgimento desta reforma, não diferindo muito, no início, do catolicismo.

Posteriormente, surgiram os movimentos reformados radicais como os metodistas, o exército da salvação, os quakers e os pentecostais. De todos estes movimentos vamos nos ater basicamente ao último.

O pentecostalismo é um movimento protestante que crê nas verdades básicas do cristianismo, tendo como característica a expressão semelhante ao pentecostes dos Atos dos apóstolos, descrito na bíblia. O caminho da salvação é feito em três etapas: a conversão, o batismo na água (que se dá por imersão total, não sendo possível o batismo de crianças) e o batismo no Espírito Santo, quando são descobertos os dons que os fiéis possuem, sendo basicamente três:

1 - Dom das línguas: Este é um fenômeno parapsicológico, denominado xenoglossia, consistindo na fluente expressão, escrita ou falada (nesta variedade religiosa consideramos apenas a transmissão verbal) pelos fiéis, de conteúdos em idioma desconhecido pelo agente ou até mesmo de todos que estejam no local, sendo o discurso compatível com a situação presente. Na prática o fenômeno observado é apenas uma glossolalia (palavras inventadas pelo inconsciente do indivíduo) de fragmentos textuais, não apresentando um real significado. Temos que diferenciar também da pseudoxenoglossia em que o agente exterioriza fragmentos lingüísticos do inconsciente, obtidos no passado, e que jazem no mesmo, temporariamente esquecidos.

2 - Dom da profecia: Fenômeno paranormal, conhecido como precognição, que consiste na percepção e expressão de eventos físicos ou psíquicos que ainda irão ocorrer, conforme descrito anteriormente. Na prática, não temos precognições reais, mas, pseudoprecognição de natureza vaga ou de baixo grau de refutabilidade.

3 - Dom de cura : Pelo qual o agente é capaz de curar patologias em outros indivíduos. Há de se distinguir a cura psi da cura por meios paranormais. Naquele caso, se trata-se de um processo auto-hipnótico pelo qual o indivíduo mobiliza suas capacidades orgânicas, latentes, possibilitando o alívio de seus males. No segundo caso, teríamos uma ação da mente sobre o organismo vivo restabelecendo o seu funcionamento normal, caracterizando-se pela cura de doenças que ainda não possuem tratamento adequado pela medicina, extração não cirúrgica de corpos estranhos (como projétil de arma de fogo) ou a reconstituição de tecidos destruídos ou ossos esfacelados. Na prática, a maioria das curas obtidas são apenas as referidas curas psíquicas e o desaparecimento de patologias simples (Lins, 1995).

Além disso, em vários cultos desta variedade religiosa, presenciamos o fenômeno pelo qual o fiel aparenta estar possuído por um ser imaterial denominado demônio ou o próprio diabo, tornando-se agressivo e apresentando mudança de voz (mais rouca) e agitação motora.

Entende-se por personificação a mudança no comportamento e/ou no pensamento do indivíduo, que passa a agir como se fosse uma outra pessoa, apresentando sentimentos e atitudes que pouco ou nada têm de comum com a sua personalidade habitual, sendo resultante de distúrbios psicológicos, psiquiátricos, ou de processos deflagrados por hipnose ou paranormalidade. No caso em questão, o mais provável é que se trate de um fenômeno de hipnose, de natureza ergotropa, com elementos de um estado neurótico. Como sabemos, este tipo de hipnose se expressa através de uma excitação emocional e acentuada tensão muscular.

Teoricamente, o enfraquecimento das censuras do ego e as motivações inconscientes, geradoras do fenômeno, associam-se a uma fuga da situação emergencial e da liberação de desejos arquetipais de comportamento, que, em estado ou condições normais, o indivíduo não consegue vivenciar.

A personificação surgida neste tipo de situação, geralmente, é desejada inconscientemente, ocorrendo em um ambiente de grande agitação, podendo haver músicas de ritmos estimuladores, preces em forma de cânticos, ou uma situação inconsciente de conflito. Ocorre não apenas nestas variedades religiosas que buscam a eliminação do demônio, mas, também, em sessões das religiões afro-brasileiras e em conflitos intrapsíquicos (Borges, 1995).

Em 1910, surgiu no Paraná e em São Paulo, a primeira igreja pentecostal do Brasil, a Congregação Cristã do Brasil. Em 1911, é fundada em Belém do Pará a Assembléia de Deus. Os pentecostais constituem o grupo da religião protestante que mais cresceu no Brasil no século XX. No início dos anos 90 , algo em torno de 10% da população brasileira era formada de pentecostais.

Recentemente, entre os pentecostais brasileiros, surgiu o grupo dos neopentecostais, que apresenta uma forma religiosa prática, pouco exigente ético e doutrinariamente, voltado para o êxtase, com ênfase na glossolalia, exorcismo e milagres, visando resultados imediatos.

As principais igrejas pentecostais de tipo clássico no Brasil são a Congregação Cristã do Brasil, a Assembléia de Deus, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo, a Deus é Amor e a Casa da Benção. Entre as neopentecostais, merecem destaque a Igreja de Nova Vida, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Internacional da Graça, a Renascer em Cristo e a Igreja Universal do Reino de Deus (Gaarder, 2000).

5. ELEMENTOS INDUTORES DA HIPNOSE NAS VIVÊNCIAS RELIGIOSA

Nas sessões práticas de Espiritismo observamos certos fatores predisponentes à produção de uma hipnose trofotropa, isto é, do tipo tranqüilizadora, quais sejam:

_ Luz pouco intensa, com efeito calmante;

_ Voz pausada e repetitiva do dirigente da sessão;

_ Estado de introspecção, relaxação, produzindo uma sensação de calma e bem- estar, por parte de seus componentes etc.

_ Sugestão hipnótica implícita de que o "médium" deverá "incorporar uma entidade" ou deve se comportar como se fosse um outro indivíduo.

Nas sessões afro-brasileiras, determinados fatores condicionam uma hipnose ergotropa, isto é, do tipo excitadora, como:

_ O canto, conhecido como "ponto", acompanhado ritmicamente pelo toque dos instrumentos musicais;

_ A dança, estimulação muscular, que provoca uma tensão e fadiga;

_ A utilização, em determinadas sessões de algumas variedades religiosa, de bebidas alcoólicas, fumaça de tabaco, alimentos muito condimentados, luzes e roupas com cores fortes, estimulantes.

_ Sugestão transmitida na saudação, letra, ritmo e melodia do "ponto", tipo de roupa, ritual etc , de que os '' filhos de santo '' vão incorporar um mestre, caboclo, cigano ou orixá.

Nos cultos pentecostais e neopentecostais, bem como, nas missas da renovação carismática, determinados fatores condicionam uma hipnose ergotropa, isto é, do tipo excitadora, como:

_ O cântico, que pode vir acompanhado pelo toque dos instrumentos musicais;

_ Encenações como palmas, batida dos pés, giro do corpo, etc, que promovem uma excitação muscular.

_ Exortação enérgica do dirigente do culto ou missa, referindo-se a fé, realização de cura, expulsão de demônios, etc

A tendência a não distinguir a fantasia da realidade e a sugestionabilidade, que facultam a aceitação das proposições do indutor no que se refere a sua maior ou menor facilidade para a produção de determinados fenômenos, são componentes detectados nas aludidas reuniões.

Quanto maior for o respeito, a admiração, que o hipnotizado tenha em relação ao hipnotizador, mais facilmente se dará o processo e serão aceitas as sugestões por ele emitidas. O "pai de santo", o "doutrinador", o '' pastor '', o ''padre '' ou seus equivalentes, são vistos, pelos adeptos, como pessoas que possuem um bom relacionamento com os ditos mestres, caboclos, orixás, espíritos superiores , santos, etc, e, por isto, tudo o que deles provem é tomado como verdadeiro, não sendo permitida nenhuma discussão em torno de suas afirmações. Desta forma, se obtém um campo propício para uma fácil aceitação de sugestões por parte dos adeptos. A supostas "entidades" ( espíritos, caboclos, orixás, demônios, diabo, etc) são facilmente afastadas quando emitida uma simples palavra dos mesmos, enquanto que, muitas vezes, elas relutam veementemente em irem embora , no caso de outras pessoas, não reconhecidas como superiores ou intermediários dos seres extra-corpóreos.

Nas reuniões espíritas, em determinadas ocasiões, o doutrinador afirma que a possível "entidade" passará a ver imagens dos principais acontecimentos ocorridos em sua existência, quando vivo, tal qual um filme projetado em uma tela de cinema; principia-se, assim, a produção de uma alucinação em que o "médium" afirma estar vendo as aludidas cenas. Além disso, freqüentemente, essa alucinação é acompanhada de uma dramatização do indivíduo. Tudo isso representa, tão somente, a realização das sugestões do orientador.

6. SEMELHANÇAS ENTRE A FENOMENOLOGIA RELIGIOSA E HIPNÓTICA

A fenomenologia existente nas reuniões religiosas aludidas anteriormente é idêntica a obtida durante uma sessão de hipnose, fortalecendo, portanto, a tese de ser manifestação de um estado emocional intensificado. Façamos então uma análise das duas e de sua convergência.

É bastante conhecido o fenômeno da catalepsia, no qual o sujeito permanece, sem que haja cansaço, com todo o corpo, ou parte deste, rígido e imóvel. As manifestações religiosas em que há comunicação verbal (comumente acompanhada de fenômenos da musculatura estriada), como as incorporações, comunicação dos demônios, etc, em verdade, seriam apenas manifestações do transe hipnótico do tipo sonambúlico, quando toda ou parte da musculatura do indivíduo permanece em condição propícia para produzir movimentos, e do tipo letárgico, quando toda ela se encontra tensionada, impedindo determinados deslocamentos. Alguns indivíduos, quando apresentam estas manifestações, ficam com todo seu sistema muscular rígido, exceção feita aos músculos que possibilitam a fonação. Nestas condições, desenvolvem todo o fenômeno, adotando outra personalidade e comunicando-se através da fala. Outras vezes apenas o braço, ou outro membro, permanece naquela condição de rigidez. Como se nota, são nítidas reproduções da catalepsia.

Na hipnose observa-se também a possibilidade do aumento da força muscular, diga-se bem, não se trata por isso de um surgimento do nada, mas sim, a utilização de reservas energéticas existentes em nosso próprio organismo. Da mesma maneira, verifica-se, em várias manifestações desta natureza, caso de pessoas que se tornam possuidoras de uma força cuja ação vai além de sua capacidade habitual. Percebe-se, então, que se trataria de simples aspecto do transe hipnótico.

Em várias reuniões de religiões afro-brasileiras, algumas pessoas, sob estado de transe, cortam seus próprios pulsos sem expressarem estar sentindo qualquer dor, caracterizando, assim, um fenômeno de anestesia, neste caso particular, perda da sensibilidade à dor, é mais correto denominar de analgesia, que, como sabemos, é encontrada em pessoas hipnotizadas. Pode ocorrer ainda, durante a hipnose, a hiperalgesia, que se caracteriza por uma exagerada sensibilidade à dor. Analogamente, nas reuniões espíritas, já presenciamos, em diversas circunstâncias, a possível "personalidade comunicante" afirmar ter nos braços ou em outras áreas de seu corpo, queimaduras ou feridas, e que, ao menor toque nestas regiões, essa tende a se retrair imediatamente, expressando a presença de uma impressão penosa. Fiéis do movimento pentecostal, neopentecostal e renovação carismática, referem cura de suas dores, de seus males, devido à oração, benção ou culto da respectiva religião, sendo um fenômeno hipnótico decorrente da intensa emoção que as pessoas envolvidas apresentam.

Constatamos, também, que, em sessões kardecistas, alguns "médiuns" se ressentem ao menor ruído provocado, podendo ouvir conversações a voz baixa que ocorram entre os componentes do grupo durante a mesma. Vale destacar, que, nesses casos, o possível aumento da sensibilidade auditiva nunca ultrapassa a capacidade normal da pessoa em questão. Atentamos, em outras ocasiões, que barulhos, mesmo de alta intensidade, não pareciam afetar alguns dos que se encontravam em transe, continuando o seu proceder, como se nada de mais estivesse ocorrendo; não se trataria de surdez real, porém de uma diminuição da capacidade auditiva. Durante o transe, observa-se fisiologicamente uma inibição do córtex cerebral, sendo importante mencionar a existência da fase paradoxal, em que devido a esta inibição ocorre uma maior sensibilidade cortical aos estímulos mais débeis em detrimento dos mais fortes, ou seja, estímulos externos mais violentos não impressionam o córtex em transe, porém os débeis influxos nervosos são amplificados Os dois fenômenos, presentemente mencionados, também surgem durante a hipnose, sendo comumente denominados de hiperestesia auditiva (hiperacusia) e surdez hipnótica. (Cerviño, 1989).

Uma das ocorrências de maior incidência, nestas reuniões de caráter religioso, é o que denominamos em hipnose de parestesia, ou seja, a sensação de picadas, formigamento, etc., sem que haja causa externa. Os espíritas afirmam que isto se deve à concentração de "fluidos" por parte dos "espíritos" nestas regiões do corpo onde tais fatos são percebidos, os seguidores afro-brasileiros dizem dever-se a '' encostos '', correspondendo a ação dos '' demônios '' dos pentecostais. Além de ocorrer com os participantes destas reuniões, o mesmo se observa nas pessoas que recebem e aplicam '' passes ".

Nas manifestações religiosas mencionadas, quando se observa uma modificação no comportamento dos fieis em transe, na maioria das vezes, nota-se uma aceleração dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios. Verifica-se, em certos casos, que vivenciando as mais diversas circunstâncias, uma das mãos do fiel pode se tornar fria e a outra quente, caracterizando, este conjunto de eventos, os fenômenos viscerais da hipnose .

Quando da aplicação do "passe", da benção, da oração '' forte '', há toda uma alteração emocional tanto por parte do paciente, que busca desesperadamente ser curado ou ter amenizado os seus males e o "passista", padre, pastor ou equivalentes que deseja ardentemente a melhora do paciente. Devido a esta alteração emocional, o paciente poderá sofrer toda uma modificação metabólica em seu organismo, podendo sobrevir, conseqüentemente, a cura esperada. A água "fluidificada" ou benta, tão comum nos centros espíritas, missas, cultos evangélicos, etc, a qual é atribuída a propriedade de curar determinadas doenças, seria o desenvolvimento de um processo semelhante ao descrito anteriormente. Temos assim, por correspondência com a hipnose, os fenômenos viscerais.

Muitas vezes, o "médium" inicia a dita "incorporação" através de intensa agitação e sensação de sufocação, para depois, com as palavras calmantes e tranqüilizadoras do doutrinador, atingir a um estado estabilizador, denotando, claramente, a passagem de um transe hipnótico de natureza ergotropa para um de natureza trofotropa. O inverso também poderá ser obtido, através de sugestões do doutrinador, de que o "espírito" irá revivenciar os males que praticou em "outras existências". Ante a cena que a personalidade vivenciada pelo "médium" diz ver, e que passa a transferir-se àquela, o seu terror, perante o conhecimento dos males realizados, provoca uma série de alterações em seu organismo, observando-se , então, a transformação de um transe trofotropo em ergotropo.

Podemos, também, obter um estado emocional intensificado através de fatores impessoais, tais como músicas, cores, etc. Tais elementos são encontrados, em maior ou menor grau, nas reuniões das diversas variedades religiosas aqui estudadas. Nas afro-brasileiras, através do toque de instrumentos, danças, perfumes, bebidas, etc; no espiritismo, através de música suave, muito utilizada nas chamadas reuniões de consultas e mesmo nas de desenvolvimento mediúnico, usando lâmpadas de fraca intensidade, comumente de cor azul, provocando uma sensação de calma e tranqüilidade; na renovação carismática, pentecostalismo e neopentecostalismo, através de cânticos, palmas, batidos de pés. É bom ressaltar que não se trata de indução hipnótica por via física, mas através da representação, pelo significado que tais fatores possuem em relação aos programas adquiridos e até mesmo os programas inatos.

Quando uma comunidade religiosa recebe um novato, este passa a observar o comportamento dos antigos, em transe e fora de transe, só exercendo suas funções na comunidade após várias reuniões. Nota-se que o novato imita atitudes estereotipadas ou semelhantes àquelas possuídas pelos veteranos, de conformidade com a variedade. Assim, durante o transe, temos:

a) No espiritismo - O '' médium '' treme as mãos quando do "recebimento de uma entidade", inspira fortemente, bate ruidosamente com as mãos na mesa, boceja com regularidade, comunica-se gritando ou em tom calmo; etc.

b) Nas religiões afro-brasileiras - O '' médium '' ou '' cavalo '' dança, bebe, fala e se comporta de conformidade com a '' entidade recebida '', e com um padrão semelhante ao que os antigos apresentam.

c) Na renovação carismática, pentecostalismo e neopentecostalismo - Os '' endemoniados '' apresentam voz rouca e agressividade, os fieis batizados com o Espírito Santo falam palavras estranhas aos presentes, os demônios são expulsos após determinado ritual e ordem do dirigente, etc, tudo em conformidade com o que os antigos apresentam.

Esses comportamentos indicam, evidentemente, que ocorreram sugestões hipnóticas de natureza implícita, conquanto não expressas oralmente, como é o caso da linguagem gesticulada e da simbologia das roupas, cânticos e rituais.

Em alguns Centros de Umbanda, são comuns os "médiuns" sentarem-se em torno de uma mesa forrada de branco, sobre a qual se encontram alguns cálices ou copos de vidro, contendo água. Após determinado tempo de concentração, alguns deles afirmam visualizar sobre a superfície dos vidros, certas imagens, como sendo de santos, caboclos, etc. Porém, nem sempre se faz necessária a utilização daqueles apetrechos, pois, via de regra, após certo estágio inicial, os aludidos "médiuns" declaram perceber, sem a necessidade de projetá-las sobre determinada superfície, imagens de seres humanos, animais e até mesmo objetos, que não são apreendidos por todos os participantes. Em diversas oportunidades, os membros da referida mesa informam sentir o aroma de flores, que não possuem existência física constatada.

Nos cursos de formação de "médiuns", é referido que a faculdade de ouvir sons, vozes, não perceptíveis pelas vias auditivas normais (audiência ou clariaudiência), poderia ocorrer de duas maneiras distintas: estas sairiam do interior do "médium", ou seja, partiriam de sua mente, ou viriam de fora, do exterior.

Os fenômenos ora citados, nitidamente alucinações, são obtidos na hipnose e são conhecidos respectivamente por alucinação visual positiva, olfativa e auditiva. Esta última apresenta as duas modalidades citadas, como bem observou o pesquisador Schneck.

Ao contrário do que geralmente se pensa, não existe um domínio, um controle do hipnotizador sobre o hipnotizado. Esta imagem é produto de uma interpretação errônea que vem persistindo há muito tempo com relação à hipnose. A sugestão não é fundamento básico do fenômeno hipnótico, porém um seu auxiliar. Se a sugestão emitida contrariar os programas básicos do hipnotizado, este não a acatará. Quando se utiliza uma sugestão de tirar a roupa em público, ou suicidar-se, estas ordens serão cumpridas, apenas, se o hipnotizado realmente estiver com idéias suicidas ou possuir o hábito de tirar a roupa em público. Analisando o transe mediúnico como um estado hipnótico, a validade desta assertiva prevalece. Várias vezes foram constatados que "médiuns" em estado de transe, comportando-se como suicidas, ameaçavam tirar a própria vida e, ao verificarem que os participantes da sessão não davam atenção ao que diziam, desistiam de realizar o que haviam prometido. É bem verdade que, neste caso, se deve ter mais cuidado, pois o indivíduo pode sofrer de distúrbios mentais e realmente executar a ação a que se propõe. Porém, fique claro, isto poderá sobrevir em decorrência, tão somente, de seu estado de perturbação mental ou de sua predisposição à concretização daquele ato, e não como resultante do transe em si e, muito menos, de uma ação dominadora, incontrolável do hipnotizador sobre o hipnotizado. Essa ação dominadora atribuída ao hipnotizador é uma mistificação.

Apreendemos nas reuniões mediúnicas, nos cultos pentecostais e neopentecostais, bem como, em algumas reuniões da renovação carismática, um processo de dramatização do inconsciente, no qual se observa o fenômeno supra citado. O "médium" afirma ser outro indivíduo, podendo relatar uma "história", como morreu e até mesmo modificar a sua voz. Caso o "espírito" comunicante seja um conhecido de alguma pessoa presente, e geralmente do próprio "médium", este muitas vezes passa a revelar atitudes características do morto em apreço. Entretanto, essas personalidades são comumente estereotipadas: na Umbanda se encontram, por exemplo, os "pretos velhos", os exus, etc.; no Espiritismo, os "espíritos obsessores", os guias espirituais, etc. Tal fenômeno é conhecido, nessas religiões, como "incorporação" e, na ocorrência de comunicação oral, é denominada pelos espíritas de psicofonia. Nas referidas variedades católica e protestante o '' endemoniado '' também modifica a voz, apresenta um comportamento violento, diferente daquele apresentado pelo fiel em condições normais. Todos estes fenômenos podem ser interpretados como manifestações hipnóticas, visto que, é freqüente, no transe hipnótico, o sujeito aceitar a sugestão de se comportar como outra personalidade, que poderá ser tanto a de um morto como a de um vivo, real ou fictício, sendo tal fato denominado de transidentificação.

É importante mencionarmos os casos de pintura obtidos durante transe hipnótico e que, teoricamente, extrapola a capacidade do autor. Helena Smith, que conhecia pintura, sob transe hipnótico, denominado psicoautônomo, pintava usando os dedos no lugar dos pincéis de maneira aparentemente desordenada e sem coerência, pintando um pé, um olho, uma árvore, em pontos diferentes da tela e posteriormente harmonizando estas imagens em um conjunto coerente. Augustin Lesage, trabalhador de minas, durante o trabalho ouviu uma voz que lhe dizia: '' Tu serás pintor ''; a partir deste momento '' sua mão adquiriu um automatismo inconsciente, executando, em completa amnésia, aquilo que sua inteligência não fora capaz de executar '' (Mello, 1950).

'' As pressões sociais impedem comumente o surgimento de verdadeiros gênios nas artes; esses indivíduos reprimem suas qualidades e no estado de transe psicoautônomo podem desinibi-las. Temos visto médiuns espíritas que no estado de transe perdem toda a sua timidez e inibição, e falam o que antes não tinham coragem de falar, e apresentam qualidades variadas - artísticas, por exemplo - que estavam impossibilitados de mostrar antes... Os médiuns, por meio de uma '' entidade espiritual incorporada '', apresentam uma estereotipia dinâmica que representa uma conduta organizada no passado, comumente imaginária, porém, em geral, desejada. Os estados de transe psicoautônomo se devidamente orientados por um médico hipnologista podem, pelas suas características, ser de grande interesse para o indivíduo e para a sociedade. Lembremos que no Brasil milhares de indivíduos entram em transe em milhares de centros espíritas. Seria bastante interessante e importante para todos se esses médiuns pudessem abstrair do seu transe os aspectos religiosos, o que, entretanto não é fácil, dado o hábito já bastante arraigado da concentração na fé religiosa, a qual proporciona uma melhor profundidade do transe '' (Akstein,1973).

Devemos mencionar ainda o dermografismo, que consiste no aparecimento de sinais, letras ou palavras na epiderme do indivíduo, devido a um processo de irritação cutânea . Um exemplo disto é o fenômeno da '' mão de fogo '', onde surge manchas hiperemeadas, em formato de mão, sobre as coxas, braços ou tronco. Normalmente as vítimas são pessoas deprimidas, com sentimento de autopunição, passando por problemas de natureza emocional. Ocorre em algumas vivências espíritas

A estigmatização é, de certa forma, uma modalidade de dermografismo em que surge lesão espontânea da epiderme, onde aparecem marcas sanguinolentas, arranhões e cortes sobre o corpo, podendo resultar de

a) necessidade inconsciente de autopunição - as vítimas em geral apresentam sentimento de autodestruição, atravessando uma fase de transtornos emocionais. Encontramos em alguns casos de '' possessão '' e pessoas '' endemoniadas ''. Ocorre em algumas vivências espíritas, pentecostais e neopentecostais

b) estado de exaltação mística - é um fenômeno exclusivo do universo cristão, onde ocorre chagas sanguinolentas em várias regiões do corpo de um santo ou de um místico, reproduzindo os ferimentos sofridos por Jesus . É típico de algumas vivências católicas

Tanto o dermografismo em geral, como a estigmatização, em particular, são fenômenos viscerais de natureza hipnótica, da categoria ergotropa nos casos de '' possessão '' e '' endemoniados '' e da categoria trofotropa no casos dos santos e místicos.

7. SEMELHANÇAS ENTRE A FENOMENOLOGIA RELIGIOSA E PARANORMA

Muitas formas dos fenômenos paranormais podem surgir, durante as atividades das referidas variedades religiosas, e serem interpretadas inadequadamente, de conformidade com os modelos em questão. Assim, podemos ter

1. - Psicografia: Forma de fenômeno paranormal em que o conteúdo psigâmico, evento físico ou psíquico, se expressa através da escrita. Pode apresentar diversas modalidades como a ambidestra (produzindo simultaneamente com as duas mãos mensagens distintas), invertida (em que as letras das palavras estão transladadas, escritas na ordem inversa), especular (subtipo da psicografia invertida em que as letras também estão rotacionadas, sendo necessário contrapor o escrito a um espelho para se efetuar a sua adequada leitura) e a xenográfica (escrita em um idioma desconhecido dos participantes da reunião e cujo conteúdo se relaciona com o contexto da mesma ). É comum nas sessões espíritas

2. - Personificação subjetiva: Termo criado por Valter da Rosa Borges para designar a modificação, espontânea ou provocada, da personalidade do Agente Psi, a qual ele se comporta como se fosse outra pessoa, fictícia ou real, viva ou falecida, apresentando fenômenos de psi-gama. Quase sempre se manifesta na forma oral (psicofonia), sendo, no campo religioso, conhecida como “incorporação '' ou '' possessão ''. Pode apresentar a modalidade xenoglóssica, pela qual o conteúdo psigâmico é expresso em um idioma desconhecido dos participantes da reunião e cujo conteúdo se relaciona com o contexto da mesma. Está presente em todas as variedades religiosas acima.

3. - Psicopictografia: Designa a manifestação paranormal expressa através de pinturas (a óleo, nanquim etc) cujo nível extrapola, e muito, a capacidade do Agente Psi. Muitas vezes vem assinada por personalidades famosas já falecidas. Ocorre nas sessões espíritas.

4. - Projeção da consciência: Manifestação paranormal em que o Agente Psi visualiza cenas de outro ambiente e tem a sensação de aí se encontrar. Mais conhecido no campo religioso como viagem astral, projeção do corpo astral, desdobramento, bicorporeidade, bilocação ou experiência fora do corpo (EFC). Deve ser interpretado como uma clarividência associada a uma sensação subjetiva de deslocamento espacial do Eu. Comum nas sessões espíritas.

5. - Precognição: Característica do fenômeno paranormal pelo qual o agente é capaz de expressar acontecimentos futuros, ou seja, que ainda irão se realizar. Encontramos principalmente em sessões espíritas e em cultos pentecostais e neopentecostais.

6. - Aparição: É uma manifestação psigâmica, telepática ou clarividente, cujo conteúdo informacional se expressa sob forma alucinatória ou simbólica, podendo apresentar imagens de pessoas, animais e/ou coisas. É freqüente em reuniões espíritas e de religiões afro-brasileiras.

8. CONCLUSÃO

Como pudemos perceber, todos estes indícios, ora descritos, apontam para o modelo proposto, do estado emocional intensificado e dos fenômenos paranormais.

Apesar de tudo isso, muitos preferem não ver o que possivelmente está ocorrendo, por inúmeras razões, dentre as quais podemos citar:

_ Falta de hábito em assumir uma atitude científica, da maior parte da coletividade, perante os fatos defrontados;

_ O desconhecimento do que seja realmente a hipnose e a paranormalidade, devido a um antiquado processo de mistificação que as envolvem;

_ A insegurança de inúmeras pessoas que, tendo suas vidas já fundamentadas por inúmeros conceitos, temem ver seus castelos desmoronarem e preferem não enxergar aquilo que se lhes depara;

_ Uma estrutura tendenciosa do indivíduo, proveniente da recepção, sem crítica, dos conteúdos informacionais advindos daqueles que os rodeiam.

Estes e outros motivos formam o nível de consciência possível da população, nível este que atua como filtro ideológico e permite enxergar apenas o que querem e o que lhes convém., possuindo as suas próprias regras, impede, na maioria das vezes, uma melhor compreensão da realidade.

Desta forma, não se acuse de reducionismo da hipótese, mas de correta atitude científica ante fenômenos dos quais se procuram explicações. Se existe um modelo conhecido, simples, no qual podemos operar e controlar e que explica um conjunto de fatos observados com maior abrangência, seria anticientífico, e perda de tempo, procurar-se um outro modelo, mais complexo e menos abrangente para descrever esta mesma série de fenômenos. Um bom modelo deve ser lógico em sua descrição, consistente com a experiência e abrangente quanto ao conjunto de fatos observados e a ele pertinente.

Sendo assim, somos conduzidos a supor que, nas sessões mediúnicas (espíritas e das religiões afro-brasileiras), nos cultos pentecostais e neopentecostais e nas reuniões da renovação carismática, tudo se passa como se a maioria dos fenômenos observados fossem estados emocionais intensificados, ou seja, processo hipnótico ou fenômenos de natureza paranormal.

Ronaldo Dantas Lins

O QUE É PSICOTRANSE?

O PSICOTRANSE é um momento de consciência, qualquer momento, no qual aconteça uma modificação do nível da consciência;
seja nos estado Beta, Alfa, REM, HIPNOSE, ou em qualquer outro estado alternativo.

Geralmente, as pessoas não percebem as modificações dos estados alterados de consciência, principalmente quando estes acontecem em nível Beta (vigília), outras vezes as pessoas tem a sensação que dormiram e, aparentemente, não lembram do acontecido durante esses momentos (semelhantes à amnésia pós hipnótica).
O psicotranse se confundem, de certo modo, com os estados de ausências, ou estados crepusculares, tão comuns nas disfunções cerebrais mínimas, geralmente vinculadas às epilepsias. Por outro lado, esses estados em nada se diferenciam daqueles denominados de "estados superiores de consciência", freqüentemente vivenciados por santos e místicos (veja Pierre Weil, "Experiência Cósmica e Psicose", Ed. Vozes).

PSICOTRANSE é uma palavra "criada" por nós (Eudes Alves e Eliezer C. Mendes) em 1979, para designar às alterações da consciência, em qualquer nível ou profundidade. Diferenciando-se assim do conceito de transe mediúnico, definido por Allan Kardec, que vincula o transe à influência dos espíritos dos mortos.

Desta forma procuramos focalizar mais o lado psicológico desses estados alterados de consciência (idéia que Charles Tart, 1972, também desenvolveu com o nome de EAC, estados alternativos de consciência). Integrando o conceito de inconsciente dinâmico e, resgatando essa importante área do comportamento psicológico, que os espíritas chamam de "animismo", (por ser produzido pela mente do médium, A. Aksakof, "Animismo e Espiritismo", 1890).

A maior parte dos espíritas, atribuem os fenômenos inconscientes aos espíritos dos mortos, por não saber lidar com o espírito dos vivos, porém essas manifestações, muitas vezes classificadas como "fantasias", são muito importantes para as terapias, seu valor está muito além daquilo que o próprio Freud atribuiu ao Id, como produto da repressão .


PSICOTRANSE E MAPEAMENTO CEREBRAL

O psicotranse pode ser identificado claramente no mapeamento cerebral, revelando-nos os níveis de consciência e os estágios diferenciados, relacionados aos padrões de freqüência. Este é um caminho muito promissor para o estudo desses estados de consciência. Talvez, um dia, compreenderemos os segredos da consciência, descobrindo como ela constrói os seus "hologramas psicológicos". Enquanto isto, já podemos hoje, integrar a dinâmica do psicotranse, e as interações inconscientes, em um trabalho prático de grande eficácia terapêutica: a captação-transe-terapia

O psicotranse pode ser desenvolvido por treinamento.
Como qualquer outro estado hipnótico, ele é absolutamente natural e normal, fazendo parte da dinâmica do psiquismo e, como todo estados hipnóticos, não tem nenhuma interferência de qualquer força sobrenatural. Ele pode acontecer muitas vezes espontaneamente de forma inconsciente, sem que as pessoas percebam suas alternâncias de personalidade, alterações de humor etc.. São sintomas de outra pessoa, à ela ligada emocionalmente. Esses sintomas poderão ser físicos, psicológicos ou comportamentais. Com o treinamento as pessoas identificam claramente a fonte de origem desses sintomas, libertando-se deles sem sofrer indevidamente

Todo estado alterado de consciência é um psicotranse.


SERIA O TRANSE DE INCORPORAÇÃO UM PSICOTRANSE?

Em 1977 demonstramos na TV do Uruguai uma incorporação induzida por HIPNOSE.
A sensitiva hipnotizada foi analisada por médicos uruguaios e por diretores de Centros de Umbanda.
Eles verificaram os efeitos fisiológicos do transe, e não encontrando diferença entre aquele transe e o dos rituais de UMBANDA.



O psicotranse tem uma extensão sobre a fisiologia do nosso corpo.
Toda HIPNOSE é um psicotranse, um estado psicodramático, que se objetiva à nível psicossomático.

Espírito, mente e matéria estão unidos em uma unidade, fazendo parte da mesma realidade. Suas partes não se excluem, elas se complementam e interagem, embora sejam estudadas por separado, como vem sendo feito (erroneamente até hoje, criando-se uma separação entre biologia (neurociência), psicologia (comportamento) e espiritualidade (estados superiores de consciência ou místicos).

A nossa proposta é a integração dos três níveis, compreendendo o individuo como um todo. Embora compreendemos que é importante, desde de um posto de vista técnico, estudar esses níveis por separado, na prática eles funcionam integrados. A nível inconsciente, podemos perceber essa unidade, naquilo que Jung chamou de individuação. A individuação seria uma sintonia harmônica ("ecológica") entre as partes da psique.

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O QUE É A CONSCIÊNCIA?

Vários caminhos são transitados na tentativas de encontrar uma explicação satisfatória sobre o que é a consciência. Uma das vertentes é a da neurociência, claramente posicionada nas obras que citamos anteriormente, outra vertente é a da filosofia. Desde Platão, a filosofia tenta compreender o problema da consciência, do ponto de vista racional. Outra vertente é a psicanalítica. A psicanálise nos apresenta a proposta freudiana, de uma consciência emergente da atividade do ego na relação com o mundo dos objetos, tendo em contra partida um nível mais amplo e profundo, que seria o ID (o inconsciente).
Para M. Klein esse objeto inicial, de um modo simbólico, é o peito da mãe.
Enquanto C. G.Jung nos fala de um inconsciente coletivo, reservatório da psique de toda a humanidade, que não depende da nossa experiência direta, e sim da experiência de toda a humanidade, e dela surgiria a nossa individualidade, por meio desse processo.
Por outro lado, o pensamento oriental nos fala de uma ilusão da realidade (maya), e divide a consciência em vários níveis, primariamente em sete, correspondendo esses níveis aos chakras, vórtices de energia que interagem nos plexos, localizados em diversas partes do sistema nervoso. Na verdade, até hoje, não sabemos muito bem o que é realmente a consciência, e muito menos ainda, o que é o inconsciente. Conceituamos o inconsciente como aquele nível da mente que não é consciente, uma evidente definição tautológica, porque não sabendo-se o que é a consciência, como definir o que é o inconsciente? Seriam os dois lado de uma mesma moeda, mas não conhecemos essa moeda. Estamos definindo um fato desconhecido por outro fato também desconhecido. Esse erro se arrasta desde de Descartes.

Como ser objetivo, quando o nosso raciocínio é subjetivo?

Por outro lado procuramos compreender o mundo dentro de um modelo matemático... mas a matemática é uma construção do nosso pensamento. Ela não existe fora do pensamento.
A neurociência nos ensina atualmente que o nosso cérebro passa por níveis de atividade elétrica, de potenciais e padrões de freqüências diferenciados, segundo o nível de consciência é o nível de atividade elétrica, ou vice versa.
Essas freqüências são mais rápidas (15 à 40hz) quando estamos no estado de vigília, e mais lentas quando fechamos o olhos e relaxamos (de 8 à 14hz, e bem mais lentas quando meditamos (3 à 7hz), tornando-se muito lentas quando dormimos (de 0,5 à 2 hz).

O potencial é mais baixo quando estamos produzindo uma atividade consciente, 5µV (microvóltios), e mais alto quando dormirmos, ou durante uma convulsão epiléptica, durante um transe, atingindo potenciais de até 200µV (microvóltios).

De uma forma convencional nós falamos de duas mentes, da mente consciente e da mente inconsciente, a primeira ligada ao intelecto e a percepção, e a segunda às nossas funções vegetativas, ou biológicas, e aos automatismos.
A mente consciente regeria a nossas atividades intelectiva, racional, psicológica, enquanto a nossa mente inconsciente regeria toda a nossa atividade emocional, social, biológica e espiritual.

No nível espiritual haveria ainda uma dimensão diferenciada que estaria ligada a uma "intencionalidade cósmica", muito próximo do conceito junguiano de inconsciente coletivo, ou inconsciente universal, atemporal, kármico, sincronístico, parapsicológico, que hoje é denominada mente não-localizada.

A Universidade do Arizona vem desenvolvendo um amplo trabalho sobe a consciência.


O QUE É A PERSONALIDADE?
No psicotranse encontramos as diferentes fases da personalidade, elas estão evidenciadas em suas múltiplas formas, aparecendo o que comumente denominamos "personalidades múltiplas".

Muitas vezes podemos observar as variações de uma forma tão evidente, que não cabe a "menor dúvida" que estamos frente a uma verdadeira alteração da personalidade. Essas alterações são conhecidas desde Azam, século dezenove, e foram bem estudadas por A. Binet.


Atualmente se discute muito isto nos meios acadêmicos.
Ian Hacking, Princeton University Press, 1995 ( veja tradução, "Múltiplas Personalidades e as Ciências da Memória", Ed. José Olympio, 2000).
Quando analisamos as diversas teorias da personalidade, desde G. Allport, Lindsey, J. Fadiman & R. Frager e outros, encontramos varias teorias divergentes.


O QUE É REALMENTE A PERSONALIDADE?

O psicotranse nos fornece a possibilidade de estudar as manifestações da personalidade em uma experiência única, "reproduzida" numa situação controlada: o transe do sensitivo. Um verdadeiro laboratório da experiência humana. Muitas vezes nos deparamos com os anjos e os demônios do inconsciente, com estórias de vidas passadas, ou até mesmo com verdadeiras "criações literárias" do inconsciente. Tudo aflora nesse momento de transição da mente. A loucura e a genialidade estão presentes em uma única pessoa. Separadas às vezes, por segundos ou minutos, de um transe controlado, ou por uma "eternidade" de um estado psicótico vividos em um hospital psiquiátrico.

Em certa ocasião na clínica do Dr. Eliezer C. Mendes, em Campinas, um sensitivo em transe, captando a personalidade de um paciente em tratamento, destruiu com os dentes uma peça de roupa, reproduzindo o comportamento de um cachorro. O paciente captado pelo sensitivo, estava vivendo um quadro psicótico, em certa ocasião o encontraram dormindo dentro da casa do cachorro, no quintal. Ele explicou o seu comportamento dizendo que "a sua mulher o tratava como um cachorro, e por isso foi dormir na cama do cachorro". O sensitivo não sabia nada da estória do paciente, e muito menos do episódio da casa do cachorro. Aquele comportamento psicótico para o paciente tinha um significado, ele se sentia maltratado pela esposa; mas para o sensitivo era apenas uma captação, a sintonia do inconsciente do paciente, manifestado espontaneamente no psicotranse, como na incorporação, ele representava o comportamento do cachorro, mordendo e rasgando tudo com os dentes.
Seria a personalidade um holograma reproduzido pelo cérebro, e que pode ser captado e representado pelo cérebro de outra pessoa? ou seria o cachorro uma entidade incorporada no médium?

Sobre o estudo da personalidade devemos destacar as pesquisas da Universidade de Virginia.

domingo, 25 de janeiro de 2009

DESDOBRAMENTO

Parte I

É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.

O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).

Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.



DESDOBRAMENTO - Parte II

b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.

Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.

Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.

Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.


DESDOBRAMENTO - Parte III

d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.

Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.

Texto extraído do "PORTAL DO ESPÍRITO"

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DESDOBRAMENTO DURANTE O SONO



Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.

O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.

Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.

Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

PREPARAÇÃO PARA O SONO

Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.

Façamos um preparo para o nosso repouso diário:
Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.
Mental Espiritual - leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.

Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.

Aluney Elferr Albuquerque Silva

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DESDOBRAMENTO DURANTE O SONO


Durante o momento do sono ocorre o desprendimento do corpo astral (corpo emocional) do corpo físico...

Se não sabemos aonde queremos ir durante o sono...

então somos levados pelos nossos instintos aos locais no plano espiritual em que temos mais afinidade vibracional...
A maioria de nós.. acaba atraída para locais no astral inferior que constituem verdadeiras usinas sugadoras de energia...

Existem hoteis luxuosos no astral inferior, para encontros de ordem sexual que não se podem realizar enquanto os parceiros estão acordados... por impedimentos diversos...já são casados, têm namorados ou namoradas, etc...

Existem boates...com escravas sexuais aguardando os mais incautos...
É fato que toda boate e motel no plano físico tem sua contra-parte etérica no astral inferior, que constituem verdadeiros castelos medievais...

E o objetivo de todas essas construções no astral inferior que visam a dar prazer ao viajante astral, é sugar-lhe as energias, que o êxtase sexual proporciona, pois movimenta energias primárias no chacra básico, que alimentam as criações e os poderes dos magos negros no astral inferior...

Por isso, os que dormem sem a devida consciência do que vai lhes acontecer durante o sono, acordam mais cansados...esgotados...como se não tivessem dormido a noite inteira...

Urge então, rogar aos nossos mentores, a devida proteção espiritual no momento do sono...para que sejamos levados às escolas no astral superior...ou aos departamentos de orientação espiritual...para relembrarmos o nosso plano de reencarnação...

MAGOS NEGROS - ALERTA

Os magos negros , escolhem individuos, sejam viventes ou não, ligados á religiões,principalmente sensitivos e representantes religiosos mais expressivos.

- Na verdade, os magos atuam no planeta desde épocas imemoriais. Sua atuação foi mais intensa no momento histórico da Atlántida e Lemuria , e muitos deles passaram a operar nos bastidores sa historia das civilizações humanas.

- Considerando que não desejavam de modo algum que a mensagem do CRISTO viesse ao encontro dos povos das terra.Tudo fizeram para impedir o desenvolvimento e a difusão da idéia cristã.Como não obtiveram éxito em seu intento e depois de inúmeras investidas a fim de deturpar o conteudo de seu ensino, desde a decada de 1960 se empenham em nova modalidade de ataque.
Procuram realizar esperiências para implantar conceitos e memorias falsas e obtusas nos representantes religiosos .

- Isso explica o fenómeno que se presencía hoje em dia, com o aumento considerável de ideologías absurdas e seitas exóticas que proliferam na Terra...

- Começaram por desenvolver bacilos psíquicos , que são alojados nas mentes das pessoas que trazem uma predisposição ao fanatismo e ao extremismo religioso.

-Éstes, parceiros interessados em arrebatar as multidões com suas idéias fantasiosas, toda projetadas no corpo astral e mental, por um processo que podemos chamar de reprogramação da mente e das emoções . Tráta-se de um método de substituição de lembranças e conceitos , que são adulteradas e trocadas por uma memoria implantada artificialmente .

-Os senhores da escuridão apreciaram o resultado de seu trabalho hipnótico ao fomentarem idéias com os movimentos pentecostais e carismáticos no plano físico e a seguir, resolveram abrir , no astral inferior , vasto campo experimental, atraindo, desdobrados , varios médiuns e dirigentes espíritas , espiritualistas e umbandistas, entre outros .

-O qué pretendem com os espíritas e umbandistas, específicamente ?

Como já infiltraram seus agentes e suas idéias escabrosas entre aqueles que se julgam os únicos representantes legítimos do Cordeiro, os líderes religiosos e fiéis , tomados pelo fanatismo: agora pretendem investir em novo núcleo.Os chamados médiuns, os chefes de terreiros e os dirigentes espíritas , éstes oferecem sólo fértil nos quais semear tais pesquisas, pois tambem trazem elementos ambíguos e espinhosos ,que poderam ser enfocados pelos magos .
-Por exemplo, podemos citar :
-O desejo de aparecer ,
-A busca pelo aplauso e pelo reconhecimento público,
-A vontade de sobrepujar o outro na destreza para lidar com as forças sutis
da natureza .
-O exercicio constante de um pretenso poder .
-A megalomanía
-A vaidade .

-Os magos apresentam a estes médiuns (suas futuras cobaias )propostas subjacentes , aumentando a importância desses fatores na mente das pessoas .

- A sede egocéntrica , ganha relevo .Quando eles vislumbram a possibilidade de atingir os objetivos que almejam , então cedem voluntariamente à ação dos magos , que se disfarçam em mentores e mestres de reconhecida autoridade moral.
dessa forma , estas vítimas são conduzidas em desdobramento até seus redutos no
astral inferior , onde são transformadas em cobaias de experiências mentais e emocionais .

- Assim , aos poucos , os senhores da sombras , vão substituindo a memoria e o conhecimento do Cordeiro e de seus ensinamentos , cuja implantação se dará no cérebro espiritual dos corpos astrais .

-Ojetivam confundir e , no limite , extinguir a imagem de Jesús de Nazaré , o personagem histórico,que se perdería em meio a tantas falácias , uma atrás da outra .

- A preservação dos campós experimentais , dos laboratorios nos redutos do astral inferior , consome grande quantidade de energía e vitalidade mental dos magos negros .

-Por isso, de tempo em tempos eles e seus auxiliares mais diretos têm de se abastecer de força vital, o que ocorre quando os cientistas ( que trabalham pra eles )extraem de seres viventes componentes emocionais e ectoplásmicos . Mas é claro que os magos não se satifazem tão somente com isso.Empregam força mental , hipnose e magnetismo.interessa-lhes sobremaneira a quantidade de energía psíquica irradiada pelas pessoas que vampirizam .Eis porque eles agora atacam principalmente os médiuns , de qualquer corrente religiosa .

-Os magos propriamente ditos trabalham com elementais e criações de pensamentos .egrégoras ,contaminações energéticas e ectoplasmaas extraidos dos duplos etéricos , perispíritos de espiritos encarnados , mantendo com estas energías , seus laboratorios , campos de experiências e bases na subcrosta . Energías éstas , entre outras , tambem extraídas de estabelecimentos no plano físico, onde encontram aglomerações humanas , como estadios de foot-ball,igrejas , hospitais psiquiátricos, shows musicais , principalmente de rock pesado , metaleiros em cujos cenários encontram mentes em total desvario , desequilibradas e desarvoradas .

- A captura e o seqüestro de duplos etéricos é algo relativamente novo no planejamento dos magos e de outros cientistas parceiros .
-Éste procedimento, no plano físico,ocaciona no corpo das vítimas um estado profundo de coma . Suas mentes talvez vaguem sêm referência,num estado próximo à loucura .

-Eu nunca imaginaría que os magos negros pudessem repressentar um fator de poder tão assombrosoe extraordinariamente perigoso na hierarquía do mundo astral.

-Com tudo, me tranquiliza saber , que a pesar de todo esse imenso poder e faculdades ,eles são vencidos pelo Plano Superior , na representação dos Pretos Velhos , Pai -velho e Mãe-velha . Éstes magos brancos , que assim como os magos negros , receberam iniciação espiritual nos diversos templos da antiguedade e de civilizações ainda mais remotas , e como iniciados forjaram seu conhecimento e sua disciplina mental em anos e anos de adestramento das faculdades da alma , sob a tutela de seus superiores hieráquicos .

-Como regra , toda iniciação foi realizada para o bem , para o uso dos elementos da vida oculta com intuito de auxiliar a Humanidade . Só que os magos negros inverteram essa polaridade .

- Tambem me tranquiliza saber que com nossas melhores intenções , de servir incondicionalmente ao bem , aproveitando as instruções dos mentores de Luz , estudo contínuo, atualização e aperfeiçõamento da tècnicas apométricas , bem como a reforma íntima e evolução espiritual de nós médiuns e dirigentes espíritas e /ou espiritualistas , poderemos tambem vencer estos magos negros , que assim não encontrarão brechas favoráveis para suas ações nefastas .

O Cordeiro , Jesús de Nazaré , Cristo

Nos disse :

"Sois Deuses , tudo podes "...

-É claro, a sua semelhança e poder .
- É só querermos chegar lá.
-É só termos FÉ ( esta raciocinada e não cega).
-É só termos MUITO AMOR ( incondicional )

Por tudo isto...é melhor
"NÓS FAZERMOS A NOSSA REPROGRAMAÇÃO MENTAL , ANTES QUE ALGUÊM (OS MAGOS NEGROS ) OS FAÇAM EM NÓS "

...PENSE NISSO !

A RAINHA DA SEXUALIDADE

As pombagiras, Muito se diz sobre estas entidades: que foram mulheres da vida e que ao morrer se transformaram, que são espíritos demoníacos, que pervertem a sexualidade das pessoas, afastam casais, aproximam, enfim, todo o tipo de adjectivos lhes têm sido dados. Pombagira, Bombogira, Exú Mulher ou ainda Bomobonjira, são todas formas de a denominar. Em especial, é mais utilizada a denominação Pombagira que nos chega pela influência Banta (Angola).

A Entidade Banta Aluvaiá-Pombagira que foi trazida de África durante o fluxo de escravos para o Brasil e então submetida à entidade Iorubana Exú, durante todo o processo de miscigenação que se desenvolveu no Brasil, sendo colocada e entendida como a sua vertente feminina. O facto de esta ser uma entidade que é entendida e cultuada de diferentes formas por diversas nações do Candomblé, pela Umbanda e pela Kimbanda, prova desde logo que se tratou de um processo de adaptação não consensual que ainda hoje perdura.

No Candomblé tradicional, cultua-se exclusivamente o Orixá Exú que é uma entidade masculina, cuja simbologia é unicamente fálica, e portanto nada tem de feminino. O que eu acho mais correto, pois quanto mais estudamos, mas fica bem claro que Pombagira é uma entidade distinta, mas que trabalha pela mesma linha de Exu. No entanto por trabalhar pela mesma vibração não tem nada em se chamar de Exu Mulher. Pombagiras existem de facto, não são Orixás, mas assim mesmo, são cultuadas também no Candomblé, embora nas nações menos tradicionais. Pombagira subdivide-se numa enorme legião onde cada qual tem o seu nome próprio, conforme a sua área de actividade.

Temos a linha das que pertencem às encruzilhadas como Pomba Gira Rainha das 7 Encruzilhadas; a linha do cemitério liderada pela Pombagira da Calunga; a linha das ciganas, lideradas pela Pombagira Cigana; e a linha ligada aos locais ermos, liderada pela Pombagira, Maria Mulambo. Com relação às suas manifestações nos médiuns, normalmente como mulheres, as suas legiões podem adoptar nomes como Pombagira Rosa, mas pertencendo a esta ou àquela linha, liderada pela chefe correspondente.

Pela configuração astrologica pode se perceber que as Pombagiras estão atuando para tentar diminuir certos e graves desvios comportamentais, como pedofilia e agressão contra mulheres. Mas a configuração mostra que entidades que são usadas por magos negros estão assediando, as meninas despreparadas espiritualmente, pra que caiam na prostituição, luxuria e libertinagem. Por isso ative sua Pombagira Rainha e busquem a proteção de seu Anjo Guardião pra não cair nas armadilhas. Uma coisa é muito certa, todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de qualquer uma delas tem solução.

A sua força é guerreira, a sua vibração magnética é carregada de sensualidade e alegria, tanto que a sua chegada aos médiuns é sempre alegre, solta e sensual. Mas infelizmente, as Pombagiras Negras, que ainda não evoluiram se fazem passar por aquelas que tem a outorga do Astral Superior que devem trabalhar pela sexualidade. E assim essas outras criaturas mal intencionadas, lançam muitas perdições. Nesse segundo semestre, muita menina vai ser desvirginada, com essa grande influencia malefica das sombras. Por isso tomem muito cuidado. Exú tem ligação com a força sexual criativa, e a Pombagira por sua vez com a circulação dessa energia criativa existente na vida e no Universo.

Lamentavelmente a sua reputação tornou-se péssima devido a erros de incorporação dos próprios médiuns, que por deturpações pessoais as transformaram em seres com fama de depravadas, libidinosas e cruéis. O importante ao invocá-las é lembrar sempre que, são entidades complexas de personalidade forte, e que nunca perdoam uma falta de palavra dada. O importante também é não invocá-las para trazer prejuízo a outrem, porque elas o farão com certeza, mas a dívida kármica adquirida ficará por conta de quem pediu. Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão.
Até hoje não conheci nenhuma mulher que tenha deixado de ser honesta por culpa de qualquer uma delas.

Carlinhos Lima

CAPTAR ENERGIAS

As pessoas são capazes de transmitir energias, tanto pra curar, quanto pra prejudicar pessoas.
Somos todos energias materializadas.
Essa energia fantastica que vibra e se movimenta no universo, chamada energia eletromagnetica, age sobre nós como sobre tudo que ta vivo em nosso sistema.
Mas, toda essa historia, fica pra quem estuda Fisica Quantica.
O que quero relatar aqui, é que não podemos viver sem energia, e ai vem uma coisa muito bela e fantastica que se usa muito na Umbanda e em outras religiões espiritualistas, o chamado "Passe".
É uma coisa fantastica mesmo e ajuda muito as pessoas a equilibrar seus chacras descarregar energias ruins e se energizar.

As pessoas são sim capazes de enviar e captar energias umas das outras, além do mais capta energias cosmicas que podem ser boas ou más.
E eu acredito piamente na captação das vibrações astrologicas sim.
Não como simbolos, mas, literalmente como influencias energeticas eu acredito muito na vibração dos astros.
Eu me lembro quando era criança que quando tinha um eclipse lunar ou solar, plantinhas novas na roça se queimavam, brotinhos murchavam e assim por diante. Tambem quando o planeta Marte está proximo da Terra, aparecem mais lagartas e pragas dilacerando as plantações enfim!

Quero falar aqui de uma coisa muito popular que gera muita superstição, intrigas, medos etc.
O chamado "Olho Gordo". Também conhecido como Olho Grande. Que dizem fazer com que traz azar pra quem for vitima dessa energia minguante.

Muita gente usa esse pretexto pra arrancar dinheiro das pessoas, dizendo que o vizinho ta dando azar etc., todos conhecem essa historia.

Enfim, existe sim pessoas com essa maldição, mas, não confundamos com inveja. Apesar de estarem aliadas, são coisas diferentes.

O Olho Grande é uma maldição e assim como as pessoas que tem o dom de curar, são raras, as de maldiçoes de praguejar tambem, nem todo mundo que tem inveja tem olho grande.

Por falar em energia quero aqui tambem falar sobre uma outra coisa fantastica que quebra até praga e Olho Gordo. É o Reiki, que transmite paz, energias positivas e muita força curativa, busquem conhecer mais e verão como é magnifico.

Carlos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

EM BUSCA DE FENÔMENOS

Sentadinho no seu toco, afastado do médium que lhe deveria servir de instrumento
encarnado, o preto velho deixava suas lágrimas rolar rosto abaixo. Observando
calado, estava cansado e já esgotara seus argumentos junto aquele moço que usava
o nome de seu protetor, para dar passagem à sua vaidade.

Depois de uma mediunidade reprimida por longos anos, o rapaz que já havia
passado por inúmeras Casas Espíritas, achou interessante o trabalho que se fazia
nos terreiros de Umbanda e resolveu assumir sua mediunidade que a tanto lhe
pediam que fizesse. Entrou para o curso que a Casa oferecia, onde se pretendia
educar os médiuns, discipliná-los para que se tornassem bons instrumentos. Mas
na verdade, o que lhe atraía mesmo eram os rituais, as incorporações, o toque
dos atabaques... Depois de trabalhar como cambone por algum tempo, seu preto
velho, feliz pela aceitação do aparelho, se chegou e por alguns anos,
trabalharam em perfeita harmonia auxiliando os necessitados, exercendo a
caridade tão útil e necessária para ambos.

Certo dia um amigo lhe convidou para ir com ele consultar uma tal de "Cigana
Flor" (*), que segundo ele, lia as mãos e também as cartas e que desvendava o
futuro de qualquer pessoa. Quando recebeu o convite, quase recusou, lembrando
das palavras de seu protetor preto velho que sempre aconselhava os consulentes a
evitarem buscar milagres fora de si mesmos, mas a curiosidade foi mais forte e
se deixou vencer por ela.

Pagando para isso, ouviu da "Cigana" o que queria ouvir para inflar seu ego. O
local já instigava ao mistério, pois além do ambiente muito colorido, exalando o
cheiro forte de incenso, ela mantinha amuletos variados dependurados pela
"tenda" o que criava um certo temor nos visitantes. Muito bonita, vestia-se
exoticamente como cigana e mantinha um sorriso teatral no rosto.

Além de muitas adivinhações de seu futuro, ela afirmou que o rapaz tinha um
cigano como companheiro espiritual com o qual deveria passar a trabalhar, e que
isso lhe traria um sucesso material certo. Como tudo o que se afiniza conosco
acaba encontrando ressonância em nosso ser, aquilo começou a incomodar a sua
mente, tirando-lhe o sono. Passou a sonhar com dias propícios, com viagens, com
bens materiais que com certeza, o emprego de simples funcionário público não lhe
daria no futuro.

Durante o sono, o bondoso preto velho tentou lhe arrancar deste estado
hipnótico, porém seu esforço foi em vão, pois o rapaz retornou ainda à cabana da
Cigana Flor e, em cada vez sua energia se afinizava mais com as entidades que lá
estavam e cujo malefício ele ignorava. Daí em diante, pela faixa vibratória em
que adentrara, tornou-se impossível a aproximação do espírito cuja missão era
de reencaminhar aquele ser encarnado, tantas vezes falido.

Continuando a freqüentar o terreiro de Umbanda, o rapaz não se deu conta da
diferença energética havida nas vibrações que agora recebia. Hipnotizado e
conduzido pelas entidades que buscou exercendo seu livre arbítrio, agora era seu
escravo e mesmo pensando que fosse ao preto velho que dava passagem, na verdade
estava sendo médium das trevas.

O dirigente da Casa, orientado pelo seu guia, iniciou um chamamento de atenção à
corrente mediúnica, esclarecendo sobre o perigo de cada um deles servir de
"braço para as trevas" dentro do terreiro. Alertava sobre a fé racional, e a
importância de se evitar os fenômenos em detrimento da simplicidade que deveria
se revestir a caridade. Além disso, o Guia Chefe, incorporado, por várias
oportunidades chegou a pedir que os médiuns que estavam buscando outras bandas,
que tivessem o bom senso de escolher o lado que queriam seguir, para se evitar
que a dor viesse como chamamento à realidade.

Indiferente, mesmo com a consciência pesada, ele prosseguiu qual animal em
busca do corredor do matadouro.

Nesta noite porém, por ordem dos Superiores que mantinham a proteção daquele
terreiro, seria dado uma chance àquele espírito orgulhoso que se fingia de preto
velho e que agora se dizia mentor do rapaz. Ele seria levado a desvendar a
máscara e assim se fez. Quando os atendimentos encerravam, através das preces
cantadas e pontos riscados foram feitos campos de força no plano astral,
impedindo que aquele espírito pudesse sair livremente dali. Grudando-se ao
médium, ele manifestou toda sua ira e o baixo nível em que se encontrava.
Desafiou a luz e a direção da Casa, dizendo que ali entrava qualquer um e fazia
o que queria e que ele iria se instalar com toda sua falange, para mostrar como
se fazia magia de verdade.

Sob o comando de Ogum, os guardiões Exus atuaram após a tentativa inútil de
diálogo com a entidade, afastando-o do ambiente. O médium por sua vez, após a
desincorporação de seu "amigo", tentando se justificar, fingiu passar mal.
Atuando em outro aparelho disponível, seu verdadeiro protetor agora
manifestava-se para dizer a ele que, para sua tristeza, a escolha fora feita e
que pelas cores exaladas, seu corpo energético demonstrava que ele não estava
arrependido do consórcio que fizera. A partir de então, liberava-o para seguir
seu caminho e solicitava ao dirigente do terreiro que desligasse o médium da
corrente, pois uma fruta podre pode estragar o cesto todo.

Indignado, o rapaz agora saía do ambiente dizendo palavrões e impropérios à toda
corrente, demonstrando suas verdadeiras intenções, prometendo mostrar o poder
que tinha. Seus afins espirituais o esperavam na rua e o intuíram a buscar
naquele momento mesmo, a Cigana Flor.

Desequilibrado e sob a influência do mal, passou num bar para beber e quando
saía dali, já tonto, encontrou na porta aquela que se passava por Cigana,
acompanhada de seu atual namorado. Sem pensar muito, barrou a moça, agarrando-se
no seu braço exigindo que ela fosse para casa para atendê-lo. Por sua vez, o
namorado da moça, o qual também estava com companhias espirituais nada
recomendáveis, envolvido pela energia brutal dos mesmos, enciumado, virou-se e
deferiu vários golpes contra o rapaz que caiu batendo a cabeça e desacordado foi
levado ao hospital, não resistindo e vindo a desencarnar com lesão cerebral,
pelo traumatismo craniano sofrido.

Em tal estado vibratório, se viu fora do corpo sendo arrastado pelos "amigos"
que fizera nos últimos tempos no lado espiritual e que sabendo de sua
mediunidade, agora o levavam como escravo, para as zonas umbralinas mais densas.

Mais uma vez a falência daquele espírito. Recebera nesta encarnação mais uma
preciosa oportunidade através da mediunidade, mas se deixou levar pela vaidade,
o orgulho, o materialismo, a soberba. Sementes que trazemos adormecidas em nosso
espírito e que se adubadas podem invadir a lavoura do bem, sufocando e matando
qual erva daninha. A nós cabe a escolha de priorizar o bem ou o mal, sabendo
que tudo na vida tem um preço a ser pago. Como poderia ter sido diferente sua
história se ele apenas tivesse fé sem buscar os fenômenos e sem priorizar o
mundo material.

Seu protetor preto velho, atua ainda na Umbanda através de outro instrumento que
lhe faz jus, mas não se cansa de descer às zonas mais densas em busca do
arrependimento de seu pupilo, pois sabe que um dia ele virá. E nova tentativa se
fará, pois a essência de todo homem é o bem. O mal, é máscara transitória que
usamos para nos esconder de nós mesmos, uma vez que diante do Supremo somos
todos transparentes. Sempre!



(*) Existe na Umbanda uma Linha Cigana de trabalhos espirituais, agindo no plano
da saúde, do amor e do conhecimento e que trabalham com princípios magísticos. O
que não tem nada a ver com o caso exposto, onde a pessoa usava sua
mediunidade para explorar monetariamente, sem amparo da Luz, sem egrégora
condizente. Lembrando que os trabalhos de Umbanda, seja de que Linha for, são
sempre realizados dentro de um Templo com a cobertura da Espiritualidade
Superior , onde jamais são cobrados valores por qualquer atendimento.



História contada por Vovó Benta

Leni W.Saviscki

MENSAGEM DO EXU TRANCA RUA DAS ALMAS

O Exú Tranca Ruas das Almas chamou um capitão-de-terreiro e ordenou-lhe:

"Depois da meia-noite, vá sozinho no cemitério, acenda sete velas vermelhas e sete pretas, ponha no centro uma garrafa de marafo, beba metade dela e fique na frente até todas as velas apagarem."

O capitão, sem nada perguntar ou questionar, nem mesmo saber por que a determinação, de pronto perguntou:

"Deve ser hoje ou pode ser amanhã?".

Demonstrando imensa satisfação o Exú sentenciou:

"Não precisa fazer nada, meu filho.
Estava apenas testando tua fé.
Você é um verdadeiro umbandista, cumpridor de ordens".

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POR QUE ESTE CHEFE DE FALANGE
tem o nome de Tranca-Ruas????

Disse ele:
"na rua vive o homem sem lar;
na rua vive o bêbado;
a rua é o escritório do ladrão;
na rua existe a droga e o vício;
na rua está o desamparado; na rua vive a meretriz;
na rua anda o desesperado;
a rua é habitada por todos os marginais.
Eu tranco toda esta infelicidade."

É alto, forte, veste uma camisa de seda branca, calças pretas, sapatos finos e de verniz, cabelos belíssimos, cacheados e castanhos bem claros, olhos azuis, às vezes cinzas, com os quais costuma encarar as pessoas ou adversários, de forma quase hipnótica.

Sua grande força vem do cemitério, especificamente da cruz das almas.

Seus protegidos têm uma força poderosa ao seu lado.

Tem relação direta com Ogum, razão porque todas as pessoas desta linha são, por ele considerados, seus filhos.

Por ser o Exú o espírito intermediário, ligação entre o mundo espiritual e o material, ele representa o equilíbrio.

fonte: A UMBANDA.COM.AMOR

OBJETOS DE TRABALHO

Por quê de alguns guias pedirem objetos especiais para trabalho.

Você já parou para pensar no motivo que leva uma criança
(erê) a pedir uma boneca ou um carrinho?

Ou na razão de um exu pedir uma capa, uma pomba gira pedir uma saia (ou brincos), um preto velho pedir um chapéu (ou lenço) e um caboclo pedir um cocar?

Todos esses utensílios constituem objetos de culto e, quando NÃO solicitados pela manifestação anímica do médium, possuem objetivos próprios e importantíssimos, os quais veremos adiante.

Temos aprendido que o fenômeno mediúnico, para existir e ser bem aproveitado, necessita da sintonia mental entre o ser ncarnado e o espírito. Temos visto, também, que, nem sempre essa sintonia é facilmente mantida, devido ao nosso subconsciente, que luta (instintivamente) em manter o controle do corpo físico e do próprio psiquismo, gerando, muitas vezes, o fenômeno do animismo. Pois bem, nessa luta constante pela manutenção da sintonia mental entre matéria e espírito, todas as "armas" são válidas e devem ser empregadas (e os bondosos guias as utilizam, pois conhecem as nossas limitações e necessidades). Os referidos objetos (brinquedos, chapéus, capas) pertencem a essa categoria de recursos, e tentaremos explicar o por quê:

1)
Se a perfeita incorporação depende do recuo da atuação de nosso subconsciente, quanto mais ele (o subconsciente) for onvencido de determinada situação, menos lutará contra ela. Aliás, esse é o princípio da hipnose: convencer o subconsciente de determinada situação para que se alcance um resultado esperado a nível consciente. Ou seja, para facilitar (eu disse FACILITAR, não FAZER) a incorporação, é necessário que o nosso subconsciente acredite que nós realmente estamos sofrendo as influências da entidade
(quanto mais, melhor). Lembremos que o nosso subconsciente age independente da nossa vontade consciente e que, para ser impressionado com alguma informação, é necessário que experimentemos alguma sensação capaz de tal mister. Quando, por
exemplo, incorporados com Ogum, seguramos uma espada de metal, instintivamente experimentamos algumas sensações (devido a tudo o que já vimos sobre espadas e guerreiros em filmes, livros, etc) que, automaticamente, impressionarão o nosso ubconsciente (que sabe muito bem para que serve e quem é que usa tal objeto). Dessa forma, nosso subconsciente tenderá a aceitar com menos relutância o fato de, naquele momento, estarmos vivenciando uma experiência guerreira, facilitando a incorporação. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, capas e exus, chapéus e pretos velhos, etc. É claro que, sob este aspecto, o uso de tais objetos não passa de mera muleta para o inconsciente e, melhor seria se não necessitássemos delas, uma vez que, em muitas situações, podem gerar situações anímicas.

2)
A segunda razão para a utilização desses objetos de culto é muito mais séria, pois trata-se de transformar tais objetos em
depositáculos de energias. Sabemos que todos os objetos absorvem energias (uns mais que outros, evidentemente). A camisa que você costuma utilizar com freqüência, possui sua energia; o pente com que você se penteia possui sua energia; o seu travesseiro,
idem. Todos os objetos absorvem energias de quem os utiliza. Aliás, esse é um dos princípios dos trabalhos de magia negra que envolvem objetos pessoais de alguém. Bom, com os guias não é diferente. Eles sabem que objetos utilizados por eles podem ficar impregnados de sua essência energética, e eles usam este fenômeno de forma positiva, como fator de força para seus trabalhos.
Imagine um exu, por exemplo, que peça uma capa e passe a utilizá-la com freqüência.

Com o tempo, a mesma ficará imantada com suas energias (e isso é fácil de perceber por quem tenha um mínimo de sensibilidade e resolva vesti-la). Cada vez que este exu a utilizar, ele depositará ali um pouco mais de energia. Se, eventualmente, o mesmo exu (estando incorporado) tiver que realizar um trabalho que necessite de um pouco mais de força (seja como defesa ou para desfazer
trabalhos de magia negra), poderá vestir a capa e retirar da mesma uma parcela extra da sua própria energia que está ali epositada, garantindo o êxito do trabalho e a integridade física e espiritual de seu médium. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, chapéus e pretos velhos, etc. Sob este aspecto, tais objetos funcionam como baterias, ou melhor, como acumuladores, que podem ser carregados e descarregados na medida da necessidade de quem os utilizam.

(º.Pax i Lux.º)

OBJETOS DE TRABALHO

Por quê de alguns guias pedirem objetos especiais para trabalho.

Você já parou para pensar no motivo que leva uma criança
(erê) a pedir uma boneca ou um carrinho?

Ou na razão de um exu pedir uma capa, uma pomba gira pedir uma saia (ou brincos), um preto velho pedir um chapéu (ou lenço) e um caboclo pedir um cocar?

Todos esses utensílios constituem objetos de culto e, quando NÃO solicitados pela manifestação anímica do médium, possuem objetivos próprios e importantíssimos, os quais veremos adiante.

Temos aprendido que o fenômeno mediúnico, para existir e ser bem aproveitado, necessita da sintonia mental entre o ser ncarnado e o espírito. Temos visto, também, que, nem sempre essa sintonia é facilmente mantida, devido ao nosso subconsciente, que luta (instintivamente) em manter o controle do corpo físico e do próprio psiquismo, gerando, muitas vezes, o fenômeno do animismo. Pois bem, nessa luta constante pela manutenção da sintonia mental entre matéria e espírito, todas as "armas" são válidas e devem ser empregadas (e os bondosos guias as utilizam, pois conhecem as nossas limitações e necessidades). Os referidos objetos (brinquedos, chapéus, capas) pertencem a essa categoria de recursos, e tentaremos explicar o por quê:

1)
Se a perfeita incorporação depende do recuo da atuação de nosso subconsciente, quanto mais ele (o subconsciente) for onvencido de determinada situação, menos lutará contra ela. Aliás, esse é o princípio da hipnose: convencer o subconsciente de determinada situação para que se alcance um resultado esperado a nível consciente. Ou seja, para facilitar (eu disse FACILITAR, não FAZER) a incorporação, é necessário que o nosso subconsciente acredite que nós realmente estamos sofrendo as influências da entidade
(quanto mais, melhor). Lembremos que o nosso subconsciente age independente da nossa vontade consciente e que, para ser impressionado com alguma informação, é necessário que experimentemos alguma sensação capaz de tal mister. Quando, por
exemplo, incorporados com Ogum, seguramos uma espada de metal, instintivamente experimentamos algumas sensações (devido a tudo o que já vimos sobre espadas e guerreiros em filmes, livros, etc) que, automaticamente, impressionarão o nosso ubconsciente (que sabe muito bem para que serve e quem é que usa tal objeto). Dessa forma, nosso subconsciente tenderá a aceitar com menos relutância o fato de, naquele momento, estarmos vivenciando uma experiência guerreira, facilitando a incorporação. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, capas e exus, chapéus e pretos velhos, etc. É claro que, sob este aspecto, o uso de tais objetos não passa de mera muleta para o inconsciente e, melhor seria se não necessitássemos delas, uma vez que, em muitas situações, podem gerar situações anímicas.

2)
A segunda razão para a utilização desses objetos de culto é muito mais séria, pois trata-se de transformar tais objetos em
depositáculos de energias. Sabemos que todos os objetos absorvem energias (uns mais que outros, evidentemente). A camisa que você costuma utilizar com freqüência, possui sua energia; o pente com que você se penteia possui sua energia; o seu travesseiro,
idem. Todos os objetos absorvem energias de quem os utiliza. Aliás, esse é um dos princípios dos trabalhos de magia negra que envolvem objetos pessoais de alguém. Bom, com os guias não é diferente. Eles sabem que objetos utilizados por eles podem ficar impregnados de sua essência energética, e eles usam este fenômeno de forma positiva, como fator de força para seus trabalhos.
Imagine um exu, por exemplo, que peça uma capa e passe a utilizá-la com freqüência.

Com o tempo, a mesma ficará imantada com suas energias (e isso é fácil de perceber por quem tenha um mínimo de sensibilidade e resolva vesti-la). Cada vez que este exu a utilizar, ele depositará ali um pouco mais de energia. Se, eventualmente, o mesmo exu (estando incorporado) tiver que realizar um trabalho que necessite de um pouco mais de força (seja como defesa ou para desfazer
trabalhos de magia negra), poderá vestir a capa e retirar da mesma uma parcela extra da sua própria energia que está ali epositada, garantindo o êxito do trabalho e a integridade física e espiritual de seu médium. O mesmo se dá com brinquedos e erês, cocares e caboclos, chapéus e pretos velhos, etc. Sob este aspecto, tais objetos funcionam como baterias, ou melhor, como acumuladores, que podem ser carregados e descarregados na medida da necessidade de quem os utilizam.

(º.Pax i Lux.º)