A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa.
Não é para menos, pois o Ogã – médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma importância e de responsabilidade dentrodos rituais de Umbanda, que é o de conduzir a Curimba – conjunto de vozes e toques do atabaque - ajudando nos trabalhos espirituais para que possamser fortes e bonitos. Os ritmos (toques) e cantos realizados pelo Ogã, pode-se dizer que nos dias de hoje, são parte integrante de um Centro de Umbanda.
Os atabaques – instrumento de percussão - sempre foram alvos da polícia baiana e estavam terminantemente proibidos de serem tocados em Terreiros. Aproveitando uma viagem ao Rio de Janeiro a até então desconhecida Mãe Aninha, zeladora da casa de candomblé Ilê Axé do Opô Afonjá em São Gonçalo do Retiro, decidiu solicitar uma reunião com Getúlio Vargas, que na época ocupava o cargo da Presidência do Brasil.
Nessa reunião foi discutido o assunto sobre os atabaques nos terreiros, pois como dizia Mãe Aninha, para dar originalidade e ritmo às festividades era preciso os instrumentos de percussão. Ela fora tão determinada que conseguiu “arrancar” de Getúlio Vargas um decreto que liberava o uso de atabaques em Terreiros. Este ato, foi considerado um grande passo para o Culto de Nação no Brasil, que de pouco a pouco ganhava espaço na sociedade brasileira. Esse acontecimento foi recebido com grande festividade pelo povo de santo, principalmente na Bahia, onde foi comemorado com a famosa festa da Lavagem da Escadaria do Senhor do Bonfim. O responsável pelo toque, o Ogã, tem de ser bem preparado e Coroado como Ogã para exercer tal função em um Terreiro, pois além de serem médiuns intuitivos, são Sacerdotes natos, aqueles que nascem com a função de falar por um Orixá, de serem um Instrumento puro dos Orixás e fazem isso através de suas mãos e cantos.
O Ogã é um canal aberto para muitas linhas de trabalho da Umbanda que trabalham ativamente através dele, são linhas de caboclos, exus, pomba-gira, etc... que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Formam uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba, são mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, chamada, subida, sustentação dos Guias e fechamento de gira. Uma outra função importante é de emitir ondas energéticas pelo som do atabaque e pelos cantos que servem para diluir algumas energias astrais negativas que não fazem bem ao médium.
A curimba é um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás, ajudando os médiuns tanto na hora das incorporações, desincorporações e da firmeza de um trabalho. A curimba, por si só, emite energia suficiente capaz de descarregar um médium ou uma Casa.
Por isso a curimba deve sempre estar em sintonia com os Guias Espirituais, com os Orixás e com o Dirigente do trabalho. O Ogã deve estar sempre pronto e procurando aprender mais e mais. Sempre com amor, pois quando vibramos de coração, os cantos atuam sobre nossos chacras, ativandoos, e deixando-nos em total sintonia com a Espiritualidade Superior.
Os pontos transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento Sagrado e Divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda, pois não é simplesmente evocar uma Divindade, mas é chamado de magia por envolver toda uma “cadeia” onde o som da curimba atua nos médiuns positivando-os e equilibrando-os. Infelizmente, não temos visto nos templos de Umbanda uma preocupação com a qualidade da curimba, ou seja, com o conjunto de vozes e toques de atabaques.
Há templos em que os atabaques são “tocados” com tanta força que parece que os Ogãs estão descarregando sua energia e sentimentos negativos nos couros dos instrumentos e não é possível ouvir as letras dos pontos cantados e, às vezes, nem mesmo a melodia. Em outros lugares, há uma preocupação com a afinação, mas há negligência quanto aos ritmos e instrumentos ou, então, os atabaques são muito bem tocados, mas o canto é completamente desafinado. Pior, ainda, é quando não se prioriza nem uma coisa nem outra, porque na verdade é o conjunto em que um completa o outro, formando uma grande Harmonia.
É válido lembrar também, que esses problemas de musicalidade são percebidos por muitos freqüentadores que, além do “stress” auditivo, saem comentando a desarmonia, o que pode desprestigiar a Casa e a comunidade umbandista, em relação ao nível de excelência que deveria ser alcançado. Axé Irmãos! Que possamos ter em nossa Umbanda uma religião digna de belos ritmos, com muita vibração, harmonia e irradiação Divina.
CURIMBA
Curimba, é um ponto de força dentro de um Terreiro de Umbanda. Sempre enaltece nossas giras, sendo de suma importância dentro do Terreiro. Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.No Candomblé Jeje os Ogãs são classificados como:
PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os Ogãs é geralmente o mais sábio.
RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Run.
AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o responsável pela execução sacrificial dosanimais votivos, e é um especialista no que faz.
No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:
ALAGBÊ - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
OGÃ GIBONÃ - Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância, pois seus
conhecimentos ajudam na firmeza da casa.
OGÃ APONTADO - Pessoa apontada como possível candidato a Ogã. Equivalente ao Ogã suspenso.
OGÃ SUSPENSO - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas obrigação para ser um Ogã. Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.
No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:
Tata NGanga Lumbido - Ogã guardião das chaves da casa.Kambondos - Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exú (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher mestrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não mestruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
NA UMBANDA, o Ogã é um Sacerdote nato, e seu dever é ser disciplinado, atento, sensível aos mínimosdetalhes, coerente, correto e principalmente humilde.
O respeito que os Ogãs devem ter pela Mãe e pelo Pai é enorme pois o Ogã nada mais é que o exemplo a ser seguido na gira pelos médiuns da casa, portanto devem passar uma imagem discreta, humilde e respeitosa.
Certa vez, Pai Ronaldo Linares disse que existem três tipos de ogãs:
os que cantam melodiosos para as entidades, os que cantam forte para as entidades virem fortes, e os que cantam para levantar defunto!
Para se ter uma boa curimba, temos que ter bons Ogãs preparados para tal função o que não é nada fácil!
Cantar não é gritar, o canto tem que ser feito de forma melodiosa, com o coração, cantar nada mais é que expressar todos seus sentimentos nesse ponto, sentimentos de alegria, gratidão, respeito e etc.
Os Ogãs devem ter uma postura forte e segura, pois essa é a imagem de um Ogã!
Salve a Curimba!
Salve o Ogã!
Salve a Umbanda
Fonte:www.umbandacarismatica.org.br
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
DESENVOLVIMENTO
Todos sabemos que o médium deve procurar uma casa de santo para seu desenvolvimento espiritual.
Isso porque quando nos envolvemos com a espiritualidade em geral, abrimos canais energéticos em nosso organismo, tanto físico quanto espiritual, à forças que se não forem devidamente conhecidas, reconhecidas e tratadas poderão nos causar vários problemas, tanto físicos quanto espirituais.
A figura do Pai de Santo ou Dirigente Espiritual, como queiram os diversos pontos de vista, tem uma importância capital. A estabilidade espiritual da casa também.
Um Centro Umbandista não é somente uma construção física, ele é um ambiente sagrado no qual há forças sustentadas pelos assentamentos, obrigações e pelo próprio fluido espiritual emanado do corpo mediúnico, além é óbvio, do apoio e proteção dos guias chefes da casa que mantém o ambiente sadio e fortalecido de forma que as influências negativas não tenham campo para agir.
Neste caso pode-se perceber o quanto é importante para o médium, ao dirigir-se para uma sessão no seu Terreiro, ir imbuído da maior boa vontade e sentimentos puros, pois cada gota de seus fluídos será somada ou diminuída.
Entretanto, temos que ter em mente o ideal principal da religião. Ela não existe simplesmente para se transformar ambientes, compor visuais ou demonstrar o quanto somos organizados e bem vestidos.
Nossos guias espirituais não têm nossas vaidades e a beleza que aos nossos olhos ainda é importante, para eles é inócua, ainda que se sintam satisfeitos quando as produzimos de boa vontade.
Não há erros em desejarmos nossas casas bem arrumadas, decoradas e limpas, iluminadas e organizadas, mas que esses desejos não saiam nunca dos ambientes físicos e se confundam com necessidades espirituais.
Não é desejável que o médium faça atendimentos em sua própria casa ou em quaisquer outros ambientes que não o Centro, Tenda, Barracão, Terreiro, Ilê, ou qualquer outro nome com o qual queiram designá-los.
No entanto, a caridade como finalidade principal da atividade religiosa, não escolhe.
Mais uma vez pedimos a todos a não permitirem em seus corações novos sentimentos de vaidade.
Lembremo-nos que a necessidade é a mãe da realização, mas que o conhecimento é caminho da evolução.
Somos responsáveis por aquilo que cativamos e cada passo que damos à frente não nos permite mais caminharmos em caminhos anteriores.
Pratiquem sem medo suas espiritualidades, pois nossos Orixás e Entidades são nossos protetores e não nossos algozes. Com certeza nos ajudarão sempre que estivermos em dificuldades e nas horas de boas intenções, mas saberão exatamente o quanto de vaidade e personalismo vai em nossos corações.
O médium está em constante evolução e desenvolvimento, não há qualquer médium que não possa mais, pelo tempo que tenha de religião, participar de uma corrente para livrar um filho de uma influência espiritual negativa; ajudar um irmão menos desenvolvido que ainda balança e quase cai ao contato com a influência de seus guias; cambonar um guia de irmãos mais novos; servir um copo de água a quem acabou de desincorporar; afinal, ser útil de alguma forma.
A HUMILDADE É O MAIOR ATRIBUTO DO MÉDIUM, MAS A VAIDADE SUA MAIOR DESGRAÇA.
Isso porque quando nos envolvemos com a espiritualidade em geral, abrimos canais energéticos em nosso organismo, tanto físico quanto espiritual, à forças que se não forem devidamente conhecidas, reconhecidas e tratadas poderão nos causar vários problemas, tanto físicos quanto espirituais.
A figura do Pai de Santo ou Dirigente Espiritual, como queiram os diversos pontos de vista, tem uma importância capital. A estabilidade espiritual da casa também.
Um Centro Umbandista não é somente uma construção física, ele é um ambiente sagrado no qual há forças sustentadas pelos assentamentos, obrigações e pelo próprio fluido espiritual emanado do corpo mediúnico, além é óbvio, do apoio e proteção dos guias chefes da casa que mantém o ambiente sadio e fortalecido de forma que as influências negativas não tenham campo para agir.
Neste caso pode-se perceber o quanto é importante para o médium, ao dirigir-se para uma sessão no seu Terreiro, ir imbuído da maior boa vontade e sentimentos puros, pois cada gota de seus fluídos será somada ou diminuída.
Entretanto, temos que ter em mente o ideal principal da religião. Ela não existe simplesmente para se transformar ambientes, compor visuais ou demonstrar o quanto somos organizados e bem vestidos.
Nossos guias espirituais não têm nossas vaidades e a beleza que aos nossos olhos ainda é importante, para eles é inócua, ainda que se sintam satisfeitos quando as produzimos de boa vontade.
Não há erros em desejarmos nossas casas bem arrumadas, decoradas e limpas, iluminadas e organizadas, mas que esses desejos não saiam nunca dos ambientes físicos e se confundam com necessidades espirituais.
Não é desejável que o médium faça atendimentos em sua própria casa ou em quaisquer outros ambientes que não o Centro, Tenda, Barracão, Terreiro, Ilê, ou qualquer outro nome com o qual queiram designá-los.
No entanto, a caridade como finalidade principal da atividade religiosa, não escolhe.
Mais uma vez pedimos a todos a não permitirem em seus corações novos sentimentos de vaidade.
Lembremo-nos que a necessidade é a mãe da realização, mas que o conhecimento é caminho da evolução.
Somos responsáveis por aquilo que cativamos e cada passo que damos à frente não nos permite mais caminharmos em caminhos anteriores.
Pratiquem sem medo suas espiritualidades, pois nossos Orixás e Entidades são nossos protetores e não nossos algozes. Com certeza nos ajudarão sempre que estivermos em dificuldades e nas horas de boas intenções, mas saberão exatamente o quanto de vaidade e personalismo vai em nossos corações.
O médium está em constante evolução e desenvolvimento, não há qualquer médium que não possa mais, pelo tempo que tenha de religião, participar de uma corrente para livrar um filho de uma influência espiritual negativa; ajudar um irmão menos desenvolvido que ainda balança e quase cai ao contato com a influência de seus guias; cambonar um guia de irmãos mais novos; servir um copo de água a quem acabou de desincorporar; afinal, ser útil de alguma forma.
A HUMILDADE É O MAIOR ATRIBUTO DO MÉDIUM, MAS A VAIDADE SUA MAIOR DESGRAÇA.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
QUANTOS FILHOS A SUA CASA TEM ?
Um dia um jornalista ao entrevistar uma Dirigente de Terreiro, perguntou:
“— Quantos filhos sua casa tem?”
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.
E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu-se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Dirigente, que lhe perguntou:
— Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
— Contei 43, minha mãe. — respondeu.
— Não, filhos verdadeiros, tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
— E os outros?
— Os outros são como se fossem "sobrinhos" de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a "tia" se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
— E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?
— Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres...
— E nós, somos "filhos" ou "sobrinhos" de Umbanda?
— Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.
“— Quantos filhos sua casa tem?”
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.
E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu-se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Dirigente, que lhe perguntou:
— Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
— Contei 43, minha mãe. — respondeu.
— Não, filhos verdadeiros, tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
— E os outros?
— Os outros são como se fossem "sobrinhos" de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a "tia" se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
— E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?
— Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres...
— E nós, somos "filhos" ou "sobrinhos" de Umbanda?
— Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.
QUANTOS FILHOS A SUA CASA TEM
Quantos filhos a sua Casa tem?
Um dia um jornalista ao entrevistar uma Dirigente de Terreiro, perguntou:
“— Quantos filhos sua casa tem?”
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.
E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu-se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Dirigente, que lhe perguntou:
— Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
— Contei 43, minha mãe. — respondeu.
— Não, filhos verdadeiros, tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
— E os outros?
— Os outros são como se fossem "sobrinhos" de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a "tia" se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
— E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?
— Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres...
— E nós, somos "filhos" ou "sobrinhos" de Umbanda?
— Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.
Um dia um jornalista ao entrevistar uma Dirigente de Terreiro, perguntou:
“— Quantos filhos sua casa tem?”
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.
E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu-se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Dirigente, que lhe perguntou:
— Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
— Contei 43, minha mãe. — respondeu.
— Não, filhos verdadeiros, tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
— E os outros?
— Os outros são como se fossem "sobrinhos" de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a "tia" se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
— E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?
— Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres...
— E nós, somos "filhos" ou "sobrinhos" de Umbanda?
— Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.
OKÊ ARÔ,OXÓSSI !

Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú.
Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça.
Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador. Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta. Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Oxossi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.
Cor-Verde (No Candomblé: Azul Celeste Claro)
Fio de Contas-Verde Leitosas (Azul Turquesa, Azul Claro)
Ervas-Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde), Taioba (não serve para banho), Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Folha de Mangueira, Couve, Jurubeba, Bredo sem Espinho, Capela, Jarrinha, Desata Nó. (Em algumas casas: Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto)
Símbolo-Ofá (arco e flecha).
Pontos da Natureza-Matas
Flores-Flores do campo
Essências-Alecrim
Pedras-Esmeralda, Amazonita. (Turquesa, Quartzo Verde, Calcita Verde)
Metal-Bronze (Latão)
Saúde-Aparelho Respiratório
Planeta-Vênus
Dia da Semana-Quinta-feira
Elemento-Terra
Chakra-Esplênico
Saudação-Okê Arô (Odé Kokê Maior)
Bebida-Vinho tinto (água de coco, caldo de cana, aluá)
Animais-Tatu, Veado, Javali. (qualquer tipo de caça)
Comidas-Axoxô – milho com fatias de coco, Frutas.(Carne de caça, Taioba, Ewa - feijão fradinho torrado na panela de barro, papa de coco e frutas.)
Numero-6
Data Comemorativa-20 janeiro
Sincretismo:-S. Sebastião.
Incompatibilidades:-Mel, Cabeça de bicho (nos sacrifícios e alimentos), Ovo
Qualidades:-Êboalama, Orè, Inlé ou Erinlè, Fayemi, Ondun, Asunara, Apala, Agbandada, Owala, Kusi, Ibuanun, Olumeye, Akanbi, Alapade, Mutalambo
ATRIBUIÇÕES
Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXOSSI
O filho de Oxossi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.
Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir.
Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pou co nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxossi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.
Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
Os filhos de Oxossi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxossi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxossi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxossi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá.
Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.
São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
O tipo psicológico, do filho de Oxossi é refinado e de notável beleza. É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido. Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbravador, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica.
COZINHA RITUALÍSTICA
Axoxô
É a comida mais comum de Oxossi. Cozinha-se milho vermelho somente em água, depois deixa-se esfriar, coloca-se numa Gamela e enfeita-se por cima com fatias de coco. (pode-se cozinhar junto com o milho, um pouco de amendoim).
Quibebe
Descasca-se e corta-se 1kg de abóbora em pedaços. Numa panela, faz-se um refogado com 2 colheres de manteiga e 1 cebola média picadinha, até que esta fique transparente ou levemente corada. Acrescenta-se 2 ou 3 tomates cortados em pedaços miúdos, 1 pimenta malagueta socada, e a abóbora picada. Põe-se um pouco de água, sal e açúcar. Tampa-se a panela e cozinha-se em fogo lento até que a abóbora esteja bem macia. Ao arrumar na travessa que vai à mesa, amassa-se um pouco.
Pamonha de milho verde
Rala-se 24 espigas de milho verde não muito fino. Escorre-se o caldo e mistura-se o bagaço com 1 coco ralado(sem tirar o leite do coco), tempera-se com sal e açúcar.
Enrola-se pequenas porções em palha de milho e amarra-se bem. Cozinha-se numa panela grande, em água a ferver com sal, até que desprenda um bom cheiro de milho verde.
LENDAS DE OXOSSI
Como Oxossi Virou Orixá
Odé era um grande caçador. Certo dia, ele saiu para caçar sem antes consultar o oráculo Ifá nem cumprir os ritos necessários. Depois de algum tempo andando na floresta, encontrou uma serpente: era Oxumaré em sua forma terrestre. A cobra falou que Odé não devia matá-la; mas ele não se importou, matou-a, cortou-a em pedaços e levou para casa, onde a cozinhou e comeu; depois foi dormir. No outro dia, sua esposa Oxum encontrou-o morto, com um rastro de cobra saindo de seu corpo e indo para a mata. Oxum tanto se lamentou e chorou, que Ifá o fez renascer como Orixá, com o nome de Oxossi.
Orixá da Caça e da Fartura !!!
Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores
falharam em suas tentativas.
Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsotokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxossi! Oxossi!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje. Oxossi.
OKÊ ARÔ,OXÓSSI
domingo, 18 de janeiro de 2009
ORIXÁS FUNFUN
Oxalufã
Êle é muito velho, idade avançada, aleijado, lento, move�se com muita dificuldade, associa�se à idéia de repouso, de imobilidade, dança curvado, apoiado no Opa Xoró, treme de frio e de velhice. Detesta a violência, disputas e brigas, evita tudo que é excitante, come sem sal e sem dendê, odeia cores fortes e particularmente o vermelho . A êle pertencem os metais e substàncias brancas como a prata. No reino vegetal o algodão. No animal o caracol, d'angola, martim pescador e o preá. Tem ódio ao cavalo, pois, foi por causa deste animal que ficou preso por sete anos e muito sofreu.
QUALIDADES
- BABA NILÀ
- BABA OJOBÈ
- BABA OTUN DUNDUN � Usa uma tira preta sob as vestes. Não se raspa.
- BABA OLóóKUN � É o responsável pelo fundo do mar. Pai de YEMONJA.
- BABA ORY
- YJALADÉ.
0 Opá Xoró, na África, é o bastão cerimonial feito de um galho fino da árvore Akóko . No Brasil é feito de metal prateado .
LENDA
Oshalufon, saudoso de seu filho Shangô resolveu visitá-lo, porém, antes consultou um Babalawó para saber se correria tudo bem nessa viagem. 0 Babalawó disse�lhe que não fosse, pois, haveria contratempos. Oshalufon, mesmo assim, quis aventurar�se. 0 Babalawó disse�lhe que a viagem seria muito perigosa. Se realmente quisesse ir, deveria seguir tudo o que ele dissesse. Oshalufon aceitou e êle disse que levasse três peças de roupas brancas e sabão e aceitasse tudo que lhe acontecesse sem reclamar. Oshalufon fez todas as oferendas que lhe foram confiadas e partiu. Como era muito velho ia lentamente, apoiado em seu cajado. Encontrou logo em seu caminho Eshú Elepó Pupa, dono do azeite de dendê, sentado à beira da estrada, com um barril de azeite de dendê ao lado. Após uma troca de saudações, Eshú pediu a êle que o ajudasse a colocar o barril sôbre a sua cabeça.
Êle concordou e Eshú aproveitou para, durante a operação, derramar, maliciosamente, o conteúdo do barril sôbre Oshalufon, pondo-se a zombar dêle. Este não reclamou, seguindo as recomendações do Babalawó, lavando�se no rio próximo, pôs uma roupa nova e deixou a velha como oferenda, continuando a andar com esforço e foi vítima, ainda por duas vezes, de tristes aventuras com Eshú Eleedú, dono do carvão, e Eshú Alaady, dono do óleo de palma. Oshalufon, sem perder a paciência, lavou-se e trocou de roupa, após cada uma das experiencias. Enfim chegou aos arredores de Oyó e foi surpreendido pelo tropel de um cavalo que havia fujido. Tentando agarra-lo. Os guardas vendo aquêle velho agarrado ao cavalo, confundiram�no com um ladrão. Nessa época o roubo de cavalo era um crime inafiançável. Pegaram�no e como era costume na época, quebraram�lhe as pernas, porque era assim que faziam com os ladrões. Preso e imposibilitado de comunicar�se com seu filho Shangô, pelos maus tratos, acabou por ficar aleijado.
Logo as coisas começaram a decair em OYO, as colheitas secaram, as mulheres ficaram estéreis, as colheitas não mais produziam, os animais começaram a morrer, as calamidades e doenças invadiram o reino de Oyó. Shangô, muito preocupado procurou um Oluwó, adivinho, este disse�lhe que tudo estava acontecendo por causa de um velho que encontrava�se preso em suas masmorras, em seu castelo. Shangô então dirigiu�se imediatamente para as masmorras, pois, queria saber quem era esse velho que tantos danos a seu reino causara. Chegando ao calabouço, ordenou que abrissem as celas. Para sua surpresa, em uma delas, encontrava�se seu pai. Soltando�o imediatamente e suplicando desculpas, sendo perdoado. Então, como por encanto tudo começou a prosperar em Oyó. Shangô vestiu seu pai ricamente e banhou�o com as águas mais limpas das fontes sercando�o com belas mucambas.
Oshalufon sentiu-se no paraíso, fartas colheitas e suntuosos banquetes foram-lhe servidos. Só tinha um porém, êle estava aleijado e não podia caminhar. Seu filho então presenteou�o com uma rica bengala de prata, ornada com pedras preciosas e pérolas, o Opá Xoró.
Quando Oshalufon teve que seguir para Ilé Yfé, cidade sagrada do povo Yorubá, devido ao seu estado alquebrado, Shangô pediu a Ayrá que o carregasse nas costas. Ayrá era um Orishá no fundamento de Shangô. Era um de seus servos de confiança. Shangô naquêle momento estava reconstruindo Oyó, não podia ausentar�se da cidade e nem de seu povo. Para redimir�se com Oshalufon, pediu a Ayrá que o levasse, pois, sentia�se indignado com o que havia acontecido com seu pai, mesmo sabendo que não havia sido de propósito.
Ayrá ia ser o preferido de Oshalufon no período de reconhecimento. Entretanto, Ayrá percebeu que Oshalufon era um Orishá muito especial, um ser de grande sabedoria, e sabendo que era da confiança de Shangô, aproveitou o momento para saber os segredos de Oshalufon. Então usou de má fé e tentou convencer a este que Shangô era o culpado pelos sete anos que passou na prisão em Oyó . Oshalufon, porém, estava ciente de que tudo que passou, pois, Olodumaré e o Babalawó o haviam prevenido. Ayrá então passou a ter uma grande rivalidade com Shangô. Por este motivo não se deve colocá�los juntos na mesma casa. Para shangô pôe�se o pilão e para Ayrá não, porque irá criar confusão entre Oshalufon e Shangô. Chegando a Yfé, Oshalufon agradecido a Ayrá deu�lhe o título de seu primeiro ministro, fazendo dêle seu mais fiel amigo. Por este motivo Ayrá come diferente dos Shangô, sendo suas oferendas levando todos os ingredientes que estavam na mesa de Oshalufon. Foi�lhe concedido comer em sua gamela o arroz, a canjica e o mingau de acaçá, sendo�lhe proibido o dendê, o sal e os caroços do quiabo, que quando secos prepara�se certos atins de Eshú .
OSHAGUIAN
Filho de Oshalufon, é jovem, guerreiro e não perde uma oportunidade de lutar contra Omulú ou Shangô. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com as pedras azuis, chamadas de Seguy, e suas roupas brancas podem, às vezes, levar uma franja vermelha. Está ligado ao culto de Yroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto dos inhames.
É pai de Oshóssi Inlé, come com Ogúnjá, Oshóssi Inlé, Ayrá, Eshú, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá, pois é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Oshaguian devem agradar muito à Oyá. Vem pelos caminhos de Onira. Tem ligação com Eshú . Seus filhos devem evitar brigas, confusões e mentiras, principalmente, não devem enganar Ogún ou aos seus filhos, pois, será castigado sem dó. Não devem comer ovo frito para não esquentar o Orishá, cachaça, sal e dendê. É um Orishá muito perigoso.
ORUNMILÀ IFÀ
0 oráculo africano. Deus dos destinos, que aparece no Candomblé como qualidade de Oshalá. Teria sido encarregado de estabelecer a ordem no mundo, de separar os elementos e instituir a paz entre os homens. É o dono das nozes que revelam a vontade dos deuses, o senhor da adivinhação, que exprime a palavra do criador. As mulheres não podem ser sacerdotizas de Ifá. Não se manifesta. Dono dos búzios, Ifá é um Orishá muito bom e importante. Acredita�se que o Deus todo poderoso mandou Ifá, que morava no céu para a terra, para que êle a consertasse, deu�lhe sabedoria, conhecimento e muita inteligência que lhe permitiu o poder maior entre os outros Orishás.
OBATALÁ
É o mais velho dos Orishás, o grande rei branco, raiz de todos os outros Oshalás. Êle não é feito. Faz-se Ayrá ou Oshún Opará. É o pai de Oshalufon, que por sua vêz é o pai de Oshaguian, tão grande e poderoso é Obatalá que não se manifesta. Sua palavra transforma-se, imediatamente, em realidade.
Representa a massa de ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo. Controla a formação de novos seres. É o senhor dos vivos e dos mortos, preside o nascimento, a iniciação e a morte. É o responsável pelos defeitos físicos. Ele é corcunda porque recusou�se a fazer uma oferenda de sal numa cabaça e Eshú castigou�o pregando a cabaça nas costas, razão pela qual não come sal. Comer sal para êle constítui um ato de alto canibalismo. Ele deu a palavra ao homem e durante suas festas não se fala. Durante três semanas tudo é silêncio, pois a palavra é dêle.
Êle é muito velho, idade avançada, aleijado, lento, move�se com muita dificuldade, associa�se à idéia de repouso, de imobilidade, dança curvado, apoiado no Opa Xoró, treme de frio e de velhice. Detesta a violência, disputas e brigas, evita tudo que é excitante, come sem sal e sem dendê, odeia cores fortes e particularmente o vermelho . A êle pertencem os metais e substàncias brancas como a prata. No reino vegetal o algodão. No animal o caracol, d'angola, martim pescador e o preá. Tem ódio ao cavalo, pois, foi por causa deste animal que ficou preso por sete anos e muito sofreu.
QUALIDADES
- BABA NILÀ
- BABA OJOBÈ
- BABA OTUN DUNDUN � Usa uma tira preta sob as vestes. Não se raspa.
- BABA OLóóKUN � É o responsável pelo fundo do mar. Pai de YEMONJA.
- BABA ORY
- YJALADÉ.
0 Opá Xoró, na África, é o bastão cerimonial feito de um galho fino da árvore Akóko . No Brasil é feito de metal prateado .
LENDA
Oshalufon, saudoso de seu filho Shangô resolveu visitá-lo, porém, antes consultou um Babalawó para saber se correria tudo bem nessa viagem. 0 Babalawó disse�lhe que não fosse, pois, haveria contratempos. Oshalufon, mesmo assim, quis aventurar�se. 0 Babalawó disse�lhe que a viagem seria muito perigosa. Se realmente quisesse ir, deveria seguir tudo o que ele dissesse. Oshalufon aceitou e êle disse que levasse três peças de roupas brancas e sabão e aceitasse tudo que lhe acontecesse sem reclamar. Oshalufon fez todas as oferendas que lhe foram confiadas e partiu. Como era muito velho ia lentamente, apoiado em seu cajado. Encontrou logo em seu caminho Eshú Elepó Pupa, dono do azeite de dendê, sentado à beira da estrada, com um barril de azeite de dendê ao lado. Após uma troca de saudações, Eshú pediu a êle que o ajudasse a colocar o barril sôbre a sua cabeça.
Êle concordou e Eshú aproveitou para, durante a operação, derramar, maliciosamente, o conteúdo do barril sôbre Oshalufon, pondo-se a zombar dêle. Este não reclamou, seguindo as recomendações do Babalawó, lavando�se no rio próximo, pôs uma roupa nova e deixou a velha como oferenda, continuando a andar com esforço e foi vítima, ainda por duas vezes, de tristes aventuras com Eshú Eleedú, dono do carvão, e Eshú Alaady, dono do óleo de palma. Oshalufon, sem perder a paciência, lavou-se e trocou de roupa, após cada uma das experiencias. Enfim chegou aos arredores de Oyó e foi surpreendido pelo tropel de um cavalo que havia fujido. Tentando agarra-lo. Os guardas vendo aquêle velho agarrado ao cavalo, confundiram�no com um ladrão. Nessa época o roubo de cavalo era um crime inafiançável. Pegaram�no e como era costume na época, quebraram�lhe as pernas, porque era assim que faziam com os ladrões. Preso e imposibilitado de comunicar�se com seu filho Shangô, pelos maus tratos, acabou por ficar aleijado.
Logo as coisas começaram a decair em OYO, as colheitas secaram, as mulheres ficaram estéreis, as colheitas não mais produziam, os animais começaram a morrer, as calamidades e doenças invadiram o reino de Oyó. Shangô, muito preocupado procurou um Oluwó, adivinho, este disse�lhe que tudo estava acontecendo por causa de um velho que encontrava�se preso em suas masmorras, em seu castelo. Shangô então dirigiu�se imediatamente para as masmorras, pois, queria saber quem era esse velho que tantos danos a seu reino causara. Chegando ao calabouço, ordenou que abrissem as celas. Para sua surpresa, em uma delas, encontrava�se seu pai. Soltando�o imediatamente e suplicando desculpas, sendo perdoado. Então, como por encanto tudo começou a prosperar em Oyó. Shangô vestiu seu pai ricamente e banhou�o com as águas mais limpas das fontes sercando�o com belas mucambas.
Oshalufon sentiu-se no paraíso, fartas colheitas e suntuosos banquetes foram-lhe servidos. Só tinha um porém, êle estava aleijado e não podia caminhar. Seu filho então presenteou�o com uma rica bengala de prata, ornada com pedras preciosas e pérolas, o Opá Xoró.
Quando Oshalufon teve que seguir para Ilé Yfé, cidade sagrada do povo Yorubá, devido ao seu estado alquebrado, Shangô pediu a Ayrá que o carregasse nas costas. Ayrá era um Orishá no fundamento de Shangô. Era um de seus servos de confiança. Shangô naquêle momento estava reconstruindo Oyó, não podia ausentar�se da cidade e nem de seu povo. Para redimir�se com Oshalufon, pediu a Ayrá que o levasse, pois, sentia�se indignado com o que havia acontecido com seu pai, mesmo sabendo que não havia sido de propósito.
Ayrá ia ser o preferido de Oshalufon no período de reconhecimento. Entretanto, Ayrá percebeu que Oshalufon era um Orishá muito especial, um ser de grande sabedoria, e sabendo que era da confiança de Shangô, aproveitou o momento para saber os segredos de Oshalufon. Então usou de má fé e tentou convencer a este que Shangô era o culpado pelos sete anos que passou na prisão em Oyó . Oshalufon, porém, estava ciente de que tudo que passou, pois, Olodumaré e o Babalawó o haviam prevenido. Ayrá então passou a ter uma grande rivalidade com Shangô. Por este motivo não se deve colocá�los juntos na mesma casa. Para shangô pôe�se o pilão e para Ayrá não, porque irá criar confusão entre Oshalufon e Shangô. Chegando a Yfé, Oshalufon agradecido a Ayrá deu�lhe o título de seu primeiro ministro, fazendo dêle seu mais fiel amigo. Por este motivo Ayrá come diferente dos Shangô, sendo suas oferendas levando todos os ingredientes que estavam na mesa de Oshalufon. Foi�lhe concedido comer em sua gamela o arroz, a canjica e o mingau de acaçá, sendo�lhe proibido o dendê, o sal e os caroços do quiabo, que quando secos prepara�se certos atins de Eshú .
OSHAGUIAN
Filho de Oshalufon, é jovem, guerreiro e não perde uma oportunidade de lutar contra Omulú ou Shangô. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com as pedras azuis, chamadas de Seguy, e suas roupas brancas podem, às vezes, levar uma franja vermelha. Está ligado ao culto de Yroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto dos inhames.
É pai de Oshóssi Inlé, come com Ogúnjá, Oshóssi Inlé, Ayrá, Eshú, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá, pois é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Oshaguian devem agradar muito à Oyá. Vem pelos caminhos de Onira. Tem ligação com Eshú . Seus filhos devem evitar brigas, confusões e mentiras, principalmente, não devem enganar Ogún ou aos seus filhos, pois, será castigado sem dó. Não devem comer ovo frito para não esquentar o Orishá, cachaça, sal e dendê. É um Orishá muito perigoso.
ORUNMILÀ IFÀ
0 oráculo africano. Deus dos destinos, que aparece no Candomblé como qualidade de Oshalá. Teria sido encarregado de estabelecer a ordem no mundo, de separar os elementos e instituir a paz entre os homens. É o dono das nozes que revelam a vontade dos deuses, o senhor da adivinhação, que exprime a palavra do criador. As mulheres não podem ser sacerdotizas de Ifá. Não se manifesta. Dono dos búzios, Ifá é um Orishá muito bom e importante. Acredita�se que o Deus todo poderoso mandou Ifá, que morava no céu para a terra, para que êle a consertasse, deu�lhe sabedoria, conhecimento e muita inteligência que lhe permitiu o poder maior entre os outros Orishás.
OBATALÁ
É o mais velho dos Orishás, o grande rei branco, raiz de todos os outros Oshalás. Êle não é feito. Faz-se Ayrá ou Oshún Opará. É o pai de Oshalufon, que por sua vêz é o pai de Oshaguian, tão grande e poderoso é Obatalá que não se manifesta. Sua palavra transforma-se, imediatamente, em realidade.
Representa a massa de ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo. Controla a formação de novos seres. É o senhor dos vivos e dos mortos, preside o nascimento, a iniciação e a morte. É o responsável pelos defeitos físicos. Ele é corcunda porque recusou�se a fazer uma oferenda de sal numa cabaça e Eshú castigou�o pregando a cabaça nas costas, razão pela qual não come sal. Comer sal para êle constítui um ato de alto canibalismo. Ele deu a palavra ao homem e durante suas festas não se fala. Durante três semanas tudo é silêncio, pois a palavra é dêle.
O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ
Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yoruba acredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun e Egungun.
Egungun é considerado orixá - ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.
O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.
No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.
Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva
Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva
Oku (espírito sem procedência) = Energia negativa
O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.
Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.
Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:
Egun Sola
Egun Biyi
Egun Wale Oje Wale
Egun Gbami
Arugbo
Iyagba
No contexto yoruba, a morte é dolorosa, mas necessária para o ciclo da reencarnação até que a mesma pessoa que morra, cumpra o seu plano de ori e dependendo do histórico de vida a pessoa possa se englobar na energia de egungun tornando-se venerável para a comunidade ou sociedade. Na Nigéria, quando uma pessoa morre muito cedo, a sociedade e as pessoas da comunidade ficam tristes, pois acham que a pessoa não gozou de todos os benefícios terrestres, não aprendeu o que poderia ter sido aprendido, e por isso fazem, durante o enterro, um ritual na floresta chamado Iremoje, onde a família da pessoa morta pede para que nunca mais aconteça aquilo de novo na família da pessoa. Pessoas que morrem muito cedo, não tiveram um destino bem aventurado no contexto deles. Um outro ritual que existe é o chamado Axexe, que também é um ritual fúnebre para pessoas que morrem com mais de noventa anos, para pessoas que são anciãs. No axexe o povo fica alegre e prepara a pessoas como se fosse para um festa: colocam a melhor roupa, penteiam os cabelos do morto, se for mulher fazem trancinhas e pintam o rosto da pessoa e dependendo do grau financeiro da pessoa eles dão uma festa para comemorar o falecimento.
O ritual de axexe pode ser marcado com a presença de duas sociedades Ogboni e as Iyami Osoronga. A presença dessas sociedades é fundamental porque eles têm o poder de evocar a pessoa para conversar e saber como foi a passagem, e se ela quer deixar uma mensagem para a família e se pode ser distribuído os seus pertences para os familiares. A pessoa é preparada para o Iremoje, onde os familiares cantam lamentando a morte e depois cantam o Ijala onde falam das glórias conquistadas pela pessoa em vida, seguindo assim a festa para homenagear a pessoa. Dependendo do histórico da vida da pessoa que morreu, ela pode se englobar na energia de Egungun, mas para isso acontecer a pessoa teria que ser boa com as pessoas, amiga, ter ajudado a sociedade, enfim, teria que ser bem vista pela comunidade, o destino teria que ser bem aventurado. Nessa ordem a família e a sociedade podem escolher a pessoa como egungun, sendo assim todos beneficiados com a escolha e o Egungun se tornaria guardião da família e da sociedade onde viveu.
Devotos de Egungun podem chegar a uma evolução espiritual muito rápida, por se Egungun ligado à ancestralidade, isso quer dizer, a pessoa desenvolve uma intuição, percepção e sabedoria muito apurada, tornando-se assim muito forte (olojé).
Olojé são pessoas que manipulam as energias de Egungun. Esse título é concebido a homens. As mulheres não podem manipular essa energia, mas podem se beneficiar através dos olojés.
Gelede: Culto ao ancestral feminino, força também manipulada por homens. As mulheres só veneram as geledes. Existe grande ligação com as Iya Mi Osoronga onde as anciãs são profundas conhecedoras e na maioria das vezes iniciadas nessa sociedade.
Cada sociedade das descritas acima, promove a sua festa anual, que pode durar de 7 a 21 dias. Nesses dias os olojés e a comunidade, se preparam para organizar a festa onde o Egungun se materializa com o corpo coberto de panos e a máscara mágica (força essencial do Egungun), onde ele vem para abençoar toda a comunidade e os familiares. A única participação da mulher no culto de Egungun é marcada na benção da Iya Agan (mulher velha que conhece o culto de Egungun). Sem essa benção Egungun não sai pela comunidade. Eles vão de casa em casa abençoando com o erukere os seus cultuadores, família e comunidade na qual é o guardião, sempre acompanhado pelos Atokuns que guiam o Egungun para todos os lados. Os atokuns usam um tambor para direcionar o Egungun.
Os olojés por sua vez, levam a magia de Egungun para as praças mostrando ao público o seu poder. Por exemplo, os olojés usam o poder de Egungun para fazer uma bananeira dançar. Isso geralmente acontece no final da Festa de Egungun.
A festa é marcada por muita música, comidas fartas, alegria e grandeza.
Na Nigéria existe a iniciação para Egungun, porém há vários critérios a se analisar:
1º - Analisar o grau de ligação da pessoa com Egungun
2º - Herança familiar (odu de nascimento)
3º - Vontade da pessoa
4º - A pessoa pode estar sonhando com Egungun
5º Consulta através dos oráculos podem determinar a iniciação
Todos estes elementos podem determinar a iniciação da pessoa em Egungun.
Esse processo de iniciação é muito secreto. Para a pessoa ser iniciada em Egungun, ela tem que ser uma pessoa que saiba guardar segredo: o bom feiticeiro não revela seus dotes mágicos. A pessoa sela um pacto de segredo. Esse pacto só será fechado depois que a pessoa come elementos preparados para dar ligação da pessoa com Egungun. Aí ela se tornará membro do culto a Egungun e com o tempo ela será um verdadeiro Olojé. Claro que ela tem que ter força de vontade, humildade e paciência, lembrando-se de que uma vez iniciado sempre iniciado pois não tem mais volta.
O assentamento de Egungun é formado por Iyangi, vários atori, osso da canela de pessoas que já morreram, meias e um véu para tampar o rosto. Uma pessoa viva veste todas estas roupas para o Egungun se materializar. A pessoa fica em transe com o egungun materializado.
Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos - um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa - nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.(1 - Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)
Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.
Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Geledê", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.
Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.
Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas "Sociedades Egungum". Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.
O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele "nasce" através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a "morte se torne vida", e o Egungum ancestral individualizado está de novo "vivo".
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente - característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.
A roupa do Egum - chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a "morte", ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um "assombrado", e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.
Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes - como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.
Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.
O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã.
Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.
Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.
Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.
Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.
Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.
Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos - estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado - , e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé - a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns.
No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) - o poder e o axé de Egum - nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.
Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.
O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.
Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem
simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum
elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los.
Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a "morte" da "vida". É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.
O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.
Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.
Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.
Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.
Egungun é considerado orixá - ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.
O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.
No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.
Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva
Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva
Oku (espírito sem procedência) = Energia negativa
O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.
Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.
Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:
Egun Sola
Egun Biyi
Egun Wale Oje Wale
Egun Gbami
Arugbo
Iyagba
No contexto yoruba, a morte é dolorosa, mas necessária para o ciclo da reencarnação até que a mesma pessoa que morra, cumpra o seu plano de ori e dependendo do histórico de vida a pessoa possa se englobar na energia de egungun tornando-se venerável para a comunidade ou sociedade. Na Nigéria, quando uma pessoa morre muito cedo, a sociedade e as pessoas da comunidade ficam tristes, pois acham que a pessoa não gozou de todos os benefícios terrestres, não aprendeu o que poderia ter sido aprendido, e por isso fazem, durante o enterro, um ritual na floresta chamado Iremoje, onde a família da pessoa morta pede para que nunca mais aconteça aquilo de novo na família da pessoa. Pessoas que morrem muito cedo, não tiveram um destino bem aventurado no contexto deles. Um outro ritual que existe é o chamado Axexe, que também é um ritual fúnebre para pessoas que morrem com mais de noventa anos, para pessoas que são anciãs. No axexe o povo fica alegre e prepara a pessoas como se fosse para um festa: colocam a melhor roupa, penteiam os cabelos do morto, se for mulher fazem trancinhas e pintam o rosto da pessoa e dependendo do grau financeiro da pessoa eles dão uma festa para comemorar o falecimento.
O ritual de axexe pode ser marcado com a presença de duas sociedades Ogboni e as Iyami Osoronga. A presença dessas sociedades é fundamental porque eles têm o poder de evocar a pessoa para conversar e saber como foi a passagem, e se ela quer deixar uma mensagem para a família e se pode ser distribuído os seus pertences para os familiares. A pessoa é preparada para o Iremoje, onde os familiares cantam lamentando a morte e depois cantam o Ijala onde falam das glórias conquistadas pela pessoa em vida, seguindo assim a festa para homenagear a pessoa. Dependendo do histórico da vida da pessoa que morreu, ela pode se englobar na energia de Egungun, mas para isso acontecer a pessoa teria que ser boa com as pessoas, amiga, ter ajudado a sociedade, enfim, teria que ser bem vista pela comunidade, o destino teria que ser bem aventurado. Nessa ordem a família e a sociedade podem escolher a pessoa como egungun, sendo assim todos beneficiados com a escolha e o Egungun se tornaria guardião da família e da sociedade onde viveu.
Devotos de Egungun podem chegar a uma evolução espiritual muito rápida, por se Egungun ligado à ancestralidade, isso quer dizer, a pessoa desenvolve uma intuição, percepção e sabedoria muito apurada, tornando-se assim muito forte (olojé).
Olojé são pessoas que manipulam as energias de Egungun. Esse título é concebido a homens. As mulheres não podem manipular essa energia, mas podem se beneficiar através dos olojés.
Gelede: Culto ao ancestral feminino, força também manipulada por homens. As mulheres só veneram as geledes. Existe grande ligação com as Iya Mi Osoronga onde as anciãs são profundas conhecedoras e na maioria das vezes iniciadas nessa sociedade.
Cada sociedade das descritas acima, promove a sua festa anual, que pode durar de 7 a 21 dias. Nesses dias os olojés e a comunidade, se preparam para organizar a festa onde o Egungun se materializa com o corpo coberto de panos e a máscara mágica (força essencial do Egungun), onde ele vem para abençoar toda a comunidade e os familiares. A única participação da mulher no culto de Egungun é marcada na benção da Iya Agan (mulher velha que conhece o culto de Egungun). Sem essa benção Egungun não sai pela comunidade. Eles vão de casa em casa abençoando com o erukere os seus cultuadores, família e comunidade na qual é o guardião, sempre acompanhado pelos Atokuns que guiam o Egungun para todos os lados. Os atokuns usam um tambor para direcionar o Egungun.
Os olojés por sua vez, levam a magia de Egungun para as praças mostrando ao público o seu poder. Por exemplo, os olojés usam o poder de Egungun para fazer uma bananeira dançar. Isso geralmente acontece no final da Festa de Egungun.
A festa é marcada por muita música, comidas fartas, alegria e grandeza.
Na Nigéria existe a iniciação para Egungun, porém há vários critérios a se analisar:
1º - Analisar o grau de ligação da pessoa com Egungun
2º - Herança familiar (odu de nascimento)
3º - Vontade da pessoa
4º - A pessoa pode estar sonhando com Egungun
5º Consulta através dos oráculos podem determinar a iniciação
Todos estes elementos podem determinar a iniciação da pessoa em Egungun.
Esse processo de iniciação é muito secreto. Para a pessoa ser iniciada em Egungun, ela tem que ser uma pessoa que saiba guardar segredo: o bom feiticeiro não revela seus dotes mágicos. A pessoa sela um pacto de segredo. Esse pacto só será fechado depois que a pessoa come elementos preparados para dar ligação da pessoa com Egungun. Aí ela se tornará membro do culto a Egungun e com o tempo ela será um verdadeiro Olojé. Claro que ela tem que ter força de vontade, humildade e paciência, lembrando-se de que uma vez iniciado sempre iniciado pois não tem mais volta.
O assentamento de Egungun é formado por Iyangi, vários atori, osso da canela de pessoas que já morreram, meias e um véu para tampar o rosto. Uma pessoa viva veste todas estas roupas para o Egungun se materializar. A pessoa fica em transe com o egungun materializado.
Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos - um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa - nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.(1 - Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)
Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.
Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Geledê", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.
Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.
Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas "Sociedades Egungum". Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.
O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele "nasce" através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a "morte se torne vida", e o Egungum ancestral individualizado está de novo "vivo".
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente - característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.
A roupa do Egum - chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a "morte", ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um "assombrado", e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.
Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes - como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.
Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.
O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã.
Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.
Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.
Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.
Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.
Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.
Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos - estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado - , e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé - a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns.
No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) - o poder e o axé de Egum - nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.
Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.
O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.
Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem
simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum
elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los.
Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a "morte" da "vida". É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.
O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.
Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.
Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.
Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.
EFEITOS DO MEDIUNISMO
...... Muitas vezes achamos que efeitos nocivos a nós que tenha relação com a mediunidade (nesse contexto incluindo capacidades anímicas) incorre de forma grosseira, qdo estamos atravessando momentos de alta sensibilidade ; qdo estamos vendo vultos, espíritos, tendo sensações estranhas, e um quadro clássico de afloramente mediunico...... que é a ação de espíritos , de nossos guias, de nossos orixás, nos cobrando trabalho mediunico, etc...
Mas não é somente nesses casos.... muitos vezes, pequenos desconfortos, e problemas do dia a dia podem ser fruto de desvios desequilibrados de energias mal absorvidas, e mal distribuidas em nós. Pois esse fluxo energético é inacabavel em nós, basta entrarmos em contato com pessoas e ambiente....... porém , pessoas com maior sensibilidade, médiuns, tem maior facilidade de absorver. E se estiver com obstruções em pontos de fluxo energético, começa a vir as complicações ...
Muitas vezes, pequenas coisas, aumento de peso, período de perde de sono, etc.. podem indicar efeitos de mediunismo não, mal ou desarmonicamento desenvolvido.
O Psiquiatra e mestre em Ciências pela USP e diretor da Associação Médica-Espírita de S.P e um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica, Dr. Sergio Felipe de Oliveira fala sobre os efeitos que as energias externas e as quer geramos podem causar ao corpo físico.
Vejamos....
Sempre que houver uma carga elétrica, parada ou em movimento, haverá um campo. Se a carga estiver em movimento, esse campo será eletromagnético.
Trata-se de uma propriedade da carga que modifica o espaço ao seu redor, fazendo com que toda a matéria sofra uma ação de aproximação ou de repulsão, dependendo do sinal/tipo da carga. Essa interação tb altera a matéria que entra no campo: no caso de particulas afins, elas, tornam-se imantadas. Num campo eletromegnético, as particulas de ferro, limalhas, ficam grudadas umas nas outras, mesmo apos a retirada ou afastamento da fonte do campo. Todo campo por si só, tem a propriedade de autorregenerar-se. ....
Ele não desaparece de uma hora para outra.
Todo campo tem uma fonte. O corpo humano é fonte de vários campos eletromagnéticos, segundo o órgão enfocado; coração, cerébro, etc. A mente humana é fonte de um campo- o campo mental. A razão disso é o fato de a mente humana produzir, irradiar, o pensamento, que é uma onda eletromagnética carregada de informação.
Nós , seres humanos, o pensamento é contínuo, mas o aparecimento do pensamento contínuo ocorreu gradualmente através das diferentes espécies do reino animal. O pensamento contínuo é a base para o surgimento da consciência.
E através dos tempos fomos adquirindo outros mecanismos da mente para interagir e atuar no mundo a nossa volta; como a linguagem, e conhecimentos que se tornaram inatos a espécie humana. Nosso relógio biológico por exemplo que nos dia a hora de comer, aoroximada de acordar, de beber, etc... é composto pela glândula pineal (orgão regulador) e núcleos supraquiasmáticos (orgãos efetores). Este é o funcionamento da mediunidade uma vez educada, desenvolvida, colocada a serviço das livres escolhas do médium.
A pineal capta os pensamentos e ao direciná-los para as diferentes áreas do cérebro, possibilita os diversos eventos de nossa vida mental e de relação;
esse direcionamento ocorre atráves de impulsos nervosos, a propria onda mental ou hormonios
ou seja, o direciomento ocorre através de 3 grandes sistemas de comunidação do corpo humano; sistema nervoso, sistema endocrino e sistema vascular.
Qdo ocorre a captação do pensamento de mentes estranhas, há uma sobrecarga na pineal e suas funções ficam exarcebadas.
as comunições da pineal com o hipotálamo estarão ampliadas e, daí, haverá maior estimulação da hipófise, com grande liberação de hormônios por ela produzidos. Os neuro hormônios reguladores do hipotálamo chegam a hipófise através do sangue, eplo sistema de circulação sanguinea.
A hipófise possui vários tipos específicos de células responsaveis pela produção de um ou dois hormônios....
Respondendo a estimulação do hipotálamo, a hipósifse irá agir na tireoíde, córtex supra renal, testículos, ovários, glândulas mamárias, pâncreas, ossos. Podemos observar alterações nessas áreas como sintomas de mediunidade:
Hipotireoidismo subclínico - os hormônios t3 e t4 estão normais, mas de baixa discreta no tsh, não havendo indicação do uso de hormônio por via oral, a pessoa sente cansaço, fadiga constante, pouco interesse pelas coisas que anteriomente lhe era interessantes, aumento de peso, pele seca.
Aumento de cortisol e depressão - há sentimentos de culpa exacerbada, tristeza, desespero podendo levar ao suicídio, desinteresse profundo pelas coisas, dificuldade de concentração, pensamento lento, alteração de peso e sono.
Dismenorreia - alteração do cliclo menstrual que pode chegar a ausencia, mentruação dolorosa, cistos e miomas
Hipoglicemia - queda de nível de glicose no sangue, com tonturas, sensação de morte iminete, taquicardia, desorientação (n saber pra onde ir) derealização (não reconhecer o lugar onde está e tudo parecer irreal)
Lactorréia - produção de leite na mulher que n deu a luz recentemente
Qto a sua inervação, a pineal recebe fibras nervosas do tipo adrenérgico, isto é, cujo neurotransmissor é a adrenalina. Portanto os sintomas de transe mediunico, decorrente da superexitaçao da pineal e dessas fibras norvosas serão aqueles mediados pela adrenalina.
De um modo geral, a liberação de adrenalina, prepara o corpo pra uma luta, imaginária ou não. Essa é uma aquisição do desenvolvimento humano qdo os homens precisam lutar para conseguir alimentos. Hoje essa luta é mais interna, e predispoe o homem a penetrar não um território de caça , mas numa região desconhecida de seu universo; o mundo espiritual. A liberação de adrenalina, traz a tona forças extrar para o corpo e obedece uma diretriz geral: desviar sangue para os musculos, retirando-o das vísceras e da pele , que fica branca e as extremidas frias. Mas a sudorese aumenta e os pelos ficam eriçados, as pupilas grandes ....
aumenta a circulação na cabeça, predispondo a dores de cabeça.
A pessoa fica apta a agir mais rapidamente.
Gente, quem já se sentiu dessa forma durante uma gira, ao incorporar ou se preparando para incorporar, onde estamos sentido os influncias de nossas entidades..
taquicardia... palidez, mãos e pés gelados e sensações de agitamento/ movimentos mais rápidos ??
Quem durante uma gira, sentiu dor de cabeça e após terminar não sentiu mais nada ?
Mas não é somente nesses casos.... muitos vezes, pequenos desconfortos, e problemas do dia a dia podem ser fruto de desvios desequilibrados de energias mal absorvidas, e mal distribuidas em nós. Pois esse fluxo energético é inacabavel em nós, basta entrarmos em contato com pessoas e ambiente....... porém , pessoas com maior sensibilidade, médiuns, tem maior facilidade de absorver. E se estiver com obstruções em pontos de fluxo energético, começa a vir as complicações ...
Muitas vezes, pequenas coisas, aumento de peso, período de perde de sono, etc.. podem indicar efeitos de mediunismo não, mal ou desarmonicamento desenvolvido.
O Psiquiatra e mestre em Ciências pela USP e diretor da Associação Médica-Espírita de S.P e um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica, Dr. Sergio Felipe de Oliveira fala sobre os efeitos que as energias externas e as quer geramos podem causar ao corpo físico.
Vejamos....
Sempre que houver uma carga elétrica, parada ou em movimento, haverá um campo. Se a carga estiver em movimento, esse campo será eletromagnético.
Trata-se de uma propriedade da carga que modifica o espaço ao seu redor, fazendo com que toda a matéria sofra uma ação de aproximação ou de repulsão, dependendo do sinal/tipo da carga. Essa interação tb altera a matéria que entra no campo: no caso de particulas afins, elas, tornam-se imantadas. Num campo eletromegnético, as particulas de ferro, limalhas, ficam grudadas umas nas outras, mesmo apos a retirada ou afastamento da fonte do campo. Todo campo por si só, tem a propriedade de autorregenerar-se. ....
Ele não desaparece de uma hora para outra.
Todo campo tem uma fonte. O corpo humano é fonte de vários campos eletromagnéticos, segundo o órgão enfocado; coração, cerébro, etc. A mente humana é fonte de um campo- o campo mental. A razão disso é o fato de a mente humana produzir, irradiar, o pensamento, que é uma onda eletromagnética carregada de informação.
Nós , seres humanos, o pensamento é contínuo, mas o aparecimento do pensamento contínuo ocorreu gradualmente através das diferentes espécies do reino animal. O pensamento contínuo é a base para o surgimento da consciência.
E através dos tempos fomos adquirindo outros mecanismos da mente para interagir e atuar no mundo a nossa volta; como a linguagem, e conhecimentos que se tornaram inatos a espécie humana. Nosso relógio biológico por exemplo que nos dia a hora de comer, aoroximada de acordar, de beber, etc... é composto pela glândula pineal (orgão regulador) e núcleos supraquiasmáticos (orgãos efetores). Este é o funcionamento da mediunidade uma vez educada, desenvolvida, colocada a serviço das livres escolhas do médium.
A pineal capta os pensamentos e ao direciná-los para as diferentes áreas do cérebro, possibilita os diversos eventos de nossa vida mental e de relação;
esse direcionamento ocorre atráves de impulsos nervosos, a propria onda mental ou hormonios
ou seja, o direciomento ocorre através de 3 grandes sistemas de comunidação do corpo humano; sistema nervoso, sistema endocrino e sistema vascular.
Qdo ocorre a captação do pensamento de mentes estranhas, há uma sobrecarga na pineal e suas funções ficam exarcebadas.
as comunições da pineal com o hipotálamo estarão ampliadas e, daí, haverá maior estimulação da hipófise, com grande liberação de hormônios por ela produzidos. Os neuro hormônios reguladores do hipotálamo chegam a hipófise através do sangue, eplo sistema de circulação sanguinea.
A hipófise possui vários tipos específicos de células responsaveis pela produção de um ou dois hormônios....
Respondendo a estimulação do hipotálamo, a hipósifse irá agir na tireoíde, córtex supra renal, testículos, ovários, glândulas mamárias, pâncreas, ossos. Podemos observar alterações nessas áreas como sintomas de mediunidade:
Hipotireoidismo subclínico - os hormônios t3 e t4 estão normais, mas de baixa discreta no tsh, não havendo indicação do uso de hormônio por via oral, a pessoa sente cansaço, fadiga constante, pouco interesse pelas coisas que anteriomente lhe era interessantes, aumento de peso, pele seca.
Aumento de cortisol e depressão - há sentimentos de culpa exacerbada, tristeza, desespero podendo levar ao suicídio, desinteresse profundo pelas coisas, dificuldade de concentração, pensamento lento, alteração de peso e sono.
Dismenorreia - alteração do cliclo menstrual que pode chegar a ausencia, mentruação dolorosa, cistos e miomas
Hipoglicemia - queda de nível de glicose no sangue, com tonturas, sensação de morte iminete, taquicardia, desorientação (n saber pra onde ir) derealização (não reconhecer o lugar onde está e tudo parecer irreal)
Lactorréia - produção de leite na mulher que n deu a luz recentemente
Qto a sua inervação, a pineal recebe fibras nervosas do tipo adrenérgico, isto é, cujo neurotransmissor é a adrenalina. Portanto os sintomas de transe mediunico, decorrente da superexitaçao da pineal e dessas fibras norvosas serão aqueles mediados pela adrenalina.
De um modo geral, a liberação de adrenalina, prepara o corpo pra uma luta, imaginária ou não. Essa é uma aquisição do desenvolvimento humano qdo os homens precisam lutar para conseguir alimentos. Hoje essa luta é mais interna, e predispoe o homem a penetrar não um território de caça , mas numa região desconhecida de seu universo; o mundo espiritual. A liberação de adrenalina, traz a tona forças extrar para o corpo e obedece uma diretriz geral: desviar sangue para os musculos, retirando-o das vísceras e da pele , que fica branca e as extremidas frias. Mas a sudorese aumenta e os pelos ficam eriçados, as pupilas grandes ....
aumenta a circulação na cabeça, predispondo a dores de cabeça.
A pessoa fica apta a agir mais rapidamente.
Gente, quem já se sentiu dessa forma durante uma gira, ao incorporar ou se preparando para incorporar, onde estamos sentido os influncias de nossas entidades..
taquicardia... palidez, mãos e pés gelados e sensações de agitamento/ movimentos mais rápidos ??
Quem durante uma gira, sentiu dor de cabeça e após terminar não sentiu mais nada ?
sábado, 17 de janeiro de 2009
O PROTETOR DO MÉDIUM
*Logo que iniciamos nosso desenvolvimento mediúnico, é-nos designado um
espírito protetor, o qual trabalhará conosco no desempenho de nossas funções
mediúnicas, pro-teger-nos-á das investidas dos espíritos malévolos e
nos orientarápara que nossa mediunidade produza resultados benéficos.
Cada médium tem o seu protetor, que é um espírito esclarecido e possuidor da experiência que este gênero de trabalho requer.
Às vezes, é um nosso parente ou amigo; e pode ser também um espírito que não conhecemos, mas, ao qual estamos ligados por laços de afeto e simpatia, desde épocas remotas. O grau de adiantamento de um espírito protetor está em relação com o grau de adiantamentode seu protegido: quanto mais adiantado for o médium tanto mais elevado será seu protetor.
Os nossos trabalhos mediúnicos são realizados com sua presença;
sempre que precisarmos dele para tributarmos a alguém os benefícios de nossa
mediunidade, chamemo-lo por meio de uma prece fervorosa e imediatamente o
teremos ao nosso lado, cooperando conosco.*
*É comum acontecer que o espírito protetor tenha de se retirar, ou porque
chegou sua vez de se reencarnar, ou porque irá executar tarefas em outros
planos do Universo; nesse caso será substituído por um espírito da mesma
categoria.*
*Tomemos nota de um ponto muito importante:
o protetor de um médium não lhe poderá dar bens materiais; não lhe dará conselhos ou indicações para tratar de negócios; não o livrará de suas provas ou expiações; nem lhe satisfará caprichos ou mesquinhas ambições.
As obrigações de um espírito protetor junto de um médium são todas de ordem puramente espiritual e é nesse sentido que devemos compreender sua proteção.
Peçamos-lhe que nos auxilie a obter a riqueza da espiritualidade, certos de que quanto mais espiritualizados estivermos, tanto menos necessitaremos das coisas da Terra.*
Esta mensagem foi enviada por Saravá Umbanda.
espírito protetor, o qual trabalhará conosco no desempenho de nossas funções
mediúnicas, pro-teger-nos-á das investidas dos espíritos malévolos e
nos orientarápara que nossa mediunidade produza resultados benéficos.
Cada médium tem o seu protetor, que é um espírito esclarecido e possuidor da experiência que este gênero de trabalho requer.
Às vezes, é um nosso parente ou amigo; e pode ser também um espírito que não conhecemos, mas, ao qual estamos ligados por laços de afeto e simpatia, desde épocas remotas. O grau de adiantamento de um espírito protetor está em relação com o grau de adiantamentode seu protegido: quanto mais adiantado for o médium tanto mais elevado será seu protetor.
Os nossos trabalhos mediúnicos são realizados com sua presença;
sempre que precisarmos dele para tributarmos a alguém os benefícios de nossa
mediunidade, chamemo-lo por meio de uma prece fervorosa e imediatamente o
teremos ao nosso lado, cooperando conosco.*
*É comum acontecer que o espírito protetor tenha de se retirar, ou porque
chegou sua vez de se reencarnar, ou porque irá executar tarefas em outros
planos do Universo; nesse caso será substituído por um espírito da mesma
categoria.*
*Tomemos nota de um ponto muito importante:
o protetor de um médium não lhe poderá dar bens materiais; não lhe dará conselhos ou indicações para tratar de negócios; não o livrará de suas provas ou expiações; nem lhe satisfará caprichos ou mesquinhas ambições.
As obrigações de um espírito protetor junto de um médium são todas de ordem puramente espiritual e é nesse sentido que devemos compreender sua proteção.
Peçamos-lhe que nos auxilie a obter a riqueza da espiritualidade, certos de que quanto mais espiritualizados estivermos, tanto menos necessitaremos das coisas da Terra.*
Esta mensagem foi enviada por Saravá Umbanda.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A ORIGEM ESPIRITUAL DAS DOENÇAS
A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material. O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuimos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mental e emocionalmente. Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.
Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.
TIPOS DE DOENÇAS
Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.
As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos.
As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no perispírito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intra-uterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.
Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos. O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o espírito sente.
Aí, a pessoa vai ao médico e ele nada encontra.
André Luiz afirma que “se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo à doença”.
Por Edvaldo Kulchesk, pesquisador espírita,
colaborador da Revista Cristã de Espiritismo
Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.
TIPOS DE DOENÇAS
Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.
As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos.
As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no perispírito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intra-uterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.
Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos. O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o espírito sente.
Aí, a pessoa vai ao médico e ele nada encontra.
André Luiz afirma que “se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo à doença”.
Por Edvaldo Kulchesk, pesquisador espírita,
colaborador da Revista Cristã de Espiritismo
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
APRENDENDO SOBRE SEUS GUIAS
Existem basicamente 3 fatores que fazem com que a apresentação do guia varie:
1 – São espíritos diferentes.
2 – Trabalham em Médiuns diferentes.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
1 – São espíritos diferentes.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.
É como ser um médico, engenheiro, etc... Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias.
2 – O médium, mesmo os inconscientes interferem animicamente na incorporação. Entenda-se que não é uma atitude deliberada do médium, mas algo que “vaza” da personalidade do médium na incorporação. Desde que esta interferência não atrapalhe o trabalho do guia, isto é perfeitamente aceitável.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
Se um médium continua trabalhando com o mesmo espírito, mas mude para um terreiro em que o ritual seja diferente, também é comum observarmos pequenas mudanças na apresentação e n trabalho do guia, trata-se da adaptação do guia ao novo local de trabalho.
Por isso há muitas variações na apresentação e método de trabalho dos guias. E perguntas como:
Alguém Conhece o Preto-Velho X ?
Como se apresenta o Caboclo Y ?
Informações sobre o Exu Z ?
.
Além de não atenderem a uma descrição fiel do guia a que quem pergunta se refere, podem aumentar o animismo ou causar insegurança.
Aumentar o animismo: A pessoa lê uma descrição de que o Caboclo Y não fuma charuto, e quando incorpora, fica com aquilo na cabeça, assim mesmo que o Caboclo queira pedir um charuto, pode encontrar dificuldades de romper esta barreira anímica criada pelo médium.
Causar Insegurança: O médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
Resumindo, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.
E vai conhece-lo como ele verdadeiramente é!
André Luiz
1 – São espíritos diferentes.
2 – Trabalham em Médiuns diferentes.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
1 – São espíritos diferentes.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.
É como ser um médico, engenheiro, etc... Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias.
2 – O médium, mesmo os inconscientes interferem animicamente na incorporação. Entenda-se que não é uma atitude deliberada do médium, mas algo que “vaza” da personalidade do médium na incorporação. Desde que esta interferência não atrapalhe o trabalho do guia, isto é perfeitamente aceitável.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
Se um médium continua trabalhando com o mesmo espírito, mas mude para um terreiro em que o ritual seja diferente, também é comum observarmos pequenas mudanças na apresentação e n trabalho do guia, trata-se da adaptação do guia ao novo local de trabalho.
Por isso há muitas variações na apresentação e método de trabalho dos guias. E perguntas como:
Alguém Conhece o Preto-Velho X ?
Como se apresenta o Caboclo Y ?
Informações sobre o Exu Z ?
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Além de não atenderem a uma descrição fiel do guia a que quem pergunta se refere, podem aumentar o animismo ou causar insegurança.
Aumentar o animismo: A pessoa lê uma descrição de que o Caboclo Y não fuma charuto, e quando incorpora, fica com aquilo na cabeça, assim mesmo que o Caboclo queira pedir um charuto, pode encontrar dificuldades de romper esta barreira anímica criada pelo médium.
Causar Insegurança: O médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
Resumindo, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.
E vai conhece-lo como ele verdadeiramente é!
André Luiz
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O QUE SIGNIFICA SER ESPIRITUALISTA
O espiritualista é um seguidor do espiritualismo, ou seja, doutrina que admite quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais, a independência e o
primado do espírito em relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de forças anímicas ou vitais e os segundos, criações de um Ser Superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao ser humano.
Tambem indica a condição de que nada, nem o universo ou a natureza, por mais simples que sejam são separados ou distantes; ao contrário, o todo está unido.
O espiritualista é um estudante da verdade, que se dedica à descoberta do que é útil e que faz o bem "ao outro", em oposição a simples aparência ou modismo.
Ele estuda "o que existe e sempre existiu", em oposição ao que é "transitório". Entende que alguns conceitos são débeis e que só podem ser entendidos se a verdade estiver contida em Deus, a causa primeira e eficiente de toda e qualquer ordem,
harmonia, beleza e bondade que preenchem este universo
Deus é verdade e inteligência; melhor dizendo: "o Pai de ambas"
Ser espiritualista não é algo misterioso ou atraente Platão foi um grande intelectual e intérprete do mundo, o maior filósofo da era Pré-Cristã, refletindo
fielmente em suas obras, o espiritualismo Ele não enfatizou as crenças ou superstições populares, tampouco racionalizou qualquer concepção metafísica
O espiritualista não é uma pessoa que vive no mundo do secreto, mas discreto. Cada um inicia-se, sem necessariamente seguir uma regra, mas faz questão de reinventá-la
Não existe limitação, cada um está sempre atento a corrigir os erros que pratica para melhorar como ser humano
A idéia de ser aristocrático ou pedante está fora de cogitação
Ao contrário, o espiritualista é uma pessoa simples e desprovida de preconceitos
Tbm não visualiza apenas o presente, mas o futuro,tentando reduzir ao máximo os estragos cometidos no mundo, especialmente através da ignorância.
ESPIRITUALISTA
Crê-se no todo orgânico, em todos os elementos e não se firma apenas em fatos superficiais como muitos imaginam.
Os espiritualistas estão por toda a parte: os que são abertos a todas as religiões, ecologistas, estudiosos de filosofia, conscientes da preservação da natureza, dos animais etc.
Não existe a pretensão de salvar a humanidade, mas salvar a si mesmo e aos mais próximos, começando pela família, numa corrente de bem.
O espiritualista é um "viajante celeste" com os pés no chão.
Uma pessoa serena, segura intelectualmente e espiritualmente, deixando de lado qualquer tipo de julgamento, levandoa vida da maneira mais serena possível.
Monica Buonfiglio/Especial para o Terra
primado do espírito em relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de forças anímicas ou vitais e os segundos, criações de um Ser Superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao ser humano.
Tambem indica a condição de que nada, nem o universo ou a natureza, por mais simples que sejam são separados ou distantes; ao contrário, o todo está unido.
O espiritualista é um estudante da verdade, que se dedica à descoberta do que é útil e que faz o bem "ao outro", em oposição a simples aparência ou modismo.
Ele estuda "o que existe e sempre existiu", em oposição ao que é "transitório". Entende que alguns conceitos são débeis e que só podem ser entendidos se a verdade estiver contida em Deus, a causa primeira e eficiente de toda e qualquer ordem,
harmonia, beleza e bondade que preenchem este universo
Deus é verdade e inteligência; melhor dizendo: "o Pai de ambas"
Ser espiritualista não é algo misterioso ou atraente Platão foi um grande intelectual e intérprete do mundo, o maior filósofo da era Pré-Cristã, refletindo
fielmente em suas obras, o espiritualismo Ele não enfatizou as crenças ou superstições populares, tampouco racionalizou qualquer concepção metafísica
O espiritualista não é uma pessoa que vive no mundo do secreto, mas discreto. Cada um inicia-se, sem necessariamente seguir uma regra, mas faz questão de reinventá-la
Não existe limitação, cada um está sempre atento a corrigir os erros que pratica para melhorar como ser humano
A idéia de ser aristocrático ou pedante está fora de cogitação
Ao contrário, o espiritualista é uma pessoa simples e desprovida de preconceitos
Tbm não visualiza apenas o presente, mas o futuro,tentando reduzir ao máximo os estragos cometidos no mundo, especialmente através da ignorância.
ESPIRITUALISTA
Crê-se no todo orgânico, em todos os elementos e não se firma apenas em fatos superficiais como muitos imaginam.
Os espiritualistas estão por toda a parte: os que são abertos a todas as religiões, ecologistas, estudiosos de filosofia, conscientes da preservação da natureza, dos animais etc.
Não existe a pretensão de salvar a humanidade, mas salvar a si mesmo e aos mais próximos, começando pela família, numa corrente de bem.
O espiritualista é um "viajante celeste" com os pés no chão.
Uma pessoa serena, segura intelectualmente e espiritualmente, deixando de lado qualquer tipo de julgamento, levandoa vida da maneira mais serena possível.
Monica Buonfiglio/Especial para o Terra
BELA LENDA PARA REFLEXÃO
Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu.
Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas.
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pêlos do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.
Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das "guerras", saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu–se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram–se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Yemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe "coruja" quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração.
— Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? — ralhou Yemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
— Desculpe, minha Mãe, ando meio ocupado. — Respondeu um triste Ogum.
— Mas, o que aconteceu, meu filho? Sinto que estás triste.
— É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãezinha". Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a "Espada da Lei", que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das "supostas" demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles... Estou cansado...
Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda. Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava.
E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum ama toda humanidade, ama a Vida. Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não via nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não viam em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", um homem impiedoso que se utiliza de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram "quebras e cortes" de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso se torna uma guerra de vaidade, um show "pirotécnico" de forças ocultas. Muita "espada", muito "tridente", muitas "armas", pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como magoava: — Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição...
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Yemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado...
Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava–se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens. Ele também deixou sua alfanje aos pés de Yemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem-se disso...
Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite.
E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Yemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.
Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios.
Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor.
Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância.
Um a um, todos foram se despindo e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Yemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer.
Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente.
Era Exu.
O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de PombaGira, sua companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente se apresentam.
Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor! E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Yemanjá. Despiram–se de tudo.
Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles.
Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando–o a figura do Diabo:
—Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável!
—Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir.
Essa era a natureza desse querido Orixá.
Yemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:
— Espere! Pensou Yemanjá!
— Oxalá! Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E logo Yemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás.
Oxalá apresentou-se na frente de todos.
Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo.
Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu-se de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
—Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos!
Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas.
Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra.
Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de "apenas" prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras "bases de luz" na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam-nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe.
Esses incríveis filhos de Umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil e pelo mundo, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...
Quando Oxalá se calou os Orixás estavam mudados.
Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros iriam se juntar nesse ideal.
E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.
Em Aruanda, os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, fizeram o mesmo. Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos.
Uma alegria e bem–aventurança incríveis invadiram seus corações.
Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam-se. O alto os abençoava...
Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos.
E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba-Giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades de espíritos foram retirados do baixo–astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada.
Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta: "Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente".
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Nós, filhos de Umbanda, pensemos bem! Não transformemos a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para acertarmos nossas contas terrenas. Muito menos esqueçamos do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembremo-nos sempre disso.
E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem–se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem–se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança.
Esse texto é dedicado a todos que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás!
Honrem a Eles.
Sejam LUZ, assim como Eles!
Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas.
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pêlos do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.
Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das "guerras", saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu–se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram–se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Yemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe "coruja" quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração.
— Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? — ralhou Yemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
— Desculpe, minha Mãe, ando meio ocupado. — Respondeu um triste Ogum.
— Mas, o que aconteceu, meu filho? Sinto que estás triste.
— É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãezinha". Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a "Espada da Lei", que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das "supostas" demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles... Estou cansado...
Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda. Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava.
E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum ama toda humanidade, ama a Vida. Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não via nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não viam em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", um homem impiedoso que se utiliza de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram "quebras e cortes" de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso se torna uma guerra de vaidade, um show "pirotécnico" de forças ocultas. Muita "espada", muito "tridente", muitas "armas", pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como magoava: — Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição...
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Yemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado...
Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava–se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens. Ele também deixou sua alfanje aos pés de Yemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem-se disso...
Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite.
E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Yemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.
Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios.
Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor.
Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância.
Um a um, todos foram se despindo e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Yemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer.
Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente.
Era Exu.
O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de PombaGira, sua companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente se apresentam.
Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor! E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Yemanjá. Despiram–se de tudo.
Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles.
Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando–o a figura do Diabo:
—Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável!
—Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir.
Essa era a natureza desse querido Orixá.
Yemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:
— Espere! Pensou Yemanjá!
— Oxalá! Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E logo Yemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás.
Oxalá apresentou-se na frente de todos.
Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo.
Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu-se de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
—Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos!
Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas.
Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra.
Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de "apenas" prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras "bases de luz" na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam-nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe.
Esses incríveis filhos de Umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil e pelo mundo, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...
Quando Oxalá se calou os Orixás estavam mudados.
Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros iriam se juntar nesse ideal.
E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.
Em Aruanda, os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, fizeram o mesmo. Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos.
Uma alegria e bem–aventurança incríveis invadiram seus corações.
Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam-se. O alto os abençoava...
Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos.
E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba-Giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades de espíritos foram retirados do baixo–astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada.
Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta: "Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente".
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Nós, filhos de Umbanda, pensemos bem! Não transformemos a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para acertarmos nossas contas terrenas. Muito menos esqueçamos do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembremo-nos sempre disso.
E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem–se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem–se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança.
Esse texto é dedicado a todos que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás!
Honrem a Eles.
Sejam LUZ, assim como Eles!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
ALGUNS FUNDAMENTOS UMBANDISTAS
Acreditamos em Deus eterno, imutável, único, onipotente, onisciente e onipresente;
Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda;
Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico;
Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium;
Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos;
O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação;
Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios;
Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação;
Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda;
.
Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios;
Adotamos a liberdade da prática religiosa;
Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.
Autor Desconhecido
.
Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda;
Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico;
Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium;
Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos;
O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação;
Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios;
Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação;
Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda;
.
Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios;
Adotamos a liberdade da prática religiosa;
Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.
Autor Desconhecido
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ALGUNS FUNDAMENTOS UMBANDISTAS
Acreditamos em Deus eterno, imutável, único, onipotente, onisciente e onipresente;
Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda;
Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico;
Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium;
Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos;
O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação;
Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios;
Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação;
Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda;
.
Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios;
Adotamos a liberdade da prática religiosa;
Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.
Autor Desconhecido
.
Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de plano superior, que comandam as 7 linhas de Umbanda;
Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico;
Há possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica, cujo o intermediário é o médium;
Existe uma lei de causa e efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos;
O progresso de cada um ou as situações da vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas com antecedência, antes da reencarnação;
Não há diferença entre o plano terrestre e o astral, apenas distinção de estados vibratórios;
Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade, tanto na palavra como na ação;
Acreditamos na existência de outros mundos habitados, não constituindo a terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A Terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
Não há espíritos eternamente voltados para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
Todos temos guias espirituais, que nos acompanha, com a faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
Vivemos num campo vibratório peculiar, sendo cada um campo vibratório que o seu livre arbítrio comanda;
.
Somos todos iguais, porque filho do mesmo Deus de amor, justiça e sabedoria, fomos criados para cumprir seus sábios desígnios;
Adotamos a liberdade da prática religiosa;
Respeitamos todas a religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.
Autor Desconhecido
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
VOCÊ E A MAGIA
Magia é tudo aquilo que liga você ao invisível. Quando acende uma vela é magia, quando faz uma oração também é magia.
Estudar magia é antes de tudo estudar você mesmo e as suas atitudes. A partir do instante que se decide entrar neste mundo, é necessário que se esteja disposto a ser ver no espelho, a entrar dentro do próprio mundo e neste instante um novo mundo cheio de conexão com o oculto se abre diante dos seus olhos.
Isto porque o mundo mágico conecta você de volta com a Mãe Natureza, a sua raiz ancestral que faz com que se torne um com o Universo. Uma das principais regras da magia é respeitar tudo o que é vivo, independente do que seja, e fazer todo o que quiser desde que não faça mal a nada e nem a ninguém.
Hoje em dia com a tecnologia e com tantas coisas no nosso dia a dia esquecemos muito da nossa natureza real. Ouvir os cantos dos pássaros, andar na terra, sentir a água entres os dedos e seu toque em nossa pele, observar a frenética dança das labaredas do fogo, sentir o vento...
São tantas coisas que nos conectam ao Universo, mas infelizmente, essa sensibilidade anda desaparecida e isto faz com que as pessoas se sintam perdidas e desorientadas.
A magia nos remete de volta a tempos antigos e ao contato com a nossa natureza primitiva, aprender a ouvir a intuição, escutar o que seu coração tem a dizer e por onde quer te guiar...
Portanto buscar o ventre da Deusa, da Terra, Gaia é algo inerente nesta energia que nos permeia, até porque é para a terra que voltaremos um dia, é importante que cada um busque o seu caminho mágico e que cada dia em nossa vida seja realmente mágico apesar do transito, da internet, no msm...
Podemos começar identificando os nossos sentimentos e revelando isto a quem faz parte e compartilha de alguma forma da nossa vida.
A Magia pode te levar muito longe, desde que você se permita voar nas suas asas.
Estudar magia é antes de tudo estudar você mesmo e as suas atitudes. A partir do instante que se decide entrar neste mundo, é necessário que se esteja disposto a ser ver no espelho, a entrar dentro do próprio mundo e neste instante um novo mundo cheio de conexão com o oculto se abre diante dos seus olhos.
Isto porque o mundo mágico conecta você de volta com a Mãe Natureza, a sua raiz ancestral que faz com que se torne um com o Universo. Uma das principais regras da magia é respeitar tudo o que é vivo, independente do que seja, e fazer todo o que quiser desde que não faça mal a nada e nem a ninguém.
Hoje em dia com a tecnologia e com tantas coisas no nosso dia a dia esquecemos muito da nossa natureza real. Ouvir os cantos dos pássaros, andar na terra, sentir a água entres os dedos e seu toque em nossa pele, observar a frenética dança das labaredas do fogo, sentir o vento...
São tantas coisas que nos conectam ao Universo, mas infelizmente, essa sensibilidade anda desaparecida e isto faz com que as pessoas se sintam perdidas e desorientadas.
A magia nos remete de volta a tempos antigos e ao contato com a nossa natureza primitiva, aprender a ouvir a intuição, escutar o que seu coração tem a dizer e por onde quer te guiar...
Portanto buscar o ventre da Deusa, da Terra, Gaia é algo inerente nesta energia que nos permeia, até porque é para a terra que voltaremos um dia, é importante que cada um busque o seu caminho mágico e que cada dia em nossa vida seja realmente mágico apesar do transito, da internet, no msm...
Podemos começar identificando os nossos sentimentos e revelando isto a quem faz parte e compartilha de alguma forma da nossa vida.
A Magia pode te levar muito longe, desde que você se permita voar nas suas asas.
sábado, 6 de dezembro de 2008
DESENVOLVIMENTO DA INTUIÇÃO
Faz-se mister, em vossos tempos, que busqueis desenvolver todas as vossas energias espirituais – forças ocultas que aguardam o vosso desejo para que desabrochem plenamente. O homem necessita das suas faculdades intuitivas, através de sucessivos exercícios da mente, a qual, por sua vez, deverá vibrar ao ritmo dos ideais generosos.
Cada individualidade deve alargar o círculo das suas capacidades espirituais, porquanto, poderá, como recompensa à sua perseverança e esforço, certificar-se das sublimes verdades do mundo invisível, sem o concurso de quaisquer intermediários.
O que se lhe faz, porém, altamente necessário é o amor, o devotamento, a aspiração pura e a fé inabalável, concentrados nessa luz que o coração almeja fervorosamente; esse estado espiritual aumentará o poder vibratório da mente e o homem terá então nascido para uma vida melhor.
Fonte: Livro “EMMANUEL” – Psicografia Chico Xavier
Cada individualidade deve alargar o círculo das suas capacidades espirituais, porquanto, poderá, como recompensa à sua perseverança e esforço, certificar-se das sublimes verdades do mundo invisível, sem o concurso de quaisquer intermediários.
O que se lhe faz, porém, altamente necessário é o amor, o devotamento, a aspiração pura e a fé inabalável, concentrados nessa luz que o coração almeja fervorosamente; esse estado espiritual aumentará o poder vibratório da mente e o homem terá então nascido para uma vida melhor.
Fonte: Livro “EMMANUEL” – Psicografia Chico Xavier
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
O QUE É UM DÉJÀ VU ?
O Déjà vu é um sentimento inexato, subjetivo, já que é algo interno e somos pessoas diferentes. As descrições apresentadas variam bastante de grau e apenas possuem o ponto do comum de se ter a sensação de já haver vivido quando ocorre.
Dessa forma, existe a probabilidade de uma pessoa sonhar com algo, esquecer e ao vivenciar a cena estando acordada ter a sensação de já haver vivenciado antes. Mas essa é apenas uma das inúmeras tentativas de explicação para o fenômeno.
Existem teorias.
A medicina, por exemplo, possui uma que sugere que o déjà vu ocorre devido a um erro do cérebro ao armazenar a informação na memória. Ao invés de a informação da situação vivida no momento ser levada à área do cérebro responsável pela memória recente, ela, por um equívoco do sistema nervoso central, é conduzida até a área que guarda as informações sobre as vivências mais antigas. Dessa forma, o fenômeno de a pessoa presenciar um acontecimento e ter a sensação de que ele já havia acontecido há muito tempo se explicaria pelo simples fato de ao invés de o cérebro interpretar a situação como algo recente, se engana e a trata como algo remoto.
Mas esse sistema não é tão sólido pois existem situações que ele não explica. Como por exemplo aquelas ocasiões em que além de a pessoa sentir já ter vivido o momento, ainda prevê o que irá acontecer depois, até mesmo em semanas posteriores.
A partir daí surgem teorias mais sofisticadas. Uma, por exemplo, parte do princípio de uma faculdade do espírito, a de prever o futuro. Todos possuem essa capacidade, ainda que embrionária, e além disso, a vestimenta carnal dificulta muito a sua manifestação. O natural é que espíritos mais velhos a tenham mais desenvolvida.
Uma forma de explicar o porquê de previsões do futuro seria admitindo que em algum momento o espírito sai "um pouco" da bolha "espaço x tempo" e adentra "um pouco" na eternidade. Nesse momento o passado, presente e futuro "se aproximam" para constituir "uma coisa só" (eternidade). Quando se está influenciado pela linearidade do tempo, o passado, presente e futuro são facilmente vistos como coisas distintas. É o que sentimos agora. Mas em algumas ocasiões o espírito consegue sair um pouco dessa linearidade e observar um pouco mais de cima. Isso é o que o possibilitaria ter acesso a flashes do futuro.
Retornando do pequeno acesso à eternidade até bolha "espaço x tempo" (linearidade do tempo), o espírito traz consigo informações sobre o futuro (e o trata como se fosse passado, já que é como se já o houvesse vivenciado), e quando este futuro se concretiza no presente (quando está ocorrendo), o indivíduo tem a sensação de que já o vivenciou.
Outras teorias mais simples podem servir para explicar algumas situações isoladas. São exemplos:
- O indivíduo não lembrar que na atual encarnação (ainda que inconscientemente) já tinha visto o local ou pessoas constituintes da situação que sentiu como um déjà vu;
- A pessoa, em encarnações anteriores já ter passado por situações parecidas e por isso crer que já ocorreu;
- A pessoa ter previsto a situação em sonhos (podendo tanto ter sido desecadeado por uma faculdade que possui, quanto ter sido estimulada por mentores para prepara
á-la), e isso ter feito com que ela sentisse como se a situação já houvesse ocorrido (mesmo que não lembrasse do sonho);
- A pessoa durante algum sonho ter tido lembranças de vivências de outras vidas que se assemelhavam às que ocorreram na situação identificada como déjà vu.
Luidje
Dessa forma, existe a probabilidade de uma pessoa sonhar com algo, esquecer e ao vivenciar a cena estando acordada ter a sensação de já haver vivenciado antes. Mas essa é apenas uma das inúmeras tentativas de explicação para o fenômeno.
Existem teorias.
A medicina, por exemplo, possui uma que sugere que o déjà vu ocorre devido a um erro do cérebro ao armazenar a informação na memória. Ao invés de a informação da situação vivida no momento ser levada à área do cérebro responsável pela memória recente, ela, por um equívoco do sistema nervoso central, é conduzida até a área que guarda as informações sobre as vivências mais antigas. Dessa forma, o fenômeno de a pessoa presenciar um acontecimento e ter a sensação de que ele já havia acontecido há muito tempo se explicaria pelo simples fato de ao invés de o cérebro interpretar a situação como algo recente, se engana e a trata como algo remoto.
Mas esse sistema não é tão sólido pois existem situações que ele não explica. Como por exemplo aquelas ocasiões em que além de a pessoa sentir já ter vivido o momento, ainda prevê o que irá acontecer depois, até mesmo em semanas posteriores.
A partir daí surgem teorias mais sofisticadas. Uma, por exemplo, parte do princípio de uma faculdade do espírito, a de prever o futuro. Todos possuem essa capacidade, ainda que embrionária, e além disso, a vestimenta carnal dificulta muito a sua manifestação. O natural é que espíritos mais velhos a tenham mais desenvolvida.
Uma forma de explicar o porquê de previsões do futuro seria admitindo que em algum momento o espírito sai "um pouco" da bolha "espaço x tempo" e adentra "um pouco" na eternidade. Nesse momento o passado, presente e futuro "se aproximam" para constituir "uma coisa só" (eternidade). Quando se está influenciado pela linearidade do tempo, o passado, presente e futuro são facilmente vistos como coisas distintas. É o que sentimos agora. Mas em algumas ocasiões o espírito consegue sair um pouco dessa linearidade e observar um pouco mais de cima. Isso é o que o possibilitaria ter acesso a flashes do futuro.
Retornando do pequeno acesso à eternidade até bolha "espaço x tempo" (linearidade do tempo), o espírito traz consigo informações sobre o futuro (e o trata como se fosse passado, já que é como se já o houvesse vivenciado), e quando este futuro se concretiza no presente (quando está ocorrendo), o indivíduo tem a sensação de que já o vivenciou.
Outras teorias mais simples podem servir para explicar algumas situações isoladas. São exemplos:
- O indivíduo não lembrar que na atual encarnação (ainda que inconscientemente) já tinha visto o local ou pessoas constituintes da situação que sentiu como um déjà vu;
- A pessoa, em encarnações anteriores já ter passado por situações parecidas e por isso crer que já ocorreu;
- A pessoa ter previsto a situação em sonhos (podendo tanto ter sido desecadeado por uma faculdade que possui, quanto ter sido estimulada por mentores para prepara
á-la), e isso ter feito com que ela sentisse como se a situação já houvesse ocorrido (mesmo que não lembrasse do sonho);
- A pessoa durante algum sonho ter tido lembranças de vivências de outras vidas que se assemelhavam às que ocorreram na situação identificada como déjà vu.
Luidje
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