sábado, 11 de outubro de 2008

REVOLUÇÃO DA ALMA

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.

Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

Se você anda repetindo muito “eu preciso, tanto de você” ou “você é a razão da minha vida”, cuide-se.

Remova essas palavras e principalmente a ação dessas palavras da sua vida, pois fazem muito mal ao seu “eu” interior. A razão da sua vida é você mesmo.

A tua paz interior é a tua meta de vida; quando sentires um vazio na alma, mesmo tendo tudo, busque a divindade que existe em você.

Não se esqueça nunca de agradecer.

Quando você agradece, Deus recebe seu coração.

Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.

Unir-se a DEUS nos momentos de alegria garante uma facilidade maior de contato nos momentos menos alegres.

“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”

PENSE NISSO...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

QUAL SERÁ SUA ESCOLHA HOJE?

A vida, em si, não ensina!

É você quem decide, a cada momento, se há uma lição a ser aprendida...
Em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento...
Ou desperdiça todos os momentos e vai vivendo aos trancos e barrancos.

Coisas boas e ruins acontecem a todos indistintamente...
Se não existe o paraíso, podemos construir um oásis de paz, em nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem...
Tudo depende da escolha.

Podemos fugir à tristeza? Não.
Podemos impedir as perdas? Não.
Podemos obrigar que nos amem? Não.
Mas podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor...

Podemos tornar nosso trabalho mais realizador...
Podemos transformar o ódio em perdão...
O ressentimento em compreensão...
Basta tomar essa decisão!
Escolhendo a melhor forma de resolver os conflitos e aprender com eles...

Desafie a você mesmo, criando um artifício para lidar, com o negativo.
Invente um jogo em que ganhe pontos, diante de situações que você resolva com harmonia, ou perca pontos se não resistir a se fazer de vítima...
Feche as portas ao automatismo burro...
Ele faz sofrer e nos torna refém.
Podemos ser, hoje, melhores do que ontem.

Cabe a você, somente a você, escolher se os acontecimentos de ontem, hoje e amanhã, serão usados para torná-lo uma pessoa melhor...

Qual será sua escolha hoje?

REGRAS PARA SE SER HUMANO

- Você receberá um corpo.
Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.

- Você aprenderá lições.
Você está matriculado numa escola informal, de período integral, chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições.Você poderá gostar das lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.

- Não existem erros, apenas lições.
O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

- Cada lição será repetida até que seja aprendida.
Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha aprendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a seguinte.

- O aprendizado nunca termina.
Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender.

- "Lá" não é melhor do que "aqui".
Quando o seu "lá" se tornar em "aqui", você simplesmente entenderá que o melhor é viver o "aqui e o agora".

- Os outros são apenas seus espelhos.
Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo.

- O que fizer de sua vida é responsabilidade sua.
Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.

- As respostas estão dentro de você.
Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar. Você se esquecerá de tudo isto!

Twyla Nitsch,

NOSSOS VELHOS

Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.

Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.

A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá prá implicar com a empregada.

O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?

Fizeram 80 anos.

Nossos pais envelhecem.

Ninguém havia nos preparado para isso.

Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que para isso recorram a uma chantagenzinha emocional.

Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.

Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.

É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.

Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.

Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?

Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.

Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.

Essa nossa intolerância só pode ser medo.

Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.

Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Autora Marta Medeiros

PARA QUE VIVE O HOMEM?

Existem mesmo leis que governam a terra?

Ação e reação, causa e efeito, lei da atração, lei da evolução... Existe algo no universo que não tenha um objetivo?

Deveríamos começar a nos perguntar para que serve cada parte da vida na terra.

Como por ex:
Para quer serve os animais?
Será que eles existem para colocarmos enfeites, sair para passear, usar como carregadores de pesos ou deixá-los presos em uma gaiola?
Doutriná-los da maneira que queremos e nos divertir.

Por que há arvores?
Para destruirmos e criarmos móveis que em alguns meses não nos agrada por causa da moda?

E os rios, mares, as pedras etc...

Existem tantos tipos de vidas e por não saber o objetivo destruímos.

Será este o objetivo de estarmos vivos?

Perguntamos também pelas nossas criações, como o dinheiro e os objetos, que nos incentivam a matar, a roubar e sermos possessivos. Nos enchendo de inveja, ira, orgulho.

Por falta de consciência não sabemos o objetivo de quase nada.

Dentro de tantas dúvidas que o ser humano se encontra ele prefere fugir, esquecer o porquê vive.

Alguns esclarecidos acabam se perdendo dentro do próprio fanatismo, outros preferem criar mentiras e suas próprias teorias;

A maioria não acredita em nada e o pior ceticismo é não acreditar em si mesmo.

No meio de tanta ignorância o ser humano tem a capacidade de despertar a sua consciência e acordar para realidade, vê a falsidade em que vive, sufocado pelo materialismo.

Se conhecer com sinceridade, lutar para corrigir os defeitos internos, despertar a consciência buscando pelas CAUSAS reconhecendo os EFEITOS, observando a suas AÇOES sabendo as REAÇÕES, usando a lei da ATRAÇÃO com pensamentos positivos para todos, seguindo assim a sua EVOLUÇÃO.

Seja Natural seja Consciente.
. Busque o Auto-conhecimento.

VIDA SIMPLES

Sua casa, armários e despensa, e inclusive o carro, estão repletos de caixas cheias de coisas que não servem mais para nada, mas que você ainda guarda por via das dúvidas, ou estão transbordando de coisas que não usa há muito tempo, até mesmo desde quando as comprou?


O estilo de vida consumista nos leva continuamente a comprar e acumular cada vez mais coisas, mas, em vez de trazer felicidade, como prometem os anúncios de publicidade e os vendedores, muitas vezes os objetos que nos cercam, mas que não usamos, terminam complicando a vida.


"Menos é mais", diz um anônimo, mas sábio, ditado popular. A procura por qualquer livro, documento, ferramenta ou um número de telefone pode ser um desafio como encontrar uma agulha no palheiro quando o ambiente está abarrotado de coisas.


Desfazer-se do que não é mais útil requer esforço, assim como escolher que coisas ainda servem e quais não. Mas é só lembrar a satisfação de quando se livrou de algo que pensava que nunca poderia jogar fora ou dar. Foi como se tirasse um peso do coração!


É possível receber os benefícios sem antes deixar um vazio? Segundo a especialista Dominique Loreau, autora do livro "L´art de La Simplicité" (A arte da simplicidade), isso não só é possível, mas o ideal para levar uma vida baseada na simplicidade e na beleza.

Ao longo de seus anos de vida e estudo da filosofia zen no Japão, Loreau descobriu que a simplicidade enriquece a vida, liberando-a de preconceitos e restrições, e pode se refletir em cada uma das facetas de nossa existência.


Austeridade nas compras, simplicidade nas roupas, clareza nos pensamentos, frugalidade na alimentação. A simplicidade consiste em ter pouco para encontrar a liberdade de chegar ao essencial. Isso se traduz em elegância, bem-estar, serenidade e beleza. Algumas propostas podem ajudar a seguir esse caminho:



Busque o minimalismo confortável:
Sua casa deve ser um local de descanso e refúgio, onde cada objeto deve ter sua utilidade. Faça uma lista do que você realmente precisa e do que é simplesmente decorativo e não serve para nada. Desfaça-se do que não tem serventia. Há elementos de caráter emocional, como as fotos de familiares e amigos, mas não é preciso abarrotar a casa com elas por todas as partes.


Pense duas vezes antes de comprar alguma coisa:
Quando for adquirir algo, reflita por alguns instantes se realmente terá alguma utilidade ou se está comprando puramente por questões estéticas.



Fuja das modas passageiras:
Em vez de encher o guarda-roupa (e esvaziar os bolsos) com roupas que só vai vestir por um ano e depois sairá de moda, escolha roupas de boa qualidade e que não ficarão defasadas rapidamente, para que dure mais tempo. É preferível ter uma peça do que três que estragarão após a primeira lavagem.



Pergunte a si mesmo se precisa de alguma coisa:
Antes de guardar alguma coisa, pergunte-se:
"por que estou guardando isso? Para que serve?".
O mesmo se aplica às coisas que você já tem guardadas: se chegar à conclusão de que não servem mais, dê de presente ou se desfaça delas sem remorso.



Por Daniel Galilea
Efe-Reportagens

MALANDROS

Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc...). Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.

Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.

Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.

Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.

Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.

Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes: Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc...
Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.

E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois eles trabalham muito com as almas...

POR QUE?

Por que nós umbandistas insistimos em ficar discutindo quais são os Orixás que devem ser cultuados na Umbanda e nos esquecemos que, independentemente dos nomes, Eles são um complexo vibracional e energético representados pelas Forças da Natureza?

Por que, nós umbandistas, que cultuamos as Forças da Natureza, como manifestação Divina de Sua Infinita Sabedoria e Misericórdia, somos os primeiros a sujá-las com despachos e oferendas e quase nunca limpando o que sujamos?

Porque nós umbandistas, corremos de terreiro em terreiro somente para criticar este ou aquele dirigente, nos esquecendo que mesmo sendo diferentes de nossa maneira de pensar, estão praticando Caridade?

Por que nós umbandistas, não nos preocupamos mais com os falsos "Pais no Santo"?

Por que, nós umbandistas, não buscamos nos instruir mais para podermos esclarecer mais?

Porque, nós umbandistas, ao invés de nos orgulharmos das entidades que trabalhamos, e vivermos dizendo que foi "meu caboclo que resolveu", não buscamos ser motivo de orgulho para elas vivenciando as suas mensagens?

Por que, nós umbandistas, afirmamos que respeitamos todas as religiões, quando não conseguimos respeitar ou compreender, uma pequena discrepância litúrgica, natural de se encontrar de terreiro para terreiro?

Por que nós umbandistas, quando questionados sobre qual religião seguimos, dizemos quando muito, que somos espíritas, quando não o somos?

Precisamos parar de mentir para nós mesmos e de desrespeitar os ensinamentos valorosos da Umbanda!

Precisamos parar de sermos omissos.

Precisamos deixar de ter "vergonha" de dizer que SOMOS UMBANDISTAS!

Precisamos compreender melhor a Umbanda e a nossa missão e objetivos dentro Dela!

Porque ser umbandista não é só colocar a roupa branca e ir para o terreiro.

É ter a mente e o coração limpos de interesses excusos.

É ser humilde e caridoso!

É carregar a bandeira da Umbanda com Amor e Fé!

Precisamos aprender a SER UMBANDISTAS DE VERDADE!

Porque ser Umbandista é SER EXEMPLO DE AMOR!

Autor desconhecido

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ERROS

"Erros são oportunidades".

Toda vez que pisamos na bola intencionalmente ou não,temos chance de aprender uma lição e passar para o próximo nível.

Na verdade, os erros só podem ser considerados erros se não aprendermos a lição que eles têm para nos ensinar.

Hoje, perdoe a si mesmo por algum equívoco que você tenha cometido no passado.

Lembre-se :
a queda é uma lição.

Não fique se culpando.

A culpa tem um efeito paralisante.

Ela não ajuda a pessoa que sofreu pelo seu erro nem permite que você siga em frente.

Todos saem perdendo, ninguém sai ganhando.

Em vez de ficar paralisado pela culpa aprenda a lição,comprometa-se a agir de forma diferente daqui para frente,e siga adiante,com a cabeça em pé.

Se você tiver mudado não há motivo para baixar a cabeça.

BUSCANDO UMA LUZ

Tens dentro de ti mesmo um amigo sublime, que desconhece.

Pois nosso Pai reside no interior de cada criatura, mais poucos sabem encontra-lo.

Os seres que sacrifica os seus desejos e as suas ações ao ser de quem se originam os principios de todas as coisas, o Ser por quem foi formado o universo, por esse sacrificio abtem a perfeição.

Pois identifica-se com Deus quem acha em si mesmo sua felicidade, sua alegria e tambem sua Luz.

Sabe tu, a alma que encontrou Deus libertou-se do renascimento e da morte, da velhice e da dor, e bebe a agua da imortalidade.

Teu Mentor....diz a tua Alma.....Alma cega!

Empunha o facho dos misterios e veras, na noite terrestre, o teu luminoso Duplo, tua alma celeste.

Segue esse guia Divino.

Que ele seja o teu Genio.

Pois ele tem a chave das tuas existencias passadas e futuras.

Escutais vós mesmos, olhai no infinito do espaço e do tempo.

Aí ressoa o canto dos astros.

Lembrai-vos que o mais importante dessa vida terrena...

és teu espirito...

e a grandeza de tua alma...

DIGNIDADE COM SEU AMOR

Freqüentemente, confundimos amor com carência.

Deixamos essa sensação de vazio e solidão ocupar nosso coração de tal forma e com tal intensidade que perdemos a referência dos nossos mais profundos sentimentos.

No entanto, fiquei pensando num antídoto para esses enganos e não me veio nada melhor que a palavra "dignidade"!

Palavra essa que tem a ver com honra, amor-próprio, respeito, enfim, autoridade para amar!

É isso: que tenhamos autoridade para amar!!!

Porque usar as dificuldades de uma relação para rapidamente ocuparmos o papel de vítimas é o que temos feito quase sempre.

Mas nos falta coragem para admitir nossas limitações, para conseguir reconhecer o outro como um mestre, um espelho de nós mesmos.

Porém, esquecemos que da mesma forma que esse espelho nos mostra nossas feridas e dores, nossos buracos e medos...

da mesma forma que ele escancara nossa insegurança e muitas de nossas máscaras... ele também nos mostra nossas qualidades, nossa sabedoria, nossos dons e brilho pessoal.

É no exercício de amar e compartilhar o que temos de mais íntimo, que podemos perceber quem realmente somos, desde que estejamos dispostos a nos olhar, a nos autoconhecer e nos reconhecer exatamente como somos.

A partir de então, podemos iniciar um processo de transformação, de autotransmutaçã o.

Essa é a grande magia do amor.
É a alquimia do coração!

Muito mais importante do que ficarmos o tempo todo fazendo questionamentos sobre os conceitos e as regras do amor, é a oportunidade que temos de compreender a força e o poder contidos no momento presente, no agora!

Portanto, sugiro que você relaxe e pare de se preocupar com perguntas como "será que encontrei minha alma gêmea?", "será que vai dar certo?", "será que devo me expor, ser sincera e mostrar o que sinto?". Chega de tantas suposições para amar!

Chega de buscarmos tantos motivos, tantas respostas, tantas garantias...

Que possamos simplesmente nos deixar absorver pelo que a vida está nos oferecendo neste instante; que possamos nos agarrar à preciosa chance de nos encontrarmos, de finalmente enxergarmos a nossa própria alma através do amor, do que o outro se torna em nossas vidas.

É a intensidade com que você vive que faz a sua vida realmente valer a pena! É a sua decisão de acreditar que o seu poder pessoal está dentro de você - e nunca no outro - que faz com que o amor se transforme num caminho para a sua evolução e não num jogo onde ganha quem está "sempre por cima"...

Isso é uma grande perda de tempo! Um enorme desperdício de energia, sentimento e possibilidades. Olhe para o outro e enxergue nele, de uma vez por todas, o amor que você tem para dar, a alegria que você pode proporcionar, o encanto que brilha em sua essência.

Tudo, absolutamente tudo, inclusive o amor, acontece de dentro pra fora!

Mas enquanto você insistir em atribuir à vida, ao outro ou à relação tudo o que você sente de bom ou de ruim, nada terá sido verdadeiramente seu...

Dê dignidade ao seu amor, assim como a tudo que faz parte de você.

Seja a sua dor, o seu desespero, a sua falta de autoconfiança, o seu medo de não conseguir...

Não importa: que você seja digno enquanto chora e enquanto ri.
Enquanto ama e enquanto perde o seu amor.

Que você possa ter autoridade sobre seu coração durante todos os dias de sua vida, porque depois dos momentos mais difíceis que você passar, restará apenas isso:

a sua dignidade e, sobretudo, a sua capacidade de recomeçar e amar novamente... sempre de uma maneira nova, mais inteira, mais você!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

MIRONGA DE PRETO VELHO

Mironga é como chamamos o feitiço de preto-velho, a mandinga de negro em favor aos filhos que o procuram.
Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso vc não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçada...

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente.

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando...

10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Vó Dita
11/02/2007

A MÁSCARA DO MAL

Carregar a máscara do mal extenua e consome as forças inevitavelmente.

Carregar a máscara do ódio, do ressentimento, da revolta, dilata-nos as veias da fronte; envenena-nos as células; faz adoecer, dia após dia, o corpo e a alma.

O mal é extremamente desconfortável, eis a verdade. Mais uma das razões pelas quais entendemos que ele não tem como prevalecer na Terra.

Embora possa trazer aparentes vantagens num primeiro momento, com o passar do tempo ele nos cansa, nos enfraquece.

A essência do bem, pelo contrário, nos torna mais leves e nos concede prazeres duráveis e autênticos.

Foi-se o tempo em que precisávamos responder violência com violência.

Foi-se o tempo em que o ataque era a melhor defesa, lembrando certas técnicas bélicas tão cultuadas.

Foi-se a era da lei do mais forte.

São chegados os tempos do reino do amor, de colocar em prática, sem medo, o ensino do ofereça a outra face. E a outra face da máscara do mal é a essência do bem, que todos temos em nosso íntimo.

Tal como pedra a ser lapidada, a essência Divina habita a intimidade de nosso Espírito imortal, e aguarda chance de luzir para nunca mais se apagar.

Se, em outras épocas, os guerreiros que mais resistiam aos inimigos eram aqueles que carregavam a máscara do mal, do ódio fulminante, hoje, tal sucesso se dará para os que optarem pelo bem e em nome do bem se opuserem ao mal.

A todo instante caem os guerreiros do mal, entendendo finalmente que o bem há de reinar. E o que parece derrota num primeiro momento, mostra-se como vitória, logo em seguida.

Vitória do homem sobre ele mesmo. Vitória da virtude sobre a imperfeição. Da luz sobre a treva.

Na obra A gênese, Allan Kardec discorre sobre a temática da origem do bem e do mal, e apresenta o seguinte raciocínio:

Deus, todo bondade, pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio.

Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida.

Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio.

Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro.

A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência.

Momento Espírita

PROVAÇÃO E APRENDIZADO

Quando a dor nos bate à porta e enche de sombras nossa vida, costumamos chorar ou nos desesperar. Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo: os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou família perfeitas.

Nessas horas de provação, lamentamos e choramos. Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.

Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam. Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.

Acredite: ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre bons e maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.

Muitas vezes nos perguntamos: Por que isso aconteceu comigo? A pergunta deveria ser diferente: Para que isso aconteceu comigo?

Sim, toda e qualquer experiência - sofrida ou feliz - traz um aprendizado importante. São momentos que vão enriquecer nossa alma. Deus não brinca com as nossas vidas. Se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.

Faça uma retrospectiva: observe os momentos difíceis de sua existência. Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida. A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. A família difícil nos oferece a lição da tolerância. Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. Essas lições são interiorizadas: nós as guardaremos para sempre.

Na verdade, as dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo. Se algo ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: o que posso aprender com isso? Como posso melhorar a partir desse episódio? Mas, atenção: nada disso significa que devemos cultuar a dor. Nada disso! Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos. Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.

Assim, busque soluções, lute por sua felicidade. Mas faça tudo isso com tranqüilidade. Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora. Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.

Acredite: por mais amarga seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.

Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça. Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções. E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais. Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.

Em geral, a solução está bem próxima. Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema. Com calma, logo poderemos ver a luz no fim do túnel.

(Mensagem do Momento Espírita
Por: Alexandre Morós

domingo, 5 de outubro de 2008

O QUE É SER UMBANDISTA

Ser Umbandista está além de comparecermos nos Templos em dias de trabalho,além de cumprirmos todos os rituais ,além de cantarmos os pontos, além de cambonar prestativamente os Guias, de tocar atabaques com esmero, de efetuar as preces iniciais com fervor, está além de quando somos médiuns conscientes nos policiarmos para não interferir na comunicação dos Guias.

Ser Umbandista está além de evitarmos o ciúme que só destrói ,a inveja que só inflama, a maledicência que só envenena, a discórdia que só desune, a vaidade que nos torna ingratos ,a crítica que nos transforma em inquisidores,a impaciência que nos cega , o desânimo que nos torna estéreis espiritualmente,a revolta que nos tornam ácidos, o oportunismo que nos torna negociantes do Sagrado tornando-o profano, a rebeldia que nos tornam devedores, a presunção que nos tira a Fé.

Sem dúvida tudo isto é importantíssimo pois dentro de um Templo um Umbandista se faz tendo conduta irrepreensível, atitudes valorosas,mente purificada ,disposição fraternal para que desta forma conquiste o mérito e o progresso, para que suas obras sejam edificantes e a caridade pura seja os degraus de sua evolução associada ao amor como corrimão.

Ser Umbandista é antes de tudo ser honesto e ter a verdade como espelho de sua alma.De que adianta seguirmos todos os conceitos e regras existentes em nossa Sagrada Umbanda se não temos a verdade como o sangue a correr em nossas veias espirituais bombeado pelo coração da honestidade ?

De que adianta nos portamos exemplarmente nos Templos frente aos Guias e fora dele termos atitudes reprováveis de inverdades e enganações até para com outros Umbandistas esquecendo-nos que somos nus aos olhos do Criador e que nossos amados Guias que nos protegem entristecem com nossas infelizes atitudes mistificadoras quase que num sentimento de impotência por não haverem conseguido ainda tocar neste coração enfermo?

A VIDA PEDE LICENÇA

Em nome do Pai, venho pedir...

Nesta hora,na qual o Ser Humano, rebaixando-se
a um nível que os próprios irracionais, se
racionais fossem, se envergonhariam...

Nesta hora peço humanidade em favor
daqueles que se dizem humanos,
discernimento àqueles que
se julgam donos da vida e da morte,
amor àqueles que se consideram
acima d'Ele.

Vejo irmãos contra irmãos, numa luta
insensata e cruel, em que Seu Santo Nome
é dado como motivo !

Envergonho-me...

Mas faço meu pedido em
nome das nossas esperanças,
da caridade que ainda temos em nós e
dos sonhos que ainda não tivemos
oportunidade de sonhar.

Que os algozes da paz, sejam de que
nacionalidade for, possam olhar para o céu
e ver as lágrimas de dor que dos
olhos do Pai descem, silenciosas... lágrimas
essas traduzidas em Seu Santo Amor,
todo dia, toda hora, a todo momento, tentando
nos mostrar, através da simplicidade da
vida, o quanto ainda teremos de
evoluir, amando-nos uns aos outros como
verdadeiros irmãos que somos.

Desmoronam-se os prédios da
compreensão e da bondade; cultua-se
Seu Nome num altar de sangue...

De todos os lados, sem exceção.

Mas peço que jamais se desmoronem os alicerces
da Fé, da Esperança, da Justiça e
do Amor Incondicional.

A Vida pede licença para poder
viver em Paz.

Que Assim Seja...

sábado, 4 de outubro de 2008

SER FELIZ OU ESTAR FELIZ

Será possível sermos felizes, em um mundo tão infeliz?

Um mundo onde mais da metade da população vive abaixo do nível da pobreza?

Um mundo onde há terremotos, tsunamis, furacões, inundações e seca?

Um mundo injusto, onde pouco mais de mil pessoas possuem riqueza, igual ou superior, à riqueza do conjunto de países onde vive 59% da Humanidade?

É possível ser feliz num mundo assim? É possível ser feliz em um país como o Brasil, onde 46% da riqueza nacional está nas mãos de apenas cinco mil famílias?

Uma privilegiada cabeça brasileira, ao analisar a questão, separou a felicidade em dois tempos: o tempo vertical e o tempo horizontal.

O tempo vertical é o momento intenso, vibrante, de uma realização.

Pode ser a conquista de um título num campeonato, o ter passado no vestibular, o primeiro encontro amoroso, o nascimento de um filho.

Nesse tempo vertical, a pessoa está feliz. É um momento especial, mas passageiro.

Assim, pode-se estar atravessando intensas dores, graves problemas e estar feliz em alguns momentos: pelo diploma conquistado pelo filho, pelo emprego tão aguardado que se anuncia, pela viagem sonhada que se concretiza.

O tempo horizontal é o do dia a dia. Assim, a paixão, o ideal do amor eterno que faz a pessoa desejar estar com o outro é o tempo vertical, de estar feliz.

No relacionamento a dois, na rotina em que, por vezes, se transforma o casamento, há um desgaste natural.

Nesse momento, é que entra o diálogo, a tolerância, a renúncia,o cultivo da ternura, sem o que o amor esfria, até virar indiferença.

Nesse momento a pessoa pode ser feliz. Feliz se tiver a capacidade de romper a rotina: inventar um programa, sair com amigos, ir ao teatro.

Inventar e reinventar cada dia.

Feliz se tiver a sabedoria para descomplicar as questões, acolher os limites, compreender e superar dificuldades.

Dessa forma, podemos estar felizes no dia que ganhamos uma promoção, um aumento de salário compensador.

Podemos estar felizes quando nosso filho volta ao lar, depois de longa viagem ou alguém muito querido nos visita.

São momentos intensos, vibrantes.

O ser feliz é o estado prolongado, sempre recriado e alimentado.

É a sabedoria de viver.

A felicidade, pois, é uma conquista. Podemos sorvê-la, em grande dose em um momento, em um dia e estarmos felizes.

Podemos sorvê-la em gotas homeopáticas, a cada dia, e sermos felizes.

Podemos, pois, escolher, como desejamos a nossa felicidade: em tempo vertical ou em tempo horizontal.

Desejamos estar felizes ou ser felizes?

* * *

Vives momentos de felicidade dos quais não te apercebes.

Diante dos teus olhos estão paisagens ricas de beleza e cor.

Seguem contigo as bênçãos de Deus, que ainda não sabes valorizar.

As ocasiões de amar e ser amado se multiplicam.

Rompe a carapaça que te impede o claro discernimento e aprende a ser feliz.

Momento Espírita

TUA SOLIDÃO

Tu te sentes só, abrigando em ti ansiedade mórbida acerca do assunto.

A solidão é punição cruel, para ti, e ainda que estejas rodeado pelos familiares e os amigos te cerquem, és uma ilha, isolado do gênero humano, por intensa solitude.

Tens, entretanto, comportamento conflitante, pois, apesar de detestares a solidão, foges ao convívio social, produzindo em ti a gênese de neurose peculiar.

Reflete sobre esta neurose que pouco a pouco se instala.

Analisa o vazio que sentes e que te sufoca, e, verificarás, que tua solidão é a ausência de Deus, dentro de ti.

Esqueceste-O no afã das conquistas materiais, perdendo o norte que te conduzia a Ele. E assim, sofres, saudoso de Sua presença, em imensa solidão.

Reclamas das noites que se alongam, porque só enxergas a escuridão erma do espaço vazio; não vislumbras as estrelas, porque teus olhos cerraram para as belezas da Criação.

E, enquanto a insônia cruel te mantém desperto, de olhos abertos, te encontras, todavia, lamentavelmente adormecido em espírito.

Tantas tarefas requisitam o teu auxilio!
Tantas almas precisam da tua ajuda!

Teu egoísmo não te permite vê-las, porque contemplas tão somente a tua amargura e soledade.

Não estás só!
Nunca estarás!

Perto de ti, almas confrangidas.
Aguardam o teu auxílio, enquanto os Espíritos bondosos se aproximam de ti.

Não os sentes, uma vez que estás absorvido em ti mesmo e no mundo frio que te envolve.

Desperta!
Sai para o calor que só o amor e a caridade propiciam àqueles que se dispõem a servir.

Esquece o isolamento em que te encarceras; abre o mais radioso sorriso e confirma que a vida é bela.

Agradece esta dádiva que recebeste, suavizando-te as dores alheias, consolando os que choram, alimentando os que têm fome, formando, assim, companhia permanente na família da compaixão, do amor e da caridade.

Desse modo não mais te sentirás só, e o vazio dentro de ti será permanentemente preenchido pela presença amiga de Jesus.

Lar Espírita Chico Xavier
- Psicografado por Vera Cohim pelo Espírito Amélia.

ESTADO DE ESPIRITO

A felicidade é um estado de espírito.

Quando você está bem consigo mesmo, o mundo pode estar desabando ao seu lado, que nada te atinge.

Se você quer encontrar a felicidade, olhe dentro de você, descubra o que te faz bem, e o que te incomoda.

Faça uma limpeza interior, jogue fora os sentimentos que te machucam e que te deixam inquieto.

Permaneça em silêncio pelo período de tempo que achar necessário.

Mantenha sua mente limpa e aberta para receber as bênçãos que lhe serão dadas.

Quando seu coração sentir que é hora de retornar a casa, você abrirá seus olhos
lentamente, e sentirá em cada célula do seu corpo, uma sensação de paz interior.

Começará a ver os acontecimentos e as pessoas de uma maneira diferente.

Principalmente, você se verá de um modo diferente, chegará a conclusão que as coisas e as pessoas não mudaram, mas sim, a maneira como você as vê hoje.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

LIMPANDO A MENTE

Os bons costumes tornam a mente límpida e clareiam o verbo, enriquecendo-o, para que os ouvintes sejam estimulados ao exercício do bem eterno. A poluição mental turva a consciência e conturba o raciocínio, deixando a alma trôpega no vaso da carne. O homem civilizado não tem o costume diário de higienizar o corpo? Pois a mente, na verdade, tem grande necessidade de limpeza, tanto quanto o corpo, por ser o centro da vida que comanda todo a massa somática.

E esse trabalho começa como a chuva: divide-se em bilhões de gotículas, mas farta a humanidade e a natureza, limpa a atmosfera e destampa as minúsculas aberturas das árvores, de onde promana o oxigênio puro, no vigor da própria existência. Assim, a chuva, para a mente, há de surgir nessas mesmas proporções: bilhões ou trilhões de pequenos esforços, somando uma torrente de energias vivas, conduzindo todo o entulho da consciência por canais apropriados. E a pureza do raciocínio faz nascer um clima enriquecido para as belezas imortais do amor, da alegria e da fraternidade. Sugestiona o ser à procura de Deus e a obedecer às leis.

A castidade mental é obra de grande importância para a nossa supremacia espiritual, sem as sutilezas da arrogância e as manobras do orgulho. Devemos nos esforçar todos os dias, a partir do momento em que nos alistamos no exército do Cristo. Como espíritos, mesmo no mundo, mas à procura da luz, compreendamos, na urgência das nossas necessidades, que renovação é tema central da alma - ovelha que reconhece o pastor, atendendo os seus magnânimos convites, pela inteligência e pelo coração.

A elegância dos pensamentos ajusta o meio ambiente em que viveis, para chamados fraternos e para uma conversação sadia, desamarrando do núcleo da vida, a expressão do amor, de modo a participar, na mesma freqüência, a razão. Para que tudo isso se faça, o esforço próprio é imprescindível, dia a dia. A auto-educação haverá de se processar passo a passo, e a vigilância deve arregimentar todas as forças possíveis nessa imensurável batalha que somente termina na pureza espiritual, para começar outros labores, em escalas que escapam ao raciocínio humano.

A vida é um turbilhão de vidas sucessivas, que se associam por lei de esforços e de obediências correlatas. No homem, o começo do sofrimento é princípio de maturidade. É, pois, a força do progresso atingindo a sua farda física, para que o corpo espiritual se atualize nas necessidades maiores. Os grandes golpes na alma clareiam seu caminho para certas mudanças na arte de viver melhor.

Escrevemos para todos, é certo. No entanto, endereçamos nossas mensagens, com mais intimidade, aos despertos, aos companheiros conscientes dos seus deveres ante a escalada do Mestre. Se começais hoje a vos renovar na vida que levais, amanhã sereis torturados impiedosamente pelas forças contrárias, donde resulta a desistência de muitos estudantes da verdade, por ignorarem que o ataque, a maledicência, a injúria, o desprezo são outras tantas forças do bem, revestidas aparentemente de inimigos. Todavia, o que Jesus disse nos conforta sobre maneira: “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”.

Associemos nossos esforços aos regimes das leis de Deus, respeitando-as em todas as suas nuances. Se algo faltar de nossa parte, nunca haverá de ser a persistência, como onda de luz a transformar as nossa boas intenções em realidades.

Higienizemos a nossa mente, sem afrontá-la agressivamente. A experiência nos aconselha que o trabalho paciente e constante vencerá obstáculos que se nos afiguram em posição irremovível. Na verdade, a mente plasma o que os olhos vêem, como máquina fotográfica pronta para disparar tendo em mira o objetivo visado. Não obstante, poderemos fechar o diafragma. Assim sucede com os ouvidos, assim se processa na formação das idéias. Orar e vigiar é atitude certa para que a mente não se suje mais. E o trabalho de limpeza deve ser eficiente, diminuindo a carga corrosiva acumulada em muitos séculos.
Um pouco de boa vontade vos colocará, com habilidade, nesse saneamento, e o conceitos que propomos nesse livro são, um tanto um quanto, companheiros da limpeza espiritual, convidando a todos para a libertação.

Livro: Horizontes da Mente,
psicografado pelo médium João Nunes Maia. (Miramez espirito)